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Sábado, 06 Novembro 2010 15:26

NOVA VIAGEM DE MOTO A NEUQUÉN, ARGENTINA

VIAGEM DE MOTO A NEUQUÉN, ARGENTINA, (10/03 a 01/04/2011)

Jordan Wallauer e Martha Tresinari B. Wallauer

Em outubro / novembro de 2010, pilotando uma Honda XRE 300, percorrendo uma parte do centro e norte da província de Neuquén, na Patagônia Argentina. Minha esposa Martha iria de avião até a cidade de Neuquém, onde nos encontraríamos para alugar uma 4X4 e seguirmos juntos, já que ela tinha um trauma com relação a uma motos. Por razões de problemas de saúde, a família não pode viajar, mas ficou com a atenção aéreas. When Martha manifestou o desejo de me acompanhar como garupa - surpresa - providenciar uma troca de moto por uma BMW G 650 GS (que já ganhou o apelido de Gzinha), mais potente e confortável para dois, e voltei à Província de Neuquén, procurando Novos caminhos, para encontrar com Martha na cidade do mesmo nome.

A primeira etapa da viagem, Urubici / SC a Ijuí / RS, envolveu a neblina e a garoa na serra catarinense, e a iniciativa nos planos catarinense e gaúcho. O primeiro lugar da pilotagem da G 650, que tem o lugar mais baixo, a possibilidade de ser muito consensuada, mas o melhor é o mata-cachorro original da BMW e a adaptar uma barra horizontal com pedaleiras dobráveis ​​nas pontas, posso esticar como pernas e ficar em posição super-quente quando desejo. Esse artefato, montado em cano de ferro galvanizado ao qual foi vendido como pedaleiras com solda MIG, foi pintado em alumínio DuPont, igual um BMW original (obra de meus amigos da Serralheria Serrana, de Urubici).

Em Ijuí um bom papo com o Brasil Cavaleiro Pedro de Souza, cerveja e batatas fritas e logo tratei de descançar. O Hotel Nossa Casa, onde me hospedei, emocionado com as imagens do tsunami no Japão. Estive em sas tiracolo em um país e tenha especial afeição por seus habitantes. Do you ver o que estava ali acontecendo!

De Ijuí fui a São Borja, onde cruzei uma estrutura sob um sol escaldante. Tomei a AR 14, uma Rodovia Federal Argentina, uma Rodovia Federal da Argentina, revendo uma savana de Corrientes e Entre-Rios, com seus espinilhos e algarobos, que sempre me lembram as savanas africanas, dos filmes, só que em vez de antílopes e girafas a gente tem que se contentar com alguns raros ñandús. Também tem aqueles postes de alta tensão com as cabeleireiras e barbas de gravetos, um dos trabalhos das caturritas que ainda não aprendem, com o joão-de-barro, um trabalho com alvenaria. Estes, por sua vez, aqui e ali fazem, nos mesmos postes, casa até sobrepostas, pequenos sobrados, onde assistem poros de sol fantásticos.

Nuvens eu nuvens nuvens nuvens nuvens nuvens nuvens nuvens nuvens nuvens nuvens nuvens nuvens nuvens nuvens nuvens nuvens nuvens nuvens nuvens nuvens nuvens nuvens nuvens nuvens nuvens nuvens hora.

Dormi em Federal, uma capital mundial do chamamé. Não é um passe pela cidade, pois o calor estava insuportável. Eu instalei no Hotel Yatay, pequeno, barato, com ar-condicionado e banho privado. Jantei num restaurante super simpático e muito bem atendido chamado El Yungui, cujo dono, motociclista proprietário de uma monstruosa nua Yamaha de 4 cilindros, recebe com cortez e uma projeção agradável, sobre a política, sobre a paixão e sobre o terror e o tsunami do Por exemplo, iphone. Este é um lugar que vale a pena para quem está na estrada!

De Federal tomei o rumo para a Vitória e Rosário, saindo da RA 127 (P de Provincial). Nesta rodovia precisa-se tomar cuidados e ter muita atenção. A falta de cuidado com a dor não dolorosa Desviei a olhar para o segundo para ter o melhor, e desviado, de um enorme buraco. Tratava-se, vi mais tarde, de uma abelha que funcionava na manga da jaqueta. Resultado: sem ter visto o buraco, voamos a moto, eu e o bauleto! Voltamos a ter um outro fim de semana, e ainda um tempo de ver pelo espelho retrovisor. Foi um susto enorme, principalmente porque, dentro do bauleto, o netbook do meu filho acabou de chegar um tombasso! Bem, tanto o netbook quanto o netbook funcionaram com suporte depois do susto. Uma vez que o complemento é suficiente para voltar ao asfalto com elegância e equilíbrio.

No mais, atravesse pela magnífica ponte Nuestra Señora del Rosário, no Rio Paraná, com um vento de mais de 60 km por hora, que um pouco mais adiante desvaneceu em uma tromba d'água entre Rosário e Casilda, cidade onde acabava de ficar para fugir da chuva. É uma segunda vez que esta ponte, sem as condições de tirar uma foto, ela e as pantanais do delta do Paraná, em muito parecidos com os nossos estados de MT e MS. A primeira foi de 4 anos e embaixo de chuva fortíssima.

Em Casilda, hospedado no Hotel Cuatro Plazas, um pouco mais luxuoso, cujo preço da diária corresponde a um hotel bem mais simples no Brasil (ficou em R $ 140,00) pude dar uma pequena volta pela cidade, que tem 4 magníficas Praças no Centro, de onde saiu o nome do hotel. Por favor, faça um passeio na praia ou faça um retorno ao hotel. Casilda merece retorno, pois parece ser muito agradável, é bem arborizada e tem uma urbanização impecável.

No dia seguinte, quase sempre acompanhada, seguiu viagem sem sobressalentes até Trenque Lauquen, quase na Província de La Pampa, onde foi feita pelo Beto de Trenque, irmão Brasil Rider, por sua esposa e filhos filhos de Tomáz e Luzia, crianças super Simpáticas e educadas que adoram uma gieta, tanto que acabam por ser trocadas de moto com o objetivo de fazer um passeio pelo parque da cidade. Ele na G 650 GS, com o filho na garupa, e eu com uma pequena trilha chinesa de 200 cc, sem freio na roda traseira, sem ponto morto e sem retrovisores! Uma aventura e tanto, mesmo andando a 40 km / hora!

Em Trenque me hospedei no hotel que tem o nome da cidade. Um quarto térreo, antigo, com uma sala de  desayunos  que parece ter saído do mesmo por uns 50 anos atrás. Não é apenas uma sala, como também o proprietário (ou gerente) e os freqüentadores habituais que a noite se reúne para assistir futebol. É uma coleção da terceira idade que me integra com gosto, pegando a cerveja e os refrigeradores com as portas de madeira. Por causa de uma sucessão de tragédias no Japão, agora com a ameaça de um tremendo desastre nuclear.

De Trenque Lauquen para Neuquén foram 714 km rodados das 8:20 horas da manhã às 17:30 da tarde por estradas em geral muito boas e desérticas, mas com algumas partes em reforma e pequenos trechos urbanos com semáforos. Por rodar, rodar por toda a Argentina, não tem nenhum problema com os policiais, como antigamente acontecia. Em todos os postos, e muitos, sempre fui bem tratado, além de orientado com cortesia e presteza. Da metade do caminho em frente (Puelches) andei brincando de gato e rato com uma chuvinha ameaçadora que nunca conseguiu me pegar de jeito. Rodei quando podia a 140 km / h, nos bons trechos, compensando aqueles em não tão bom estado. Um moto se comportando de forma admirável. Só complique o grande Neuquén (Cipoletti, Neuquén e Plottier),

Em Plottier encontrei Marcelo Chandia, outro Brazil Rider, que havia nos reservado o Hotel Costa Limay (não sem antes ter insistido muito para que ficássemos na sua casa), um espetáculo de hotel a preços bem razoáveis (4 estrelas por cerca de 80 US$ para um apartamento de casal). Digo "nos reservado", porque Martha estava chegando no mesmo dia, via aérea. Marcelo ainda me levou ao aeroporto onde buscamos Martha, ansiosa pela sua estréia como garupa de viajem em moto. Jantamos com Marcelo, sua esposa Cláudia e a filha Daniela, tomando Shneider negra e brindando à amizade!

Na manhã fria de Plottier, Martha e eu montamos na Gzinha toda equipada, para irmos para Zapala, com parada prevista em Plaza Huicul  para visitarmos um museu de paleontologia que lá existe. Ao todo uns 200 kilos entre piloto, garupa e bagagem. Passados os primeiros dois ou três kms em tráfego urbano, onde senti minha garupa ainda meio tensa (acho que eu também estava), seguimos como se estivéssemos fazendo isto juntos - rodar de moto - a muito tempo.

Em Plaza Huicul, fomos magníficamente recebidos por Viviana, cunhada do BR Marcelo, de Plottier, que trabalha no Museo Carmen Funnes. A exposição do museo é explêndida! Chama mais atenção um esqueleto montado de um Argentinosaurus huinculensis, o maior herbívoro que já existiu, e outro do Giganotosaurus carolinii, o maior carnívoro, paleohabitantes das planícies patagônicas do Cretáceo. Vale a pena visitar o local.

Chegamos cedo em Zapala onde decidimos passar o resto do dia e comemorar com pizza e malbec Postales (vinho patagônico muito bom) o primeiro dia de moto de Martha.  Esta cidade não tem muito de especial, exceto pelas calçadas de pedra calcárea cheias de impressões fósseis de conchas, evidência cabal de que a Patagônia também já foi mar.

No dia seguinte rumamos em direção à Aluminé, pela estrada que leva ao Parque Nacional Laguna Blanca e depois, pela serra chamada Espinazo de Zorro e pela Bajada de Rahue.

O Parque Nacional Laguna Blanca, a uns 30 kms de Zapala, tem um centro de visitantes primoroso, bem atendido por guarda-parque, que permite a interpretação da paisagem lacustre que se descortina logo adiante, com seus cisnes-de-pescoço-negro, flamingos e patos de diversas espécies. Super-especial para nós, que trabalhamos com Parques Nacionais, no Brasil, por cerca de 30 anos.

Do Parque Nacional para frente começaram as fortes emoções. Um vendaval varria a estrada que se contorcia por entre montanhas, espremida nos vales, ora em subidas extremamente íngremes, ora em descidas alucinantes. A moto, muitas vezes em segunda ou terceira marcha, empurrando o vento de frente, ou precáriamente se equilibrando com rajadas laterais. Especialmente na descida da Bajada de Rahue (uns 1.200 metros de descida e subida do outro lado), em estrada de rípio, a G 650 GS se mostrou uma moto competente, assim como Martha me surprendeu pela sua coragem.  O vendaval pelo qual passamos para chegar em Aluminé, ocasionou danos nas redes de transmissão, de tal forma que chegamos na cidade sem energia elétrica e, conseqüentemente, sem internet e sem TV. Chegamos em Aluminé ainda peleando com o vento.  Nos hospedamos no Hotel que tem o mesmo nome da cidade. Bom.... muito bom mesmo, principalmente quanto ao restaurante, cuja especialidade são pastas, mas que prepara e serve ótimas trutas e cabritos deliciosos.  Só não havia garagem coberta para a moto. No amanhecer do dia seguinte a Gzinha estava coberta de geada e tivemos que esperar o sol esquentá-la para podermos sair.  

O slogan da cidade é "Aluminé te entra por los ojos" e agente só se dá conta disto quando se dirige, como fizemos, ao Parque Nacional Lanin, especialmente com as paisagens no caminho do Lago Ruca Choroy e nele mesmo. A estrada, de rípio, é muito bem conservada, cruzando por localidades mapuches (a maior comunidade da Argentina  com nomes de sonoridade peculiar como Tayñ Rakizuan ou Nienguehual), até chegar ao Lago, com seus patos mergulhadores e neuquenes reales (uma espécie de ganso selvagem elegante e bela).  No Parque percorremos de moto uma trilha, com pedras grandes e soltas, barro, água, raizes de árvores (pehuenes grossos e cheios de piñas - a araucária araucana) onde a Gzinha, como sempre, foi perfeita. Martha mais uma vez me deixou perplexo com sua tranquilidade, inclusive filmando em momentos de certo perigo enquanto eu pilotava preocupado com o que ela poderia estar sofrendo na garupa.

A próxima etapa foi seguir para Villa Pehuenia, por asfalto e rípio, com a espectativa de ver a lua cheia (a maior dos últimos 18 anos, segundo nos informaram) às margens do Lago Aluminé. Na noite anterior a nossa partida em direção à Villa Pehuenia, descobrimos que não havia gasolina. Como da última vez que estive por esses lados, tive que amargar uma fila no posto de combustíveis local, à noite e com frio, para abastecer, depois que chegou um caminhão de abastecimento. Menos mal que chegou.

Para Villa Pehuenia a estrada  é em grande parte de rípio, margeando o Lago Aluminé, de paisagens mágicas. Em Villa Pehuenia procuramos por algum hotel nas margens do lago, de onde pudéssemos ver o nascer da lua (a tal que os astrônomos estavam dizendo que seria a mais próxima e maior dos últimos 18 anos). Encontramos o Hotel La Balconada, com uma indescritível vista do lago, voltada para o Leste. Extremamente confortável, compatível com muitos dos nossos 4 estrelas, por R$ 120,00 em suite luxuosa. Perfeito!

À tarde percorremos de moto, evidentemente, uma área de comunidade Mapuche, com 5 lagos, sendo um mais bonito do que o outro. No final da tarde, experimentando algumas cervejas negras e amargas, artesanalmente feitas com água (cristalina) do Rio Aluminé, assistimos ao espetáculo do nascer da lua ,cujos reflexos no lago pareciam prata esparramada. Não podíamos ter escolhido melhor local para isto!

No dia seguinte tentamos subir o vulcão Batea Mahuida que, entretanto, estava coberto de neblina.  Aproveitamos para ir até o Lago Moquehue, por rípio, é claro! Tão bonito como o Aluminé.  Compramos alguns artesanatos pequenos e delicados e nos dirigimos novamente ao vulcão que já estava descoberto. Por um caminho de rípio, com muitas costeletas e alguns buracos e pedras, pudemos chegar até a cratera, em cujo interior há um pequeno lago extremamente azul.

A vista que de lá se tem dos lagos Aluminé e Moquehue é, como Martha costuma dizer, explendorosa!!  Nao fossem todas as outras coisas belas e emocionantes que vivemos nesta viagem, só esse dia já teria valido a pena!  A Gzinha continuava se comportando muito bem. Alguém me disse que escolher uma moto é como escolher um sapato. O que serve bem para um nem sempre é o ideal para outro. Acho que achei o sapato perfeito para mim! Martha parece veterana na garupa e tem me ajudado muito como navegadora.

Na manhã seguinte fomos para Las Lajas e Chos Malal levando na memória e, até onde é possível, nas máquinas fotográficas, as imagens fascinantes destes locais. Saímos ao nascer do sol sobre o lago e, logo depois, começou uma garoa que nos deixou preocupados, pois a estrada que escolhemos, por Pino Hachado tem quase 50 km de rípio e "camino consolidado", em geral bom, mas com grandes trechos de muita areia e pedras soltas, perigoso, se bem que compensado por paisagens belíssimas, em parte acompanhando um rio correntoso, com as encostas com muitos pehuenes (araucária araucana), em parte acompanhando a fronteira com o Chile por altos vales gelados.Quase chegando em Pino Hachado um conjunto de riscos simultâneos: buracos.... pedras soltas e animais na pista. Depois de Pino Hachado mais uns 150 kms de asfalto, com um vento muito forte no geral, que nos acompanhou até Chos Malal, mas que foi particularmente assustador em um pequeno trecho na parte mais alta, nos obrigando a rodar em segunda marcha, a 20 km/hora e com a moto inclinada!  Só não parei porque não conseguiria manter a moto em pé.

 Passamos sem parar por Las Lajas, mas paramos em Churriaca, uma localidade mapuche a poucos kilômetros de Chos Malal, em uma casa que nos pareceu ser um restaurante. A casa era uma antiga escola ocupada agora pelos mapuches, que nos serviram um "guizo de arroz" que, na verdade, era a comida deles, já que no local funciona um posto de saúde e não um restaurante. Uma delícia na sua simplicidade e sabor.

Em Chos Malal nos hospedamos em La Farfala, pousada onde eu havia ficado na viagem do ano passado e fomos recebidos com muito carinho e amizade pelos proprietários e seu filho. Para nós La Farfalla é como se fosse a nossa casa, tão à vontade nos sentimos ali.

No dia seguinte fomos às lagunas do vulcão Tromen, onde eu já tinha tentado chegar no ano passado, sem êxito por conta da neve que havia caído abundantemente. Duro caminho de rípio com "serrucho" (costeletas), pedras soltas, buracos e, aqui e ali, alguma água cruzando o mesmo. Além de tudo um vendaval gelado, apesar do sol forte. Sacrifício que valeu a pena pela paisagem e pela sensação de estar envolto por forças da natureza... o vento gelado e forte.... o sol ardido...a magnitude do vulcão coroado por neves.... a beleza da laguna com seus cisnes de pescoço-preto.  Para mim ainda a oportunidade de passar na casa de Luiz Rivera, criador de cabritos com quem charlei e tomei uns mates em novembro passado. Ele não estava. O mais provável é que estivesse pastoreando seu gado pelas montanhas. Pude, entretanto,  deixar amarrado na porta de sua casa uma sacolinha, com um pacote de erva mate de Urubici, fotos tiradas em nosso encontro e um bilhete, escrito ali mesmo, cumprindo uma promessa a ele feita.

De Chos Malal fomos a Las Ovellas, de ônibus, poupando Martha e moto da estrada que está terrível e em obras (puro "serrucho" e zonas em construção). Sempre subindo, passamos por Andacollo, que é zona de mineração de ouro,com a paisagem toda revirada e feia. Antes desta cidade, e depois dela, a paisagem sempre impressionante e magnífica da Cordillera de Viento. Entre desta cordilheirae a Cordilheira dos Andes , em um vale alto, está a cidade (1.800 habitantes) de Las Ovellas. Pequena, quase sem infra-estrutura hoteleira, tem um povo super hospitaleiro, educado e gentil. As pessoas nos cumprimentavam ao passar e sempre faziam algum comentário agradável. Sem internet, só um restaurante que só abre as 21 hs, e nada para fazer, nos restou  dormir cedo, para poder sair de madrugada com um guia que contratamos, com sua camionete 4X4, no rumo do Vulcão Domuyo, na verdade uma montanha sem cratera, mas com muita atividade vulcânica que muitos temem que, num dia qualquer, se torne um verdadeiro vulcão.  

Seguimos para o Norte, passando por Varvarco, uma pequena cidade mais próxima de Domuyo. Chegamos de camionete a El Playon, a poucos metros do acampamento base do Domuyo. Visitamos zonas de geysers e fumarolas, e de fontes termais. Rodamos por lugares impressionantes, ora pelas formações rochosas, ora pela imensidão da paisagem. Deslumbramos-nos com as cores, com as formas, com o inusitado de ver águas quentes e vapores saindo da terra a poucos metros da neve e com a surpresa de encontrar, nos lugares mais inóspitos, gente com seus rebanhos, aproveitando os últimos pastos do verão.

É nestes lugares que sentimos aquela sensação de pequenez e fragilidade do homem, ante a imensidão da natureza, e contraditoriamente, a sua grandeza, na sua capacidade de adaptação e de transformação do ambiente.  É ali que a gente percebe de maneira clara e cabal o quanto podemos, e que deveríamos usar nossas capacidades para conviver melhor com a natureza.

No retorno a  Chos Malal, um maravilhoso almoço oferecido por Don Alberto, sua esposa Fitty e seu filho Francisco e  companheira Romina: um chivito assado (prato típico de Chos) acompanhado por malbecs da região.

Na sexta-feira (25 de março), à noite, dei uma passadinha no único posto de combustíveis que está funcionando em Chos Malal ,para completar o abastecimento da moto, pois haviam me avisado que recém havia chegado a "nafta" que estava em falta. Como aconteceu no ano passado, tive que entrar em uma fila. Logo começou uma chuvinha incomoda e fria que me fez abandonar a fila e voltar para a pousada. Enfim tinha combustível suficiente para ir até Las Lajas, uns 180 km adiante, e não precisava ser tão prevenido assim.

Jantamos com a família dos proprietários da Pousada La Farfalla. Foi difícil a despedida. É sempre difícil despedir-se de bons amigos. Difícil também fazer o acerto de contas, pois não queriam cobrar muitas das despesas que fizemos, colocando-as na categoria de ofertas de amigos ( e aí tinha de tudo: uma diária, várias garrafas de vinho, várias doses de whisky, muitas refeições, etc.). Martha acabou conseguindo um acordo para não causar prejuízos, já que se trata do negócio deles. A parte que não queriam cobrar foi rateada meio a meio!

Saimos de Chos Malal no dia seguinte, numa manhã muito fria, mas ensolarada, vendo que à tal chuvinha tinha correspondido uma forte nevasca nas montanhas do entorno, entre elas o Tromen e o Wayle, que estavam completamente brancos, e belos. Se tentássemos então ascender à laguna que fica entre eles, como o fizemos logo que chegamos à Chos Malal, não conseguiríamos! Por falar neste lugar - a laguna - aonde chegamos sob um fortíssimo vento e rodando num caminho bem difícil, foi lá que me dei conta de que já estava tendo com a Gzinha a mesma cumplicidade que tinha com La Negra, a XRE 300 da Honda, com a qual tentei chegar no Tromen em novembro do ano passado. Bem, deve ter sido ilusão provocada pela altitude, ou pelo vendaval,  mas sou capaz de jurar que naquela ocasião a BMW piscou para mim!

No caminho para Las Lajas, a medida que o dia corria, a temperatura foi baixando, a ponto de causar um enorme desconforto. Só não parei para desmontar a bagagem e pegar mais agasalhos porque mantinha alguma esperança de que o sol acabasse esquentando as coisas. Puro engano, quando chegamos em Las Lajas as montanhas bem próximas, à Sudoeste, sustentavam sobre elas uma nuvem cinzenta, escura, da qual se desprendia uma nevasca que paulatinamente foi pintando tudo de branco. Gelados, acabamos parando em um posto de combustíveis, muito mais para nos abastecer com café quente, do que abastecer a moto com "nafta". Só depois de nos esquentar e conseguir mover os dedos das mãos, retomamos o caminho para Zapala, onde passamos a tarde e a noite. No dia seguinte rumamos para Plotier.

No domingo ao meio dia, em Plotier mais uma vez, procuramos, sem nenhum resultado, por um restaurante aberto. Segundo Martha eles devem "fechar para o almoço".  Acabamos comprando em um pequeno empório, um ótimo salame, queijo, pão sírio e vinho Garras, malbec roble, safra 2005, produzido quase que artesanalmente em uma pequena "finca"  de Coquimbo, no vale do Maipo, Mendoza. Pena que a produção deste vinho, pequena, não permita exportá-lo para o Brasil! Almoçamos no Hotel Costa Limay, onde estávamos hospedados .  Perfeito! Melhor do que ter encontrado um restaurante aberto!

A noite mais uma despedida daquelas! Marcelo, Cláudia e a pequena Dani, de Plotier, nos convidaram para jantar e nos deram presentes. Um deles, uma táboa de queijos, foi feita pela Dani.

No dia seguinte, bem cedo Martha pegou um vôo para Buenos Ayres/ Porto Alegre e Floripa. Quanto a mim, peguei a moto e iniciei a volta, procurando novos caminhos que me levassem a paisagens ou locais que ainda não conheço. Com 7 a 10 dias para o retorno me abre um bom leque de possibilidade, mas confesso que o ápice desta viagem foi o período passado na cordilheira e que já começava a dar uma saudade de Urubici.

No retorno, meu primeiro objetivo foi chegar ao Parque Nacional Lihuel Calel, entre Puelches e Sta Rosa. O parque ainda mantém alguma fauna interessante e se pode ver alguns guanacos e choiques (o ñandú de pernas mais curtas da Patagônia e da Pampa), mas o que impressiona são as formações rochosas que parecem grandes sorvetes se derretendo.

A planície entre Gen. Roca e Sta. Rosa em alguns momentos proporciona aquela sensação de liberdade total. À frente e atrás, de um lado e de outro, parece que o mundo se resume a essa planície imensa, mal forrada de gramíneas e mínimos arbustos..... A gente tem a impressão de que vai levantar vôo, bastando respirar fundo ou acelerar um pouquinho mais a moto!

Em Sta Rosa, a conselho de um proprietário de uma b ela Yamaha Virago super-bem conservada, me hospedei no Hostal Rio Atuel, perto do Terminal Rodoviário. Simples, baratíssimo e bem atendido, fica próximo da Igreja Nsa Sra de Fátima, cujo campanário me despertou tocando música agradável às 8 hs da manhã. Vale a pena ali se hospedar para ouví-lo.

De Sta Rosa foi uma tirada só até Mercedes, cidade grande e movimentada onde fiquei no Hostal del Sol, com certo luxo, bom atendimento e preço irrizório (R$ 60,00). Beleza!

Tomei um caminho tortuoso para evitar o transito periférico de Buenos Ayres e seguir para Zárate, onde atravessei o Rio Paraná por um sofisticado sistema de pontes. Essas pontes não têm a beleza arquitetônica daquela que atravessa o mesmo rio em Rosário, mais à Oeste. De qualquer forma impressionam pela sua engenharia, sendo também obras magníficas. Um pouco mais ao Norte, pela Rodovia Nacional 14 (uma auto-estrada de duas pistas de cada lado, com muitos trechos em obras), visitei o Parque NACIONAL las PALMAS, com sua extranha paisagem formada por palmares extensos de Yatay, que nós conhecemos por butiá.  As estradas internas do parque são de rípio e areia bem soltos que acabaram proporcionando o meu primeiro tombo com a GZINHA....  Tudo ficou bem com a moto e comigo, apenas um dos bauletos laterais ficou todo raspado.

Dormi em Concórdia, às margens do Rio Uruguai. A cidade de Salto/Uruguai fica do outro lado do rio. Concórdia tem 200.000 habitantes, e é bem movimentada. O centro parece uma pequena Madrid, com seus bares, restaurantes e cafés com mesas nas calçadas. Num deles comi costeletas à la parrija, com batatas fritass, cerveja Quilmes e tv passando um jogo, de futebol, é claro!  Só para contrariar e movimentar o bar torci para o Peñarol, time uruguaio que enfrentava um rival argentino, pela Copa Libertadores de América. Foi bem divertido e o pessoal que estava ali entrou na brincadeira! Alguns até pensaram que eu era uruguaio! E não é que o Peñarol venceu!

Cheguei em Paso de los Libres logo após o meio dia, para saber que as lojas só abririam depois das 16 hs. Eu havia me esquecido do costume de “hacer la siesta”.  Querendo adiantar a viagem, não esperei abrirem as lojas, cruzei a fronteira, passei por Uruguaiana e acabei dormindo em Sto Angelo, RS, terra de meus antepassados maternos, onde fui maravilhosamente recebido e hospedado pelo Gilson Miranda, Master Brazil Rider, sua esposa Carmela e as filhas Polyana e Bibiana.

Uma última etapa de 750 km e estava em casa, em Urubici, SC, satisfeito, feliz, mas bastante cansado, o que não me impediu de já começar a pensar em uma nova viagem!

Entre esta e a anterior, visite conhecer os lagos Argentinos e Chilenos, muito procurada por turistas, e ao Sul de Mendoza, a passagem obrigatória para quem viaja a Santiago do Chile. O centro e o norte neuquino não fica nada mais que as interfaces mais conhecidas e visitadas. Além disso, pode-se manter o esforço do país e da região para melhorar a infra-estrutura viária e de atendimento ao turista. Acreditamos que Alimenté  , Villa Pehuenia, Caviahue, CopahueVarvarco  , Bariloche, San Martín de los Andes, Villa Angostura, Mendoza ou Córdoba.

Jordânia
 
Retornamos, Martha e eu, no dia 07 de setembro de 2011, ao nosso refúgio nas montanhas, em Urubici, depois de um passeio, de moto, pelo Rio Grande do Sul. Foram 1.800 km em nove dias, tempo suficiente para deixar de lado o envolvimento com outras atividades, que não é apenas o prazer de rodar de moto.

 

A primeira vez foi em Passo Fundo, depois de 8 horas de passeio pelo Planalto Catarinense e Rio Grandense, com a participação de um seminário em Belas Artes do Rio Pelotas e as pequenas e simpáticas comunidades e vilarejos entre Vacaria e Passo Fundo, com suas engraçadas de “VENDO AMEXAS E PESEGOS”, escritas à mão livre, que sempre querem fotografar e que depois são apagadas para trás. À noite jantamos um linguado ao leite de coco, acompanhado por um Torrontes 2009 do Valle de Cafayate, Argentina, no apartamento dos Borges, Luiz Felipe, Letícia eo café Ernesto, Brasil Riders como nós, que sempre quer primorosamente seus colegas moto-viajantes.

No dia seguinte chegou a São Miguel das Missões para o público do Primeiro Encontro de BRs nas Missões. Hospedagem no Wilson Park Hotel, um hotel confortável e amplo com a arquitetura nas construções jesuíticas do sec. XVII, circundando uma piscina Hollywoodiana, pelo preço camarada de R $ 120,00 por diária para um casal, ar-condicionado, varanda, ar-condicionado, frigobar e internet. Isto é como o café matinal e as comidas muito bem elaboradas, pois eles não são muito parecidos com o que há de melhor no centro de tradições. Nativistas, confraternizando com uma centena de Brazil Riders. Confraternização que nos permite rever amigos e fazer novas amizades, todos motociclistas, pagador  missionário, dizia ter sido “consagrada no altar da pulperia”, o que pode ser traduzido, sem caráter poético, por “balcão do buteco”), algumas trazidas de recônditos de São Paulo e Minas Gerais. O cardápio do encontro incluiu o churrasco e o churrasco de culinária gaúcha rio-grandense, mas preparados com esmero e, especialmente o carreteiro, com receita própria do José, Dentista local e cozinheiro de mão cheia! Ah, o baile improvisado, o som da gaita e de um vilão campeiro e o show de dança da gurizada do CTN Sinos de São Miguel, complementado pelas atrapalhadas apresentações de chula dos próprios BRs!

Aproveitando para rever, em uma caminhada diurna, como as ruínas de São Miguel, sempre com uma sensação, já experimentada, de estar passando por um lugar sagrado e carregado de uma energia muito forte; e para assistir à noite, neste local mágico, o espetáculo de luz e som .... imperdível e inesquecível, com o perdão da repetição (inevitável) do sufixo! No meu caso, esse retorno remonta a 1958/1959, quando conheci, aos 11 anos de idade, como as ruínas abandonadas, com uma figueira crescendo na torre dos sinos, suas raízes contorcidas abrindo fendas na estrutura de arenito; e com sepulturas do cemitério jesuíta e ocupada por enxames de abelhas.

Ainda em São Miguel, no dia do fim do Encontro de Pilotos do Brasil, foi uma fonte de água responsável pelos jesuítas e pelos guaranis de São Miguel. Um encanto de construção em arenito, com algumas pequenas faces de anjos esculpidos, que em muito lembra, em pequenas dimensões, como as construções em pedras, justapostas dos incas. Também conhecemos um Ponto de Memória, a iniciativa do Valter, da Secretaria de Turismo de São Miguel das Missões, onde tenta preservar objetos de valor histórico e arqueológico da região e de atividades de interesse cultural. Another possible surprise: the one size to reencontrar Dalva, a prima one of the wedding, is one of our wedding, is one of our wedding rings, in an adult house is one of the two years, and their know how their their descendentes.

No quinto dia de viagem tomamos o rumo de Mata, a cidade dos bosques petrificados e os fósseis de animais do período Mesozóico (ou seja, entre 250 a 50 milhões de anos antes do presente). A descida da serra entre Santiago e Mata é um dos mais bonitos para se fazer de moto no RS. Antes, entretanto, visitou as ruínas de São Lourenço, mas também foram bem conservadas e restauradas como são Miguel, mas também interessante e mágica. Gênero, Padrões, Padrões, Padrões, Padrões, Padrões, Padrões, Padrões, Padrões, Padrões, Padrões Múltiplos de coroinha da Igreja N. Sra. Auxiliadora, em Porto Alegre.

Em Mata nos hospedamos no Hotel Paleon, um simples e barato, onde à noite jantamos “à la minuta” (arroz, feijão, ovo frito e bife). A cidade, pequena, mantém um Jardim Paleontológico. Trata-se de uma área de cerca de 2 ha, com algumas árvores esparsas, onde estão várias árvores e fragmentos petrificados. O local, bem-vindo, é um cuidado de um senhor de nome Aury, que discursa com facilidade sobre os achados paleontológicos da região, uma origem dos mesmos e das outras curiosidades de interesse científico, mas curioso mesmo é o fato de que Aury é analfabeto e seus O seu currículo é fruto da sua curiosidade, o que leva as palestras de professores da Universidade Federal de Santa Maria.

Mata também é um museu com um enorme acervo e é apresentado em um espaço reduzido. Há crânios dos pequenos, e um fóssil completo de mesossauro (atuais) e vários pares de rincossauros e mais recentes Megatherium (uma chamada preguiça-gigante), entre as outras peças raras. Em viagens pela Patagônia Argentina, têm sido muito bem sucedidos, apresentados em magníficos e com os melhores textos elucidativos, em requintados museus de paleontologia e em História Natural. O seguinte método foi desenvolvido para funcionar em conjunto com a Universidade Federal e um Curso Superior de Paleontologia. um ponto de encontro da UFSM cancelou o convênio que mantinha com o município e até hoje nem pesquisa mais no mesmo. É simplesmente revoltante esse tipo de coisa que se faz tão comum, e de forma impune, neste nosso país (ou deveria, por isso, ser “país”, assim mesmo, com “p” minúsculo?… Mas deixei com “P” Maiúsculas por conta dos Aurys que existem por aí)!

No dia seguinte já estacionamos a G 650 GS na Fazenda dos Pinheiros, em Encruzilhada do Sul, para rever parentes, entre eles Edinei e Edilka, seu genro Pedro Paulo e o Prefeito Artigas, esse preocupado em entregar a algum mau administrador, na próxima eleição,  a Prefeitura Municipal recheada de recursos, quando a recebeu endividada a 7 anos atrás. Ufa! Ainda bem que o parente é dos que justificam um “P”maiúsculo!

O jantar, na fazenda, foi acompanhado por um Cabernet Sauvignon chileno, mas bem que poderia ter sido acompanhado por um dos bons vinhos da Casa Valduga, cujos vinhedos emolduram o começo da estrada que, no dia seguinte, nos levou a Porto Alegre.

Em Porto Alegre nos hospedamos no Hotel Milão Turis, cuja grande vantagem para nós foi estar localizado próximo a uma das saídas para a Free Way, nosso caminho de volta, e a 800 metros do local onde veríamos, na noite seguinte, o show do Eric Clapton.

Na capital do Rio Grande do Sul não podíamos deixar de visitar o Mercado Público e lá comprar pelo menos umas frutas secas, já que charque, bacalhau e vinhos não seriam comportados pelos bauletos já abarrotados da Gzinha. Também passeamos pela Praça da Matriz, revisitamos a Catedral e o Palácio Piratini e conhecemos o Shopping Moinhos de Vento, onde encontramos a amiga Camila, com que fomos assistir ao filme argentino “Um Conto Chinês”, do quase desconhecido Sebastián Borensztein, mas interpretado pelo excelente Ricardo Darin (também intérprete de “O Segredo dos Seus Olhos” e “Nove Rainhas”). Muito bom o filme, tanto quanto foram os outros dois que citei.

Ótimo também foi o show do Eric Clapton, no penúltimo dia de viagem, ainda com uma voz vigorosa e com a agilidade de um garoto, completada pelo apuro técnico que a experiência vai cada vez mais acrescentando, ao percorrer com os dedos as cordas das guitarras. No conjunto que o acompanha nesta turnê brasileira, ressalto Chris Stainton e Tim Carmon nos teclados (dão solos espetaculares) e Michelle John e Sharon White como backing vocals. Valeu à pena assistir Layla, Cocaine, Lay Dow Sally e Kay to the Highway, entre outras, com novos arranjos e com muita energia!

Retornamos um Urubici, na manhã seguinte, pelo litoral até o Morro da Fumaça e dali subimos a Serra pelo Rio do Rastro, nos deliciando com a paisagem, apesar do cansaço deste dia de 8 horas de viagem, às vezes por estradas movimentadas com trechos em construção e com muito vento.

Agora, ao escrever esse relato, nos contar com a quantidade de coisas que vimos e fazer em apenas nove dias e que o primeiro a ser levado por uma motocicleta!

 

Jordan Wallauer

         Gauderiando pelo Brasil

No dia 14/07/2012, com uma vontade e alegria contagiante, mesmo com a próxima aproximação de 0 ºC, saímos para viajar de moto, Demasiadas meses e algumas reuniões de planejamento. Eu de TDM 900, o Renato Lopes de BMW 1200 GS, o Luiz Fernando Cunha de V-Strom 1000, O Vitor Hugo Dal Molin e o Luiz Pedro Mendonça de KAWAZAKI 1000 e o Edson Stubich de BMW 650, assim foi montado e montado para uma viagem de 21 dias, que intitulamos de GAUDERIANDO PELO BRASIL, com o roteiro - Santa Maria-RS / Natal - RN.

O dia amanheceu e já foi passando por Julio de Castilhos em direção a Ibirubá, local pré-definido para o elevado e o primeiro café da manhã. Momentos como estes são sempre únicos e nos apontavam que eram de muita alegria, enviam os parceiros ao mesmo tempo  "embodocados de frioCom um sorriso especial na cara. Após a colagem de adesivos, o café e o café continuaram viagem. Já em Santa Catarina, de belas gravações e passeios, almoços em Concórdia, quando espichamos como “cachuletas”, comemos algumas coisas como “camaradinhas”, “almoço e jantar”. carregado ... hummmm!). O logotipo teve uma parada, pois não tem efeito perigoso. O Mendonça não tem uma jornada de bagagem na moto, e em uma determinada etapa da viagem uma mochila ficou ao lado da moto. O pneu havia se esgotado em uma mochila e nós chamamos o fato de “perdendo como tralhas”, pois fizemos um rastro de processos pela estrada. Menos que não foi nada mais grave. Problema corrigido, tocamos direto a Ponta Grossa-PR. Aqui um registro: Eu rodava como uma moto de passeio, quando saía de uma barreira policial, já na entrada da cidade de Ponta Grossa, todos foram passando e eu fui gentilmente liderado pelo Policial PITUCO. This case is the right report there does not physically behavior, the one-of-mothers-accompanies, have to zombie has been reported and know them to iríamos. Quando chegar ao Hotel Princess Express, você poderá fazer uma visita ao Fabricio, um motociclista como nós, que é alertado pelo Pituco se prontificou, caso encontrássemos alguma dificuldade. Mais tarde, após um banho relaxante, o Renato é responsável pela ligação para uma parceria. Mais alguns minutos e lá apareceu Silvio, que pronto nos comunicou que o churros estava garantido. Interessante como o motociclismo tem disso! Na boca da noite já está na casa do Sergio, junto com os integrantes do Clube de Moto Viralatas (facebook.com/viralatasMC) e suas esposas e filhos, os dias de alegria e alegria. A partir de agora, porque é preciso nos restabelecer, mas não antes dos agradecimentos, entrega de todos os nossos produtos.

O segundo dia começou no canto do galo. O estado de excitação dos parceiros estava alto, gerando inclusive alguns desentendimentos do Dal Molin com a sua Kawa, mas tudo superado logo. Saímos carregados em bagagens e pensamentos. A estrada colaborou, asfalto legal, solenvel and a cada parada tirava uma peça de roupa, por uma vez ficava a cada vez mais agradável. O Edson abrindo a cancha eo Renato - ligadão no GPS - nos dando as coordenadas. Passando pela cidade de Nazaré Paulista-SP, o Renato havia sido combinado com o Jesus (amistoso prestígio), e fornecido como nossas coordenadas, combinando uma passagem rápida para o café da tarde. Paramos na estrada e o mesmo nos terraços de cima do morro, pois estava esperando. Recebeu-nos, juntamente com a sua esposa, e em claro, desfrutamos da gentileza do parceiro. Após as despedidas se o pensamento girando - como é bom viajar assim. Seguimos então até Taubaté-SP. Logo na chegada o Gugu (Otavio Araujo) já estava na calçada, pois o Renato Lopes, já o havia contatado. Fomos até a casa do mesmo, onde foram gentilmente realizadas pela sua esposa. Tomamos alguns vinhos e fomos para a noite, onde nos divertimos com as histórias do viajeiro Gugu. Saímos com dor nos carrinhos de rir.

Terceiro dia se apresentava meio nebuloso e nos olhos que procuravam com chuva. Pegamos um Dutra em direção ao Rio de Janeiro e mergulhamos na vida. Não se importa tanto de velocidade (esperamos não ter surpresas!) Teria sido melhor. Quando trafegávamos pela linha vermelha de parar de sair e vestir as capas de chuva. Dali até Campos dos Goitacazes foi agua que nos deixou meio zonzos. Mas valeu a pena. E como! Fomos recepcionados pelo Marcos Pires e pelo Sergio e suas esposas, assim como os demais integrantes do Moto Clube de Campos, o moto clube mais antigo do Brasil  www.motoclubdecampos.com.br(ACESSE e conheça uma história linda de amigos), que nos alojaram em sua sede e nos brindaram com um jantar maravilhoso, além da boa música do Nicásio, um dos talentos que brilham por aí (claro que o Dal Molin quando viu um violão ficou agitado, logo logo já estava preso ao violão, acompanhando o Nicásio, que estava agora sem bandolin ... e olha o bonde!), só na vida boa. Pernoitamos no local, bem guardados pelos sabujos do grupo, o Piroca e a bu ....., deixa prá lá!

No quarto dia, ele já estava na montagem meio de lado. Mas o nosso negócio era estrada. A vista fica bonita cada vez mais bonita, pois esta região é belíssima e a estrada muito boa. Tem tempos em que grupos de pessoas esperam o transporte coletivo, é o principal meio de locomoção das comunidades desta região. Um fato chamado este trecho: Perdemos o Renato! Como as pessoas viajaram de avião para as ruas do Rio de Janeiro Renato, mas, como você pode imaginar, ele tirou fotos, apenas fez o mesmo e assim fez o Cunha que estava em último. Escureceu rápido e percebemos a falta do Renato. Após uns 30 minutos a aflição começou a tomar conta do grupo. Há mais de 50 minutos e contato contato por celular. O pneu foi roubado por um objeto pontiagudo impossibilitando o reparo não local, eo Renato já havia solicitado o guincho. Ficamos bastante abalados, pois deixamos um parceiro em dificuldade. No dia seguinte, a rede de relacionamentos funcionou e as 10:30 horas já estão rodando novamente, mas o grupo ficou sentido. Mas, como não tem que se perder para sempre, na estrada como coisas se ajeitaram. Obviamente que coincidência não foi. Aqui nós ouvimos o amigo Ruiter Franco (motociclista muito famoso pela América do Sul), que andou pelo nosso Rio Grande há alguns anos e ficou uma bela amizade com os Gaudérios do Asfalto. O vaqueiro não é senão contrário e sabia que andávamos nas regiões, ficando assim atendo. Quando viu o vuco das motos em um posto, chegou ao faceiro fardado com a camiseta dos Gaudérios, pronto para dar e receber muitos abraços acalorados. Registro que estava acompanhado de sua esposa. Após a saudade, realizando alguns episódios fotográficos, dê-lhe a estrada. Tocamos até Feira de Santana. This local was been good friend with the Dr Eduardo Veloso, médicos thats paragens and that also curte an moto, beyond de other partners. Saboreamos uma ceva bem geladinha, acompanhada de um xisburguer, que nos fez lembrar da nossa terra.

Não dia seguinte, sabiá-lo com um terreno de recuperação, pois está a 960 km de João Pessoa e teve motivos de sobra para que não houvesse atrasos. As esposas (Wilma, Vânia, Leila, Tânia e Angela) chegam de avião a casa e são recepcionadas por Rosaina (esposa do Edson Steglich), que está vivendo na cidade por motivos profissionais. E assim tocamos todo o dia, praticamente sem parar. Foi um misterio de boas empresas, ruinas, desvios, congestionamento a cambau. Mas chegamos! O Mendonça Deixou transparecer um misto de cansaço com alegria, pois foi chegado na terra onde nasceu seu avô paterno, e colocou a questão em que estava muito feliz e realizado, contando uma história de seus antepassados ​​(avô Paraíba e avó Bahiana, ele militar desceu para o sul nunca mais retornou para residir no nordeste). Downloads como bagagens e cadê as nossas meninas? Haviam chegado e foram dar bandas, pode isso? Ah, claro, foram a época do FORRÓ DOS TURISTAS, pois foram às vezes alguns dias atrás e não tinham como perder. Não tem como se relacionar com a alegria de estar com pessoas que ama e compartilha a vida.

    Já não dia seguinte, após a caminhada matinal, levar como uma troca de óleo no TÓQUIO / KAWA e YAMAHA, combinando o almoço em um quiosque na praia do Cabo Branco, alguns se espalharam pela praia, mas as quatro ondas foram almoçar juntos. Após dias de barrinhas, uma pedida foi por um peixe. Estava muito bom. A noite chegou e foi para o apartamento do Edson e da Rosaina, para um churrasco especial, assado pelo Edson. Churrasqueiras abastecidas, mesas organizadas, bebidas no gelo, e um zuzubem (batida de Leite de coco, Vodka, Leite condensado e muito gelo) que um Zane preparou para brindar uma noite, com e colegas de trabalho, que também se fizeram presentes, turma muito alegre e divertida.

      As melhores surpresas se dariam no dia seguinte. Micro ônibus contratado, turma a postos (já acrescido da Aninha  – filha do Edson e da Zane – e do namorado Bruno), lá fomos nós para as praias do sul. Lá pelas tantas o Edson, atuando como navegador, iniciou uma conversa ferrenha com o motorista, perguntando de onde era o mesmo. A resposta calou a todos. Gaúcho! De onde? Roca Sales. O Vitor Dal Molin saltou do banco e gritou, CABO ENDRES! Para encurtar a conversa o motorista era parente deles (Vitor e Angela) e os mesmos iriam visitá-los, pois a Angela é prima da esposa do Endres e havia trazido o endereço para procurá-los, pois a tempo que não se encontravam. Foi aquela alegria. Fotos, abraços e muita comemoração. Vida boa o dia todo. Deixo registrado que chegamos até o portão da praia da TAMBABA (praia naturista.....nu mesmo!), mas ninguém se atreveu não! Após nosso retorno, fomos retirar as motos, que a esta altura já estavam devidamente limpas e lubrificadas. Chegamos a um posto para abastecê-las e fui dar a tradicional verificada na moto e eis que constatei que meu pneu traseiro estava com um parafuso grudado como carrapato. Nestas horas que damos valor em ter todo aparato. Minhoca nele e pronto para rodar novamente.

                          relato_RS_01

João Pessoa (www.joaopessoa.pb.gov.br) é uma cidade encantadora, um misto de pureza, humildade das pessoas com belezas naturais de toda ordem. Um belo local para se morar ou passear, qualidade de vida privilegiada. Podemos observar também que existe uma grande preocupação com aspectos culturais e preservacionistas, tais como centro de ciência e conhecimento (obra de Niemayer), além da organização da cidade como um todo, através do planejamento do plano diretor da cidade, calçadão a beira mar para caminhadas, ciclovia, impedimento de construções altas próximo das praias e tratamento dos esgotos.

Conforme havíamos planejado, iríamos passar dois dias em Natal-RN ( www.natal.rn.gov.br). A nossa anfitriã Graça (www.brazilriders.com.br) já estava a nossa espera, e o Renato e o Edson aproveitariam pra fazer as revisões nas BMWs. Os parceiros Cunha, Mendonça e Dal Molin, acompanhados de suas esposas, locaram uma kangoo. Acredito que ainda estavam meio doloridos ou arredios mesmo. Já nós fomos de moto (Cleber e Vânia, Renato e Wilma). Saímos cedo, e chegamos antes da Graça no posto do Dudu – entrada de Natal, local onde havíamos combinado. Decidimos esperar um pouco na loja de conveniência, quando observo a Graça organizando a recepção no trevinho perto dali. Claro que não perdi a oportunidade de perguntar a ela se estava esperando alguém. Graça é uma parceira nossa de longa data. Ela e o Roberto (esposo), já estiveram conosco aqui em Santa Maria. Logo percebemos que ela é mais conhecida pela cidade que o prefeito. Parceira bacana, nos fez visitar os mais variados lugares, um mais bonito que o outro.

Ficamos hospedados na Ponta Negra e confirmamos nossas primeiras impressões. Natal é uma linda cidade, muito organizada e com variadas possibilidades para os turistas se divertirem.  Nossa amiga Graça nos levou para almoçar no “Camarões Potiguar”, pratos maravilhosos da gastronomia de Natal, onde nos fartamos com o crustáceo. Também encontramos em Natal nossos amigos gaúchos, Oslene Ferreira e a sua esposa Cantalice, pessoas muito queridas e de fino trato. Juntamos a turma toda e fomos jantar no Mangai ( www.mangai.com.br ), e também aproveitamos para conhecer o shopping Midway Mall (me dei mal, como dizem os Natalenses) www.midwaymall.com.br , realmente imperdível. Também conhecemos as lindas praias de Natal, além de degustarmos diferentes pratos como o “Robalo”, a “macaxeira frita” entre outros.

De volta a JP, decidimos mudar o nosso paradeiro, e nos hospedamos em um novo hotel (Xênius), que até agora não entendo o porquê deste nome. Mais um festerê foi organizado pela Rosaina, que novamente fez sua bebidinha (zuzobem) especial. O local foi um residencial maravilhoso, que contou com as presenças dos colegas da Rosaina, que também estiveram em nossa primeira recepção. Já estamos com vontade de voltar e reencontrar pessoas tão bacanas.

Após dias maravilhosos de muita caminhada (particularmente fiquei bem de pernas) e praia (o Mendonça e a Leila já estavam criando escamas de tanta praia) chegou a hora do retorno, pois nossas motocas já estavam nos olhando meio de lado. O dia 30/07 amanheceu lindo, mas não havíamos saído da cidade ainda e começou um chuvisco, que nos acompanhou até a saída de Recife. Nestas alturas do campeonato colocar a capa de chuva era super natural, pois já “estávamos escolados” nesta arte. A partir de Recife tocamos direto para Caruaru-PE. Estrada belíssima, duplicada e só alegria. De repente a vegetação mudou, e ficou um pouco triste, pois encontramos muitos animais mortos, atropelados na noite anterior. Segundo moradores, muitos animais são atropelados na região, pois os mesmos vagueiam pela vegetação a procura de alimento. Paramos algumas vezes para os devidos registros fotográficos, e não imaginávamos o perigo daquela local, pois ficamos sabendo, já em Petrolina-PB, que ali era o “polígono da maconha” e que havia muitos assaltos a turistas desavisados na região. Observamos também grandes rebanhos de bodes (magrinhos) comendo tudo o que vissem pela frente. Tem-se de tomar muito cuidado para trafegar neste local, pois no início e no final do dia eles atravessam a estrada. Segundo percepção do Edson, o bicho é por “demais esperto”, pois poucas vezes vimos “bode atropelado”.

Ao final da tarde chegamos a Petrolina-PE, uma cidade muito interessante, não só pelo fato de estar do lado do Rio São Francisco, mas por fazer vizinhança com a cidade de Juazeiro do Norte-Ba, que fica na outra margem do chicão. Mesmo sem poder visitar e aproveitar muitas das novidades de lá, fomos ao bodódromo, local bem planejado, onde se come todos os pratos típicos da região, ou seja: o BODE (pobre do bode!). Bode assado, bode cozido, bode recheado, picanha de bode, filé de bode, buchada de bode...e aí vai!

Devidamente descansados e alimentados, partimos cedo em direção a Vitória da Conquista-BA. Poucas vezes passamos por uma estrada com tantas curvas. As motocas gastaram os dois lados dos pneus, ficando marcado lá na dobrinha (motociclista sabe bem o que é isso!). Passamos pelo entorno de Feira de Santana com a munheca colada e chegamos cansados ao destino daquele dia. No dia 01/08 saímos cedo em direção a “BelôRizonte” (como dizem os mineiros). Infelizmente transitamos, de Ipatinga a BH, pela pior estrada da viagem. Nossa! Que estrada horrível. Corremos muito risco, mas como chegamos vivos é isso que vale. Na chegada de BH pegamos um “senhor” congestionamento, que exigiu muita paciência. Após, fomos direto ao hotel Fórmula 1, onde nos aguardavam nossos amigos Marcelo Freire, Resende e outros. Aqui registro que o Freire é uma figurinha carimbada pelas bandas de Santa Maria. Amigo querido por demais e que não poupa pneu para nos visitar, além de puxar muito mineiro para o Mercocycle ( www.mercocycle.com.br ). Neste ano ele vem novamente e vai puxar um belo bonde. À noite fomos a um barzinho e nos deliciamos na picanha, juntamente com os amigos mineiros.

Dia clareando e lá fomos nós para cumprir mais um dia de estrada e eis que o Cunha chega nervoso, que a sua moto não ligou. Imediatamente entrou num taxi e sumiu, foi procurar uma bateria. Nossa sorte foi que ele deixou a chave e o CONTROLE DO ALARME. Passado alguns minutos pegamos a chave e o controle e uma vez desligado o alarme a moto roncou com toda potência daquele motorzão. Imediatamente ligamos para o desesperado. Ele custou a acreditar. Após, pegamos a Fernão Dias e só alegria, 550 km em menos de 5 horas, foi rápido assim e estávamos em São Paulo. Chegando a Itu, conforme o planejado, o James (conhecido do Renato e que acabou ficando amigo de todos) havia combinado de nos esperar na entrada da cidade, mas como nada é perfeito nesta vida, chegamos pelo outro lado. Tivemos de esperá-lo já no centro da cidade. Não tardou e chegou o danado todo fardado com sua flamante Harley Davidson. Acomodou-nos no hotel internacional e já apalavrou um churrasco em sua residência à noite. Bom, churras é conosco mesmo, não tem como fazer uma desfeita. Chamamos um transporte abagualado (para caber os seis) e nos esbaldamos na gentileza do parceiro. O mesmo recebeu-nos, juntamente com sua simpática esposa Adriana, e nos brindou com uma picanha no capricho, acompanhada por uma cervejinha no ponto. Antes degustamos umas deliciosas cachaças, de uma coleção mais que especial. Estava bom demais (vamos ter de nos esmerar para recebê-los por aqui e retribuir todo o carinho).

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Partimos de Itu no dia 03/08 com o firme propósito de chegarmos a União da Vitória- PR, para que fosse possível chegarmos no dia 04/08 lá pela meia-tarde em Santa Maria. Dia de sol radiante, estrada ótima, e eis que tivemos um contra tempo com a moto do Cunha. A mesma colheu uma peça que se soltou de um caminhão, danificando o motor. Após as devidas ocorrências, guincho etc... tocamos para Ponta Grossa. O Renato já havia montado a logística com o Silvio (nosso amigo de Ponta Grossa). Fomos recebidos na R3 (www.r3motos.com.br), onde fomos muito bem atendidos pelo gerente Márcio Oliveira e o proprietário da empresa ( A forma de atendimento foi tão boa que decidi trocar o pneu de minha TDM que estava excessivamente gasto, o que o PC - ótimo profissional - fez em 15 minutos). Após termos relaxado deste contratempo, reconhecemos a habilidade do Cunha em não frear no momento do impacto, isso foi determinante para que não houvesse um grave acidente, pois o pneu foi banhado pelo óleo do motor e certamente em caso de frenagem iria derrubá-lo. Viagem que se segue. Ficamos desfalcados do nosso amigo Cunha, que teve de retornar de avião. Seguimos em direção a Passo Fundo, com previsão de almoço em Concórdia, no mesmo local da ida. Lá chegando, verificamos que o pneu da kawa do Mendonça estava como “tripa de salame”, se passasse encima de um cigarro aceso era aquilo. Mas deixar o parceiro na estrada nem pensar. Tocamos na “manha” até Ibirubá. Sugerimos ao Mendonça para sair antes e ir tocando “devagarinho” que largaríamos após alguns minutos. Passados uns 30 minutos, pois nos destraímos um pouco no posto, largamos com o “cabo enrolado” e cadê o Mendonça. O tempo foi passando e não o encontrávamos. A noite chegando e os pensamentos começaram a ficar complicados. Quando vi o negrão lá na frente me deu um alívio. Finalmente às 19 horas aportamos em nossa cidade e fomos recebidos calorosamente no Posto do Castelinho, pelas esposas, filhos e bichos de estimação.

Até a próxima!           

Cleber Winckler da Silva

Santa Maria - RS

Gauderios do Asfalto www .gauderiosdoasfalto.com.br

                              www .mercocycle.com.br

                               www. brazilriders.com.br

 

Quinta, 27 Setembro 2012 14:20

PORTUGAL DE MOTO EM OUTUBRO/2012

       PORTUGAL DE MOTO

Por Gilberto Ferretti (BR de SC)

Na Convenção do Brasil Rider's em Gravatal (SC) conhecemos a Paula Santos, da Sahara Mototours e logo surgiu o interesse pelo passeio. Em outro momento encontra um amigo que reside próximo a Coimbra (Carvalhal da Azóia). Também recebeu o convite e não deu para recusar. Vamos para Portugal, viajar para lá, de moto, o que é difícil para a minha mulher, mas para Portugal.

Depois de estudar o roteiro, comprar o pacote com a Paula, comprar como passagens, aguardar uma infinidade de dias não passávamos, embarcamos no dia 27/09/2012 para Lisboa. Lá fomos pela pelo Mário, sócio da Paula. Logo nos levou para pegar uma moto, nos levou para um pequeno almoço ao lado do Rio Tejo e depois apareceu em um belo hotel. Nesta noite ficamos em Lisboa e Pastel de Belém, Mosteiro de Jerônimos, Ponte 25 de abril, Docas ... descanso.

O Mário nos deu todas as dicas de viagem e nos acompanhou em uma loja onde adquirimos capacetes, casacos e intercomunicador.

No dia seguinte, depois de um ótimo descanso, iniciamos nossa viagem com a mudança de casa de nosso amigo e seguimos até o norte de Portugal retornando ao centro e fronteira com a Espanha, de passagem pelas Aldeias históricas. A Paula nos recebeu para o almoço, com o seu Marido, na cidade de Ericeira, na beira do oceano atlântico. Lugar único e imperdível. Mais uma vez comida com bom vinho e companhia.

Seguimos com o objetivo de despedir-se dos olhos de Giovanni e Jeanine. Sem palavras para relatar.

Na estrada rumamos para o Norte passando por Montemor, Coimbra, Aveiro, Porto e outros belos lugares. Sempre as palavras secundárias e algumas vezes por auto-estradas. Portugal deve ter gastado muito dinheiro em estradas. Muitos pedágios e as vezes até 7 euros. Quando entrar numa auto-estrada, retire o cartão que será pago na saída. Como entramos e saíram muitas vezes, perdemos uma conta de quanto gastamos em pedágios. Somente uma pista de caminhada, uma pista livre, para quem paga depois, uma pista onde basta passar um cartão, uma pista que paga, mas sem coquetel e a pista paga com o cobrador. Nem sempre todas as opções. Na ponte 25 de abril entramos na fila errada e imagina a confusão. Não houve ninguém para cobrar, não tencionou o cartão e o buzinaço iniciou.

Mas na estrada, tudo bem, pista sempre e pouco movimento. Pegamos 10 dias de sol.

Em Coimbra visita a Mata Nacional do Buçaco e a Figueira da Foz no Parque de Campismo na Praia de Quiaios.

O lugar mais romântico foi Ponte de Lima, onde passeamos uma tardinha com um ambiente nos postes de iluminação, um jantar em um casarão antigo, o vinho verde tinto e o Bacalhau Alagareira.

O lugar mais bonito foi as montanhas cruzando pela Aldeia de Piódão. Espetáculo. Pista asfaltada costurando as encostas e por vezes até dentro de florestas plantadas. Lá tem bastante. Dormimos na Aldeia da Paz, no Hotel boutique Quinta da Geia, com uma bela vista. À noite mais vinho e mais bacalhau. Tomamos vinho e comemos bacalhau todos os dias. Voltaremos lá para comer mais, pois existem diferentes e ótimos pratos. Preço gira em torno de 10 euros por pessoa. Uma refeição para o casal ao meio dia cerca de 36 euros e a noite, com um pouco mais de vinho, cerca de 40 a 50 euros. Claro que se pode gastar menos ou bem mais.

Também visitamos Fátima onde tivemos um tempo para agradecer o presente que Deus nos proporcionou.

Aveiro, com o rio e barcos para passeio foi um ótimo lugar.

Em toda a viagem não encontramos nenhum motociclista. Passamos em auto-estradas por pouquíssimos e somente deu para erguer a mão cumprimentando.

Porto é muito grande e não gostamos de cidade deste tipo para viagem de moto. Entramos, pegamos muito trânsito e saímos. Deu para tirar umas fotos. Um detalhe bom é que fomos muito bem atendidos por várias pessoas ao pedir informações.

Dormimos em Idanha-a-nova e não gostamos muito do lugar, mas ao redor encontramos outras aldeias e lugares onde a visita vale à Pena . Um  deles é a cidade de Monfortinho (com thermas) e um lugar inesquecível chamado Monsanto.

Thermas de Monfortinho fica na divisa com a Espanha. Aproveitamos para entrar um pouco por lá, pois não existe nenhum controle na divisa.

Já quase na divisa com a Espanha almoçamos em lugar espetacular. Não temos o nome, mas fica há 14km da divisa e aparentemente é um lugar pitoresco. Ao entrar encontramos um restaurante excelente.

Viseu valeu à pena, pois é uma cidade com trânsito fácil e muito bonita. Ficamos por uma noite lá e deu para visitar o centro e fazer umas comprinhas para os filhos. Lembro que em Portugal é muito difícil de encontrar uma loja especializada em brinquedos para crianças pois, tristemente, informo que não existem muitas crianças por lá. Idosos encontramos em toda a esquina.

Outro lugar inesquecível é Coimbra. Visitamos a praça da república, a universidade, o centro, etc.

O final da viagem foi Lisboa, com visita ao baixo chiado (centro), jantar, Show de fado, confeitaria nacional, passeio de elétrico (bonde antigo) e visita ao Castelo com linda vista de Lisboa.

A viagem foi maravilhosa, um sonho realizado. Recomendamos para motociclistas de todas as idades.

Agradecimentos à atenção do pessoal da Saharamototours (Paula e Mário) e dos nossos amigos Giovanni e Gianine.

Sexta, 21 Dezembro 2012 13:17

Uruguay e Argentina - Dez 2012

           Viagem ao URUGUAI e ARGENTINA

Realizada a partir de 21 de dezembro de 2012

Motociclista:  Maurício Gava

Felizmente ou Favorito em casa. . .

Infelizmente por ter acabado ... Felizmente por tudo ter ocorrido muito bem nestes 6 dias de viagem ...

Partimos na Sexta feira (21/12/12) rumo ao Chuí, uma rota de aproximadamente 820 km. Logo em Osório-RS após 150 km percorridos iniciados a chuva, foram quase 400 km até Pelotas-RS de muita água. Ao entrarmos na Reserva do Taim o sol felizmente deu como caras. As capivaras e jacarés são mais comuns. Foram quase 250 km de retas. Chegamos no Chui por volta das 15:00 onde pernoitamos no Hotel Rivero - contato (53) 3265-1287.

 

Sábado o dia amanheceu muito bom, pela manhã os termômetros marcavam 14oC, partimos as 08:00 rumo á Punta del Este cerca de 230km pela Ruta 9, cambiamos um pouco de dinheiro e fizemos todos os trâmites. Por volta das 09:00 já estávamos dentro do Uruguai.  No caminho fizemos algumas paradas, como no Forte de Santa Tereza, localizado na cidade de Castillos, infelizmente o forte só abre para visitação interna a partir das 13:00, por isso seguimos viagem. Durante uma seção de fotos a beira da estrada, acabamos encontrando um celular com o cartão chip ainda dentro, este que posteriormente serviria para ligarmos para casa e mandarmos notícias, já que nossos celulares não funcionavam no Uruguai (Nunca esqueça de verificar a cobertura com a operadora).

Chegamos em Punta por volta das 12:30. Onde ficamos no Hotel Dollar, localizado à 600m do Cassino Conrad, próximo ao monumento “Los Dedos”, ótimo custo benefício. A tarde aproveitamos para visitar este paradisíaco balneário. É de perder a conta da quantidade de Porsches que vimos, cassinos enormes, casas que parecem cenários de filme. Aproveitamos e fomos até Punta Balena e visitamos a Casa Pueblo, uma linda construção num lugar paradisíaco. Visitamos também o monumento Los Dedos, as praias e o Porto.

Domingo partimos também por volta das 08:00 rumo a Colonia Del Sacramento (+-350km), o dia amanheceu muito lindo, com uma temperatura de cerca de 12oC. Resolvemos ir pela Ruta 8 passando “por fora” de Montevideo. Ao chegarmos à província de Santa Lucia, logo depois de Canellones tivemos uma ingrata surpresa, devido às chuvas que ocorreram o rio transbordou e encobriu uma ponte. Fim da linha! Após uns 30 min. de conversa com alguns Argentinos e Uruguaios resolvermos voltar, já que levaria aproximadamente 2 dias para liberar a passagem. Decidimos que o melhor caminho seria voltar até Montevideo, pegar a Ruta 1 e seguir viagem. Foram cerca de 70km até esta rota, seguindo por umas pequenas estradas de interior, porém todas pavimentadas.  Após desviar esse trecho chegamos e Colonia por volta das 12:00, onde uma muralha de aproximadamente 5km de lindos e gigantes coqueiros nos recepcionaram dos dois lados da estrada. Um dos trechos mais bonitos da viagem.

 

Colonia Del Sacramento é a cidade mais bonita de toda a Viagem. Uma paisagem européia, com muitos carvalhos pelas ruas, construções antigas, lindos bares e praças. Fomos até o hotel El Viajero, nosso objetivo deste dia era conhecer Colonia e partirmos na segunda pela manhã para Buenos Aires de BuqueBus, porém, iríamos deixar as motos no hotel e passaríamos apenas nós pois o valor para levar as motos até a Argentina pelo rio seria inviável. Ao chegarmos ao hotel acabamos encontrando uma promoção de passagem ida e volta para Buenos Aires por $1.300,00 pesos uruguaios, cerca de R$130,00 reais. Porém o Navio sairia as 16:00. Acabamos comprando, já que o preço normal é em torno de R$210,00. Visitamos alguns pontos turísticos em Colonia, tomamos um banho no hotel, deixamos as motos na garagem e partimos em direção a Buenos Aires.

Devido à Argentina não ter horário de verão, partimos as 16:00 e chegamos também as 16:00. Logo na chegada fomos visitar Porto Madero, que por sinal realmente é muito lindo. Pegamos um taxi e fomos até o famoso estádio do Boca Juniors, La Bombonera, por sorte chegamos faltando 20 min. para fecharem os portões (Fecham as 18:00) . Entramos no gramado (que por sinal é horrível) e visitamos um pequeno museu que há, batemos algumas fotos e partimos rumo ao Bairro de Palermo para encontrar um hotel. Após chegar neste bairro, procurar por quase 2 horas e não encontrar nenhum hotel disponível (haviam alguns, porém o valor estava em torno de R$180,00 por pessoa), se decepcionar pela sujeira, mal cheiro decidimos tentar voltar até Colonia. Encontramos uma Lan House e procuramos os horários de saída dos navios, porém, o último sairia dali 25 min. e infelizmente não seria tempo o suficiente para conseguir embarcar. Resolvemos então procurar mais alguns hotéis pela internet e acabamos encontrando uma “espelunca” a qual tivemos que pagar R$80,00 cada um para dormir. À noite fomos jantar em um restaurante e por incrível que pareça, o preço de uma cerveja Stela Artois de 1L que tomamos ficou na casa dos R$31,00. A cerveja mais cara que já tomei, um absurdo, pois a comida para 2 pessoas ficou por volta dos R$50,00.

 

Segunda acordamos cedo, pegamos um taxi para sair o mais rápido possível daquela cidade que infelizmente tive uma péssima impressão, onde jurei que para visitar nunca mais retornarei. Visitamos mais um pouco de Porto Madero e fomos até a estação. Pegamos o Buquebus as 12:45 e chegamos em Colonia as 14:45. Infelizmente o tempo que havia começado com muito calor, dava as caras de que uma grande tempestade estaria por chegar. Resolvemos não ficar em Colônia e retornar novamente até Punta Del Este. Reservamos hotel pela internet e partimos as 16:30. Na saída encontramos 4 motociclistas de Joinvile que estavam aguardando o embarque no Buquebus e estavam indo para o Chile. Ingressamos novamente pela Ruta 1 com o objetivo de passar pelo centro de Montevideo. Ao chegar na cidade os termômetros já marcavam 44oC, um calor infernal. Decidimos desviar o centro e infelizmente fomos cair numa periferia da cidade. Muita gente mal encarada nos olhando como se fossemos alienígenas (na verdade eu acho que éramos mesmo, pois naquela temperatura estamos andando com as roupas pretas e longas, porém era necessário para nossa segurança). Depois de muitos apertos e passar por becos, conseguimos sair de Montevideo. No retorno aproveitamos para entrar em Piriápolis, balneário que fica á 30 km de Punta, ali tomamos uma cerveja e uma água e partimos... Chegamos em Punta por volta das 20:00, média de 120km/h.

Dia 24 á noite em Punta infelizmente quase tudo estava fechado. Acabamos jantando próximo ao hotel num fest food. Fomos visitar os Casinos e algumas praças.

Terça feira partimos as 09:00 rumo ao Chui e infelizmente iniciaríamos o período mais chuvoso da viagem. Atravessamos por um forte temporal, muitos raios e chuva que chegava doer as mãos. Conseguimos chegar no Chui por volta das 12:00 onde fomos até um supermercado comprar um pouco de comida para almoçar, já que todas as lojas e restaurantes estavam fechados. À noite fomos até um freeshop que estava aberto, algumas compras e retornamos ao hotel Rivero.

Quarta feira, último dia de viagem. Partimos as 04:30 com a desagradável companhia da chuva até a cidade de Sombrio-SC. Foram aproximadamente 750km de chuva. Chegamos em casa por volta das 14:00.

Graças a Deus tudo ocorreu muito bem e a viagem foi ótima.

Considerações:

É incrível o respeito do povo Uruguaio no transito. Um país que apesar de muito pequeno (apenas 3.200.000 habitantes) recebe muito bem as pessoas. O policiamento chama a atenção, pois rodamos cerca de 1.600km no Brasil e não encontramos nas estradas sequer 1 viatura de policia, já no Uruguai onde rodamos cerca de 1.400km, com certeza avistamos mais de 20. O trecho entre Porto Alegre e Pelotas é o mais crítico e perigoso, a rodovia está sendo duplicada e o movimento de carros e caminhões é enorme, o que exige muita cautela e atenção. Sobre os valores, como a viagem foi realizada em alta temporada, o preço das comidas e bebidas estava acima do normal. Cerveja Patrícia de 1L estava em média R$20,00. A hospedagem surpreendeu pelo valor abaixo do esperado, apesar de que quase todas as reservas foram efetuadas pelo site WWW.booking.com  . Sobre o ferry boat uma sugestão para quem pretende deixar uma moto na Colônia é à companhia SEACAT que é mais em barata, porém, é uma idéia é passar com uma moto, uma única companhia e um BUQUEBUS.

 

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