Quinta, 06 Dezembro 2018 17:39

Título: Manaus a Porto Alegre
Revista: Duas Rodas
Ano: 1976
País: Brasil
Cidade: Manaus

 

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Segunda, 06 Dezembro 2010 17:30

Nova Friburgo - Uruguai - na Lander !

Gente, estou mandando um relato da viagem ao Uruguai pra vocês. Aproveito pra agradecer os comentários e o apoio, pois não foi fácil fazer essa viagem, que só foi possível graças a uma economia de vários meses e o apoio logístico de vários amigos, a começar pelo Lavina e Ferro, da filial SC, da Milene, dos companheiros do Brazil Rider´s, Clube XT600 e Irmandade Estradeira, que me receberam em suas casas e evitaram que eu estourasse o orçamento e tivesse que voltar antes da hora, rs!!! Fico feliz em saber que contribuí para que os amigos do Sul continuem tendo uma boa imagem de nosso MC e que venham nos visitar em nossa festa de aniversário. Devo a inspíração às sensacionais viagens de Ronaldinho, Zé Armando, Payakan, Rafael, Júnior, Alemão, entre tantos, que me honram com suas companhias. Ao apoio da diretoria, como o Max, Tato, Marcão, Cidão, colegas das outras filiais entre tantos colegas bacanas do MC. Bom, chega de papo, está aí o relato, pra quem quiser ler. Se Deus quiser estarei aí em Guarulhos numa data próxima pra rever os amigos. Um grande abraço, Kike.






Saí de Nova Friburgo, sozinho em minha Yamaha Lander, no dia 11 de janeiro tendo como destino o Rio de Janeiro, onde mora minha fiha. No dia seguinte peguei a Dutra, e já em Sampa a velha tensão de andar na Marginal Tietê até pegar o Rodoanel e, finalmente, cair na Régis Bittencourt (BR116), que se encontra melhor asfaltada, mas com uma grande quantidade de pedágios, a R$ 0,75 cada. Na minha oitava viagem ao Sul estava preocupado com o trânsito de caminhões na Régis, que no lado paulista continua com engarrafamentos nos trechos de mão dupla, na Serra de Juquitiba.



A partir de Miracatu o trânsito melhora e sigo, sem maiores problemas. Perto de Curitiba desço a Serra do Mar pela sempre chuvosa BR376, que já em SC vira a BR101. Passo pela bela Joinville até o trevo de São Francisco do Sul (São Chico) e entro na BR280 onde, finalmente chego, debaixo de muita chuva, em Jaraguá do Sul, onde espera minha amiga Milene e os amigos dos MCs locais. Lá passo 3 dias (chuvosos) visitando o Museu Malwee de Antiguidades, revejo os amigos do Cano Quente MC, que agora tem uma bela sede. Em Guaramirim encontro o Rebelde e o pessoal do Aliens MC de Schroeder e visito a sede do Lobos Velozes MC, onde fui muito bem recebido.



No sábado sigo pra Joinville para encontrar os meus colegas da filial SC do Falcões Raça Liberta MC. Depois de uma recepção na loja de um amigo no centro encontro Lavina e Ferro e de noite seguimos para o 5 niver do Coração Estradeiro MC, em Araguaina, na Sociedade Daroka. Uma bela festa, com gente bonita, o tradicional arroz carreteiro, amigos do Brazil Rider´s do PR e SC e, no fim da tarde em diante, muita chuva. No dia seguinte sigo pra Floripa para a famosa Toca do Cícero, do grande estradeiro Cícero Paes, um dos idealizadores do Brazil Rider´s. Pego dois pedágios a R$ 0,55. Infelizmente não encontro o Gau, mas mato as saudades da ilha, com direito a uma passada na bela Guarda do Embaú, em Palhoça. Infelizmente não consegui encontrar os amigos do Clube XT600 devido ao mau tempo.



Volto, no dia seguinte, para Joinville pra encontrar Lavina e vamos à praia de Barra Velha, de onde temos uma bela vista de Piçarras e conheço motociclistas da região, que me oferecem uma peixada com cerveja. De noite voltamos pra Joinville e na quarta-feira feira pego a estrada para o RS. Infelizmente, se aproxima uma forte frente fria e resolvo mudar meu roteiro, subindo o Vale do Itajai. De Joinville um roteiro diferente: pego a Rodovia do Arroz (SC 108), que passa por Massaranduba e Pomerode, e no trevo pra Blumenau subo a BR 470, em direção à Serra Catarinense. De repente sinto a moto esquisita e paro em um posto. Meu bagageiro perdeu um dos parafusos de sustentação e acabou quebrando. Felizmente há uma oficina por perto com solda Mig. Como a moto é à injeção, tenho que desligar os polos da bateria. Resolvido o problema subo a estrada, que é mão dupla com grande trânsito de caminhões. Pra piorar cai um pé d´água que me deixa totalmente molhado e faz frio, muitos carros de placa argentina e paraguaia indo pro litoral.



Já é noite quando chego ao trevo com a BR116 e sigo sentido oeste para Lages. De lá há uns trechos de pedágio em que moto paga, R$ 1,45. O tempo esfria cada vez mais e continua a chover, mas chego a Vacaria. Cidade pequena, de fortes tradições gaúchas, gente vestindo pilcha, tomando chimarrão na rua, faz 18 graus... Amanhece e sigo pela BR 285 pra Passo Fundo, onde me espera os Masters Brazil Rider´s Felipe e Capitão Charles. Depois de deixar a bagagem na casa de Felipe, sigo com Charles, que trabalha na Universidade de Passo Fundo, uma das melhores da região Sul. Com moderno equipamento de mídia eletrônica, produz programas pro canal Futura, em rede nacional, e participa da grade da RBS, retransmissora da Rede Globo. Fiquei impressionado com as modernas ilhas de edição e a qualidade das instalações... Troco o óleo da moto e de noite sinto uma forte gripe. Tomamos chimarrão e ouço notícias sobre como é barato comprar peças e pneus do Chile e Argentina....



É sexta-feira, dia 22, dia do meu aniversário e a gripe está pior do que antes, mas tenho que seguir pra Jaguarão onde já começou o 11 Motofest de Jaguarão, um dos cinco melhores eventos de motociclismo do RS. Mais um dia pra andar cerca de 750 kms, a 100 kms/hora. O centro-oeste do RS é muito bonito com belas plantações, muitos pássaros, mas o tempo continua frio, garoando... Da BR 285 sigo sentido São Borja até Cruz Alta, onde vira BR 158 até chegar a Santa Maria, e continuo pela BR 392. Começa a esquentar, mas ainda há muita estrada. Quase fico sem gasolina, perto de Canguçu, mas chego a Pelotas, e daí até Jaguarão, uma bela reta, cheia de plantãções, gado bovino, carneiros, pássaros...



Minha resistência está baixo devido à gripe, mas paro na entrada da cidade, onde há uma recepção com churrasco do KM Final MC, que produz o 11 Motofest. Como a carne de carneiro, apesar de normalmente não comer nenhuma carne vermelha. Depois de 15 minutos sigo pro ginásio e armo minha barraca. Encontro amigos da Irmandade Estradeira, Brazil Rider´s e Clube XT600. Recebo as boas vindas dos velhos amigos Cassola, de Brucutu e de Peres. São 21 hs e o sol continua forte. A gripe também, e logo apago. 



Dia seguinte, sábado, rodo alguns metros, atravesso a ponte e já estou no Uruguai.... Rio Branco é uma pequena cidade uruguaia na fronteira, que vive do movimento dos turistas brasileiros, que fazem compras em suas lojas Free Shop (é zona franca). Sigo com alguns amigos pra Laguna Merín, a cerca de 30 kms da fronteira, balneário bonito, onde os motociclistas vão se divertir. Está um dia bonito, muito quente, vejo muitas motos uruguaias de origem chinesa que não existem no Brasil, já a gasolina é muito boa, porém cara. Á noite a cidade está em festa, está marcado um jantar (pago) de confraternização.... que acaba não acontecendo. Sou salvo pela pizzaria de um amigo do MC local. Os MCs uruguaios não são de muita conversa, mas encontro alguns amigos do Irmandade Estradeira, Lico, Canibal e Alejandro. Também encontro Cicatriz e Rosana do Dragões da Noite MC, velhos amigos de Curitiba e que vão seguir pra Montevidéu. A festa entra pela noite...



Domingo sigo pra Tubarão-SC pela BR 116 (cerca de 750 kms pra fazer, 12 hs de viagem), e de Porto Alegre pego a Freeway (BR290) pra cair na BR101. Está muito quente, mas tenho que seguir devagar, parando nos pedágios, a BR101 continua em obra, alguns trechos são de amargar, com muitas pedras jogadas pelos caminhões, dentro de algumas cidades o trânsito é bem lento. Chego em Tubarão às 20 hs. Ligo pra Gentil (Motoban), que é do Brazil Rider´s e do Clube XT600, que me recebe muito bem. Dia seguinte parto em direção à famosa Serra do Rio do Rastro. Subo a SC 370 até São Ludgero, que apesar do nome italiano é cidade de descendente de alemães... Pena que a serra estava nublada, ruim pra fotos. Como todos que já foram lá sabem essa serra tem curvas em cutuvelo e tive que parar algumas vezes para os caminhões, que desciam, poderem fazer as curvas sem me jogar no abismo...



Daí continuo pela SC 382 que passa por Lauro Muller e São Joaquim, região bonita e que fica cheia de neve no inverno. Sigo pela SC 114 até o trevo que vai dar na BR 282, perto de Lages. Continuo subindo a Serra Catarinense, passando por Campos Novos, Catanduvas até Xanxerê onde há o trevo com a BR 155 e subo norte até a fronteira com o Paraná onde pego a PR 280 sentido sudoeste, passando por Clevelândia, Mariópolis até Pato Branco onde me esperam os amigos do Brazil Riders, Capitão e Padredé. Fico na Paróquia Cristo Rei onde Padredé atende. Capitão me leva pra um tour pela bela cidade, que tem flores nos canteiros entre as avenidas, a cidade é limpa e bonita, com cerca de 80 mil kms é a jóia do sudoeste do Paraná e fica a cerca de 100 kms da fronteira com a Argentina. 



Resisto à tentação de dar um pulo à Argentina (não há muito que ver ou fazer do lado argentino) e sou brindado pelos amigos com um belo churrasco com cerveja Budweiser argentina, chimarrão e... música sertaneja e gaúcha! Capitão é jornalista e tem uma revista chamada "De Moto", que é uma das melhores publicações sobre motociclismo que eu já li, com inúmeras fotos de eventos do Sul e SP, inclusive do aniversário do Falcões Raça Liberta MC em Guarulhos. Além da revista ele escreve mais dois jornais, o cara é fera e grande motociclista. Depois de dois dias está na hora de pegar novamente a estrada, desta vez para Curitiba.



Para evitar o número absurdo (e caro) de pedágios, peguei novamente a PR 280, sentido leste, até União da Vitória e a partir daí pela BR 476 até a capital. Já perto de Curitiba pego um início de chuva, mas chego bem e entro em contato com meus amigos do Clube XT600 e Brazil Rider´s. No Bar do Beto, perto do portão da PUC Curitiba tomamos uma cerveja e tiramos fotos. Aproveito o dia seguinte pra visitar o Museu Niemeyer, o Jardim Botânico e o Teatro de Arame. Infelizmente choveu torrencialmente todos os fins de tarde de Curitiba, uma rotina durante a viagem... Sexta-feira dia 29 pego novamente pra estrada, em direção a S. José dos Campos, onde já trabalhei. Para evitar o stress de engarrafamento na Régis Bittencourt decidi testar um novo caminho que começa depois de Registro; a Serra de Juquiá (SP-079). Apesar de estreita e de ter alguns pontos de asfalto ruim me surpreendi com a estrada, antiga rota de tropeiros gaúchos pra Sorocaba, que tem pouco trânsito e passa pelas plantações de bananeiras, típicas do Vale da Ribeira. Em Piedade peguei a SP 250 que vai dar na Rodovia Raposo Tavares até Cotia, Grande SP. 



Como chovia muito e temia passar pelas inundações que tem caído todo fim de tarde na capital paulista desviei pela Anhanguera (onde moto não paga pedágio) até Campo Lindo Paulista, onde peguei a Rodovia Dom Pedro até Jacareí, no Vale do Paraíba, região que conheço bem. De lá até S José dos Campos foi rápido. Fui recebido pelo amigo Néia do Brazil Rider´s e outros colegas, com direito a pizza e cervejas. Dia seguinte, 30 de janeiro, estava no Rio e em seguida pra Nova Friburgo, onde constatei que em 19 dias de viagem fiz pouco mais de 6 mil kms pela maior parte do PR, SC e RS, com minha pequena Lander. Esta viagem não seria possível sem a amizade e hospitalidade dos amigos do Falcões Raça Liberta MC Filial SC, Brazil Rider´s, Clube XT600 e Irmandade Estradeira. Muito obrigado a todos vocês e até a próxima!



Kike 

Falcões Raça Liberta MC Nova Friburgo

Brazil Rider´s

Clube XT600 

Terça, 12 Outubro 2010 17:29

Diário de bordo de viagem realizada por nove estados Brasileiros (RS, SC, PR, MS, MT, GO, DF, MG, SP) de 21/07 a 04/08/2010.

Uma viagem sempre se inicia por um sonho! Desta forma, a mais de ano nasceu o sonho de conhecer e explorar locais mundialmente reconhecidos como maravilhas da natureza e que estão aqui no nosso Brasil, tais como: BONITO – MS, CHAPADA DOS GUIMARÃES – MT, RIO ARAGUAIA, na divisa de MT e GO. Também era nosso desejo, participar do 7º MOTO-CAPITAL em Brasilia – DF, para reencontrar amigos que comungam do mesmo gosto pelo mototurismo. Logicamente tudo isso como uma justificativa aceitável para rodar de MOTO e promover o 14º MERCOCYCLE (08 a 10 de outubro e 2010 em Santa Maria www.gauderiosdoasfalto.com.br).

O primeiro passo foi convidar parceiros que se parecessem conosco, no gosto pela moto-aventura, parceria, seriedade, amor a família e responsabilidade; Acertamos em cheio, são eles:

Cleber Winckler da Silva            YAMAHA TDM 900

Luiz Fernando Jaques Cunha       SUZUKI Vtrom 1000

Milton Luiz Moraes de Andrade              SUZUKI Vstrom 1000

Vitor Hugo Dal Molin                   YAMAHA Fazer 600. 

Assim sendo, no dia 21 de julho 2010, as 06 h e 45 min no Posto Dutra, tendo por primeira testemunha o nosso amigo Renato Lopes (que foi dar uma forcinha na saída, ou se certificar que nenhum ia desistir). O clima era chuvoso e frio, numa segura demonstração de Deus que seriamos pequenos na empreitada e teríamos de levá-lo junto em nossas orações, o que “de pronto” o Andrade puxou a oração, pois não somos “bobos nem nada”.

Nossa primeira “pernada” foi até Toledo PR. A chuva que nos acompanhou até IRAI RS, não chegou a fazer baixa, mas que “assustou, há isso assustou”, pois a estrada de Seberi - RS até a fronteira do RS e SC está em estado lamentável, e mais o tráfego intenso de caminhões completou o “angu”  ...he he he.

Na passagem pelo rio Uruguai o sol deu as caras e o frio também. Após um bife com salada na terra dos Cães do Asfalto e do famoso MOTOCÃO em São Miguel do Oeste. Chegamos às 19 horas a Toledo - PR diretamente na residência de meus tios Neuza e Aldo Copetti, conforme havíamos planejado. Aqui um registro especial: O “gaúcho veio”, natural de Santo Ângelo RS estava esperando na frente da casa com a cuia do mate na mão, faceiro “que nem pinto na quirela” e a minha tia, juntamente com a prima Magale, estava aprumando uma galinhada daquelas, que nos faz lembrar até hoje de tão boa. Uma surpresa que nos marcou foram às presenças dos primos José (salário) Copetti  a sua esposa Tutti e os filhos (Gabriel e Martha), o Roque juntamente com os filhotões, bem como o Evandro, esposa e filhos João e Mariana, dando uma dimensão especial aquele momento e nos fazendo ver o amor e a força da família. Valeu meus tios queridos!

No dia seguinte, acordados pelo tilintar dos talheres do café que se fazia, e pelo cheiro do chimarrão especial, fomos montando as tralhas e nos preparando para a partida. Registro aqui a presença de meu primo Salário (mas que apelido lhe deram aí hem primão!), que veio dar força na saída que ocorreu logo após o café preparado com muito amor pela tia Neuza. Rodamos 90 km de forma rápida e parecia que chegaríamos “cedinho da tarde” em Bonito - MS. Mas eis que encontramos uma cerração, daquelas de não ver nada, “nem presente e nem futuro”;  A saída foi grudar num caminhão e deixar a estrada rolar, e assim  fizemos por 80 km, nos deixando bastante estrassados, molhados com frio e fome. Quando chegamos a Dourado -  MS concluímos que valeu a nossa persistência, pois tivemos a oportunidade de ver e fotografar o rio Guaíra, bem como a ponte Airton Senna (graaaande Airton!). Passamos rapidamente pelas cidades de Maracaju e Jardin, e finalmente estávamos a 60 km de Bonito, quando paramos para fazer os devidos registros nas placas indicativas. Na chegada fomos recepcionados pelo Jean, filho do nosso amigo Peralta (POUSADA DO PERALTA Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.), recebendo aquele carinho que se estenderia por todos os dias em que por lá ficamos.  As sugestões e organização apresentadas pelo Peralta foram determinantes para o sucesso de nossa estada. Gostaríamos de registrar a facilidade do voucher único implantado em Bonito. Definimos os passeios e o Peralta fez toda logística, inclusive disponibilizando o seu FIAT UNO (TransPeralta), para que melhor aproveitássemos. Visitamos o balneário municipal, onde pudemos verificar a riqueza subaquática existente no local, principalmente pelas espécies de peixes (me fez pensar que estive por toda a vida pescando nos lugares errados - brincadeirinha né! - tal a quantidade de piraputanga e dourado existente no local). Após fomos a Fazenda Rio da Prata, um santuário, com local de recuperação e preservação da mata amazônica, nascentes de rios maravilhosas, onde praticamos a flutuação e mergulho, além do contato com uma natureza privilegiada. Neste momento não imaginávamos que a atividade a seguir seria ainda mais marcante, a descida do Rio Formoso de bote. Foram momentos de boas gargalhadas e muita energia positiva, juntamente com turistas de várias partes do mundo, nos transformando em verdadeiros Indiana Jones.

A segunda fase da viagem (BONITO a CUIABÁ) se iniciou no dia 25/07, pontualmente as 07 h, após o provincial café da manhã organizado pelo Peralta. Após muitas conversas com conhecedores destes locais, decidimos mudar um pouco o roteiro, indo em direção a Sidrolândia, mas infelizmente o “GcleberPS” falhou, erramos uma quebrada e acabamos em Aquidauana a 130 km de Campo Grande. Ajustado o novo roteiro conhecemos uma face diferente das situações vivenciadas até então; Pessoas totalmente despreparadas para dar qualquer informação, nem a próxima cidade eles sabiam o nome e nos passando informações confusas, tais como não existir postos de combustível no trajeto até Coxin (250 km distante de Campo Grande). Desta forma formos forçados a entrar em Campo Grande onde perdemos mais de 1 hora para retornar ao roteiro inicial. Retomada a estrada chegamos a Rondonópolis. O estresse já tomava conta do grupo, pois a noite havia chegado e o cansaço também (o radicci digo Dal Molin já estava vermelho! K k k). Assim nos hospedamos na Pousada Real, flor de hotel. Após rápido banho estávamos prontos para conhecer a cidade, o que fizemos de taxi indo diretamente a uma pizzaria tradicional. Desta forma pudemos sentir um pouco do clima da cidade, que tem muitos sulistas e guarda os mesmos hábitos de cidades do interior do RS, principalmente em ficar girando de carro ao redor da praça (bobodromo), muito interessante! Além disso, o nosso choffer era um caso a parte, totalmente “dadinho”, mais um pouco nos deixava mal pelas sugestões que apresentava; Acredito que nos confundia com os “turistas vereadores” deste Brasil afora.

No dia seguinte CUIABÁ - MT. A estrada que liga Rondonópolis a Cuiabá demonstra a pujança deste país. Olha-se de um lado SOJA, de outro SORGO, mais adiante CANA DE AÇUCAR, mais além ALGODÃO e assim vai até Cuiabá. Também verificamos muitas obras de infra-estrutura rodoviária, o que seria muito comum nos estados de MT, GO e SP. Nossa chegada se deu de forma tranqüila e seguindo o GP ...deixa prá lá! Chegamos diretamente no Hotel Veneza, onde previamente já havíamos realizado reservas. Casualidades existem e ao lado do hotel havia uma revenda da Yamaha e seu proprietário nos recebeu de forma muito amiga, providenciando a lavagem e abastecimento das máquinas (que estavam em situação de penúria!). Deixamos aqui um agradecimento ao ISAC DA SILVA da MOTOFORTE que tem em sua logomarca a frase: “50 anos com você, mais 50 anos para você”, que tal isso! Esperamos visitá-lo novamente ou recebê-lo aqui no Sul para retribuir a forma como nos recebeu em Cuiabá MT.

Após estarmos devidamente alojados, fomos procurados pelo motociclista JORGE ABECH “índio velho” do ramo automotivo, dos Bodes do Asfalto, que nos alegrou até a entrada da noite, quando caminhamos pelo bairro para conhecer um pouco da cidade. Logo mais fomos para a casa dos Demenegui, meu padrinho Ernesto Demenegui, e a prima Loreci (brilhante empresária e jornalista), com suas filhotas, Kassira (Psicóloga) e Thiana (Designer e RP).  Reencontrar a família é tudo de bom! Chegaram os primos José Luiz (Zé), a Ana sua esposa, filhos João Pedro e José Luiz. Interessante que sempre tem algo “sui generis” nestas viagens, desta vez não seria diferente. O Zé primo teria sido colega de aula do Andrade lá em Santo Ângelo RS, e havia uns 35 anos que não se viam e nem imaginavam que estariam frente a frente em Cuiabá, ficou bonito! Enquanto isso a Lori se esmerava em fazer aquele pintadinho delicioso, acompanhado de várias delicias de “quem sabe fazer”, assessorada pela filhota Kassira, momento este que mereceu um violão e algumas músicas para mostrar o potencial da turma (o DVD sairá em breve!). Após fomos para o ARMAZEN DO SABOR, local requintado da noite Cuiabana, que através de sua “segunda sem lei”, fez a gurizada delirar, me fazendo “recolhê-los” para o Hotel. No dia seguinte, já devidamente motorizados com o Toyota da Ana (OBRIGADO ANA!), fomos para a Chapada dos Guimarães. Aqui um registro: Não fosse o ponto turístico Véu da Noiva estar fechado para visitação, em plena terça-feira e não termos sido avisado, o passeio teria sido muito mais apreciado, não só por nós, mas também por dezenas de turistas recifenses que também bateram com a cara na porta. Sugiro aos responsáveis darem uma olhada nisso, pois falta informação nos hotéis de Cuiabá, além de mapas. Tirando isso o local é lindo, maravilhoso e nos faz pensar o quão pequenos somos diante de tamanha maravilha.

À noite chegando e fomos visitar os empreendimentos da família, a exemplo do Armazén do Sabor, o PUMP Chopp Grill    www.pump.com.br , um local muito apreciado pelos cuiabanos e cuiabanas, que logicamente tem bom gosto. Após fomos novamente para o Armazen do Sabor onde fomos brindados pela casa com um carneiro assado pelo GAÚCHO lá radicado a mais de 20 anos, regado a um chopinho “no ponto”......êta vida boa!

Saímos de Cuiabá no clarear do dia, rumo a Barra do Garça. Em uma pilotagem segura e atenta passamos pela cidade de Paredão, e infelizmente vimos muita mata do cerrado queimada ou queimando, o que é comum nesta época do ano. Chegando ao nosso destino nos hospedamos no Araguaia Palace, onde pudemos curtir um pouco da culinária da região, bem como nos deslumbrar com o rio Araguaia, tão importante para aquela região do nosso país. REGISTRO: Em frente ao hotel havia um barzinho com um telão, onde os São Paulinos de preparavam para assistir o jogo INTER x SÃO PAULO - Copa Libertadores. Me fardei da “cabeça aos pés” e me misturei, acompanhado dos parceiros lógico (Andrade – Coloradão também, Cunha e Dal Molin – gremistas - o Dal Molin sumiu logo  he he he ). O inter ganhou o jogo, para desespero dos São Paulinos e não pude deixar de pensar no meu padrinho Ernesto Coloradão. No dia 29 partimos para Brasilia -DF onde encontraríamos nosso fraterno amigo Remi Toscano (que infelizmente nos desencontramos), e participar do MOTO-CAPITAL, encontro organizado pela Irmandade Estradeira www.irmandadeestradeira.com.br  onde confraternizamos com amigos fraternos que a tempos não víamos, além de uma bela confraternização com a Irmandade estradeira e com os Bodes do Asfalto de várias cidades deste grande país. Aproveito para registrar a força dos amigos BRAZIL RIDERS www.brazilriders.com.br. Ao Rogério Torres, Master de Brasilia, pela logística, ao Jair Duarte e  Marlos,  Masters do Paraná, é assim que se fortalece uma grande irmandade.  Também era proposição encontrar o Gaudério Bira com sua família, para fazermos uma programação especial junto com os familiares do Renato Lopes que residem em Brasilia e Samambaia, bem como o Beto e a Graça ( O Beto foi nosso condutor pelas ruas de Brasilia). Os irmãos Lopes tem sido nossos anfitriões assíduos por lá....he hehe. Na noite do dia 30 fomos para a casa do PAULO RENAN LOPES (OBRIGADO RENAN!), que preparou juntamente com a esposa Kátia, um churrasco e dar “água na boca” só em pensar. Também estavam por lá o Lari e esposa, que foram matar a saudade dos amigos. Lá pelas 21 horas chegou o BIRINHA e família, claro que o deixamos para fora da casa, adentrando apenas a Rose e filhotes, para “incomodar” chegava nós   k k k.

No dia 01/08 deixamos Brasilia para trás e nos largamos na estrada. Após um dia batidinho de pilotagem chegamos a LINS - SP, adiantando em 120 km nosso roteiro, que seria de pousar em São José do Rio Preto. Claro que na chegada em LINS pintou aquela dúvida e passamos pela cidade, nos dando conta quando já estávamos em direção a Marilia. Não fosse termos pago duas vezes o pedágio (para passar e voltar) nem lembraríamos hoje deste fato. A noite, após um bom banho, deu uma vontade enorme daquele churrasco Gaúcho. Como pensamento aproxima olhamos pra frente do hotel e eis que surge uma CHURRASCARIA GAÚCHA -PAMPEANA. Uma picanha por favor!

No dia seguinte partimos em direção a Ourinhos - SP, na chegada o tempo “deitou uma chuva no lombo, daquelas que o pingo mata pinto”, além do frio e serração. E assim, após a despedida do Andrade, que há dias só chorava a falta da Janete que o esperava em Camboriú - SC, nos arrastamos até União da Vitória – PR, diretamente para o calorzinho aconchegante do Hotel Nota DEZ (muito bom!).

 Quando acordamos sabíamos que aquele seria nosso último dia na estrada. Após uma breve ligação para a minha mana Cleusa em Passo Fundo (alguém tinha de fazer o sopão do meio-dia), e nos largamos na estrada. Quando chegamos em Erechim (que deveria ser com X e não CH...he he he) causávamos surpresa até nos frentistas dos postos de combustíveis, pois o vento era FRIO e ardido e eles próprios estavam atendendo de luvas e com um tição de lenha acesso no bolso (barbaridade!). Chegando a Passo Fundo e deu um tempinho para curtir minha mana, e novamente estrada com o pensamento em nossos amores, esposas, filhos e filhas que estavam ansiosos a nos esperar. Na entrada de Santa Maria tiramos uma foto para finalizar e nem nos olhamos mais. Ficou aquela sensação de VIAJAR É TUDO DE BOM.

        Cleber Winckler da Silva

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