Conselho Gestor

Conselho Gestor

CG - Conselho Gestor – Órgão máximo do Brazil Rider’s, composto por: José Clóvis de Oliveira (GO), Fabio Cancela(MG) e Kenji Yoshida(SP)

Atribuições como dirigente superior: Tomar decisões em âmbito superior, designar os Coordenadores Estaduais; mediar eventuais conflitos; autorizar pessoas ou empresas a comercializar produtos com a marca Brazil Rider’s*; aprovar eventos com a marca Brazil Rider’s**; suspender, excluir ou incluir qualquer integrante, se assim entender conveniente para o bom andamento da rede de apoio, atribuir o título de Senior a integrantes com mais de 60 anos de idade e que tenham prestado relevantes serviços à Rede Brazil Rider’s de Apoio ao Motociclista Viajante;

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Quinta, 06 Dezembro 2018 17:30

Novo Livro Renato Lopes

O livro, “De Motocicleta – pelas carreteras da América do Sul – Os 13 países em 63 dias”  nas suas 344 páginas, conta os momentos vivenciados por dois motociclistas de Santa Maria – RS, sobre uma viagem que teve início percorrendo o Brasil do Chuí – RS ao Oiapoque – AP, para depois entrar na Guiana Francesa, Suriname, Guiana e seguir pelas carreteras da América do Sul até atingir todos os países

Foram mais de 23.000 km e 63 dias onde o autor foi conquistando novos amigos e revendo outros tantos, buscando experiências e aprendizado, em contatos e conversas com pessoas desconhecidas, de culturas diferentes, formando suas impressões sobre tudo, o povo, a cultura, a culinária, as cidades, os povoados, a terra, a produção dos países, a geografia e muitas fotos. A experiência do autor de 28 horas embarcado, percorrendo os rios Tocantins, Pará e outros afluentes, por mais de 400 km foi marcante pela diversidade de culturas e costumes.

O livro conta com um capítulo sobre planejamento de viagem atualizado e que pode ser utilizado para consultas antes de se empreender novas viagens e aventuras, além de varias “dicas” para superar dificuldades no curso da viagem.

A inclusão de um CD com mais de 600 registros fotográficos, dos 13 países, foi mantido em razão da aceitação geral dos leitores do primeiro livro “Motociclistas nas Rutas do Cone Sul”, além das fotos impressas com  ótima qualidade, em papel couche de 115g/m².

Do Prefácio por Ligia Simonian.

“Também, a leitura revelou que a expedição – como o autor identifica a sua viagem por esse continente – foi plena de emoções sentidas a cada encontro, realidades vistas como maravilhosas ou deploráveis, despedidas efusivas ou mesmo impasses. Ainda, a obra poderá se consolidar como fonte para outras tantas viagens e mesmo para pesquisas ou outras produções culturais, tal a riqueza do material apresentado. E posso dizer com certeza que não vai ser muito diferente a percepção dos demais leitores.

As desilusões ante o autoritarismo dos soldados palacianos de Caracas, as tentativas de auferir vantagem por funcionários de aduanas e a La violéncia persistente há décadas na Colômbia e contemporaneamente dominada pelas FARC, as sequelas do terremoto no Peru, em especial o semblante triste dos moradores de San Clementee de Pisco etc., não demoveram Renato e Edson de seus objetivos. Assim, eles puderam também se encantar com Cartagena de Índias, Barranquilla, Medellín, Cuencacom La avenida de los vulcones, Cham Cham, participar da 1ª. Etapa del Rally de MontañaIcaHuayuriNazca, a costa do Oceano Pacífico próxima à Camana, aReserva Nacional Salinas y Aguada BlancaPuno, lago TiticacaOruro, deserto de Atacama, Arica,  Geysers del TatioJujuyChacoAsunción...”

 

Do Autor.

 

            “Meu relato apenas tenta refletir a preocupação em compartilhar com o leitor meus momentos de felicidade, alegrias, angustias, temores, dúvidas e conflitos pilotando no exílio do cockpit. Se com isso eu conseguir inspirar alguém a levantar-se da frente da televisão ou de um computador e montar em uma motoca para fazer algo diferente, quem sabe escapar do cotidiano, fazer um passeio, uma viagem, ou mesmo se jogar no fascínio de uma aventura, eu estarei sentindo-me extasiado de felicidade por transferir o que sei e aprender o que escrevo.”

 

Adquira o seu exemplar contatando com o autor pelo e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou pelo Websitewww.renatolopesmotoviagem.com

Valor de lançamento R$ 35,00 + despesa postal.

Ou se preferir, deposite R$ 43,00 (incluso a remessa) na conta poupança 30.655-X (variação 02), agência 3281.6 do Banco do Brasil, em nome de João Renato Pereira Lopes, CPF 278.611.120-04. Informe a data do depósito e remeta cópia do comprovante eletrônico para o e-mail indicado acima, bem como o endereço para remessa e nome completo.

O livro será postado  com previsão de entrega de 5 a 7 dias pelo Correio.

Quinta, 06 Dezembro 2018 17:30

8/6/2009 - Viagens de RENATO LOPES

Viagens de Renato Lopes

' Caros amigos motociclistas, estou divulgando aqui, o endereço do site onde todos podem conferir relatos de viagens, fotos e outras notícias relacionadas. Nesse endereço também colocamos a disposição o livro Motociclistas nas rutas do Cone Sul . '
Confira:
www.renatolopesmotoviagem.com
Entre em contato e divida conosco muitas histórias de viagens e aventuras.
 
Fraterno motoabraço
Renato Lopes
Santa Maria - RS
 
Viagem do Leko ao Nordeste Brasileiro
 
 
 
 
Leko (26 anos) - Cruzou 16 estados brasileiros, rodando mais de 8000km de Twister 250cc

Matéria publicada em 09/08/2009.
Entrevista por Policarpo Jr

Dia 15/11/2009 a revista eletrônica do Rock Riders completará 2 anos de operações. Vimos conhecendo muito do mundo do motociclismo de viagem e fazendo inúmeras amizades com motociclistas dos mais diferentes perfis. Aproveitamos para agradecer a participação dos mais de 1000 Moto Clubes e Moto Grupos que já se cadastraram no Rock Riders, vindo integrar e agregar valor a toda enorme família de motociclistas estradeiros do Brasil.

Dessa vez, nosso 57o. entrevistado é o motociclista Leko (26 anos - foto ao lado), trabalha no setor de Turismo, casado, roda há apenas 5 anos. Mas, com a 'fome que tem de estrada', a determinação e atitude que sentimos fazer parte da sua personalidade, certamente esse motociclista ainda irá rodar para destinos bem distantes. É membro da Irmandande motociclística Brazil Riders.

Leko numa viagem solitária, pilotando uma Honda Twister 250cc, em 12 dias de viagem, percorreu mais de 8000km - média superior a 650km/dia, cruzando 16 estados do nordeste, norte e centro-oeste brasileiro (onde as estradas não tem nada a ver com as pistas lisas que temos na Argentina, Chile e Uruguai, por exemplo). Saiu da capital paulista, percorreu todo o litoral até o Rio Grande do Norte, retornando pelo sertão e interior da Paraíba, Ceará, Maranhão, Piauí, Pará, Goiás e Mato Grosso do Sul, rodando inclusive em pistas de terra e em lugares tão 'inóspitos' do nosso país... que a lei, justiça, polícia e governo, além de não existirem, mal conhecem essas regiões do Brasil, fazendo o 'Coronelismo' ser a 'Ordem e o Progresso da população'.

' Meu objetivo nessa viagem foi conhecer várias regiões que eu não conhecia ou destinos que já fui de avião ou navio (trabalho com turismo), mas nunca tinha ído de moto. Viajar de moto é incomparável, não tem nada a ver com os outros meios de transporte. Queria realizar a viagem com uma moto 'pequena', para mostrar ao motociclismo de viagem que para fazermos uma grande viagem, podemos ir de moto de baixa cilindrada, não postergando nosso 'sonho'. Basta fazer um bom planejamento, ir com cuidado e determinação '. Afirma o Leko.

A entrevista foi realizada no início da noite do sábado 08/08/2009, no Café Havanna do Shopping Jardim Sul, no bairro do Morumbi na capital paulista.


Trajeto da viagem de Twister 250cc realizada pelo Leko.

'As grandes cilindradas estão dentro de cada motociclista'. Conheça o motociclista Leko, que tem em seu espírito de motociclista estradeiro, mais de 2000cc...

Leko, qual era sua experiência em viagens de moto?

Embora pilote motos há cinco anos, só nos últimos três anos que comecei a viajar de moto. Já fiz algumas viagens para cidades do interior paulista e estados do sul do País. Essa viagem pelos estados do Nordeste, Norte e Centro-Oeste, venho a planejando desde 2006.

Como foi o seu planejamento para essa viagem?

Estudei todo o roteiro que me propus a realizar, antes de partir, dia 30/05/2009, já tinha programado todo o trajeto, as cidades que iria percorrer e pernoitar, comprei todas as roupas e equipamentos necessários e fiz uma revisão geral na moto. A Honda Twister 250cc se comportou muito bem, não quebrou nada, foi tudo perfeito com a moto. Realizei a viagem em 12 dias.



Por que resolveu fazer a viagem sozinho e com moto de baixa cilindrada?

Eu prefiro rodar sozinho, assim faço meu próprio ritmo. Por outro lado não acho perigoso rodar sozinho, porque quando estamos só, temos mais cuidado, pilotamos conforme nosso próprio limite, além de termos mais liberdade para fazermos exatamente o que desejarmos. Não é fácil achar amigos que tenham uma boa sinergia conosco para realizar viagens longas de moto.

Já viajar de moto de baixa cilindrada, não foi uma opção minha. A Twister 250cc é a moto que tenho hoje e que pude realizar a viagem. Por outro lado, foi bom ter feito a viagem com essa moto, agora posso provar que para realizarmos uma viagem de grandes distâncias, com estradas e pistas de todos os tipos, podemos sim fazê-la usando uma moto pequena, não precisamos esperar podermos comprar uma moto grande. O importante é realizar nossos sonhos.



Você cruzou lugares bastante 'inóspitos' do Brasil, sofreu algum tipo de problema de insegurança?

Do Rio Grande do Norte para o Pará, fiquei receioso, porque fui avisado por caminhoneiros, pessoas que conhecia nas paradas para comer e abastecer que estava num trecho perigoso, com muitos bandidos e falta de segurança. Mas não aconteceu nada comigo. Acredite se quiser, mas passei por cidades onde o uso do capacete era proibido pelos municípios, por uma questão de identificar quem pilota uma moto, mas sempre usei o capacete na viagem. O único acontecimento 'estranho' que vivenciei, foi ter sido parado por policiais, muito mal vestidos, que não queriam saber de documentos e sim de dinheiro para 'ajudá-los'.

O que mais te surpreendeu nessa viagem?

É muito difícil falarmos de uma ou duas coisas que mais nos chama à atenção numa viagem grande como essa. Mas, quero ressaltar como é impressionante a grandeza geográfica e natural do nosso país, incrível como existem pessoas que vivem na pobreza, mas são cordiais e sempre com sorriso no rosto. Fui bem recebido por todos os lugares que passei, aliás, todos sabemos que viajar de moto gera uma simpatia maior das pessoas.



O que você aconselha para aqueles motociclistas que desejam fazer uma viagem como a sua?

Planeje bem, faça tudo com calma e determinação, parta para a viagem e a realize. Não importa a cilindrada da moto, desde que a mesma o deixe seguro ao pilotar.

Nova Friburgo - Uruguai - na Lander !

Gente, estou mandando um relato da viagem ao Uruguai pra vocês. Aproveito pra agradecer os comentários e o apoio, pois não foi fácil fazer essa viagem, que só foi possível graças a uma economia de vários meses e o apoio logístico de vários amigos, a começar pelo Lavina e Ferro, da filial SC, da Milene, dos companheiros do Brazil Rider´s, Clube XT600 e Irmandade Estradeira, que me receberam em suas casas e evitaram que eu estourasse o orçamento e tivesse que voltar antes da hora, rs!!! Fico feliz em saber que contribuí para que os amigos do Sul continuem tendo uma boa imagem de nosso MC e que venham nos visitar em nossa festa de aniversário. Devo a inspíração às sensacionais viagens de Ronaldinho, Zé Armando, Payakan, Rafael, Júnior, Alemão, entre tantos, que me honram com suas companhias. Ao apoio da diretoria, como o Max, Tato, Marcão, Cidão, colegas das outras filiais entre tantos colegas bacanas do MC. Bom, chega de papo, está aí o relato, pra quem quiser ler. Se Deus quiser estarei aí em Guarulhos numa data próxima pra rever os amigos. Um grande abraço, Kike.






Saí de Nova Friburgo, sozinho em minha Yamaha Lander, no dia 11 de janeiro tendo como destino o Rio de Janeiro, onde mora minha fiha. No dia seguinte peguei a Dutra, e já em Sampa a velha tensão de andar na Marginal Tietê até pegar o Rodoanel e, finalmente, cair na Régis Bittencourt (BR116), que se encontra melhor asfaltada, mas com uma grande quantidade de pedágios, a R$ 0,75 cada. Na minha oitava viagem ao Sul estava preocupado com o trânsito de caminhões na Régis, que no lado paulista continua com engarrafamentos nos trechos de mão dupla, na Serra de Juquitiba.



A partir de Miracatu o trânsito melhora e sigo, sem maiores problemas. Perto de Curitiba desço a Serra do Mar pela sempre chuvosa BR376, que já em SC vira a BR101. Passo pela bela Joinville até o trevo de São Francisco do Sul (São Chico) e entro na BR280 onde, finalmente chego, debaixo de muita chuva, em Jaraguá do Sul, onde espera minha amiga Milene e os amigos dos MCs locais. Lá passo 3 dias (chuvosos) visitando o Museu Malwee de Antiguidades, revejo os amigos do Cano Quente MC, que agora tem uma bela sede. Em Guaramirim encontro o Rebelde e o pessoal do Aliens MC de Schroeder e visito a sede do Lobos Velozes MC, onde fui muito bem recebido.



No sábado sigo pra Joinville para encontrar os meus colegas da filial SC do Falcões Raça Liberta MC. Depois de uma recepção na loja de um amigo no centro encontro Lavina e Ferro e de noite seguimos para o 5 niver do Coração Estradeiro MC, em Araguaina, na Sociedade Daroka. Uma bela festa, com gente bonita, o tradicional arroz carreteiro, amigos do Brazil Rider´s do PR e SC e, no fim da tarde em diante, muita chuva. No dia seguinte sigo pra Floripa para a famosa Toca do Cícero, do grande estradeiro Cícero Paes, um dos idealizadores do Brazil Rider´s. Pego dois pedágios a R$ 0,55. Infelizmente não encontro o Gau, mas mato as saudades da ilha, com direito a uma passada na bela Guarda do Embaú, em Palhoça. Infelizmente não consegui encontrar os amigos do Clube XT600 devido ao mau tempo.



Volto, no dia seguinte, para Joinville pra encontrar Lavina e vamos à praia de Barra Velha, de onde temos uma bela vista de Piçarras e conheço motociclistas da região, que me oferecem uma peixada com cerveja. De noite voltamos pra Joinville e na quarta-feira feira pego a estrada para o RS. Infelizmente, se aproxima uma forte frente fria e resolvo mudar meu roteiro, subindo o Vale do Itajai. De Joinville um roteiro diferente: pego a Rodovia do Arroz (SC 108), que passa por Massaranduba e Pomerode, e no trevo pra Blumenau subo a BR 470, em direção à Serra Catarinense. De repente sinto a moto esquisita e paro em um posto. Meu bagageiro perdeu um dos parafusos de sustentação e acabou quebrando. Felizmente há uma oficina por perto com solda Mig. Como a moto é à injeção, tenho que desligar os polos da bateria. Resolvido o problema subo a estrada, que é mão dupla com grande trânsito de caminhões. Pra piorar cai um pé d´água que me deixa totalmente molhado e faz frio, muitos carros de placa argentina e paraguaia indo pro litoral.



Já é noite quando chego ao trevo com a BR116 e sigo sentido oeste para Lages. De lá há uns trechos de pedágio em que moto paga, R$ 1,45. O tempo esfria cada vez mais e continua a chover, mas chego a Vacaria. Cidade pequena, de fortes tradições gaúchas, gente vestindo pilcha, tomando chimarrão na rua, faz 18 graus... Amanhece e sigo pela BR 285 pra Passo Fundo, onde me espera os Masters Brazil Rider´s Felipe e Capitão Charles. Depois de deixar a bagagem na casa de Felipe, sigo com Charles, que trabalha na Universidade de Passo Fundo, uma das melhores da região Sul. Com moderno equipamento de mídia eletrônica, produz programas pro canal Futura, em rede nacional, e participa da grade da RBS, retransmissora da Rede Globo. Fiquei impressionado com as modernas ilhas de edição e a qualidade das instalações... Troco o óleo da moto e de noite sinto uma forte gripe. Tomamos chimarrão e ouço notícias sobre como é barato comprar peças e pneus do Chile e Argentina....



É sexta-feira, dia 22, dia do meu aniversário e a gripe está pior do que antes, mas tenho que seguir pra Jaguarão onde já começou o 11 Motofest de Jaguarão, um dos cinco melhores eventos de motociclismo do RS. Mais um dia pra andar cerca de 750 kms, a 100 kms/hora. O centro-oeste do RS é muito bonito com belas plantações, muitos pássaros, mas o tempo continua frio, garoando... Da BR 285 sigo sentido São Borja até Cruz Alta, onde vira BR 158 até chegar a Santa Maria, e continuo pela BR 392. Começa a esquentar, mas ainda há muita estrada. Quase fico sem gasolina, perto de Canguçu, mas chego a Pelotas, e daí até Jaguarão, uma bela reta, cheia de plantãções, gado bovino, carneiros, pássaros...



Minha resistência está baixo devido à gripe, mas paro na entrada da cidade, onde há uma recepção com churrasco do KM Final MC, que produz o 11 Motofest. Como a carne de carneiro, apesar de normalmente não comer nenhuma carne vermelha. Depois de 15 minutos sigo pro ginásio e armo minha barraca. Encontro amigos da Irmandade Estradeira, Brazil Rider´s e Clube XT600. Recebo as boas vindas dos velhos amigos Cassola, de Brucutu e de Peres. São 21 hs e o sol continua forte. A gripe também, e logo apago. 



Dia seguinte, sábado, rodo alguns metros, atravesso a ponte e já estou no Uruguai.... Rio Branco é uma pequena cidade uruguaia na fronteira, que vive do movimento dos turistas brasileiros, que fazem compras em suas lojas Free Shop (é zona franca). Sigo com alguns amigos pra Laguna Merín, a cerca de 30 kms da fronteira, balneário bonito, onde os motociclistas vão se divertir. Está um dia bonito, muito quente, vejo muitas motos uruguaias de origem chinesa que não existem no Brasil, já a gasolina é muito boa, porém cara. Á noite a cidade está em festa, está marcado um jantar (pago) de confraternização.... que acaba não acontecendo. Sou salvo pela pizzaria de um amigo do MC local. Os MCs uruguaios não são de muita conversa, mas encontro alguns amigos do Irmandade Estradeira, Lico, Canibal e Alejandro. Também encontro Cicatriz e Rosana do Dragões da Noite MC, velhos amigos de Curitiba e que vão seguir pra Montevidéu. A festa entra pela noite...



Domingo sigo pra Tubarão-SC pela BR 116 (cerca de 750 kms pra fazer, 12 hs de viagem), e de Porto Alegre pego a Freeway (BR290) pra cair na BR101. Está muito quente, mas tenho que seguir devagar, parando nos pedágios, a BR101 continua em obra, alguns trechos são de amargar, com muitas pedras jogadas pelos caminhões, dentro de algumas cidades o trânsito é bem lento. Chego em Tubarão às 20 hs. Ligo pra Gentil (Motoban), que é do Brazil Rider´s e do Clube XT600, que me recebe muito bem. Dia seguinte parto em direção à famosa Serra do Rio do Rastro. Subo a SC 370 até São Ludgero, que apesar do nome italiano é cidade de descendente de alemães... Pena que a serra estava nublada, ruim pra fotos. Como todos que já foram lá sabem essa serra tem curvas em cutuvelo e tive que parar algumas vezes para os caminhões, que desciam, poderem fazer as curvas sem me jogar no abismo...



Daí continuo pela SC 382 que passa por Lauro Muller e São Joaquim, região bonita e que fica cheia de neve no inverno. Sigo pela SC 114 até o trevo que vai dar na BR 282, perto de Lages. Continuo subindo a Serra Catarinense, passando por Campos Novos, Catanduvas até Xanxerê onde há o trevo com a BR 155 e subo norte até a fronteira com o Paraná onde pego a PR 280 sentido sudoeste, passando por Clevelândia, Mariópolis até Pato Branco onde me esperam os amigos do Brazil Riders, Capitão e Padredé. Fico na Paróquia Cristo Rei onde Padredé atende. Capitão me leva pra um tour pela bela cidade, que tem flores nos canteiros entre as avenidas, a cidade é limpa e bonita, com cerca de 80 mil kms é a jóia do sudoeste do Paraná e fica a cerca de 100 kms da fronteira com a Argentina. 



Resisto à tentação de dar um pulo à Argentina (não há muito que ver ou fazer do lado argentino) e sou brindado pelos amigos com um belo churrasco com cerveja Budweiser argentina, chimarrão e... música sertaneja e gaúcha! Capitão é jornalista e tem uma revista chamada "De Moto", que é uma das melhores publicações sobre motociclismo que eu já li, com inúmeras fotos de eventos do Sul e SP, inclusive do aniversário do Falcões Raça Liberta MC em Guarulhos. Além da revista ele escreve mais dois jornais, o cara é fera e grande motociclista. Depois de dois dias está na hora de pegar novamente a estrada, desta vez para Curitiba.



Para evitar o número absurdo (e caro) de pedágios, peguei novamente a PR 280, sentido leste, até União da Vitória e a partir daí pela BR 476 até a capital. Já perto de Curitiba pego um início de chuva, mas chego bem e entro em contato com meus amigos do Clube XT600 e Brazil Rider´s. No Bar do Beto, perto do portão da PUC Curitiba tomamos uma cerveja e tiramos fotos. Aproveito o dia seguinte pra visitar o Museu Niemeyer, o Jardim Botânico e o Teatro de Arame. Infelizmente choveu torrencialmente todos os fins de tarde de Curitiba, uma rotina durante a viagem... Sexta-feira dia 29 pego novamente pra estrada, em direção a S. José dos Campos, onde já trabalhei. Para evitar o stress de engarrafamento na Régis Bittencourt decidi testar um novo caminho que começa depois de Registro; a Serra de Juquiá (SP-079). Apesar de estreita e de ter alguns pontos de asfalto ruim me surpreendi com a estrada, antiga rota de tropeiros gaúchos pra Sorocaba, que tem pouco trânsito e passa pelas plantações de bananeiras, típicas do Vale da Ribeira. Em Piedade peguei a SP 250 que vai dar na Rodovia Raposo Tavares até Cotia, Grande SP. 



Como chovia muito e temia passar pelas inundações que tem caído todo fim de tarde na capital paulista desviei pela Anhanguera (onde moto não paga pedágio) até Campo Lindo Paulista, onde peguei a Rodovia Dom Pedro até Jacareí, no Vale do Paraíba, região que conheço bem. De lá até S José dos Campos foi rápido. Fui recebido pelo amigo Néia do Brazil Rider´s e outros colegas, com direito a pizza e cervejas. Dia seguinte, 30 de janeiro, estava no Rio e em seguida pra Nova Friburgo, onde constatei que em 19 dias de viagem fiz pouco mais de 6 mil kms pela maior parte do PR, SC e RS, com minha pequena Lander. Esta viagem não seria possível sem a amizade e hospitalidade dos amigos do Falcões Raça Liberta MC Filial SC, Brazil Rider´s, Clube XT600 e Irmandade Estradeira. Muito obrigado a todos vocês e até a próxima!



Kike 

Falcões Raça Liberta MC Nova Friburgo

Brazil Rider´s

Clube XT600 

Quinta, 06 Dezembro 2018 17:30

19/4/2010 - Maringá (PR) para Abrolhos (BA)

Maringá (PR) para Abrolhos (BA)

Viagem de moto sozinho de Maringá – PR para Abrolhos - BA

1º primeiro dia – Maringá - PR – Ribeirão Preto –SP – 660 km - Maringá/Londrina/Assis/Marilia/Taguaritinga/Ribeirão Preto 
Saida de Maringá dia 28 de fevereiro de 2010
Km saída 2718
Hora saída 07:00
1 primeira parada Londrina - média 18,80 k/l
2 parada – Assis média 17,53
Chegada às 16:00 h - Ribeirão Perto – média 13,74

Dias 1, 2 e 3 março - em Rib Preto - SP
Dia 4 e março - Ribeirão Preto - Barbacena - MG - 640 km – média 19,01
Dia 5 de março – Barbacena – Ubú – ES - 493 km
Dia 6 de março Ubú – Ilha de Guriri – ES - 301 km
Dia 7 de março Ilha de Guriri – Alcobaça – BA 227 km
Dia 8 de março Alcobaça – Caravelas – BA – Ponta de Areia – Barra – Alcobaça
73 km
Dia 9 de março – Alcobaça – Prado – BA 26 km
Dia 10 e 11 de março – Prado
Dia 12 de março – Prado – Caravelas – Abrolhos – Caravelas – Prado – 104 km
Dia 13 de março – Prado – Ipatinga – MG – 574 km
Dia 14 de março – Ipatinga – Piumhi – MG – 501 km
Dia 15 de março – Piumhi – Rbeirão Preto – SP – 260 km
Dia 16 e 17 de março – Ribeiro Preto 
Dia 18 de março – Ribeirão Preto – Maringá – PR – 556 km

1º primeiro dia
Sair de casa e pegar a estrada. Foi o início de uma realização, de um sonho. Só quem já pegou a estrada é que pode entender esse momento mágico. Não dá para explicar o sentimento de satisfação. O vento batendo em sua cara, em seu corpo, você olhar aquele estradão na sua frente e curtir cada quilometro, cada paisagem nas laterais, cada curva, tudo fica mais bonito em cima da moto. É não ter pressa de chegar, só curtir mesmo o asfalto e a bela vista que teus olhos alcançam. Isso não tem preço.

Fiz uma primeira parada já em Londrina, com 95,7 km, estava com receio da falta de posto no próximo trecho. Nesse trecho da estrada do Paraná existem 3 pedágios.
Em seguida parei em Assis, já no Estado de SP. É incrível como as pessoas se aproximam de alguém viajando de moto. Logo se aproximou um Sr. que pediu para tirar uma foto, dizendo que também tinha uma moto. Ficamos conversando enquanto eu descansava e ele, Sr. Donizete, logo me ofereceu seu hotel na cidade, dizendo que para motociclista o preço era especial – Quem desejar, tel 3322-8842. Um abração Donisete. Quem sabe n volta.....Chequei minha bolsa que estava encaixada no Sissy Bar. É daquelas bolsas bonitas de couro, com franjas, cheia de bolsinhas nas laterais, na frente e em cima, igual àquelas que vemos nos filmes, muito bonita, modéstia à parte rsrsrs..... e prossegui. 

A estrada estava ótima. Fiz outra parada após Marília para abastecer, chequei novamente a bolsa, liguei para casa para dar “mensagem de posição”, afinal de contas, quando saí deixei todo mundo com o coração na boca rsrsrsrsr. Nessa etapa de Marília para Ribeirão , após a ponte do Rio Tietê, alguns trechos do asfalto estão com calombos e alguns buracos, que mais à frente, viria a saber que podem trazer um grande transtorno. Peguei também uns 4 ou 5 pedaços com chuvas, nada que colocasse a estrada em estado de perigo, assim fui em frente. Outro dado interessante é que nas estradas de São Paulo, pelo menos até aqui, as motos não pagam pedágio. Obrigado SP, meu bolso agradece. 

Faltando 110 km para Ribeirão, resolvi parar novamente para abastecer, pois era o último posto antes do destino. Abasteci e quando olhei para trás tomei o maior susto: CADÊ MINHA BOLSA ??? Até entender demorou alguns segundos, será que roubaram ou perdi na estrada ? Saltei em cima da moto e já estava entrando na estrada para voltar, quando uma carreta parou na lateral e perguntou se eu havia perdido uma bolsa. Após minha afirmativa, ele falou que uma Saveiro verde havia pego há uns 10 km atrás. Subi na moto e “decolei”, voando baixo mesmo, eu que não havia ainda “testado” a moto, coloquei 180 km para tentar alcançar a bendita Saveiro, afinal de contas, na minha bolsa estava toda minha roupa, talão de cheque e um Lap Top, além de outras coisas úteis para a viagem. 

Rodei 55 km voltando e nada. A desilusão é grande, logo no primeiro dia me acontece um imprevisto desses. “Marinheiro de primeira viagem” não tem jeito mesmo, pensei rsrsrsrs. Logo fui relaxando e pensei, não vai ser isso que vi tirar a alegria de minha viagem. Vamos tocar pra frente, compro o essencial e prossigo na viagem. 

Chegando em Ribeirão, após rodar 660 km, liguei para casa e avisei sobre a perda, pois se alguém ligasse falando da bolsa era para pegar o nome e telefone. Estava sentido com a perda e tinha a certeza que jamais iria ser devolvida, principalmente porque havia um Lap Top.
Logo a noite recebo a ligação de minha filha dizendo que uma pessoa ligou dizendo que havia achado minha bolsa. Parecia milagre (de repente até é....) tanta gente rezou para a bolsa aparecer.....Falei com a pessoa e disse que no dia seguinte iria buscar em Piracicaba, cidade da pessoa.

No dia seguinte lá vou eu encarar um ônibus (ir de moto e perder de novo seria muita burrice). Peguei um ônibus ótimo para que quer conhecer o interior paulista, pois parou em Cravinhos, Porto Ferreira, Pirassununga, Leme, Araras, Limeira, Americana, Sant Bárbara e finalmente chegou em Piracicaba, ufa !!!!.
Fui buscar a bolsa e ofereci um dinheiro como recompensa, mas o Sr. Fernando Nelson não quis de jeito nenhum, depois de muita insistência, aceitou, mas falou que iria doar o dinheiro, no que eu propus que ele desse para o filho de 10 anos, que estava com ele quando achou bolsa. Disse para ele que sua honestidade, infelizmente, é rara nos dias de hoje, e que seria uma ótima oportunidade de mostrar ao filho. Tenho certeza que este ensinamento seu filho jamais esquecerá. Obrigado Fernando, você é um exemplo de pai e de cidadão brasileiro. O retorno para Ribeirão foi ótimo, apenas o ônibus quebrou e entrou de novo em todas as cidades rsrsrsrsrs.
Os 3 e 4 dias foram em Ribeirão, fazendo um social com a família.

No 5 dia, Ribeirão Preto – Barbacena – MG. Se você quiser aumentar sua aventura na estrada, faça o trajeto pelo interior de Mias, sem mapa. É pura adrenalina, as placas só indicam aquelas pequenas cidades que você não anotou e nunca ouviu falar rsrssss. Bom, fiz a rota Ribeirão, Altinópolis, Batatais, São Sebastião do Paraíso – MG, Alfenas (Circuito das Águas), Lavras, São João Del Rei (Estrada Real), Barroso e Barbacena. Nessa etapa não peguei chuva, sim, pois aquilo não era chuva, era Dilúvio, mas tava bonito, dava até para ver os riachos que iam se formando e atravessando a estrada rsrsrsrs. Ainda bem que estrada toda é ótima. 

Depois de andar o dia todo, mesmo cansado, fui direto para a EPCAR, Escola que prepara oficiais da Aeronáutica, tirei fotos e desmaiei na cama do Cassof. Nesse trecho todo os mineirinhos foram super gentis em orientar os caminhos. Mas, alguém sabe dizer porque os mineiros, no lugar de fazer uma reta, fazem 2 curvas ??? Com todo o respeito aos amigos mineiros, mas vai ter curva assim lá na ........

6 dia – Barbacena – Ubú - ES (próximo à Anchieta). Sai cedinho de Barbacena e peguei a Serra de Santa Bárbara para Leopoldina, a serra estava “fechada” pela neblina, você não conseguia ver 10 m à sua frente. Curvas e neblina, ótima receita para mais adrenalina. Após Leopoldina, Muriaé, Bom Jesus de Itaperana, Br 101, Rodovia do Sol, Anchieta e Ubú. Fica a 9 km depois de Anchieta, beira-mar, é uma vila de pescador muito simpática e agradável. Pousada Corais de Ubú, R$ 80,00, restaurante Marimar. 

Ah, luva de couro e botas de couros, são uma furada na chuva, encharcam toda. A calça (Riffel) e a jaqueta (Texx) de material impermeável foram 10. Muito útil também é um cinto (HD) que comprei em Brasília, na Feirinha dos Importados, parece o cinto de utilidades do “Batman”, cheio de bolsos e zíper. Foi útil principalmente na hora de pagar o pedágio, guardar máquina fotográfica, papel e caneta, celular etc.
7 dia – Ubú – Ilha de Guriri. A saída de Ubú foi com chuva, em compensação o rapaz que atende na pousada, um apaixonado por motos, se prontificou em me guiar de moto. Assim foi, saímos de Ubú, pegamos novamente a Rodovia do Sol, atravessamos a cidade de Guarapari e no trevo nos despedimos. A Rodovia do Sol é uma alternativa para a Br 101, embora com pedágio, vale à pena. Vai até Vitória, está ótima e vai beirando o mar, você pilota vendo e sentindo o cheiro de mar, o único empecilho é que você tem que atravessar Vitória para pegar novamente a Br 101. 

A travessia por Vitória foi terrível, havia chovido muito (depois fiquei sabendo que havia previsão de um tornado na área), e bairros inteiros estava alagados em direção à 3 ponte, que é a saida para a Br 101. Ao chegar na Br 101 outra surpresa, havia um engarrafamento monstruoso de caminhões e carros, tudo por que a estrada estava alagada e nem caminhão passava. Bom, passei com muita chuva e adrenalina rsrsrsrsr. Prosseguindo, próximo à São Mateus (cidade com quase 5 séculos) entrei à direita para a Ilha de Guriri (11 km). Cidade pequena mas bonitinha. Lá tem o Projeto Tamar e belas praias, além de uma igrejinha na areia da praia. Este trecho todo da estrada está ótimo. Pousada Lua e Sol, com garagem e ótimo preço, R$ 40,00, restaurante Petisco e Cia, ao lado da pousada. Minha roupa, que não havia secado na noite anterior, estava mais encharcada ainda, parecia roupa de mergulho rssrss.
8 dia – Ilha de Guriri – Alcobaça - BA – Na saída de Guriri, ao amarrar a bolsa com 5,5 m de elástico, para não cair de novo rsrsrs, notei que a placa da moto havia caído na estrada. E agora? Parar na Polícia Rodoviária Federal, tentar explicar e pedir para eles darem uma autorização para viajar sem placa? Mas, e se eles não entendessem e prendessem a moto? O que fazer? Optei por seguir e se parassem, tentar explicar e contar com a boa vontade do policial. Passei por 2 postos policiais, minha sorte é que eles gostam de parar caminhão e não moto, sei lá porque rsrsrsrs. Meu maior receio não era na estrada e sim algum policial na cidade.
Tirando isso, esta etapa seria a mais simples até o momento, era só pegar a Br 101 e depois pegar a Br 418, e chegar em Alobaça, segundo o “Google”. Mas o Google não sabia que a Br 418 não está toda asfaltada. Ainda bem que quando em dúvida costumo perguntar para umas 3 ou 4 pessoas, e todas disseram a mesma coisa: “Tá um barro danado”. Então, segui até Teixeira de Freitas – BA, entro à direita e logo chego m Alcobaça, claro, com chuva rsrsrsrs.
Alcobaça é uma cidade histórica, pequena, mas igualmente agradável. Fiquei na Pousada San Fernando, flat, frente para o mar, com garagem, e sacada ótima para secar a roupa, R$ 40,00. Restaurante Ä Baiúca”, próximo à pousada, ótimo para um muqueca de camarão, com uma pimenta ótima para baiano nenhum botar defeito rsrsrr.

Dia seguinte, dia 8 março, segunda-feira, Dia Internacional da Mulher, 9 dia de viagem, permaneci na pousada em Alcobaça e tirei umas fotos de lugares históricos e fui fazer o Boletim de Ocorrência na Delegacia (placa perdida). Após dei um “pulo” de 26 km até Caravelas. Estrada muito boa , tirei mais fotos de igrejas e alguns prédios antigos. Segui para o Museu da Baleia, mas estava fechado. 
Parei em uma agência de turismo e reservei a visita para Abrolhos para sexta-fera (fora de temporada, não tem barco todos os dias), R$ 235,00, com almoço, mergulho e lanche incluídos. Lá fiquei sabendo de um encontro de moto em Prado – BA (pertinho, 28 km). Que sorte, tô dentro. Fiz reserva em pousada que já estava quase tudo lotado e com os preços subindo rapidamente. 

Aproveitando que estava em Caravelas, dei uma esticada à Ponta de Areia, também histórica, tem até a música de Miltom Nascimento “Ponto final da Bahia-Minas, estrada natural“. 5 km à frente, tem Barra, lá tem um restaurante típico, conhecido internacionalmente, “Tio Berlindo”, quem for lá tem que conhecer. Na volta, tirei algumas fotos de ossos de baleia e retornei para Alcobaça. Como era segunda-feira, em Alcobaça, fora de temporada e com chuva, foi difícil achar um bom restaurante, acabei mesmo na pizza rsrsrs. Ida e volta rodei 76 km.

Dia 9 de março fui de Alcobaça para Prado, 28 km, Logo na chegada havia a recepção simpática da coordenação do MotoTour Fest, de 10 a 14 de março, com direito a água de coco e fitinha de Nosso Senhor do Bonfim. Fui para a pousada que havia feito reserva e fiquei sabendo que era somente por 2 dias. Não servia, mas o proprietário muito atencioso ligou para outras pousadas e depois da “vigésima” ligação encontrei um lugar para ficar, Pousada Costazul, com garagem e café da manhã, bem razoável, com uma senhora super simpática, D. Maria, diária por R$ 30,00. Não imaginava que em Prado existissem tantas pousadas, são muitas e muitas.

Dia 10 de março, tirei o dia para conhecer as praias (e comer um camarãoznho rsrsrs) e recebi a confirmação do passeio para Abrolhos para o dia 12, sexta, além de ver as lindas motos chegando para o encontro. Uma coisa que me chamou a atenção é que mesmo com um calor intenso, era grande o número de motociclistas que foram à praia de calção e de colete de couro de seu moto clube. Até na praia ....? Sim, até na praia, faz parte dos encontros usar o colete de seu MC.

Dia 11 de março, mais um dia de praia em Prado, água morna e areia grossa branquinha, barraca de praia “Captain”, próximo ao centro e ao local do Encontro de Motos. 

Dia 12, saí cedinho de Prado rumo à Caravelas para embarcar para Abrolhos, afinal de contas era esse um dos objetivos da viagem. Embarcamos às 7 h em um Catamarã, em 16 pessoas, demorando 02:40 h até o Arquipélago, que fica a 70 km. Na viagem, conheci um motociclistas de Nova Friburgo – RJ, que também estava viajando sozinho e veio para o encontro em Prado. É o xará, Ricardo também. Pessoa sensacional, desses que parece que você conhece há anos, tamanha a afinidade de idéias. Parece um jovem de 69 anos, com sede de vida, com sede de aventuras.

Avistar Abrolhos é uma emoção, logo começamos a ver tartarugas, enormes e em grandes quantidades. Ao desembarcarmos em uma das ilhas, tivemos um brifim com o geólogo responsável pelo Arquipélago e vimos a enorme preocupação pelo meio ambiente. Parabéns. Abrolhos são várias ilhas, onde em cada uma habita, geralmente, uma espécie de ave, com destaque para o Atobá. O ponto alto do passeio é o mergulho. Maravilhoso mergulhar naquelas águas transparentes, no meio de diversos tipos de peixes enormes e coloridos, inclusive pequenos tubarões. É emocionante mesmo!!! Quem se interessar, Agência Abrolhos, tel (73) 3297-1149- www,abrolhosturismo.com.br . Retornamos já noite e em “ala” de moto, com meu novo amigo, voltamos para Prado. 

À noite o Mototuor estava “bombando”. Era gente de todo o Brasil, ambiente familiar e agradável, uma verdadeira confraria de motoclubes, certamente atingiu, segundo a coordenação, 10.000 pessoas. Também, com a mistura de praia, sol, não pagava para entrar no evento e a mística da Bahia, só podia ser sucesso total. Ano que vem tô lá de novo, rsrsrsr. Parabéns aos organizadores desse terceiro ano de sucesso.

Dia seguinte, dia 13, chegava a hora de regressar. Logo na saída da cidade de Prado já encontrei 3 motociclistas que regressavam rumo à Vitória/Rio e me juntei a eles, em seguida surgiram mais 2 e depois mais um, seguimos juntos, passamos por Teixeira de Freitas – BA, até a entrada para a BR 418 (Nanuque), onde entrei e eles seguiram em frente. Portanto, fiz Prado, Teixeira de Freitas – BA (atenção, neste trecho posto somente a 140 km), Nanuque, Teófilo Otoni, Governador Valadares e Ipatinga – MG, 574 km, de muito sol, muita água de coco na estrada. Hotel Presidente, R$ 80,00.

Dia 14, prossegui de Ipatinga, João Monlevade, Belo Horizonte, Betim, Itauna, Divinópolis, Formiga, e pernoite em Piumhi – MG, 501 km, também de muita curva, e boa estrada. Hotel Stalo, R$ 61,00, com ótimo restaurante ao lado.

Dia seguinte, dia 15 de março, Piumhi, Passos, São Sebastião do Paraíso, Battais e Ribeirão Preto., mais chopp do Pinguim rsrsrs. 260 km e pernoite “free”, na casa de meu pai, rsrsrs. 
Chegando em Ribeirão fui direto para a Suzuki e deixei a bela moto para revisão de 6.000 km. Até aqui a moto foi 10, sem nenhum problema, graças a Deus. Cabe aqui relembrar que desde que perdi a placa da moto na ida, na estrada do Espírito Santo, não consegui colocar outra, é muita burocracia, fazer BO, pegar autorização do Delegado em Maringá, Delegado ligar para o outro delegado na outra cidade, teve até gente que falou que eu precisava levar moto para reemplacar no Paraná (???) . Bom, fui tocando confiando na sorte e não fui parado. 

Dias 16 e 17 de março permaneci em Ribeirão. Dia 18 segui para a última etapa, Ribeirão, Marília, Assis, Londrina e minha Maringá, nesse dia foram rodados 556 km. E, para não dizer que não houve nada, fui parado uma única vez pela Polícia Militar de São Paulo, faltando apenas 500 m da divisa com o Paraná. Viram que eu estava sem a placa, pediram documentos, no que eu apresentei o Boletim de Ocorrência e fui liberado. Prossegui até minha Maringá e cheguei, com a graça de DEUS.

Resumindo
Sai de Maringá no dia 28 de fevereiro de 2010, com destino à Bahia. Segui atravessando Paraná, São Paulo, interior de Minas Gerais, Rio de Janeiro, pegando a BR 101, saindo próximo de Guarapari –ES e seguindo até Prado e Abrolhos na Bahia. O retorno foi similar, também pelo interior de MG, SP e PR. A travessia pelo interior de Minas tem que ser pensada 2 vezes, pois embora a paisagem seja linda, tem muita curva, o que torna a viagem demorada, cansativa e perigosa. As estradas de maneira geral me surpreenderam, com raras exceções, estão ótimas. Existem vários pedágios, sendo que em SP moto não paga. 
As roupas impermeáveis (calça e jaqueta) foram uma ótima par enfrentar chuva (e não adianta dizer que não vai pegar chuva). Luvas e botas de couro encharcam demais.
Bolsas de couro são bonitas, dão um charme nas motos, mas também não são muito práticas, encharcam, pesam demais e dão uma mão-de-obra cada hora de amarrar e desamarrar nos pernoites, principalmente se for um dia em cada cidade. A opção mais prática, acredito, que seja o “baú” .
Procurei passar pelas grandes cidades mais movimentadas nos finais de semana, onde o trânsito é bem melhor. Os pernoites em pousadas foram todas realizadas em pequenas cidades ou vilas de pescadores, fica mais barato e bem mais fácil, depois de um dia inteiro rodando, encontrar uma boa cama. Uma exigência obrigatória é que houvesse garagem nas pousadas. 
Considerando todos os gastos, inclusive gasolina, boas refeições, pousadas, chips de celular, passeios, cervejas rsrsrs, enfim tudo, pode-se calcular em torno de R$ 80,00 por dia.
Não houve problema com abastecimentos, principalmente porque procurei rodar cerca de 140 km no máximo. Andava cerca de 500 km por dia, às vezes um pouco mais ou um pouco menos, dependendo da cidade do pernoite. A velocidade normal foi por volta de 120 km/h, às vezes nas ótimas retas um pouco mais, e nas curvas um pouco menos. 
A moto, um Suzuki Boulevard M800, 2008, correspondeu perfeitamente às expectativas, principalmente nas ultrapassagens, é rápida e responde de imediato à aceleração. Claro que o consumo depende da velocidade que se está usando e da gasolina (nem sempre se encontra aditivada), mas a média foi de 18 km/l.
A opção de ir em grupo ou sozinho é totalmente pessoal. Os 2 lados possuem os prós e contras. Fui sozinho pois não encontrei ninguém que fosse conhecido o suficiente para ir junto. Além do mais você faz sua rota, muda a hora que quiser, pára onde quiser, descansa o tempo que quiser, levanta a qualquer hora e vai embora enfim, liberdade total para decidir. 
Rodar nas estradas é simplesmente demais, conhecer lugares aconchegantes não tem preço, só mesmo quem já viveu isto para poder expressar este sentimento mágico.
Os pontos máximos da viagem foram as belas paisagens, as belas praias, muitas fotos, o encontro de Moto em Prado – BA, a visita ao Arquipélago de Abrolhos – BA, as amizades que você faz em todo o trajeto e ver que as pessoas além de admirar muito as motos, possuem um enorme prazer em ajudar.
Foram 19 dias de pura descontração, prazer, alegria, higiene mental e.....saudades, em que foram rodados 4485 km.
A próxima ? Bem, quem sabe Uhuaya ou Rota 66. Alguém se habílita ?????? 

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Orkut – rick mie
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