Terça, 25 Agosto 2020 10:10

Chaco paraguaio

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Aqui faço um pequeno relato de uma expedição que eu de MCRondon Pr, Edson Reiter e Cesar Beloni de Dourados Ms fizemos para o Chaco paraguaio em agosto de 2018.

                Depois de muitas reuniões, inicialmente com 54 interessados em fazer a expedição, um mês antes tinham 27, 12 dias antes 8, uma semana antes três rsrsrs. Sai de MCRondon Pr e me encontrei com os dois irmãos em Dourados e de lá seguimos rumo a Porto Murtinho Ms, divisa com o Paraguai, onde nos encontramos com nosso apoio, Franz nativo da região do chaco e um baita conhecedor da região. Atravessamos no mesmo dia para adiantar os tramites da documentação para sair no dia seguinte bem cedo. A Noite o Franz juntamente com seu pai e tio nos brindaram com um baita churrasco. NO dia seguinte carregamos tudo sobre a caminhonete do Franz e nos largamos estrada a fora. Sabíamos que seria difícil, seriam apenas 641 km, mas todos, absolutamente todo o trajeto por estrada de chão. Eu fui com uma Honda CB500X e os outros dois com suas Teneres 250. Chegamos em Filadélfia a tardinho, isso que rodamos só 312 km. A noite fomos recebidos pelo MG do Franz que nos serviram uma bela pizza, depois saímos e fomos num hotel para descansar bem. No outro dia o Franz apareceu com outra caminhonete com carroceria maior para podermos levar mais, água, Gasolina e óleo diesel e, claro, muita comida.  Rodamos pela estrada de areia e pó (talco ou poaca). Foi uma das expedições em que tive maior dificuldade, pois o cansaço foi muito grande. Eu tive duas quedas nas partes onde o estrada tinha barro, mas as outras motos caíram na areia, foi, até de certa forma, muito divertido. Só frisando, de Filadélfia pra frente, contratamos mais duas motos como guias, pois estava difícil pois o Franz vinha a traz do grupo e ai como a estrada tem muitas entradas nós nos perdíamos e tínhamos que voltar e assim fomos com duas motos uma na frente, outra no meio e o Franz a traz. Chegamos na divisa do Paraguai coma Argentina no local de Poso Hondo já de tardinha. Confesso que minhas energias já estavam esgotadas. No Local do lado paraguaio não tem nada, ou quase nada, apenas uma guarita, uma casa e um “Buteco” onde tomamos banho. Depois fomos pra barranca do Rio entre as arvores armar as barracas, já estava quase escuro. Fazia muito calor 34 graus. A Noite churrasco pra comemorar, e claro nada de bebida alcoólica. Estávamos lá sem energia elétrica então a luz era dos celulares rsrsrs Jantamos e no bate papo um amigo disse que de madrugada a temperatura iria cair muito e poderia chegar a 10 graus. Parecia profecia, de fato as quatro da manhã estava ventando tanto que chegou a virar uma das barracas então todos nós levantamos desarmamos as barracas e ficamos esperando o dia amanhecer para tomar café e virar o farol rumo a civilização rsrs. Antes de sairmos o Franz consertou a KLR do amigo que tinha um vazamento no radiador. O frio veio forte mesmo. E tinha previsão de chuva e então resolvemos que iríamos voltar pelo asfalto,, mas pra isso iríamos ter ainda uns 50 a 80 km de chão com muiiiiiita poaca. Mas seguimos firmes e fortes paramos no meio do caminho para abastecer as motos com a gasolina que estava num tambor na caminhonete. Chegamos n asfalto bem próximo da divisa com a Bolívia, uns 2 km de distancia. Olha a sorte que tivemos, quando chegamos no asfalto começou a chover e não parou mais até chegarmos em Filadelfia. Passamos a noite no Hotel e no outro dia saímos cedo com muita chuva e frio rumo a Pedro Juan Cabaleiro, divisa como Brasil. Chegamos já estava escuro, mas mesmo assim conseguimos fazer os tramites da saída. Ali mês despedi dos dois amigos que foram a Dourados e eu Rumo a Amambai onde Passei a noite. E no dia seguinte cheguei a minha casa com a moto muito lameada, mas com a a alma lavada. Foram, no total, 2.755 km de pura diversão...

 
 
Obrigado
Elson Antonio Gehlen
Mal. Cdo. Rondon Pr.
Brasil
45 9 9974.3155 (Tim)
Amo meu país
Ler 193 vezes Última modificação em Terça, 25 Agosto 2020 10:26
Elson Antonio Gehlen

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