Quinta, 06 Dezembro 2018 17:29

Maringá(PR) para Búzios(RJ)

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Relato de Viagem Maringá (PR) – Búzios (RJ) – 1300 km

Triumph Rocket III

 

Essa foi minha primeira viagem “longa” de moto  e sozinho, antes disso já tinha rodado no maximo 250km ida e volta para lugares próximos. Me preparei umas duas semanas antes, creio que não tinha tanta coisa pra planejar, já que tinha ido outras vezes de carro para Búzios. Também foi a primeira viagem que fiz com a Triumph Rocket III (para os que têm ou querem ter a moto, tenho dados de consumo e desempenho nesse relato, algo que não tinha achado ainda na Net).

 

Antes de ir, comprei uma bolsa traseira e um par de alforjes, que foram bem úteis e sobrou espaço. A única coisa que levei de especial foi um spray selante para pneu (não sei bem se iria utilizar, acho que só se furar parado o pneu. Se furar andando acho que não teria função, estaria bem ruim meu estado) .  

Sai daqui umas 7:00 da manhã de sábado (19/06) com um frio de uns 12 graus e sensação térmica bem abaixo disso. Fui com luvas sem dedos (tive que trocar depois de Ibiporã pq tava congelando). Logo no posto policial de Marialva, quando parei para ajustar volume do mp3, um policial veio e começou a conversar e perguntar da moto (30 minutos de boa conversa).  

Bom, no dia anterior tinha abastecido (como fazia há alguns dias) com gasolina Premium de alta octanagem, esperando um melhor desempenho e consumo menor, mas pelos testes feitos de fato a única diferença sutil foi que “encorpou” um pouco as retomadas (mesmo assim, não vale a diferença). Quanto ao consumo do primeiro tanque foi de 14,5 km/l, andando em uma velocidade entre 90km/h e 110km/h (era frio demais pra acelerar mais e muitas curvas). Rodei 256 km até abastecer no posto Kennedy perto de Ourinhos. Logo na seqüência peguei a Castelo Branco (que não tem pedágio para motos), daí consegui sentir realmente a Triumph e para onde ela foi feita (nada de curvas, parece um caminhão para fazer curvas, horrível). Andando em uma media (visual) de 130 a 150 km/h (detalhe, a placa da moto foi tampada pela bolsa traseira e “churrasqueira”).

Fui parado por um policial na entrada da Castelo a 180km/h (tenho filmagem dessa cena). Mas só conversamos, ele queria saber mais da moto e pra onde estava indo (mais 20 minutos de boa conversa). Mas, a Castelo não tem como resistir, então, acelerei. Ainda mais pq estava sozinho, quando estamos com alguém fica mais fácil curtir mais lento.  

No próximo abastecimento, uma surpresa, andando nessa velocidade (130km/h a 150km/h) a moto fez media de 14,50 km/l (resumindo, ela não aceita velocidades baixas, algo parecido com motor CHT, talvez lenda urbana, na época, andando rápido ou lento o consumo era o mesmo).

 

Jhonny

 

Claro, o difícil dessa moto também é agüentar segurar ela nessa velocidade, o vento bate todo no peito, ou seja, tem q literalmente “segurar na moto”. Quando eu abaixava um pouco pra cortar o vento, dava pra aliviar as mãos e pulsos.  

O tempo me ajudou muito, somente sol, ida e volta da viagem, pista praticamente limpa, sem caminhões e carros. Na ida encontrei um solitário de HD também, curtindo a Castelo.  Até São Paulo abasteci mais uma vez e também a media ficou na mesma, 14,5km/l. Bem constante. 

Cheguei em São Paulo as 14:00 horas, transito leve na Tiete. Fui buscar onde ficar, na minha tia, zona norte...com certeza me perdi algumas vezes, ligações e pedidos de informações. Levei uma hora ou mais para localizar a casa dela. Ao me verem, claro que me chamaram de louco e todas outras coisas (mesmo meus tios tendo uma Vulcan guardada em casa, eu acho que já rodaram mais do que eu). Almocei e dormi cedo, estava meio cansado por uma tensão natural.

Levantei no Domingo cedo, calculei que chegaria umas 3 da tarde em búzios (tentar assistir o jogo do Brasil), se tivesse saído umas 7:00 horas da manha, mas acho que sai 9:00 da manha. Despedidas e procurando por posto atrasou um pouco. Em São Paulo como em outras cidades temos que tentar achar um posto de confiança, mas percebi que nem com bandeiras de distribuidoras podemos confiar. Novamente o consumo ficou próximo do que já estava fazendo.

Chegando no Rio de Janeiro, foi tranqüilo, sem transito também, peguei direto a Av. Brasil e fui para a  ponte Rio-Niteroi.  

Algo que acontecia constantemente nas minhas breves paradas, em geral entre 10 e 15 minutos, para abastecer, ir ao banheiro e tomar um café, todos que viam a moto, desde frentista ate pessoas no posto, iam me ver, perguntar de onde vim e para onde ia, queriam saber da moto etc. Fui bem recebido, e parabenizado pela coragem.   

Fiz meu ultimo abastecimento logo na entrada da Via Lagos, concessionária do trecho de estrada que leva ate búzios. Comi um sanduíche de lingüiça (excelente). Foi em um posto de bandeira, talvez Ipiranga. Bom, logo que sai não percebi, mas depois de uns 10 km, senti que nas retomadas a moto não rendia, não dava giro como antes. Parecia um motor 16 válvulas, que em baixo giro dava trabalho, bem diferente. Ou seja, gasolina batizada, logo que cheguei em Búzios abasteci novamente e surpresa, a moto fez media de 16km/l. Mas eu acho que foi pq não dava giro facil e com isso não consumia muito, mas claro, prefiro ela bebendo mais do que com problemas futuros.   

Cheguei em Búzios 16:15, acho que no intervalo de jogo do Brasil, tomei uma cerveja, relaxei, terminei de ver o jogo. Viagem tranqüila com certeza, pouca gente mesmo na estrada, devido ao jogo. Fiquei uma semana lá, andei pouco com ela na cidade, pq é bem ruim para fazer curvas e paralelepípedos, mas ela chamava bem a atenção de onde passava e sempre era convidado para fazer um passeio em Tiradentes, acho que naquele final de semana mesmo. Encontrei um pessoal que faz parte de Clube de motos lá mesmo.  

Bom, o retorno, pretendia sair no sábado para descansar em São Paulo novamente, mas foi impossível, compromissos (festas) me impediram. Fui dormir as 3 da manhã no sábado, levantei as seis e sai de búzios 7:30 da manha. Atrasado como sempre.  

Fiz o que podia para rodar o máximo possível, pq tinha que trabalhar ainda na segunda, então, fiz uma “loucura” , rodei 950 km, direto até Ourinhos. Com paradas para reabastecer e um momento para lanche. Na Castelo branco, no inicio dela, vi dezenas de motos vindo de algum encontro que teve ali por perto. Na ida, ainda na Dutra, passaram por mim dois casais um com uma BMW e outra KTM 990 (pq o povo de BMW sempre anda rápido? Ou eu que ando lento demais?). Parei e fui conversar com eles em um posto. Estavam indo para Bento Gonçalves, curtir um pouco de frio. Falei que não conseguiria acompanhar até São Paulo pq eles são muito rápidos, principalmente em curvas (como disse, acho que eu sou lento nas curvas).  Perto de Ourinhos, já escuro 18:30 (não toquei direto para Maringá, pq eu estava com uma viseira escura, já não tava vendo mais nada),  encontrei um casal de virago, segui até entrada da cidade e pedi para eles pararem e me indicarem um hotel. Agradeci e fui comer algo e descansar. Na segunda feira cedo, sai do hotel e vim para Maringá, cheguei umas 9:30 da manha, 3 horas de viagem, bem tranqüila.  

Resumindo tudo isso, achei fantástico a estrada, não tem coisa melhor. Creio que preciso fazer mais disso, só falta mais pessoas pra dividir esses momentos. Tenho idéia de ir pra Buenos Aires em outubro ou novembro, caso tenha interessados no BrRiders, estou esperando o contato.  

Abraços 

Jhonny k.

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