Quinta, 06 Dezembro 2018 17:30

19/4/2010 - Maringá (PR) para Abrolhos (BA)

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Maringá (PR) para Abrolhos (BA)

Viagem de moto sozinho de Maringá – PR para Abrolhos - BA

1º primeiro dia – Maringá - PR – Ribeirão Preto –SP – 660 km - Maringá/Londrina/Assis/Marilia/Taguaritinga/Ribeirão Preto 
Saida de Maringá dia 28 de fevereiro de 2010
Km saída 2718
Hora saída 07:00
1 primeira parada Londrina - média 18,80 k/l
2 parada – Assis média 17,53
Chegada às 16:00 h - Ribeirão Perto – média 13,74

Dias 1, 2 e 3 março - em Rib Preto - SP
Dia 4 e março - Ribeirão Preto - Barbacena - MG - 640 km – média 19,01
Dia 5 de março – Barbacena – Ubú – ES - 493 km
Dia 6 de março Ubú – Ilha de Guriri – ES - 301 km
Dia 7 de março Ilha de Guriri – Alcobaça – BA 227 km
Dia 8 de março Alcobaça – Caravelas – BA – Ponta de Areia – Barra – Alcobaça
73 km
Dia 9 de março – Alcobaça – Prado – BA 26 km
Dia 10 e 11 de março – Prado
Dia 12 de março – Prado – Caravelas – Abrolhos – Caravelas – Prado – 104 km
Dia 13 de março – Prado – Ipatinga – MG – 574 km
Dia 14 de março – Ipatinga – Piumhi – MG – 501 km
Dia 15 de março – Piumhi – Rbeirão Preto – SP – 260 km
Dia 16 e 17 de março – Ribeiro Preto 
Dia 18 de março – Ribeirão Preto – Maringá – PR – 556 km

1º primeiro dia
Sair de casa e pegar a estrada. Foi o início de uma realização, de um sonho. Só quem já pegou a estrada é que pode entender esse momento mágico. Não dá para explicar o sentimento de satisfação. O vento batendo em sua cara, em seu corpo, você olhar aquele estradão na sua frente e curtir cada quilometro, cada paisagem nas laterais, cada curva, tudo fica mais bonito em cima da moto. É não ter pressa de chegar, só curtir mesmo o asfalto e a bela vista que teus olhos alcançam. Isso não tem preço.

Fiz uma primeira parada já em Londrina, com 95,7 km, estava com receio da falta de posto no próximo trecho. Nesse trecho da estrada do Paraná existem 3 pedágios.
Em seguida parei em Assis, já no Estado de SP. É incrível como as pessoas se aproximam de alguém viajando de moto. Logo se aproximou um Sr. que pediu para tirar uma foto, dizendo que também tinha uma moto. Ficamos conversando enquanto eu descansava e ele, Sr. Donizete, logo me ofereceu seu hotel na cidade, dizendo que para motociclista o preço era especial – Quem desejar, tel 3322-8842. Um abração Donisete. Quem sabe n volta.....Chequei minha bolsa que estava encaixada no Sissy Bar. É daquelas bolsas bonitas de couro, com franjas, cheia de bolsinhas nas laterais, na frente e em cima, igual àquelas que vemos nos filmes, muito bonita, modéstia à parte rsrsrs..... e prossegui. 

A estrada estava ótima. Fiz outra parada após Marília para abastecer, chequei novamente a bolsa, liguei para casa para dar “mensagem de posição”, afinal de contas, quando saí deixei todo mundo com o coração na boca rsrsrsrsr. Nessa etapa de Marília para Ribeirão , após a ponte do Rio Tietê, alguns trechos do asfalto estão com calombos e alguns buracos, que mais à frente, viria a saber que podem trazer um grande transtorno. Peguei também uns 4 ou 5 pedaços com chuvas, nada que colocasse a estrada em estado de perigo, assim fui em frente. Outro dado interessante é que nas estradas de São Paulo, pelo menos até aqui, as motos não pagam pedágio. Obrigado SP, meu bolso agradece. 

Faltando 110 km para Ribeirão, resolvi parar novamente para abastecer, pois era o último posto antes do destino. Abasteci e quando olhei para trás tomei o maior susto: CADÊ MINHA BOLSA ??? Até entender demorou alguns segundos, será que roubaram ou perdi na estrada ? Saltei em cima da moto e já estava entrando na estrada para voltar, quando uma carreta parou na lateral e perguntou se eu havia perdido uma bolsa. Após minha afirmativa, ele falou que uma Saveiro verde havia pego há uns 10 km atrás. Subi na moto e “decolei”, voando baixo mesmo, eu que não havia ainda “testado” a moto, coloquei 180 km para tentar alcançar a bendita Saveiro, afinal de contas, na minha bolsa estava toda minha roupa, talão de cheque e um Lap Top, além de outras coisas úteis para a viagem. 

Rodei 55 km voltando e nada. A desilusão é grande, logo no primeiro dia me acontece um imprevisto desses. “Marinheiro de primeira viagem” não tem jeito mesmo, pensei rsrsrsrs. Logo fui relaxando e pensei, não vai ser isso que vi tirar a alegria de minha viagem. Vamos tocar pra frente, compro o essencial e prossigo na viagem. 

Chegando em Ribeirão, após rodar 660 km, liguei para casa e avisei sobre a perda, pois se alguém ligasse falando da bolsa era para pegar o nome e telefone. Estava sentido com a perda e tinha a certeza que jamais iria ser devolvida, principalmente porque havia um Lap Top.
Logo a noite recebo a ligação de minha filha dizendo que uma pessoa ligou dizendo que havia achado minha bolsa. Parecia milagre (de repente até é....) tanta gente rezou para a bolsa aparecer.....Falei com a pessoa e disse que no dia seguinte iria buscar em Piracicaba, cidade da pessoa.

No dia seguinte lá vou eu encarar um ônibus (ir de moto e perder de novo seria muita burrice). Peguei um ônibus ótimo para que quer conhecer o interior paulista, pois parou em Cravinhos, Porto Ferreira, Pirassununga, Leme, Araras, Limeira, Americana, Sant Bárbara e finalmente chegou em Piracicaba, ufa !!!!.
Fui buscar a bolsa e ofereci um dinheiro como recompensa, mas o Sr. Fernando Nelson não quis de jeito nenhum, depois de muita insistência, aceitou, mas falou que iria doar o dinheiro, no que eu propus que ele desse para o filho de 10 anos, que estava com ele quando achou bolsa. Disse para ele que sua honestidade, infelizmente, é rara nos dias de hoje, e que seria uma ótima oportunidade de mostrar ao filho. Tenho certeza que este ensinamento seu filho jamais esquecerá. Obrigado Fernando, você é um exemplo de pai e de cidadão brasileiro. O retorno para Ribeirão foi ótimo, apenas o ônibus quebrou e entrou de novo em todas as cidades rsrsrsrsrs.
Os 3 e 4 dias foram em Ribeirão, fazendo um social com a família.

No 5 dia, Ribeirão Preto – Barbacena – MG. Se você quiser aumentar sua aventura na estrada, faça o trajeto pelo interior de Mias, sem mapa. É pura adrenalina, as placas só indicam aquelas pequenas cidades que você não anotou e nunca ouviu falar rsrssss. Bom, fiz a rota Ribeirão, Altinópolis, Batatais, São Sebastião do Paraíso – MG, Alfenas (Circuito das Águas), Lavras, São João Del Rei (Estrada Real), Barroso e Barbacena. Nessa etapa não peguei chuva, sim, pois aquilo não era chuva, era Dilúvio, mas tava bonito, dava até para ver os riachos que iam se formando e atravessando a estrada rsrsrsrs. Ainda bem que estrada toda é ótima. 

Depois de andar o dia todo, mesmo cansado, fui direto para a EPCAR, Escola que prepara oficiais da Aeronáutica, tirei fotos e desmaiei na cama do Cassof. Nesse trecho todo os mineirinhos foram super gentis em orientar os caminhos. Mas, alguém sabe dizer porque os mineiros, no lugar de fazer uma reta, fazem 2 curvas ??? Com todo o respeito aos amigos mineiros, mas vai ter curva assim lá na ........

6 dia – Barbacena – Ubú - ES (próximo à Anchieta). Sai cedinho de Barbacena e peguei a Serra de Santa Bárbara para Leopoldina, a serra estava “fechada” pela neblina, você não conseguia ver 10 m à sua frente. Curvas e neblina, ótima receita para mais adrenalina. Após Leopoldina, Muriaé, Bom Jesus de Itaperana, Br 101, Rodovia do Sol, Anchieta e Ubú. Fica a 9 km depois de Anchieta, beira-mar, é uma vila de pescador muito simpática e agradável. Pousada Corais de Ubú, R$ 80,00, restaurante Marimar. 

Ah, luva de couro e botas de couros, são uma furada na chuva, encharcam toda. A calça (Riffel) e a jaqueta (Texx) de material impermeável foram 10. Muito útil também é um cinto (HD) que comprei em Brasília, na Feirinha dos Importados, parece o cinto de utilidades do “Batman”, cheio de bolsos e zíper. Foi útil principalmente na hora de pagar o pedágio, guardar máquina fotográfica, papel e caneta, celular etc.
7 dia – Ubú – Ilha de Guriri. A saída de Ubú foi com chuva, em compensação o rapaz que atende na pousada, um apaixonado por motos, se prontificou em me guiar de moto. Assim foi, saímos de Ubú, pegamos novamente a Rodovia do Sol, atravessamos a cidade de Guarapari e no trevo nos despedimos. A Rodovia do Sol é uma alternativa para a Br 101, embora com pedágio, vale à pena. Vai até Vitória, está ótima e vai beirando o mar, você pilota vendo e sentindo o cheiro de mar, o único empecilho é que você tem que atravessar Vitória para pegar novamente a Br 101. 

A travessia por Vitória foi terrível, havia chovido muito (depois fiquei sabendo que havia previsão de um tornado na área), e bairros inteiros estava alagados em direção à 3 ponte, que é a saida para a Br 101. Ao chegar na Br 101 outra surpresa, havia um engarrafamento monstruoso de caminhões e carros, tudo por que a estrada estava alagada e nem caminhão passava. Bom, passei com muita chuva e adrenalina rsrsrsrsr. Prosseguindo, próximo à São Mateus (cidade com quase 5 séculos) entrei à direita para a Ilha de Guriri (11 km). Cidade pequena mas bonitinha. Lá tem o Projeto Tamar e belas praias, além de uma igrejinha na areia da praia. Este trecho todo da estrada está ótimo. Pousada Lua e Sol, com garagem e ótimo preço, R$ 40,00, restaurante Petisco e Cia, ao lado da pousada. Minha roupa, que não havia secado na noite anterior, estava mais encharcada ainda, parecia roupa de mergulho rssrss.
8 dia – Ilha de Guriri – Alcobaça - BA – Na saída de Guriri, ao amarrar a bolsa com 5,5 m de elástico, para não cair de novo rsrsrs, notei que a placa da moto havia caído na estrada. E agora? Parar na Polícia Rodoviária Federal, tentar explicar e pedir para eles darem uma autorização para viajar sem placa? Mas, e se eles não entendessem e prendessem a moto? O que fazer? Optei por seguir e se parassem, tentar explicar e contar com a boa vontade do policial. Passei por 2 postos policiais, minha sorte é que eles gostam de parar caminhão e não moto, sei lá porque rsrsrsrs. Meu maior receio não era na estrada e sim algum policial na cidade.
Tirando isso, esta etapa seria a mais simples até o momento, era só pegar a Br 101 e depois pegar a Br 418, e chegar em Alobaça, segundo o “Google”. Mas o Google não sabia que a Br 418 não está toda asfaltada. Ainda bem que quando em dúvida costumo perguntar para umas 3 ou 4 pessoas, e todas disseram a mesma coisa: “Tá um barro danado”. Então, segui até Teixeira de Freitas – BA, entro à direita e logo chego m Alcobaça, claro, com chuva rsrsrsrs.
Alcobaça é uma cidade histórica, pequena, mas igualmente agradável. Fiquei na Pousada San Fernando, flat, frente para o mar, com garagem, e sacada ótima para secar a roupa, R$ 40,00. Restaurante Ä Baiúca”, próximo à pousada, ótimo para um muqueca de camarão, com uma pimenta ótima para baiano nenhum botar defeito rsrsrr.

Dia seguinte, dia 8 março, segunda-feira, Dia Internacional da Mulher, 9 dia de viagem, permaneci na pousada em Alcobaça e tirei umas fotos de lugares históricos e fui fazer o Boletim de Ocorrência na Delegacia (placa perdida). Após dei um “pulo” de 26 km até Caravelas. Estrada muito boa , tirei mais fotos de igrejas e alguns prédios antigos. Segui para o Museu da Baleia, mas estava fechado. 
Parei em uma agência de turismo e reservei a visita para Abrolhos para sexta-fera (fora de temporada, não tem barco todos os dias), R$ 235,00, com almoço, mergulho e lanche incluídos. Lá fiquei sabendo de um encontro de moto em Prado – BA (pertinho, 28 km). Que sorte, tô dentro. Fiz reserva em pousada que já estava quase tudo lotado e com os preços subindo rapidamente. 

Aproveitando que estava em Caravelas, dei uma esticada à Ponta de Areia, também histórica, tem até a música de Miltom Nascimento “Ponto final da Bahia-Minas, estrada natural“. 5 km à frente, tem Barra, lá tem um restaurante típico, conhecido internacionalmente, “Tio Berlindo”, quem for lá tem que conhecer. Na volta, tirei algumas fotos de ossos de baleia e retornei para Alcobaça. Como era segunda-feira, em Alcobaça, fora de temporada e com chuva, foi difícil achar um bom restaurante, acabei mesmo na pizza rsrsrs. Ida e volta rodei 76 km.

Dia 9 de março fui de Alcobaça para Prado, 28 km, Logo na chegada havia a recepção simpática da coordenação do MotoTour Fest, de 10 a 14 de março, com direito a água de coco e fitinha de Nosso Senhor do Bonfim. Fui para a pousada que havia feito reserva e fiquei sabendo que era somente por 2 dias. Não servia, mas o proprietário muito atencioso ligou para outras pousadas e depois da “vigésima” ligação encontrei um lugar para ficar, Pousada Costazul, com garagem e café da manhã, bem razoável, com uma senhora super simpática, D. Maria, diária por R$ 30,00. Não imaginava que em Prado existissem tantas pousadas, são muitas e muitas.

Dia 10 de março, tirei o dia para conhecer as praias (e comer um camarãoznho rsrsrs) e recebi a confirmação do passeio para Abrolhos para o dia 12, sexta, além de ver as lindas motos chegando para o encontro. Uma coisa que me chamou a atenção é que mesmo com um calor intenso, era grande o número de motociclistas que foram à praia de calção e de colete de couro de seu moto clube. Até na praia ....? Sim, até na praia, faz parte dos encontros usar o colete de seu MC.

Dia 11 de março, mais um dia de praia em Prado, água morna e areia grossa branquinha, barraca de praia “Captain”, próximo ao centro e ao local do Encontro de Motos. 

Dia 12, saí cedinho de Prado rumo à Caravelas para embarcar para Abrolhos, afinal de contas era esse um dos objetivos da viagem. Embarcamos às 7 h em um Catamarã, em 16 pessoas, demorando 02:40 h até o Arquipélago, que fica a 70 km. Na viagem, conheci um motociclistas de Nova Friburgo – RJ, que também estava viajando sozinho e veio para o encontro em Prado. É o xará, Ricardo também. Pessoa sensacional, desses que parece que você conhece há anos, tamanha a afinidade de idéias. Parece um jovem de 69 anos, com sede de vida, com sede de aventuras.

Avistar Abrolhos é uma emoção, logo começamos a ver tartarugas, enormes e em grandes quantidades. Ao desembarcarmos em uma das ilhas, tivemos um brifim com o geólogo responsável pelo Arquipélago e vimos a enorme preocupação pelo meio ambiente. Parabéns. Abrolhos são várias ilhas, onde em cada uma habita, geralmente, uma espécie de ave, com destaque para o Atobá. O ponto alto do passeio é o mergulho. Maravilhoso mergulhar naquelas águas transparentes, no meio de diversos tipos de peixes enormes e coloridos, inclusive pequenos tubarões. É emocionante mesmo!!! Quem se interessar, Agência Abrolhos, tel (73) 3297-1149- www,abrolhosturismo.com.br . Retornamos já noite e em “ala” de moto, com meu novo amigo, voltamos para Prado. 

À noite o Mototuor estava “bombando”. Era gente de todo o Brasil, ambiente familiar e agradável, uma verdadeira confraria de motoclubes, certamente atingiu, segundo a coordenação, 10.000 pessoas. Também, com a mistura de praia, sol, não pagava para entrar no evento e a mística da Bahia, só podia ser sucesso total. Ano que vem tô lá de novo, rsrsrsr. Parabéns aos organizadores desse terceiro ano de sucesso.

Dia seguinte, dia 13, chegava a hora de regressar. Logo na saída da cidade de Prado já encontrei 3 motociclistas que regressavam rumo à Vitória/Rio e me juntei a eles, em seguida surgiram mais 2 e depois mais um, seguimos juntos, passamos por Teixeira de Freitas – BA, até a entrada para a BR 418 (Nanuque), onde entrei e eles seguiram em frente. Portanto, fiz Prado, Teixeira de Freitas – BA (atenção, neste trecho posto somente a 140 km), Nanuque, Teófilo Otoni, Governador Valadares e Ipatinga – MG, 574 km, de muito sol, muita água de coco na estrada. Hotel Presidente, R$ 80,00.

Dia 14, prossegui de Ipatinga, João Monlevade, Belo Horizonte, Betim, Itauna, Divinópolis, Formiga, e pernoite em Piumhi – MG, 501 km, também de muita curva, e boa estrada. Hotel Stalo, R$ 61,00, com ótimo restaurante ao lado.

Dia seguinte, dia 15 de março, Piumhi, Passos, São Sebastião do Paraíso, Battais e Ribeirão Preto., mais chopp do Pinguim rsrsrs. 260 km e pernoite “free”, na casa de meu pai, rsrsrs. 
Chegando em Ribeirão fui direto para a Suzuki e deixei a bela moto para revisão de 6.000 km. Até aqui a moto foi 10, sem nenhum problema, graças a Deus. Cabe aqui relembrar que desde que perdi a placa da moto na ida, na estrada do Espírito Santo, não consegui colocar outra, é muita burocracia, fazer BO, pegar autorização do Delegado em Maringá, Delegado ligar para o outro delegado na outra cidade, teve até gente que falou que eu precisava levar moto para reemplacar no Paraná (???) . Bom, fui tocando confiando na sorte e não fui parado. 

Dias 16 e 17 de março permaneci em Ribeirão. Dia 18 segui para a última etapa, Ribeirão, Marília, Assis, Londrina e minha Maringá, nesse dia foram rodados 556 km. E, para não dizer que não houve nada, fui parado uma única vez pela Polícia Militar de São Paulo, faltando apenas 500 m da divisa com o Paraná. Viram que eu estava sem a placa, pediram documentos, no que eu apresentei o Boletim de Ocorrência e fui liberado. Prossegui até minha Maringá e cheguei, com a graça de DEUS.

Resumindo
Sai de Maringá no dia 28 de fevereiro de 2010, com destino à Bahia. Segui atravessando Paraná, São Paulo, interior de Minas Gerais, Rio de Janeiro, pegando a BR 101, saindo próximo de Guarapari –ES e seguindo até Prado e Abrolhos na Bahia. O retorno foi similar, também pelo interior de MG, SP e PR. A travessia pelo interior de Minas tem que ser pensada 2 vezes, pois embora a paisagem seja linda, tem muita curva, o que torna a viagem demorada, cansativa e perigosa. As estradas de maneira geral me surpreenderam, com raras exceções, estão ótimas. Existem vários pedágios, sendo que em SP moto não paga. 
As roupas impermeáveis (calça e jaqueta) foram uma ótima par enfrentar chuva (e não adianta dizer que não vai pegar chuva). Luvas e botas de couro encharcam demais.
Bolsas de couro são bonitas, dão um charme nas motos, mas também não são muito práticas, encharcam, pesam demais e dão uma mão-de-obra cada hora de amarrar e desamarrar nos pernoites, principalmente se for um dia em cada cidade. A opção mais prática, acredito, que seja o “baú” .
Procurei passar pelas grandes cidades mais movimentadas nos finais de semana, onde o trânsito é bem melhor. Os pernoites em pousadas foram todas realizadas em pequenas cidades ou vilas de pescadores, fica mais barato e bem mais fácil, depois de um dia inteiro rodando, encontrar uma boa cama. Uma exigência obrigatória é que houvesse garagem nas pousadas. 
Considerando todos os gastos, inclusive gasolina, boas refeições, pousadas, chips de celular, passeios, cervejas rsrsrs, enfim tudo, pode-se calcular em torno de R$ 80,00 por dia.
Não houve problema com abastecimentos, principalmente porque procurei rodar cerca de 140 km no máximo. Andava cerca de 500 km por dia, às vezes um pouco mais ou um pouco menos, dependendo da cidade do pernoite. A velocidade normal foi por volta de 120 km/h, às vezes nas ótimas retas um pouco mais, e nas curvas um pouco menos. 
A moto, um Suzuki Boulevard M800, 2008, correspondeu perfeitamente às expectativas, principalmente nas ultrapassagens, é rápida e responde de imediato à aceleração. Claro que o consumo depende da velocidade que se está usando e da gasolina (nem sempre se encontra aditivada), mas a média foi de 18 km/l.
A opção de ir em grupo ou sozinho é totalmente pessoal. Os 2 lados possuem os prós e contras. Fui sozinho pois não encontrei ninguém que fosse conhecido o suficiente para ir junto. Além do mais você faz sua rota, muda a hora que quiser, pára onde quiser, descansa o tempo que quiser, levanta a qualquer hora e vai embora enfim, liberdade total para decidir. 
Rodar nas estradas é simplesmente demais, conhecer lugares aconchegantes não tem preço, só mesmo quem já viveu isto para poder expressar este sentimento mágico.
Os pontos máximos da viagem foram as belas paisagens, as belas praias, muitas fotos, o encontro de Moto em Prado – BA, a visita ao Arquipélago de Abrolhos – BA, as amizades que você faz em todo o trajeto e ver que as pessoas além de admirar muito as motos, possuem um enorme prazer em ajudar.
Foram 19 dias de pura descontração, prazer, alegria, higiene mental e.....saudades, em que foram rodados 4485 km.
A próxima ? Bem, quem sabe Uhuaya ou Rota 66. Alguém se habílita ?????? 

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Orkut – rick mie
www.viagemdemotossozinho.blogspot.com

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