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09/05/2018
Termas de Rio Hondo X Salta
 
O dia não tinha sido esclarecido e estava seguindo para Salta, via Tafí Del Valle e Cafayate. Por que eu fiz isso? Por que uma vez por todas as partes? mais na viagem recomendo fazer o roteiro que fiz, vale a pena.
Antes de Chegar em Tafi del Valle TEM Uma subida em Meio a Reserva Provincia  Los Sosa   MUITAS COM curva No Meio da estrada, encantadora Onde você vai andar Muito Devagar Às subidas e Paisagem Incrível. A trilha é pavimentada, porém, estreito e a condição de seu pavimento é bastante articulada, com pouca sinalização e algum tráfego.
 
Em meio à subida você vai encontrar a figura do Monumento ao Índio, obra do artista tucumano Juan Carlos Iramain. Este lugar e Um albergue, PODEMOS Comprar artesanato, Têxteis e Produtos Regionais, Um pouco de comida para Passar e Uma foto de gravação Inevitável para fazer o monumento, cercado Por uma seca verde.
A mata verde para a areia Sim, é muito interessante, em questão de pairar antes de chegar La Angostura o que era verde passa por uma terra, pedras preciosas e uma vegetação seca, está quase vazia? Tafí Del Vale está localizado a um pouco do centro do belo vale? de Tafí.
 
 
Fazer algumas fotos, atacar uma moto e comer algo. Seguindo pela estrada, mais paisagens incríveis, muitos cactos.
Já na RN40 há uma entrada ao norte para as Ruínas de Quilmes. As ruínas de Quilmes, tais como são conhecidas, pertenciam aos indígenas Calchaquí, chamadas de empresas na chamada Calchaquí, de onde são tributos recebidos o nome.
 
Nessa visita você pode ver como ferramentas, armas, suplementos, tocar toda a história, ao mesmo tempo, fazer como ondas, e você terá tempo para subir ao topo da montanha, o que tornará a vista será demais.
Saindo de Quilmes, seguido por Cafayate, pelo caminho muitos parreirais de uvas, um e um lanhe na cidade. A estrada até a saída multicolorida e formações rochosas sobrenaturais. Esculpido pelo Rio das Velas, os estratos sedimentares são ao vivo com um toque incrível.
Chegando a Salta converso com André e o Paulo que ainda estava em Salta, mandou a localização e fui até os encontrar. O hotel ficou para a próxima semana, depois foi lançado juntos, na hora de casa de Tavira, mais um amigo que o motociclismo proporcionou. Noite superior, pai de criança, pai Hector, bebê cordeiro de graveto para um bebê, algumas cervejas e muitas histórias.


Durante as conversas em meus planos, eles são excluídos em São Pedro de Atacama pelo Passo e eu pelo Passo Sico. Com informações e mentiras para o caminho e para a missão por André e Paulo, resolvi seguir com eles no dia seguinte. Ao meu amigo e sua própria saudação em casa.
 
10/05/2018
Salta X Susques
 
Amanheceu um belo dia em Salta, despedida de casa e família, e assim é o irmão gêmeo do André, a sua esposa Mariane, Preto e sua esposa o caminho pela RN9, mas com um pequeno descuido do André, com as suas imagens e as seu carac ... Depois de San Salvador de Jujuy paramos em um Mirante (mirante) para fazer algumas fotos, nossa próxima parada foi em Tilcara, 22 quilômetros para uma entrada de frente de Purmamarca, fomos até lá abastecer como motos, almoçar e conhecer uma cidade. Retornamos e paramos para conhecer Purmamarca, em vez de fazer compras locais, como fazer compras por ruas e compras para as gravações. Purmamarca é uma das maiores marcas de cartão postal da Argentina, localizada na província de Jujuy, ao norte de Salta, sob a forma de sombras do espetacular Cerro das Sete Cores.O cenário de colônia é vermelho, roxo, amarelo e laranja para uma visão incrível.
 
Meu cara agora era Susques. Já na subida do Paso, também conhecido como Cuesta de Lipán, foi inevitável fazer uma parada para tirar fotos de suas lindas curvas. Uma grandiosa subida, cuidados que tem uma sequência sem asfalto, ao menos agora, pegando uma surpresa, muitas pedras soltas. Localizado nos Andes, entre Chile e Argentina, é uma fronteira mais ao norte entre os dois países com altitude de 4.320m acima do nível do mar. No lado chileno, uma estrada alcança uma altitude de 4.810m, fiz até uma foto do GPS. Parada obrigatória na Salina Grande para mais fotos.
 
 
Em Susques, os lugares no povoado procurar um hotel para passar a noite que já se aproximava, cada vez mais fria. Você já fez, interditou pela falta de água, estava fazendo manutenção em rede de água da cidade, procurava em outro e também em nada. Fós então uma Hostería Pastos Chicos que é um albergue para uma frente uns 4 km, tem um posto de combustível também. Organizamos as coisas como o quarto, o banho, o descanso eo descanso para o dia seguinte, que seria o dia da chegada em San Pedro de Atacama.
 
 
Última modificação em Quarta, 23 Janeiro 2019 17:51
Terça, 26 Outubro 2010 11:29

Viagem a Província de Neuquén (AR)

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RELATO DE VIAGEM À PROVÍNCIA DE NEUQUÉN - ARGENTINA

(26/10/2010 a 16/11/2010)

(Muito mais “crônicas de viagem” do que “relato”)

 Por Jordan Wallauer

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                                                                        P ilotar moto, isto foi o que decidi aprender quando fiz 60 anos, pois até então só sabia andar de bicicleta. Assim, meu presente aniversário e de Natal de 2008 foi uma Yamaha YBR 125cc, com a qual rodei exatos 550 km para aprender alguma coisinha sobre motos. No Natal de 2009 troquei esta moto pela Honda XRE 300cc, que carinhosamente chamo de La Negra, com a qual rodei 1.000 km (dois tombos incluídos, um bem doloroso) para fazer a primeira revisão, após o que viajei, em abril de 2010, para Montevidéu, acompanhando meu irmão Jonas, que tem uma XT 660. Pronto, isto bastou para me viciar nesta coisa de viajar, fazendo parte da paisagem e não ficar vendo a paisagem pela janela do carro, como diz o Cícero Paes.

 Logo após a viagem à Montevidéu começamos a planejar, para outubro/2010, uma viagem à Cordilheira Argentina, entre Bariloche e Mendoza. Ao Norte de Mendoza e ao Sul de Bariloche já havíamos viajado de carro e conhecíamos razoavelmente bem. Iríamos, os dois irmãos, de moto e as esposas de carro ou avião para nos encontrar em Chos Malal. Jonas, entretanto, teve que ser submetido a uma cirurgia de redução de hérnia e Martha, minha esposa, precisou acompanhar, no Rio de Janeiro, uma irmã que também teve problemas de saúde. Adiei por duas semanas a viagem à Argentina, tendo ido ao Rio, solidário com a cunhada. Assim que tudo entrou na normalidade retomei os planos e, mesmo sem perspectiva de ter companhia, dei início à viagem, no dorso de La Negra.

 Saí de Urubici, desci a Serra do Rio do Rastro e rumei ao Sul. Pernoitei em Arroio dos Ratos, RS, cidadezinha que conheço faz muito tempo, na época em que devia ter uns 2.000 habitantes que viviam em casinhas espalhadas em uma área enorme. Um gritava e o vizinho não ouvia. Diziam que usavam rojões para se comunicar. Nem todos, é claro: o padre usava o sino da igreja! Hoje são uns 14.000 habitantes ainda bem espalhadinhos, mas já não precisam gritar alto para serem ouvidos pelos vizinhos.

No tempo dos 2.000 habitantes as casas tinham cercas baixinhas, suficientes para demarcar a área de cada um, algumas com roseiras, dálias e buganvilles e eles viviam e morriam com tranquilidade e segurança. Não mortes sem sofrimento, pois em zona de mineração de carvão, no Rio Grande do Sul, Santa Catarina ou na Inglaterra, aí pelos anos 70, se morria muito de pneumoconiose, mas não com medo de assalto, assassinato, drogas e traficantes. Tá certo, alguma concessão para brigas de bêbados, e consequentes facadas, em carreiras de cavalos; ou lavação da honra nos casos de traição.

                                                                             N os dias atuais, dos 14.000 habitantes, as casas estão todas cercadas por aramados e grades de mais de 2 metros de altura, algumas com arame farpado, e fios eletrificados acima disto, como substitutas para as flores. Não se morre mais de pneumoconiose, mas de infarto, de stress, e se vive com depressão, com nó na garganta e com a Espada de Dâmocles do medo de assalto, etc. sempre pendendo sobre a cabeça! Acho que é por isso que escolhi morar em Urubici, SC, cidade que me lembra de um Rio Grande onde nasci e cresci, sem medos, e que parece não mais existir.

Cheguei de moto, após meus primeiros 1.000 km, em Livramento, RS, na fronteira mais irmã que existe, onde fui devidamente acolhido pelo Kojak, irmão Brazil Rider, que em pouco tempo providenciou o seguro Carta Verde, troca do bagageiro por uma base de verdade para o bauleto (a original da Honda, de plástico, só tem efeito decorativo) e hospedagem... em um motel, porque os hotéis estavam lotados. Todo mundo parecia ter ido à Livramento/Rivera, com a proximidade dos feriados, para fazer compras.Se eu pedisse aos BRs da área, até companhia para desfrutar o pernoite no motel eles acabavam providenciando!! Os BRs de Livramento, Kojak e Ronaldo (Mutukão), são super- hospitaleiros!

No dia seguinte tomei o rumo de Colonia de Sacramento, no Uruguai. Fui parado por conta de uma tempestade e acabei dormindo em Rosário, a 50 km de Colônia. Chuvas torrenciais a noite toda antecederam um dia claro e ensolarado, que permitiu chegar cedo em Colonia, a tempo de embarcar no Buquebus da 11:30hs para Buenos Aires. Atravessei Buenos Aires com um vendaval tentando me tirar da autoestrada que leva a Ezeiza, que só amainou perto do aeroporto internacional. Acabei rodando até Saladillo, cidade plana, agradável, onde fui muito bem acolhido por Omar e sua esposa Chuchi, no Hotel Trafful. No dia seguinte, pilotei até General Acha, na entrada do chamado “Deserto Argentino”. General Acha e uma cidade bem bonita, de ruas muito largas, sem um só prédio de 3 andares; no máximo algum sobrado. As casas tem canteiros com rosas imensas, parecidas com aquelas importadas da Colômbia que vendem nas floriculturas brasileiras, só que de varias cores.

Em Gen. Acha, ao final da tarde dos domingos, todos os meninos(as) e adolescentes da cidade, às centenas, saem para as ruas, param nas esquinas para paquerar e encontrar amigos, percorrem a avenida principal a pé ou em motos... centenas delas e de todos os tipos, predominando as chinesinhas entre 100 e 200 cm3 e quadricíclos. Eles por baixo e centenas de papagaios barranqueiros por cima, vindo das áreas agrícolas para dormirem nas antenas de televisão que, por força da planície, tem que ser construídas sobre torres e hastes bem elevadas, protegidos de predadores pela urbe. As antenas se transformam rapidamente em cabides de psitacídeos gritadores, que concorrem em ruído com a zoeira das motos.

Desde que sai de Livramento/Rivera viajei com fortíssimos ventos laterais. Sempre imaginei que fossem de ocorrência frequente nessas regiões tão planas, mas não tão intensos a ponto de fazer a moto andar em S todo o tempo, pelo menos a cada vez que o velocímetro marcava qualquer coisa acima de 80km/hora. Ao ver, entretanto, o noticiário na TV, notei que o vendaval que assolou a Argentina teve quase tanta ênfase quanto o enterro do Nestor Kirschner, cuja morte ocorreu uns dias antes. E foram muitos os acidentes, e mortes, provocados pelo vendaval! Por falar no assunto, escutei no noticiário que os políticos daqui estavam se fazendo “preguntas interrogativas” sobre como será o governo de Cristina sem a presença de Nestor Kirschner. A expressão, a principio redundante, só tomou sentido quando comecei a meditar sobre ela. A partir de então resolvi adotá-la em português também, por que entendi que ha perguntas simples, como “Tu podes me dizer que horas são?”; e há perguntas interrogativas, que botam a gente na parede, como “Tu podes me dizer o que fazias entre 20 e 24 horas de ontem?”

De Buenos Aires ate Gen. Acha a paisagem, monótona, alterna, na primavera, planícies de trigais ceifados ou por ceifar, terras aradas para serem semeadas com milho, girasol e soja, pastagens repletas de gado que no Brasil só se vê em exposição. O gado tipo exposição deles eu nem imagino como seja! Uma coisa, entretanto, eu posso afirmar, baseado na experimentação quase científica (faltam mais umas 1000 amostras para chegar ao caráter científico, mas eu chego lá!): o gado é ótimo, “sea a la parrilla o a la plancha!”

                                                                                   C heguei enfim em Chos Malal, depois de 2 dias de travessia do deserto, uma savana arbustiva, atravessada por uma perfeita estrada compostas por 10 ou 12 retas interligadas por curvas tão suaves que a mão do motociclista não muda de posição para contorná-las. A monotonia, entretanto, é tal que a gente começa a divagar e facilmente perde a capacidade de manter algum tipo de atenção no asfalto. Num desses momentos acreditei ter visto homens a cavalo no meio dos arbustos, à margem da estrada. Logo após, La Negra começou a oferecer resistência ao acelerador e me fez parar... parar e retornar.... para certificar-me de que não se tratava de alucinação. De fato haviam dois homens montados nos cavalos criollos mais lindos que já vi, e conduzindo outros 3 cavalos magníficos carregados de malas de garupa. Eram trabalhadores campesinos que se deslocavam para Aluminé, onde havia trabalho com gado nesta época do ano. Estavam percorrendo 1.000 km e o faziam como a coisa mais normal deste mundo! Tirei uma foto de La Negra com os cavalos e cavaleiros e juro, não foi alucinação (ou foi?) do deserto, ela deu uma piscada para mim!!

Visões maravilhosas, depois de tanta aridez e calor: no meio do caminho um vale (com duas ou três cidades, entre elas 25 de Mayo) muito verde, arborizado, produzindo muitas maçãs e com muitos vinhedos (Bodega del Fin del Mundo, Saurio, etc,). Ao final deste verde pode-se seguir por asfalto até Zapala e de lá ir a Chos Malal. Encurtando o caminho em uns 300 km há uma alternativa (Ruta Prov. 6), com cerca de 80 km de terra e rípio, que conduz a Chos Malal por Rincón de los Sauces. Uns 80 km antes de chegar em Chos Malal jás se vê o vulcão El Tromen, com seu desafio de 3.450 metros de lava e gelo.

Chos Malal é uma cidade de 20.000 habitantes, muito agradável, bem arborizada e relativamente protegida dos ventos que constantemente sopram. Não é à toa que a serra que a envolve se chama Cordillera de Viento. Por ela passei, rodando a 40 km/hora, e quase sendo derrubado em cada curva, na passagem para o vale do Rio Curi-Leuvú.

 Me hospedei na Hostera La Farfalla. Beleza de lugar com ares extremamente rurais, com galinhas e gansos nos jardins, a 8 quadras do centro da cidade. Alberto, sua esposa Fitty e o filho Francisco são muito hospitaleiros! O banho foi daqueles de meia hora. A janta, perfeita, preparada pelo Sr. Alberto (que já trabalhou em cattering na Branif International), foi lagarto ao forno com batatas doces e abóbora, mais presunto cru (tipo presunto de Parma), queijo regional e palmitos do Equador com molho golf. Vinho de San Juan, Callia Alta siraz-bonarda, sem complicações e perfeito para acompanhar a carne. Encerramos com uma dose de Johnny Walk 12 anos, cortesia de D. Alberto. "Dormi como un angel! ": Nem tive pesadelos com os 80 km de estrada de rípio, com ventos laterais de 40 a 50 km/hora, que percorri através da área de exploração de petróleo e gás (a riqueza do deserto) entre Rincón de los Sauces e Chos Malal.

Dois dias depois, bem descansado, pude fazer 140 km de estrada de rípio, em mau estado, viajando para Copahue, via El Huecú. Ainda bem que os ventos tinham amainado um pouco. Em grande parte a estrada se espreme entre uma barreira de onde costumam cair muitas pedras, a julgar pela quantidade delas (de todos os tamanhos) que se espalham pela via, e um barranco abrupto, às vezes bem profundo. Isto faz com que qualquer derrapada possa terminar em um mergulho no precipício, que começa onde devia haver algum tipo de acostamento. Uns 6 kms antes de Copahue a neve se acumulava aos lados da estrada, e muitas vezes tive que usar as botas como esquis, com as pernas esticadas para baixo e para frente, para evitar que La Negra tombasse. Dei graças pelos pneus Metzeler Sahara que a Honda escolheu para a XRE 300. Se eles me deixam na mão em velocidades médias ou altas, no asfalto, com vento forte lateral, na mistura de água, cinzas vulcânicas e gelo, se mostraram bem adaptados. Copahue, a cidade e o vulcão de mesmo nome, estavam ainda embaixo de neve. Todos hotéis fechados. Literalmente fechados pela neve que se acumulava até o meio das janelas. E isto em meio à fumaça com cheiro de enxofre que faz com que Copahue seja um centro de hidro-mínero-terapia (sei lá se isto existe, mas estou tentando dar uma idéia do que seja). 

Saí de Copahue e fui para Caviahue, passando por todo o gelo outra vez. Caviahue fica um pouco mais abaixo, à margem do lago de mesmo nome. Dos 180 estabelecimentos de hotelaria que possui, ainda mantinha 4 abertos, neste período que fica entre a temporada de esqui e a de verão. Instalei-me no Hotel do Instituto de Seguridad Social. Fiz uma caminhada de 4 km para ver como estava das pernas e saí atrás do único guia de montanha que está ativo naquela época do ano. Chama-se Charly e não estava nem um pouco disposto a enfrentar as más condições meteorológicas que se anunciavam para o dia seguinte. Sem possibilidades de subir sozinho o vulcão Copahue, resolvi tomar um banho medicinal com cheiro de enxofre no hotel (depois outro, de chuveiro, para tirar o cheiro de pum!) e depois sai para jantar.

Jantei num lugar chamado El Quillen, um dos 4 lugares ainda abertos que serviam refeições. O proprietário me recomendou um coelho à mostarda, de gosto bem forte, que degluti com um Ventus Malbec Roble, bem seco e encorpado, que me pareceu muito bom. Voltei para o hotel e fui tratar de dormir. Tive um pesadelo assustador: sonhei que havia um coelho vivo dentro de mim, esperneando de raiva pela quantidade de mostarda que haviam posto nos olhos dele! Acordei à uma hora da madrugada, com a sensação de que o coelho não só estava vivo, como era muito agressivo, e daí até o amanhecer brinquei de rei e servo: um tempo no trono e outro de joelhos na frente do trono! No dia seguinte o máximo que consegui fazer foi uma caminhada por uma das trilhas do Parque Provincial Copahue, uns 8 km que me deixaram completamente esgotado. Valeu pela cascata no final da trilha... linda no meio da neve... uma compensação pela impossibilidade de ascender ao vulcão que, a Oeste, ora apresentava seu topo despenteado por ventos fortíssimos, ora envolvido por uma nuvem negra, dessas típicas de nevasca.

                                                                                                U m dia mais e saí, de manhã, de Caviahue, sobre a qual pesavam cúmulos-nimbus lenticulares imensos, uns se sobrepondo aos outros, anunciando mais neve. Enfrentei uns 250 km de asfalto pra retornar para Chos Malal, evitando o rípio, abaixo de um vendaval durante todo o trajeto (Caviahue-Loncupue-Las Lajas- Chos Malal), um deserto que parece infinito.... paisagem destas que nos fazem perceber o quanto somos diminutos e, ao mesmo tempo, nos sentir orgulhosos por podermos estar alí.

Retornando a Chos Malal, tratei de trocar o óleo da moto e o fiz em uma borracharia cujos donos, bem jovens, têm potentes e enormes motos para enduro (450 cc). Além de praticarem enduro, nessas condições extremas de montanhas pedregosas e nevadas, eles são apaixonados por motos. Trataram de La Negra muito bem, inclusive tendo visto que faltava um dos parafusos de fixação do catalisador no quadro.

 À noite comi uma sopa de verduras preparada por Don Alberto, ainda parte do tratamento das consequências do ataque do "coelho assassino de Caviahue". Assim, moto e eu bem tratados, nos preparamos para ir às lagoas do Tromen, famosas pelas aves que alí residem (cisnes, patos, flamingos, etc.). No dia seguinte amanheceu chovendo, inesperadamente para todos da região, inclusive para muitos pilotos de planadores de todo o mundo que vão, nesta época, para usufruir dos fortes ventos. Chuva em Chos Malal e neve, muita neve, nas montanhas que a cercam, inclusive no Cerro Wayle e no vulcão Tromen. Desta maneira passei o dia enfurnado em La Farfalla, ouvindo músicas -milongas e chamamés - do Jorge Cafrune (um baita cantante e guitarreiro!) e dormindo.

Segunda-feira começou com um céu azul e um sol maravilhoso.... e sem vento!! Levantei eufórico para ir para as lagoas e... pasmem.... a cidade estava sem combustível no único posto que há! Nem uma gota! E La Negra, com meio tanque, não me garantia o passeio que pretendia fazer. Instintivamente, depois de alguma procura sem êxito por particulares e taxis, procurei pela turma do enduro. Essa comunidade de motociclistas nao falha! Em minutos La Negra estava com o tanque quase cheio! Desta forma pude subir as montanhas em direção ao Tromen. 

Já nas alturas do Cerro Wayle, com La Negra outra vez patinando em gelo e neve, encontrei Luiz Rivera, um praticante da transumância, essa forma de migração que fazem tangendo rebanhos de pastos de inverno para pastos de verão. Uns 400 km por ano subindo e descendo montanhas. No caso de Luiz, pastoreia cabritos (criação muito típica daqui), seus cavalos criollos e alguns novilhos. Luiz me convidou para um mate e uma charla em sua modesta casa, em um pequenino vale assustadoramente verde no meio de tanta neve, e com ele passei momentos muito bons em que tentei compreender seu modo de vida tão difícil.

 Não consegui chegar às lagoas do Tromem. Com roupas de montanha, sem as proteções da roupa de motociclista, perdi a confiança de rodar pelo gelo. Parei onde achei que já estava passando dos limites e, sem trocadilho, me limitei a fazer uma caminhada pela neve do Wayle, deixando La Negra para traz por umas poucas horas. Neste dia três veículos tentaram chegar às lagoas. La Negra, um Ecosport que teve que retornar (antes de La Negra) porque estava derrapando muito no gelo e um 4X4 Land Rover, o único que conseguiu passar a parte mais alta e coberta de neve e gelo do Wayle e descer à laguna que fica entre esta montanha e o vulcão..

                                                                                D e volta a Chos Malal, que continuava sem combustível, comecei a preparar minha ida, no dia seguinte, para Malargüe. Na terça-feira levantei cedo, peguei a moto e fui para a fila do posto de combustíveis. Fila de 4 quadras (haviam duas, uma para cada lado do posto) para abastecer com o combustível que havia chegado pela madrugada. Depois de duas horas, quando faltavam apenas uns 5 veículos na minha frente, avisaram que já não havia mais gasolina. Quase comecei a me irritar, mas prontamente me dei conta de que eu estava ali a passeio, sem compromisso, e que nas duas horas em que estive na fila não perdi tempo. Aquelas foram horas de reflexão, muita coisa sobre os transhumantes, sobre a paciência e persistência com que conduzem seu gado pelas montanhas. Muitas vezes vai um ou dois homens à frente, a cavalo, tocando lentamente o rebanho. Um ou dois kms atrás vai a mulher, também a cavalo ou em uma mula, puxando outros cavalos e mulas com malas de garupa, e com crianças. Fiquei me perguntando sobre o porque escolheram esse diferente e difícil meio de vida.

 Em La Farfalla esvaziei o tanque da moto com uma mangueira para saber exatamente quanto ainda tinha e até onde podia chegar: 4 litros! ... Com cuidado podia ir até Buta Ranquil, se continuasse sem vento. Talvez ali ainda tivessem gasolina no também único posto da cidade... Foi o que fiz, e deu certo! Em Buta enchi o tanque e me mandei para Malargüe! Ao todo 250 km de distância... com uns 150 de asfalto em péssimo estado, 60 dos quais substituído por rípio. Desses, 20 km me permitiram rodar a mais ou menos 60 km/hora. Os outros 40 km foram um verdadeiro sufoco. Partes com rípio em camada muito espessa e solta, outras com buracos que o vento cobre com um pó muito fino, onde as rodas afundam. Há extensos trechos cobertos por uma grossa camada desse pó, onde a gente tem que andar pateando para manter a moto em pé! Levei uma hora e meia para fazer esse esses perigosos 40 kms. É bem verdade que parei muitas vezes para fotografar.

Entre Chos Malal e Bardas Blancas, especialmente, a terra expõe suas entranhas de diversas cores (negro, tons de cinza, amarelos do citrino ao ocre, vermelho, roxo), forçada que foi por convulsões sísmicas e pela atividade vulcânica. São rios de lava solidificada; montes de pedras arredondadas evidenciando ora o leito de uma geleira, ora uma morena; marcas de erosões profundas feitas pelo vento, ou por rios e geleiras que já não existem mais, e rios de água de degelo que ainda correm se espalhando nos vales ou, como o Rio Negro, em alguns trechos aprisionadas em um cânion de lavas vulcânicas, tão estreito que não tem mais do que uns seis metros de largura. Tudo é muito vasto, intenso, superlativo, magnífico, espetacular! Percorri esse trecho devagar, tanto pelo estado da estrada, como pelo meu estado de espírito. Eu o percorri como quem reza! Uma longa e profunda reza em agradecimento por ali estar e por ter consciência da magnitude da formação de tudo aquilo! É assim que sinto a presença de Deus!

                                                                                          M uitas pessoas precisam se curvar de joelhos, dentro de um templo, em frente a um altar, para sentirem a presença de Deus. Descobri que meu altar é o mundo e sua natureza! Preciso me movimentar por ele, com vento na cara, com sol, com frio, com chuva ou neve. Preciso percebê-Lo com todos os meus sentidos. E foi assim que compreendi o modo de vida dos transhumantes! Mais pastores transhumantes encontrei pelo caminho até Malargüe, e alguns outros depois, no Vale de Las Leñas. Passei por eles acenando e deles recebendo acenos e sorrisos e algum grito cordial. Já não os via como pessoas diferentes. Os via como meus irmãos... irmãos de fé!

Malarguë é plana, bem planejada, tem um parque municipal que preserva parte da história da cidade e da região, além do observatório astro-físico mundialmente conhecido e respeitado e do planetário moderno, com projeção digital. Não muito distante, as formações geológicas conhecidas como Castillos de Pilcheira merecem uma visita (por estrada de rípio). Na despedida de Malargüe jantei um maravilhoso cabrito assado, e terminei a noite formando um insólito quarteto com o garçom (Cláudio) que serviu o assado, um velho hippie australiano, mochileiro, meio desdentado (Ronald... apaixonado por Pirinópolis/GO) e um técnico (Nico) de uma das empresas que exploram petróleo na região. Fomos ao cassino local e aí entornamos umas três garrafas de Elementos - Malbec - da bodega El Esteco, de Cafaiate, Salta. Perfeito! Um vinho para não ser esquecido! Se eu tivesse tomado deste antes, acho que nem teria experimentado os outros. Nico e Cláudio parecem pessoas completamente diferentes. O primeiro ganha uma fortuna, o segundo vive de gorjetas e de lavar pratos. Ambos, entretanto, tem coisas em comum: são separados das mulheres e tem filhos, além de serem viciados em jogo e serem muito hospitaleiros. Quanto a mim e a Ronald, nos une a idade e o fato de sermos estrangeiros. A hospitalidade dos mais jovens os fez convidar para esticar a noite no cassino. Nico ganhou em uma das máquinas caça-níqueis e pagou a conta. Melhor não podia!

Na estrada para San Rafael conheci um casal que foi empurrado pelo vento para fora da estrada. Eles estavam em uma camioneta Kia, 4X4!! Mais tarde, encontrei um colega motociclista que, rodando a 120 km/hora em uma 250cc, foi levado para o acostamento (de grama, como é comum em La Pampa) e acabou caindo com a moto. Por sorte depois de ter conseguido reduzir a velocidade. Estava meio ralado, mas inteiro! Quanto a mim, percorri uns 400 km em grande parte a menos de 80km/hora, pois assim mandava o juizo (ou os anjos da guarda). Cheguei em San Rafael numa quinta-feira, tendo saído de Malargüe e passado por Las Leñas.

Quanto a San Rafael, é uma cidade grande e, tal como Malargüe, tem mais motos do que carros. Em Malargüe predominam motos de baixa cilindrada (até 200 cc) com uma preferência por duas trails chinesas, uma delas montada pela Motomel da Argentina. Em San Rafael predominam as scooters, mas há de tudo! San Rafael tem mais de 40 lojas que vendem motos! Só na avenida principal contei 27! San Rafael tem uma praça muito bonita onde, à noite, passeiam casais, jovens e velhos, e possui um comércio extremamente ativo. Alí andei procurando por um CD do Larralde e por alguma coisa folclórica... assim mais tipo chamamé. O cara da loja me disse que não tinha, mas que se eu esperasse um pouquinho ele podia produzir os dois..... e assim, pirateadamente, sai da loja com os CDs que eu queria. Impostos absurdamente altos para cobrir os custos de uma política extremamente paternalista (e populista) criaram, na Argentina, essas formas de manter a economia em giro.

Cheguei em Realicó, a caminho de Buenos Aires, debaixo de um calor dantesco (36º C... e vento) nesta Pampa de Diós! O dia anterior foi dia de El Gauchito Gil! Muita festa e procissão em Mercedes, Corrientes. No creo en.... pero que las hay...! Um tanto por isto, um tanto porque me agrada a idéia de um santo pagão, que foi morto porque não queria lutar em uma guerra entre irmãos, e porque só fazia o bem (curas, etc.), deixei uma flor vermelha em um dos tantos altares ao Gil que se encontram na estrada. Também prometi amarrar uma fita vermelha em La Negra, assim que chegasse em casa. É uma das minhas formas de contar com ajudas extras (uns chamam de anjos da guarda). Juntei El Gauchito assim aos dois ou três da guarda pessoal do Rui Bittencourt (gentilmente cedidos por ele para me acompanharem – www.ruibittencourt.com.br ) para me sentir bem fortalecido e tranquilo para seguir viagem. A cada dia vou me sentindo mais à vontade em La Negra e me ajustado às suas qualidades e limitações.

Bueno, de Realicó fui para Lobos e, conforme planejado, atravessei Buenos Aires no domingo pela manhã, indo direto ao Porto Madero para pegar o Buquebus das 12:30 hs. Travessia tranqüila do Rio de La Plata. Eu na Classe Turista e La Negra, devidamente amarrada, na bodega de veículos.


Resolvi permanecer o resto do dia em Colonia de Sacramento, bem mais simpática do que as opções mais adiante (Flores, Durazno, etc.). Para me despedir de terras castelhanas, jantei um cordeiro a la parrilla (muito bom mesmo) e tomei um tannat San Rafael, uruguaio. Não errei no vinho, acho que a uva tannat é a única que dá um vinho de boa qualidade no Uruguai, assim como a gente quase nunca erra quando pede um malbec na Argentina, ou um carmenére no Chile.

                                                                                   N a segunda-feira fiz o percurso até Livramento/Rivera. Breve visita ao Brazil Rider Kojak que já me havia recebido muito bem na ida, umas poucas comprinhas (não cabia muito mais no dorso de La Negra), pizza com cerveja e um bom sono para seguir adiante no rumo de casa, no dia seguinte. O trajeto de São Gabriel a Guaíba foi feito em boa parte na companhia do simpático casal Vinícius Manarte e Lavínia, BRs de Guarapari, ES, que bem instalados na sua Varadero fizeram com que La Negra se esgoelasse toda para acompanhar o tranco deles.

Daí para frente: dormi em Osório, RS e haja chuva e temporal para chegar a casa na quarta-feira.  Martha havia saído do Rio de Janeiro pela manhã e encontrado com nosso filho Jader e com Dani, sua esposa, no aeroporto. De lá vieram direto para a Serra Catarinense para me esperar. Foi ótimo ser recebido por eles!

Em casa soube que o Ronaldo Mutukão, de Livramento, e o Pancho, BRs também, estiveram hospedados no Refúgio do Gaudério. Deixaram um bilhete super simpático e uns adesivos de recuerdo. O Refúgio é um espaço que temos para receber amigos viajantes motociclistas, com banheiro com calefação, quarto, churrasqueira, etc. Por falar nisto está à disposição, é grátis, bastando combinar com um pouquinho de antecedência para não ocorrer overbooking!

De mais a mais, devolvi os três anjos da guarda pessoal do Rui Bittencourt, com meus sinceros agradecimentos. Acho que um deles voltou meio depenado, e pelo menos um dos outros dois chateado com a discussão teológico-filosófica que andou tendo com um tal Gauchito Gil. O terceiro ainda deve estar dando gargalhadas por conta disto!

NOTAS DE VIAJEM:

Hotéis que recomendo – Em Colonia de Sacramento, Uruguai, o Hotel Royal, cuja proprietária tem um filho motociclista e viajante, dono de uma Varadero super-equipada, e que valoriza nossa turma. Em Saladillo, Província de Buenos Aires, AR - Hotel Saladillo – por US$ 35,00 a gente fica muito bem hospedado.. Em General Acha, La Pampa, AR – Hotel Traful –Omar e Chuchi, os proprietários sabem receber bem. O hotel é pequeno, limpo, confortável e barato. Em Chos Malal, Provincia de Neuquén, AR – Hostal La Farfalla – onde a gente se sente em casa e membro da família. Beto e Fitty além de tudo cozinham muito bem e Fran, o filho, é muito prestativo e amigo. Em Caviahue, Prov. de Neuquén, o Hotel do Instituto de Seguridad Social é bom, bonito e barato, além de ter instalações para banhos medicinais de águas sulfurosas. Em San Rafael, Província de Mendoza, AR – Hotel Jardin. – parece com pequenos hotéis espanhóis com pátio interno, com fonte e estátuas romanas - tudo de bom por um preço muito baixo. Em Osório, RS, Brasil – Hotel Ibiama – ao lado da BR 101 – confortável, limpo, bom café da manhã e muito barato.

Hotéis que não recomendo – Hotel de Turismo, em Malargüe, AR, com péssimo atendimento e caro para o que oferece. Hotel Cruze el Desierto, no meio do nada da pampa árida patagônica – 120 km mais adiante, em 25 de Mayo tem opções melhores, mais agradáveis e baratas. Hotel Petit, em Lobos, baratíssimo, mas sujo e infestado de baratas!

Contradição argentina digna de nota: Chos Malal, uma cidade tão ao lado de área de intensa exploração de petróleo, com 20.000 habitantes, só tem um posto de combustível que, esporadicamente, fica sem combustível. A opção mais próxima está a cerca de 100 km e nada garante que tenha, já que é abastecida pela mesma distribuidora. 

Observação final: Chos Malal e arredores, aí incluindo o caminho em direção ao Vulcão Domuyo e as localidades rurais a lo largo ya lo ancho , também as pequenas cidades de Caviahue / Copahue, merecem retorno. Villa Pehuenia e Aluminé, localidades não muito distantes (uns 300 km), que não se encontram, despertaram a minha curiosidade, da mesma forma que as cercanias do Vulcão Domuyo. Mais uma viagem para essa região, e melhor!

Última modificação em Quarta, 23 Janeiro 2019 17:53
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5.370 KM de XT pelo Centro Oeste do Brasil. 

Esta Viagem foi realizada por mim Gilmar Calais Assafrão, morador de Duque de Caxias/RJ, com uma moto Yamaha XT 600 E, no período de 11/02/2005 à 24/02/2005, onde foram percorridos um total de 5.370 KM. Pela primeira vez viajaria sozinho (pois meu amigo que ia comigo, não pôde ir, e minha esposa não poderia se ausentar do RJ, por motivos profissionais), porém estaria  na companhia espiritual de Deus e Nossa Senhora Aparecida, que foram meus fieis companheiros durante toda a viagem. Outro diferencial desta minha viagem, em relação a outras realizadas anteriormente, foram os amigos virtuais do Clube XT600 que encontrei em algumas cidades por onde passei. Eu explico, dentre diversas sites existentes na “Internet” a respeito de motociclismo, me identifiquei muito com o “www.XT600.com.br”, destinado aos admiradores desta ótima moto da Yamaha. Como acesso o site quase que diariamente, passei a conhecer virtualmente, ou em alguns casos pessoalmente, diversos motociclistas de todo o Brasil, que comungam da mesma admiração por motos e viagens. Dentre estes amigos virtuais, tive o prazer de conhecer pessoalmente alguns nesta viagem, pois durante os preparativos, fiz contatos com os residentes nas cidades por onde passaria, anotando telefone e informando datas em que estaria em cada lugar da viagem, que tinha como meta principal a cidade de Bonito/MS.  

Aí vai um pequeno resumo dia-a-dia  desta inesquecível viagem. 

11-02-2005  (sexta-feira ) - Como sempre, a noite anterior a viagem, não conseguir dormir quase nada, tamanha a ansiedade em que estava. Neste dia, saí de casa por volta das 7:30 hs da manhã, como pretendia ir até Poços de Caldas/MG, onde pernoitaria na casa de minha madrinha, e a distância a percorrer seria aproximadamente 500 KM, fui tranqüilo e sem pressa,  curtindo a viagem e a Serra da Mantiqueira, onde parei para tomar um autêntico café com pão de queijo mineiro, o tempo estava ótimo para viajar de moto, com sol e pouco movimento na estrada. A chegada a Poços de Caldas foi por volta das 14:30 hs, e aproveitei o final do dia para rever Tio, Tia, Primas e minha Madrinha.

 

12-02-2005  (sábado) – Manhã nublada, com uma chuvinha que vinha e voltava, me deixaram naquela dúvida cruel, colocar ou não a capa de chuva, acabei optando por colocar os impermeáveis, o curioso foi que a chuva começou a ficar forte, mas foram somente 20 KM de chuva, entre Poços de Caldas e Águas da Prata/SP, logo depois o Sol forte me acompanhou por todo o percurso até Bauru/SP, meu destino neste dia, pois rodaria somente  cerca de 380 KM. Assim, passei por algumas cidades do interior paulista, como Pirassununga, Brotas, Jaú, entre outras. Ao chegar a Bauru, por volta das 13:30 hs, liguei para um amigo do clube XT, o Alexandre Bauru, motociclista experiente, com diversos kms de experiência em viagens de moto, inclusive já foi ao Deserto do Atacama no Chile em duas rodas. Este amigo, já havia tido o prazer de conhecer pessoalmente durante um encontro do Clube XT, realizado na cidade mineira de São Tomé das Letras em outubro de 2004. O restante do dia foi bem agitado, participei de dois churrascos, e ainda encontrei tempo para tomar uma gelada com o Alexandre e outro amigo do Clube, o Piolho, gente muito boa, e também morador da cidade, e como não poderia deixar de ser, também fui a uma lanchonete tradicional comer o famoso sanduíche Bauru. 

13-02-2005 (Domingo) – Após a despedida do amigo Alexandre, peguei a estrada mais cedo, por volta da 7:00 hs, pois neste dia rodaria cerca de 750 KM até Dourados/MS.  Boas estradas, tempo bom  e grandes retas, assim as cidades foram passando rapidamente, Marília, Assis, e as Presidentes Prudente, Bernardes, Venceslau e Epitácio. Enfim cheguei a divisa SP/MS. E por mais que eu viaja, sempre sinto um sensação diferente ao entrar em um estado nunca visitado anteriormente, e com MS, não foi diferente, principalmente porque o rio Paraná que divide os estados, nesta região é imenso, um verdadeiro mar de água doce.

Ao chegar ao MS, o que impressiona também são as grandes distâncias entre as cidades, cheguei a rodar cerca de 200 KM entre Bataguassu e Nova Alvorada do Sul, neste trecho não existe quase nada, só retas intermináveis com até 40 Km, e somente dois postos de gasolina, mas graças a Deus, tudo ocorreu conforme planejado, chegando a Dourados/MS às 19:00  hs,  e logo encontrando um bom hotel a R$ 20,00 à diária.

 14-02-2005 (segunda-feira) – Conforme planejado desde o Rio, neste dia faria uma visita a Pedro Juan Caballero no Paraguai, com intenção de comprar uma máquina fotográfica digital, voltando a Dourados no final do dia. Após pedir algumas dicas do pessoal do Hotel com relação ao Paraguai, peguei a estrada, que se resume a uma reta de 120 km até Ponta Porã/MS, cidade separada de Pedro Juan Caballero por uma avenida, com trânsito intenso de motos, bicicletas, carros, etc, entre as duas cidades. Esta foi uma experiência ímpar, pois a região é uma verdadeira babel dos tempos modernos, onde ninguém usa capacete, inclusive os guardas motorizados de trânsito Paraguaios, e as motos levam até três pessoas ao mesmo tempo. Porém os preços são imbatíveis, comprei uma máquina digital Olimpus 395 por U$ 140,00, e a gasolina custa R$ 1,70 o LT, sem o acréscimo de 25 % de álcool, como a brasileira, mas vale lembrar que a cota para compras no país vizinho e de apenas U$ 140,00. Após este tour por terras Paraguais, voltei a Dourados no final da tarde, onde pernoitei por mais uma noite.

 15-02-2005 (terça-feira) – Saí cedo rumo ao principal destino da viagem - Bonito que fica a 260 Km de distância de Dourados. Lá chegando, procurei a pousada indicada por um amigo do Clube XT, Toninho Itajaí, que visitou recentemente a cidade, dando-me dicas importantes. Valeu Toninho !  Para quem pretende visitar Bonito, esta dica é muitíssimo útil, procure uma pousada bem simples, pois os passeios duram em média o dia todo, e você só usará a pousada para dormir mesmo.  Neste dia, também por dica deste amigo virtual, procurei a agência de viagens Ygarapé, agendando dois passeios para o dia seguinte, Gruta Azul (R$ 20,00) e flutuação no Rio Sucuri (R$ 80,00), e ainda fui ao Balneário Municipal, um dos poucos passeios que não são feitos por intermédio das agências, porém, tão bonito quanto os demais, nunca vi tanto peixe em minha vida !

 

16-02-2005 (quarta-feira) – Como o primeiro passeio, que seria a descida a Gruta Azul estava marcado para às 8:00 hs da manhã, acordei cedo e fui ao local indicado pela agência, que fornece um mapa com a localização de todas as atrações turísticas da cidade, que no caso da Gruta Azul, fica à 20 km do centro de Bonito, lá chegando, fui recebido por uma atendente que me deu todas as dicas sobre o passeio. A pequena caminhada que leva à entrada da Gruta Azul, começou  pontualmente às 8:00 hs da manhã, sempre acompanhado de um guia, que nos dava todas as explicações sobre a Gruta, e os cuidados que deveríamos ter no local, principalmente com os estalactites e estalagmites que levam anos para se formar, e podem ser destruídos com um simples toque. Após descer uma escada cravada nas pedras da Gruta, chega-se às margens do Lago, que é de um azul impressionante de tão belo. O segundo passeio do dia, a flutuação no Rio Sucuri, seria realizado em uma fazenda localizada também à 20 km da cidade, porém em sentido inverso ao do primeiro passeio, e estava marcado para às 14:00 hs,  lá chegando às 12:00 hs, fui muito bem recepcionado pelos guias, sendo oferecido um autêntico almoço na fazenda. Difícil e conseguir colocar em palavras o quanto é lindo este passeio, que começa com uma caminhada até a nascente do Rio Sucuri, e termina com a flutuação de 1,5 KM em suas águas transparentes, onde você vê de perto todas as espécies de peixes, simplesmente fantástico! Nesta flutuação, fui acompanhado de três casais de Ingleses de terceira idade, moradores da cidade de Manchester, que não se cansavam de dizer “Very Beaultiful”.

Á noite, encontrei um casal de amigos do Clube XT, moradores de Itaqui/RS, o qual havíamos marcado de nos encontrar em Bonito, pois os mesmos também tinham planos de vir para esta cidade. Na verdade, fui encontrado pelo Luciano e a Andréia, que reconheceram minha moto pela placa, e vieram se apresentar, foi a maior festa, pois nós não nos conhecíamos pessoalmente, somente via Internet, e tínhamos muito papo para colocar em dia. Nesta noite, fizemos uma escolha, que se mostrou a mais acertada de toda a viagem, Eu, Luciano e a Andréia compramos um pacote na mesma agência, para um passeio na fazenda São Francisco, situada dentro do Pantanal do Mato Grsso do Sul, no município de Miranda. Nesta noite, ainda encontrei tempo para ir a um cyber café, para fazer um pequeno resumo da viagem e colocar no site do clube XT.

 17-02-2005 (quinta-feira) – Marcamos a saída para as 8:00 hs da manhã com destino a fazenda São Francisco, que fica a 130 Km de Bonito. Os primeiros 72 km foram por estrada de chão, com muita poeira. Eu e o Luciano revezávamos na frente, pois o segundo da fila tomava aquela nuvem de poeira, com a Andréia fotografando tudo. Ao chegarmos a um posto de gasolina, onde começava o asfalto, na cidade de Bodoquena, fizemos uma rápida limpeza superficial na gente, e nas motos, e pegamos novamente a estrada, desta vez asfaltada, em direção ao nosso destino, que era a Fazenda São Francisco. Ao chegarmos a Fazenda por volta do 12:00 hs, fomos muito bem recebidos pelos responsáveis pelo atendimento aos turistas, que nos deram todas as informações sobre as atrações e passeios que iríamos fazer.

 “Gostaria de deixar aqui também a minha opinião, a respeito do profissionalismo das pessoas e empresas envolvidas no atendimento ao turista nesta importante região turística do Brasil. Pois em minhas pesquisas, feitas antes da viagem, na Internet, guias e amigos que haviam visitado o local, ouvi muito falar dos preços das atrações, que muitos consideram altos, e realmente os preços não são muito populares. Mas acredito, que desta forma, somos brindados com um atendimento de melhor qualidade, inclusive com uma preocupação de dissimular entre os turistas, uma consciência da importância da preservação da fauna e da flora ali existentes, e acho que assim, teremos por muito tempo esta preciosidade intacta. O que não ocorre em outros locais turísticos do Brasil visitados por mim, onde não existe esta organização, e sim pouca, ou nenhum infra-estrutura para atendimento ao turista”.

 Após as explicações recebidas, e as motos descarregadas, fomos saborear um delicioso almoço Pantaneiro, o engraçado, era que o Português era o idioma menos falado no restaurante, que estava totalmente tomada por uma excursão de turistas vindos do velho mundo; Alemães, Ingleses, Italianos, Holandeses, Tchecos, Franceses, que tinham acabado de chegar do safári fotográfico, e todos pareciam estar maravilhados com a beleza do local.  O passeio programado para aquela tarde foi um passeio de Chalana, um típico barco Pantaneiro, com uma parada para pescar piranha, peixe comum na região, e fotografar diversos espécies da fauna e da flora, jacarés, tuiuti, garça, falcão, ariranha, entre outros, realmente imperdível. Ao voltarmos à fazenda, ainda tomamos um autêntico caldo de piranha, finalizando o dia com um belo jantar.

 18-02-2005 (sexta-feira) - Neste dia, iríamos fazer o safári fotográfico, que é um passeio de 3 hs pela fazenda, em uma camionete adaptada para levar os turistas, onde mais uma vez observamos e fotografamos toda a fauna e flora da fazenda: cervo do Pantanal, sucuri, tamanduá, seriemas, entre outros, e também recebemos do guia, uma explicação sobre as atividades desenvolvidas na fazenda, que explora o turismo, a agricultura e a pecuária. Após o almoço, deixamos a fazenda com destino a Campo Grande/MS , onde chegamos no começo da noite, e encontramos um bom hotel no centro por R$ 30,00 à diária.

 19-02-2005 (sábado) – A primeira providência do dia, foi levar as motos para dar uma boa geral, pois ainda estavam muito sujas e empoeiradas. Logo depois, fui a um cyber café para novamente atualizar o resumo de minha viagem no site do Clube XT, ao chegar ao lavador para buscar a moto, tive uma agradável surpresa, pois lá conheci mais um amigo do clube XT, o Peterson, que mora em Campo Grande e reconheceu minha moto pelo adesivo do Clube. Logo ele me levou para conhecer o Pepe, que também faz parte desta família virtual e é morador da cidade. Neste dia, eles marcaram com uma turma de amigos motociclistas, para darmos uma volta pela cidade à noite, galera muito bacana que me tratou muitíssimo bem.

 20-02-2005 (domingo) – Posso dizer que este foi o dia mais difícil da viagem, por dois motivos, após quatro dias de convívio com o casal de amigos de Itaqui, teríamos que nos separar, pois eles seguiriam para o Sul, e eu para Caldas Novas, também neste dia teria que rodar cerca de 850 Km até meu destino em Goiás. Após a despedida dos amigos Gaúchos, parti as 7:30 Hs, com um sol bem forte me acompanhando, os primeiros 500 Km foram tranqüilos, apesar das longas distâncias entre as cidades, o que me fez redobrar o cuidado com os abastecimentos, mas ao chegar à divisa MS/GO, me surpreendi com o estado da rodovia a partir dali, pois a estrada simplesmente está destruída, foram 50 Km de sofrimento com as crateras existentes entre Itajá/GO e Itarumã/GO, e o que já estava ruim, ficou pior, pois começou também uma tempestade de verão, com a água da chuva cobrindo os buracos. Próximo a Caçu/GO, a chuva parou e a estrada melhorou consideravelmente, mas infelizmente, devido ao atraso na viagem proporcionado pelos buracos, tive que pernoitar em Itumbiara/GO, após rodar cerca de 730 Km, pois a noite chegou e achei mais seguro não seguir viagem, adiando a chegada a Caldas Novas para o dia seguinte.

 21-02-2005 (segunda-feira) – Somente 120 Km me separavam da famosa estância Goiana, e lá cheguei ainda pela manhã, logo encontrando um hotelzinho simples, mas muito aconchegante, e pagando o menor preço de toda viagem, incríveis R$ 15,00 a diária. O período da tarde foi todo dedicado ao ócio em um parque aquático, onde existem dezenas de piscinas e tobogãs de água quente. À noite, mais uma vez atualizei o resumo da viagem no site do Clube Xt.

 22-02-2005 (terça-feira) – Este dia também seria bem corrido, porém as distâncias a percorrer não seriam tão expressivas. Logo cedo, saí em direção a Goiânia (170 Km), para encontrar o adorável casal de amigos do Clube Xt, Benzinho e Benzinha, que me levaram para dar um rápido passeio pela bonita capital Goiana, e depois de almoçarmos juntos, parti para Brasília (200 Km), onde havia marcado de me encontrar com outro amigo do Clube Xt, o Fabrício. Lá chegando, fomos dar um passeio pelos principais pontos turísticos de nossa Capital Federal, e aproveitar os últimos raios de sol para tirar algumas fotos. À noite, ainda fomos a um encontro de motos no terraço de um shopping, ponto tradicional de encontro dos motociclistas em Brasília.

 23-02-2005 (quarta-feira) – Esta seria a primeira etapa de minha volta, pois agora cada Km rodado me deixaria mais próximo de minha casa e a saudade já começava a apertar. Minha meta neste dia era pernoitar em BH, que fica a 700 Km do DF. No meio do caminho, também tinha um compromisso comigo mesmo, que era comer um peixe às margens do Rio São Francisco, na cidade de Três Marias em MG. Aos amigos motociclistas que passarem pelo local, não deixem de comer a Moqueca de Surubim, que é simplesmente divina! Às 18:00 Hs cheguei a BH, me encontrando em frente ao Carrefour com o Guará, mais um irmão do Clube Xt. À noite, ainda fui saborear uma Picanha no restaurante do Bigode, acompanhado do adorável casas, Guará e Neuza.

 24-02-2005 (quinta-feira) – Último dia de viagem, agora apenas 440 Km me separavam de casa.A saudade era muito grande, pois já estava na estrada a duas semanas. Como sempre, saí bem cedo para aproveitar a manhã, período do dia em que a viagem de moto rende mais, a estrada já era uma velha conhecida minha, além de se encontrar em bom estado e se resumir a uma grande descida até o RJ. Em Juiz de Fora/MG, fiz o último dos 23 abastecimentos da viagem.  E após 5.370 Km rodados, e 14 dias de viagem, cheguei em casa as 13:00 Hs, a tempo de almoçar com os familiares, matar as saudades e já começar a pensar na próxima viagem.

 Alguns números da viagem:

Total de kms rodados : 5.370. 
Sendo 5.242 KM de estradas boas e razoáveis, 76 KM de estrada de chão entre Bonito e Miranda no MS, e 50 KM de uma estrada destruída entre Itajá e Caçu em Góias. 

Total gasto - R$ 1.499.91 – Incluindo todas as despesas da viagem, exceto a compra da câmera digital. 
Combustível : 23 abastecimentos efetuados na viagem - Valor gasto- R$ 552,36. 
Litros - 245,7. 
Valor médio - R$ 2,248. 
Maior preço - R$ 2,63 em Bonito/MS. 
Menor preço - R$ 1,70 em Pedro Juan Caballero - Paraguai. 
Menor preço no Brasil - R$ 2,01 em BH. 

Consumo : Médio - 20,59 Km LT = 5.370 : 260,7 (incluído o combustível que saiu no tanque do Rio). 
Melhor média = 24,00 km/LT com a gasolina Paraguaia. 
Pior média = 18,11 km/LT com a gasolina abastecida em Campo Grande/MS. 

Preços das diárias de Hóteis e Pousadas :
R$ 25,00 em Dourados/MS - ar condicionado, frigobar, Tv. 
R$ 25,00 em Bonito/MS - ar condicionado, tv. 
R$ 30,00 em Campo Grande/MS - ar condicionado, Tv a cabo, frigobar. 
R$ 15,00 em Caldas Novas - ventilador de teto, frigobar e TV. 
OBS – Todos as diárias incluem café da manhã. 

Gastos com passeios :

R$ 80,00 no Rio Sucuri, com direito à flutuação de 1,5 KM e um almoço típico na fazenda. 
R$ 20,00 no Gruta Azul em Bonito. 
R$ 10,00 no Balneário Municipal em Bonito. 
R$ 125,00 na fazenda São Sebastião em Miranda/MS, incluindo dois cafés da manhã, dois almoços e um jantar. Juntamente com um passeio de chalana e um safarí fotográfico. 
OBS - lembrando que estes valores são referentes a baixa estação, na alta estação ocorre aumento de cerca de 30 %. 

Gastos com alimentação - os preços variaram de R$ 5,00 em Dourados/MS a R$ 11,00 em  Baguaçu/MS.
Agradecimentos,                                                 

 Em primeiro lugar, gostaria de agradecer a Deus e Nossa Senhora Aparecida que me acompanharam em toda viagem, me protegendo em todos os momentos. A minha família e aos amigos do Clube Xt que me incentivaram e ajudaram a realizar esta viagem solo. Em especial :

 Simone, minha esposa, que me incentivou desde o começo do planejamento da viagem.

Amélia, minha mãe, que tenho certeza que rezou por mim todos os dias em que eu estive ausente.

Luciano e Andréia de Itaqui, meus companheiros de viagem por quatro dias.

Alexandre Bauru e família.

Piolho de Bauru.

Peterson, Pepe, Jacaré e toda turma de Campo Grande/MS.

Benzinho e Benzinha.

Fabrício e família.

Guará e Neuza.

Luke.

Última modificação em Quarta, 23 Janeiro 2019 17:59
Sábado, 04 Fevereiro 2006 15:28

Assafrão pelo Nordeste em 2006

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8.000 kms de moto pelo Nordeste do Brasil . 

Esta viagem foi realizada por mim, Gilmar Calais Assafrão, morador de Duque de Caxias / RJ, Assistente de minha esposa, Simone Neto de Souza Assafrão, no período de 04/02/2006 à 24/02/2006, onde foram percorridos exatos 7.998 kms, passando por todos os estados do Nordeste, com uma moto Yamaha XTE 600 98.

Depois de 2005 para a revista Centro-Oeste em 2005, da primeira vez que minha carreira iria me acompanhar, que seria uma viagem maior / aventura de moto, tanto pela distância quanto por percorrer, como pelas dificuldades com Em vias de ser-as-estradas, o perigo de assaltos no sertão da Bahia e em Pernambuco, e outros em um tipo de viagem. Porém, eleitores de Deus e Nossa Senhora Aparecida, que foram nossos companheiros de viagem, cuidando de nós em todos os momentos.

Nesta viagem, também pudemos ter o prazer de conhecer os nossos amigos virtuais do “Clube XT”, Franz (Nosso cicerone no Ceará), Celinha, Carlos-PE, Léo Siri, Adelson-AL, entre outros, além de várias outras pessoas maravilhosas Que cruzam com o caminho de viagem, como a Lana e seu marido, de Luiz Correia, D. Terezinha, dona da pousada em Brejo Santo / CE, Ir. Élson e Sr. Teté, de Barreirinhas / MA; <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> O que é o que é antes?

 Segue abaixo, um resumo dia-a-dia desta nossa viagem maravilhosa pelo Nordeste:

04/02/2006 (Sábado) - Depois de um ano de espera, uma vez chegado a hora, como sempre, dormi muito na noite anterior a viagem, tamanha era minha história com a chegada do dia da partida. Início cedo, às 6:30 hs da manhã, pegando muito frio e neblina na Serra de Petrópolis / RJ nos primeiros 60 kms. Já na BR-116 (Rio-Bahia), após a divisa RJ / MG, a 40 km de estrada destruída entre as cidades de Além Paraíba / MG e Leolpoldina / MG, porém logo após este trecho ruim, já está em obras uma estrada melhora consideravelmente. Neste primeiro dia também aconteceu uma coisa muito engraçada, possivel esta moto faz 4 anos e nestes 4 anos nunca aconteceu da gasolina acabou comigo, mas não aconteceu exatamente o que aconteceu antes desta viagem, próximo a Muriaé / MG. O que aconteceu com o Lido no livro de João Batista de Matelândia / PR, que viajou toda a América do Sul e foi até o Alasca de XT, que o O mais alguns kms após tiraram toda a moto para a esquerda, eu fiz o mesmo, que não foi de pé direito e ainda consegui uns 7 kms, que era o suficiente para chegar ao próximo posto. Após este susto, redobre o cuidado nos abastecimentos! Almoçamos em Santa Rita de Minas / MG, e seguimos até o Teófilo Otoni / MG, onde chegamos às 17:30 hs, após rodarmos 730 kms neste dia, ficando hospedados na Pousada do Sesc da cidade. O que deve ser feito em algum lugar, mesmo que não tenha sido feito em uma partida de corrida, o que fez o mesmo, que não foi de 7 ou 7 kms, que é o mesmo para chegar exatamente ao próximo posto. Após este susto, redobre o cuidado nos abastecimentos! Almoçamos em Santa Rita de Minas / MG, e seguimos até o Teófilo Otoni / MG, onde chegamos às 17:30 hs, após rodarmos 730 kms neste dia, ficando hospedados na Pousada do Sesc da cidade. O que deve ser feito em algum lugar, mesmo que não tenha sido feito em uma partida de corrida, o que fez o mesmo, que não foi de 7 ou 7 kms, que é o mesmo para chegar exatamente ao próximo posto. Após este susto, redobre o cuidado nos abastecimentos! Almoçamos em Santa Rita de Minas / MG, e seguimos até o Teófilo Otoni / MG, onde chegamos às 17:30 hs, após rodarmos 730 kms neste dia, ficando hospedados na Pousada do Sesc da cidade.

 05/02/2006 (Domingo) - Saímos de Teófilo Otoni, por volta das 7:00 hs, a estrada até a divisa MG / BA continuava em bom estado, porém, ao entrar na Bahia a estrada se transforma. Os primeiros 200 kms até Jequié / BA, são alternados entre trebhos destruídos e trechos com crateras que aparecem repentinamente, depois de uma estrada melhorarem um até até Milagres / BA. A região é bem pobre, tanto do lado do Mineiro, como do lado de Baiano, em todos os lugares que paramos, uma vez que o dinheiro está vindo, e algum adulto vem querer vender qualquer coisa. Perto de Cândido Sales / BA, um casal de crianças fazendo sexo à beira da estrada, num grande número de motoristas que passavam pelo local lentamente (devido aos buracos), e observavam uma cena inusitada.

Chegamos bem em Milagres / BA, por volta das 19:00 hs, onde pernoitamos, depois de 692 kms rodados aqui dia.

 06/02/2006 (Segunda-feira) - Saímos cedo, por volta das 6:00 hs da manhã. O dono da pousada em que ficamos nos visitamos ainda mais 80 kms de buracos entre Itatim / BA e Feira de Santana / BA, e realmente o dia estava tão ruim quanto o dia anterior. Chegamos em Feira de Santana / BA no final da manhã, exaustos, empoeirados, mais inteiros, abastecidos pela moto e seguidos pela BR-116 em direção a Serrinha / BA, onde mais um trecho de 90 kms é destruído pela estrada nos esperava último) até Tucano / BA, mas não há muito movimento de caminhões, um XT 600 de fácil acesso aos últimos 90 kms de sofrimento. Após Tucano / BA, uma reta de 270 kms de asfalto impecável e novo até o Rio São Francisco, em Ibó / BA, na divisa dos estados da BA / PE. Neste trecho, também ficamos impressionados com a pobreza, onde homens, As mulheres e as crianças ficam tapando os buracos na estrada com o barro, e depois pedem as contas aos motoristas. Em Ibó / BA, é uma balsa para atravessar o Rio São Francisco para Ibó / PE. Um amigo caminhoneiro had to aconselhado a ter cuidado em um trecho de terra de 13 kms entre um balsa e o trevo de Cabrobó / PE (Polígono da maconha), devido ao grande número de assaltos que ocorrem à noite na local, mas como eu é um desejo lá durante o meu tempo e até dois caminhoneiros capixabas que estavam na balsa me avisam que o perigo era ainda maior. Putz, que tensão! Passamos pelos 13 kms a voar baixo, sem olhar para trás, que sufoco! Mas, Graças a Deus e Nossa Senhora Aparecida, nada aconteceu e nem vimos nada de suspeito. Depois deste trecho, o asfalto fica impecável em Pernambuco, e após rodarmos 720 kms deste dia, foi o mais cansativo e tenso da viagem, chegando em Brejo Santo / CE, onde dormiu a pousada da simpática Dona Terezinha. À noite, comemos uma pizza, acompanhada de algumas cervejas para relaxar, e demos algumas risadas, lembrando os fatos ocorridos durante o dia.

 07/02/2006 (Terça-feira) – Como só faltavam 500 kms para chegarmos em Fortaleza, resolvemos pegar a estrada um pouco mais tarde neste dia, e após um excelente café da manhã, nos despedirmos de Dona Terezinha, que falou - “Sejam felizes e que deus acompanhe vcs”. Podem ter certeza, que ter o prazer de conhecer pessoas como Dona Terezinha, faz a diferença em uma viagem de moto. Pegamos a estrada rumo a capital cearense por volta das 8:30 hs da manhã. Neste trecho da viagem, passamos pelo Sul do Ceará, na região do Cariri. O grande número de cabritos e jegues na estrada, coisa comum no Nordeste (Mas que nesta região acontece com ainda maior freqüência), faz com que a atenção seja redobrada ao pilotar. Outra coisa comum, são as lotações, geralmente feitas em pick-ups D-20, que levam pessoas e todo tipo de produto, como mantimentos, e até animais.

Chegamos a Fortaleza por voltas da 14:00 hs, sendo muito bem recebidos pelos nossos amigos do Clube XT, Franz, morador de Fortaleza e nosso cicerone no Ceará, e Carlos-PE, morador de Recife, que também estava em Fortaleza, para participar do encontro organizado pelo Franz, reunindo os amigos ex-virtuais (Agora reais) do Clube XT, em um passeio para Jijoca de Jeri/CE. À noite participamos de uma festa, onde conheci outros amigos do Clube XT do Ceará, organizada pelo Franz, no apartamento de sua namorada Celinha, onde ficamos maravilhosamente bem hospedados, em uma bela cobertura - Valeu pela hospitalidade Celinha !!!! A maior surpresa de todas, foi saber que iríamos para Jijoca de Jeri pela beira mar, num percurso de cerca de 250 km. Imagina eu que nunca tinha sequer andado de moto na areia, enfrentar um desafio destes. Depois de muito bom papo e cerveja gelada, fomos dormir tarde neste dia, já pensando no desafio do dia seguinte.

 08/02/2006 (Quarta-feira) – Saímos bem cedo, eu, Simone, Carlos-PE, Franz e Celinha, para encontrar com os amigos que nos acompanhariam nesta aventura, em um posto de gasolina, na saída de Fortaleza, de onde seguiríamos para Cumbuco, onde começaria o desafio à beira-mar. Para aliviar o peso da moto, deixamos os dois alforjes na casa da Celinha e levamos somente o essencial no baú de 45 litros da moto. Chegamos ao posto e finalmente a trupe estava formada, lá conhecemos Léo Siri (XT 600), Felipe (XR 200), Juarez (The Duna’s Man – XT 600), Sergio (XL 600). Em Cumbuco, depois das dicas do Léo Siri, tive meu primeiro contato com a areia e os primeiros kms estavam tranqüilos, pois a areia era dura e a maré estava baixa. A paisagem era um espetáculo à parte, difícil de descrever em palavras. O problema foi quando chegamos perto do Porto de Pecém, onde tivemos que pegar um grande pedaço de areia muito fina e fofa, neste trecho sofri para conseguir atravessar, suando em bicas, até o Leó Siri ajudar-me, atravessando a moto no pior pedaço. A minha falta de experiência, somada aos pneus de minha moto, que não eram adequados para andar na areia, se tornavam um problema nos trechos de areia muito fina. Próximo a Paracuru, nosso amigo Ávila, morador de Jijoca de Jeri, nos aguardava para seguir viagem conosco. Agora éramos 10 pessoas em 8 motos, curtindo o prazer de viajar a beira mar pelo litoral Cearense. Que confesso, foi uma das melhores experiências de minha vida.

Chegamos na praia da Baleia por volta das 14:00 hs, ficando hospedados em uma aconchegante pousada à beira mar – Pousada da Baleia - Nosso amigo Leó Siri, teve que voltar a Fortaleza deste ponto, mas com a promessa de voltar no dia seguinte acompanhado de sua esposa, para seguir até Jijoca conosco. O restante do dia foi dedicado por nós a um ótimo bate-papo a beira da piscina, acompanhado de tira gosto e de muitas cervejas geladas. À noite dormimos em um quarto de frente para o mar, ouvindo o barulho das ondas.  Confesso a vcs, que toda a viagem foi maravilhosa, mas este dia foi especial. A perfeita tradução para “Felicidade”. Nunca esquecerei desta quarta-feira em minha vida !

 09/02/2006 (Quinta-feira) – Depois de uma noite maravilhosamente bem dormida, embalados pelo som do mar, fomos brindados com mais um dia lindo de Sol no litoral do Ceará (Até rimou). Enquanto tomávamos um belo café da manha na pousada da Baleia, chegaram Léo Siri e sua esposa, e a trupe novamente estava formada. Após a tirarmos uma foto das motos enfileiradas em frente à pousada, nos despedimos da bela praia da Baleia. Como no dia anterior, seguíamos tranqüilos pela areia, que no começo estava fina, proporcionado pilotar em alguns trechos até a 80 km/H. Mas as dificuldades e problemas não demorariam a aparecer. Primeiro foi nossa queda no mar. Que por sinal foi minha primeira queda de moto, em mais de 120.000 kms rodados, em mais de 10 anos sobre duas rodas. Esta queda aconteceu em um trecho em que havia diversas pedras e areia muito fofa, o que nos obrigou a seguir pela lamina d’água (15 cms), por um pequeno trecho de uns 800 metros, até infelizmente sermos surpreendidos por uma vala, com profundidade de aproximadamente 50 cms, onde literalmente mergulhamos com nossa moto no mar. Eu mergulhei por cima do guidão da moto, e logo consegui me levantar, a Simone que sofreu mais um pouco na queda, ficando presa por uns instantes, até eu, com ajuda de nossos amigos, conseguir levantar a moto.  Como resultado da desta queda, Graças a Deus e Nossa Senhora Aparecida, somente a Simone ficou com um roxo na perna por uns dias, e descobrimos que nossa máquina fotográfica digital, que estava no bolso da perna da calça dela, não resistiu à água salgada e ficou inutilizada. Depois da queda paramos em um bar e pousada, pertencente a uma simpática Suíça, onde tentamos tirar um pouco da areia das roupas e botas, e também descansarmos um pouco. Mas, ainda teríamos o último trecho difícil a vencer neste dia, entre Itarema e Almofala, onde devido a um rio tínhamos que sair da beira mar, e seguir pela areia até onde pegaríamos uma balsa. O problema maior foi que neste trecho de uns 5 kms, a areia era muito fina e fofa, com a moto atolando diversas vezes, onde foi necessária a ajuda dos amigos para desatolá-la. Tudo isto somado a um sol escaldante. Foi então que aconteceu a segunda queda do dia. Por sorte, havia pedido ao nosso amigo Ávila, que levasse a Simone em sua garupa neste trecho, o que se mostrou uma sábia atitude.

Eu vinha sozinho tentando vencer o areião, quando caí novamente, só que desta vez meu pé ficou preso sob a moto. E eu, sentindo dores horríveis, fiquei gritando por socorro, até ser ajudado pelo Léo Siri e o Carlos/PE, que se encontravam mais próximos de mim no momento da queda. Neste instante, achei que minha viagem tinha acabado ali. Imaginem quebrar o pé naquele local e ter as tão sonhadas e planejadas férias precocemente encerradas. Mas, felizmente, nossos companheiros de viagem, Deus e Nossa Senhora Aparecida, novamente olharam por nós neste difícil momento, e o resultado de mais esta queda foi somente o pé dolorido por uns três dias. Depois de refeito do susto, passei a andar ainda mais devagar, até chegarmos ao local onde pegamos à balsa. Logo depois chegamos à cidade de Acaraú, onde começava o asfalto. Nesta cidade, também almoçamos todos juntos em um aconchegante restaurante e comemos um “delicioso” peixe chamado “Siri gado”, acompanhado de molho de camarão, ao preço de inacreditáveis R$ 12,00. De Acaraú , foram apenas mais 50 kms de asfalto até chegarmos em Jijoca de Jeri, onde ficamos hospedados próximo da lagoa, na pousada Portugal. À noite, ainda fomos todos juntos comer pizza, em uma pizzaria que é o “point” da cidade.

 10/02/2006 (Sexta-feira) – Eu, Carlos-PE e Franz, saímos cedo para levar nossas motos a um lavador, para uma merecida lavagem geral, pois as motos estavam com areia em todos os locais possíveis. Depois, uma visita ao mecânico Tiozinho, um simpático Paulista radicado em Jijoca, que substituiu alguns parafusos que se perderam na viagem, limpou o filtro de ar e lubrificou as partes que foram mais afetadas pela queda no mar, acumulando muita areia, principalmente no comando das setas, buzinas e lanternas, causando mau-contato nas mesmas. À tarde, acompanhados de Simone e Celinha, que ficaram nos aguardando na pousada, foi totalmente dedicada por nós a tomar cerveja e comer petisco de peixe a beira da lagoa de Jijoca.  O mais interessante é agradável, e que as mesas e redes do bar, ficam dentro da lagoa, e você é servido dentro d’água. Mais mordomia que isto, impossível !!! Depois desta tarde stressante, à noite, fomos comer uma deliciosa picanha no restaurante de um simpático Suíço (Chama a atenção o grande número de Suíços, que escolheram esta parte do Brasil para viver. Eles é que estão certos !).

 11/02/2006 (Sábado) – Infelizmente nosso amigo Carlos-PE teve que voltar para Recife neste dia.  Saímos cedo e fomos conhecer e bela e famosa Jericoacoara, situada a 40 kms de Jijoca de Jeri. O caminho tem alguns trechos de areia fina e fofa, mais nada comparável com o que enfrentamos na quinta-feira. Poucos antes de se chegar a Jericoacoara, e necessário se pegar uma balsa, e enquanto aguardávamos, observamos um barco de pescadores que havia acabado de chegar, e os pescadores ainda estavam separando os peixes. Nosso amigo Ávila, que conhece todo mundo na região, negociou com os pescadores o preço e a entrega em sua casa, e nós compramos alguns “enormes” peixes (Que agora não lembro o nome), para a noite, fazermos uma autentica peixada em sua casa. Depois da balsa, um longo trecho de areia a beira mar, e finalmente chegamos a Jericoacora, ficando impressionados com a beleza natural do lugar, especialmente das inúmeras Dunas. Na cidade, que apesar de pequena, tem muitas lojas e pousadas chiques, chama atenção o grande número de Gringos, e os preços, em sua maioria bem acima da média. Ficamos algum tempo em um barzinho a beira-mar, onde tomamos cerveja a R$ 4,00, enquanto observávamos o grande movimento de turistas na praia. No meio da tarde voltamos para Jijoca, e aproveitamos o resto do sol à beira da piscina da pousada. À noite, todos se deliciaram com a peixada “Divina” (nunca havia comido nada igual), preparada pelo Ávila e sua esposa, em sua casa. Este último dia em Jijoca de Jeri, não poderia ter sido melhor ! Pena que no dia seguinte, eu me separaria desta maravilhosa turma Cearense, pois eles voltariam para Fortaleza e eu e Simone seguiríamos para Luiz Correa, no litoral do Piauí.

 12/02/2006 (Domingo) - Depois de uma difícil despedida de nossos amigos, após 5 agradáveis dias juntos.  Seguimos por uns 60 kms de estrada de terra batida de Jijoca de Jeri até Granja/CE, onde pegamos o asfalto, passando por Camocim/CE, Barrouquinha/CE e Chaval/CE (Que como disse meu amigo Cininho, e uma cidade construída no meio de enormes pedras). Logo após Chaval entramos no estado do Piauí e as estradas, como no Ceará, continuavam excelentes. O litoral do Piauí é um dos menores do Brasil, com aproximadamente 64 kms, e segundo contam, foi trocado com o Ceará pela região de Crateús, que pertencia ao Piauí – Acho que o Piauí fez um ótimo negócio, pois apesar de pequeno, o litoral é belo e tem muitas Dunas, lembrando um pouco a região de Cabo Frio/RJ. Chegamos por volta das 15:00 hs na pousada do Sesc em Luiz Correa/PI, situada em frente à praia. Foi então que aconteceu um pequeno contratempo conosco, que foi resolvido com ajuda de nossos Anjos da Guarda, Lana e seu marido. Como Parnaíba, que fica ao lado de Luís Correa, é a segunda maior cidade do Piauí, me programei para tirar dinheiro lá, pois eu tenho conta no HSBC e minha esposa no Itaú, e nem pensei na possibilidade de não existir nenhum destes bancos na cidade.

  Mas, qual não foi minha surpresa, ao perguntar para Lana, que trabalha no Sesc e muitíssimo bem nos atendia, onde ficava um dos dois bancos em que temos conta, e a mesma me falou que na cidade não existia nenhum dos dois. Eu e Simone quase caímos pra trás. Estávamos no litoral do Piauí, a mais de 300 kms da capital, com somente R$ 50,00 no bolso e o cartão de crédito, que só era aceito em alguns postos. Depois de nós lamentarmos com nossa nova amiga e guardar nossas coisas na pousada, tínhamos que pensar em uma solução. Mas como já era tarde e ainda estávamos sem almoçar, fomos gastar nossos últimos R$ 50,00 almoçando em uma barraca na praia, onde comemos um delicioso peixe. Ao mesmo tempo em que pensávamos em uma solução para nosso problema, e dávamos gargalhadas de nós mesmos. O que fazer ?  Aí começou a ameaçar cair uma chuva forte, e decidimos voltar para a pousada. Imaginem, sem grana e ainda pegar uma chuvarada em pleno Piauí. Foi então que, voltando pela estrada, aparece um carro emparelhado com a nossa moto, buzinando e mandando a gente parar - Porra ! Será que é assalto ???? Aí já é azar demais para um só dia !!!!!!!! - Mas ficamos surpresos, ao ver no carro Lana e seu marido, que sensibilizados com o nosso problema, já nos procuravam a algum tempo, para se oferecerem para trocar um cheque pra gente, pois iriam no dia seguinte para Teresina, e poderiam sacá-lo na capital. Nós, ao mesmo tempo, ficamos felizes, em conseguir solucionar nosso problema, e surpresos, com a solidariedade daquele casal, que mesmo sem nunca ter nos visto antes, se preocupou conosco, e se ofereceram para nos ajudar, trocando um cheque de R$ 450,00. Depois de muito agradecer nossos anjos da Guarda, voltamos para pousada rapidamente, pois a chuva forte que ameaçava cair, chegou em forma de temporal em pleno Piauí.

 Como eu já havia dito antes, ter o prazer de viver estas experiências e conhecer pessoas como este casal, faz a diferença em uma viagem de moto. Vcs acham que passaríamos por tudo isto, se tivéssemos viajado de avião ? Naqueles pacotes mauricinhos, com tudo certinho e planejado.

 13/02/2006 (Segunda-feira) – Acordamos bem cedo, com intenção de conhecermos neste dia o Delta do Parnaíba, que é o encontro do rio Parnaíba com o mar, em forma triangular, e repleto de ilhas, que vem a ser o único Delta das Américas. Porém, ficamos decepcionados, ao ligarmos para algumas agências de turismo e descobrirmos que os passeios de barco para o Delta só aconteciam nos finais de semana. Depois desta ducha de água fria nos nossos planos de conhecermos o Delta, resolvemos seguir viagem em direção ao Maranhão. Em Parnaíba abastecemos e fomos parados pela segunda vez pela Policia Rodoviária Federal (A primeira foi em Itaobim/MG), que rapidamente conferiu nossos documentos e mandou seguirmos. Logo entramos no estado do Maranhão, e fomos recepcionados por 13 kms de enormes buracos na pista, que melhora consideravelmente logo depois, em Jandira/MA. Debaixo de chuva forte, chegamos em Tutóia, onde abastecemos novamente e ficamos sabendo que ainda faltavam 34 kms de areia e barro até Paulino Neves, onde embarcaríamos junto com a moto em uma Toyota Bandeirantes até Barreirinhas/MA. Estes 34 kms foram difíceis, em função da chuva forte e dos grandes trechos desertos. Outra coisa que nos assustou neste trecho, foi uma placa a beira da estrada, perto da entrada de uma cidade, onde estava escrito em tom ameaçador – A população avisa “Ao entrar em Seriema, Tire o capacete”. Nem pensamos em desrespeitar esta lei “informal”, que depois ficamos sabendo que foi criada pela população, devido ao grande número de crimes de pistolagem na região, geralmente cometidos por motociclistas de capacete. No começo da tarde chegamos a Paulino Neves/MA, e ficamos sabendo que a Toyota que faz a linha diária de passageiros para Barreirinhas acabara de sair. A solução seria procurar um proprietário de Toyota, coisa comum na região, e negociar um frete para levar-nos a Barreirinhas. Assim, pagaríamos um pouco mais pelo transporte, mas não perderíamos um dia em Paulinho Neves, pois a próxima Toyota de linha só sairia ao meio-dia do dia seguinte. Assim, conhecemos o simpático Seu Teté, que começou cobrando R$ 200,00 pelo frete e, depois de muito choro, baixou o preço para R$ 120,00, com a condição de que nós almoçaríamos no restaurante de sua esposa, e como estamos famintos, foi fácil aceitar a proposta. Depois do almoço, Eu, Seu Teté e Seu Élson (Amigo de Seu Teté, que morava em Barreirinhas e pegaria carona conosco), depois de muito trabalho, conseguimos colocar a moto na carroceria da Toyota, usando uma Duna como rampa. Neste trecho, entre Paulino Neves e Barreirinhas, não existe estrada definida, somente areião, dunas e alagados, com até 1 mt de profundidade (O que tornaria a travessia deste trecho em minha moto, praticamente impossível, tamanho o grau de dificuldade e risco), além de algumas casas bem simples que aparecem esporadicamente. A valente Toyota levou aproximadamente 2:30 hs para vencer os pouco mais de 30 kms, durante a viagem, íamos na carroceria, apreciando a bela e exótica paisagem, e ouvindo o “falante” Seu Élson contar histórias sobre a região. Chegamos em Barreirinhas no final da tarde, descemos à moto da Toyota, novamente em uma duna, e nos despedimos dos nossos novos amigos, Seu Teté e Seu Élson. Depois de uma rápida procura, encontramos uma simples e aconchegante pousada, às margens do Rio Preguiças, onde ficamos. À noite, demos uma volta para conhecer a cidade, que é totalmente voltada para o turismo, lembrando um pouco Porto Seguro, com inúmeras agências que promovem passeios para a região dos Lençóis Maranhenses. Uma coisa que também me chamou a atenção, é uma enorme duna, entre a rua principal e o Rio Preguiças, que parece querer avançar sobre a cidade. Negociamos em uma das agências, um passeio no dia seguinte, de barco até Caburé e Atins, para conhecermos a Foz do Rio Preguiças e os Pequenos Lençóis. Voltamos para a pousada por volta das 22:00 hs, e literalmente apagamos, pois estávamos exaustos depois deste dia cheio de emoções.

 14/02/2006 (Terça-feira) – Às 8:00 hs, começamos o passeio de barco pelo Rio Preguiças. Nosso grupo era formado por dois casais Gaúchos; um Suíço e dois rapazes do Rio, além de mim e da Simone. Pacientemente, o guia e piloto do barco nos dava explicações sobre a flora e da fauna da região. Primeiro, passamos por um manguezal, onde vimos jacarés, depois uma parada em Vassouras, nos Pequenos Lençóis, na barraca da Dona Luzia, que fica ao lado de uma grande Duna, e diversos macacos e papagaios brincam com os turistas, vindo comer em nossas mãos. Visitamos também Mandacaru, onde do alto de um Farol, apreciamos a belíssima vista de toda região. Por último, fomos conhecer o povoado de Caburé, que fica situado em uma pequena faixa de areia entre o Rio Preguiças e o mar, com algumas pousadas e restaurantes. Em um destes restaurantes comemos uma autentica e deliciosa Peixada Maranhenses. Voltamos para Barreirinhas no final da tarde. À noite, em mais um passeio pela cidade, compramos na mesma agência, outro passeio para o dia seguinte, desta vez, de Toyota até o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, onde íamos conhecer a Lagoa do Peixe.

 15/02/2006 (Quarta-feira) – Acordamos ansiosos neste dia, tomamos o café da manhã na pousada e ficamos aguardando a Toyota, que logo veio nos buscar. Nosso grupo era formado por um casal de Brasília com uma filha pequena, e um grupo de Aracajú formado por um rapaz, com sua mãe e irmã. 

Saímos de Barreirinhas e atravessamos o Rio preguiças de balsa. Paramos rapidamente no posto do Ibama, e logo depois, outra parada não programada para trocar um pneu furado. Depois do pneu trocado, seguimos por uma estrada de areia que cobria quase totalmente os pneus da Toyota, onde também havia sucessivos alagados, com a água batendo na carroceria. Além de tudo isto, a Toyota sacolejava intensamente, obrigando-nos a nos segurar firmemente para não sermos jogados pra fora da carroceria.  Porém, todas estas dificuldades se mostravam insignificantes diante da beleza ímpar da região. Ao final desta estrada, chegamos a um local, onde já haviam algumas Toyotas estacionadas. É neste ponto, onde começam as contínuas Dunas, que se formam os Lençóis Maranhenses propriamente ditos. A partir daí iríamos começar uma caminha de aproximadamente 1 hora até a Lagoa do Peixe. É difícil descrever a beleza do local, como disse meu amigo Cininho, a sensação é de estarmos em outro planeta, tudo em sua volta é areia, com Dunas extraordinariamente altas, e alguns pequenos lagos de água límpida que se formam com a água da chuva. Não se houve barulho de nada, só do vento, e a sensação de paz e indescritível. Depois de 1 hora de caminhada, onde nem sentimos o tempo passar, devido à beleza da paisagem, chegamos a enorme Lagoa do Peixe, com suas águas límpidas e de temperatura agradável, onde ficamos por algum tempo nos banhando, e apreciando a beleza daquele local. Depois desta maravilhosa manhã, onde chegamos ao ponto culminante de nossa viagem, que era conhecer os Lençóis Maranhenses, voltamos para Barreirinhas, onde chegamos por volta das 13:00 hs. Como havíamos planejado, pegaríamos à estrada neste mesmo dia, a fim de ganharmos tempo e chegar em tempo a Fortaleza (Que agora estava a 1.200 kms pelo asfalto, passando por Teresina/PI) até sexta-feira, pois nosso amigo Franz, estava organizando uma festa, para comemorarmos o sucesso do passeio a Jijoca. Almoçamos e pegamos a estrada novamente, depois de três dias em que a moto ficou parada em Barreirinhas. Enormes nuvens negras no céu, anunciavam um temporal, que não demorou a chegar, redobramos o cuidado, mas decidimos não parar e seguir viagem. Depois de uma hora de temporal, a chuva apesar de não parar, diminuiu de intensidade. Mas como diminuímos bastante o ritmo da viagem, nem percebemos que a noite não demoraria a chegar. Como nesta região, as cidades são muito distante umas das outras, tivemos dificuldade de encontrar um local para passarmos a noite. E com esta demora, logo escureceu e a única opção que encontramos foi um Motel de beira de estrada, em Miranda do Norte/MA, onde ficamos.

 16/02/2006 (Quinta-feira) – Após a chuva do dia anterior, uma manhã de sol nos esperava neste 12º dia de viagem. Saímos cedo, e pegamos as intermináveis retas da BR-316, que nesta região tem um grande movimento de caminhões. Paramos em Teresina/PI, onde fomos ao banco sacar dinheiro e aproveitamos para conhecer o SKUB e o Yonaré do Clube XT 600. Depois desta parada rápida na capital do Piauí, passamos por Campo Maior e chegamos a Piri-Piri, onde pernoitamos na pousada da simpática Dona Dalva.

 17/02/2006 (Sexta-feira) – Depois de tomarmos café da manhã junto com toda a família de Dona Dalva, seguimos viagem em direção a Fortaleza.  Logo depois de São João da Fronteira/PI, o relevo e o clima mudam radicalmente. Alguns kms antes da divisa PI/CE, subimos uma serra ígreme e cheia de curvas.  No alto desta serra chegamos à cidade de Tianguá/CE, com muito frio e neblina em pleno Ceará, lembrando o pouco clima de Petrópolis/RJ. Lá fomos parados pela Policia Rodoviária Federal pela 3º vez em toda a viagem, o guarda, que também era motociclista, conferiu os documentos, nos fez algumas perguntas sobre a viagem, elogiando nossa coragem, e rapidamente nos liberou, não sem antes nos desejar, uma boa viagem. Logo depois de Tianguá, começamos a descer a Serra, em um trecho de sucessivas curvas. Próximo de Sobral/CE, apareceram alguns buracos na pista, em um trecho de cerca de 50 kms, onde fomos novamente parados pela Policia. Chegamos em Fortaleza debaixo de muita chuva, sendo recepcionados pelo nosso amigo Franz, que nos levou para trocar o óleo da moto, e instalar uma trava de acelerador (Que se mostrou muito útil na viagem de volta). À noite, participamos da festa no apartamento da Celinha (Que novamente muitíssimo bem nos recebeu), onde tivemos o prazer de reencontrar nossos amigos do Clube XT Ceará, e dar muitas risadas lembrando da nossa aventura à beira-mar na viagem de Fortaleza até Jijoca de Jeri.

 18/02/2006 (Sábado) – Com um pouco de ressaca da festa da noite anterior. Partimos de Fortaleza debaixo de chuva, que nos acompanhou até Parajuru/CE. Passamos pela entrada de Canoa Quebrada, onde demos uma rápida parada para conhecermos a cidade, e ficamos encantados com a beleza do lugar, que merece uma visita de alguns dias em nossa próxima viagem ao Nordeste. Seguimos viagem, passando por Mossoró/RN, onde almoçamos abastecemos a gasolina mais barata da viagem até então (R$ 2,38). Uma reta de 270 kms separa Mossoró de Natal, onde chegamos no começo da noite, e ficamos também muito bem impressionados com a beleza e a organização da cidade. Sem dificuldades, encontramos a pousada do Sesc, onde ficamos hospedados em frente à bela praia de Ponta Negra.  À noite, fomos caminhar na bela orla e visitar uma feira de artesanato.

 19/02/2006 (Domingo) – Levamos um pequeno susto neste dia, pois a Simone amanheceu com a garganta dolorida e inchada, e eu achei melhor levá-la a uma clínica, onde uma injeção de bezetacil resolveu totalmente o problema.  O restante do dia foi totalmente dedicado a conhecer as belezas da capital Potiguar, então fomos ao Forte dos Reis Magos, no extremo norte da cidade, perto do Rio Potengi, onde uma imensa ponte está sendo construída. Na volta para Ponta Negra, viemos pela avenida beira-mar que, com diversas paradas para fotografar, tomar água de coco, ou simplesmente admirar a paisagem. Aproveitamos à na praia de Ponta Negra, e ainda fomos conhecer o Morro do Careca no finalzinho da tarde.  À noite, voltamos à feirinha de artesanato para comprar algumas lembranças para os amigos e parentes. Com certeza, em nossa próxima viagem ao Nordeste, vamos dedicar alguns dias a mais a esta bela capital, que é Natal.

 20/02/2006 (Segunda-feira) – Saímos de Natal, com aquele gostinho de quero mais, pena que o tempo estava começando a ficar curto, pois tínhamos que chegar ao RJ em 24/02. Resolvemos ir pela Via litorânea, o que se mostrou uma ótima escolha, pois ao mesmo tempo, evitamos alguns kms do trânsito pesado da BR-101, e também conhecemos as belas praias ao Sul de Natal, como Pitangi do Norte, Pitangi do Sul e Barra de Tabatinga. Em São José de Mipibu, pegamos a BR-101 em direção a João Pessoa/PB, a estrada, apesar do grande movimento, se encontrava em ótimas condições, com asfalto impecável. Na capital Paraibana, abastecemos e seguimos viagem, agora em direção a Recife/PE, onde chegamos por volta do meio-dia. Na capital Pernambucana, nosso amigo Carlos-PE, nos esperava em posto a beira da estrada, para nos entregar um CD com as fotos, que ele havia tirado, de nosso passeio a Jijoca de Jeri. Depois das despedidas, pegamos a estrada novamente em direção a Maceió/AL. Em Cabo de Santo Agostinho/PE, saímos da BR-101, e seguimos pela rodovia litorânea (PE-060), até Porto de Galinhas, onde em uma rápida parada, pudemos conferir à beleza do local, com suas piscinas naturais e águas transparentes.  Seguimos viagem, e pouco antes da divisa PE/AL, a estrada passa por dentro de um Parque Florestal Estadual, com um túnel da mata nativa, belíssimo !!!  No estado de Alagoas, a estrada se torna AL-101, mas continua em excelentes condições. Chama a atenção também em Alagoas, principalmente em Maragogi, o mar de uma azul de beleza ímpar. Porém, infelizmente também notamos mais pobreza neste estado, com inúmeros barracos a beira da estrada. Depois de 600 kms rodados, em sua maioria a beira-mar, contemplando belíssimas paisagens nos quatro estados do Nordeste por que passamos neste dia, chegamos a Maceió/AL por volta das 19:00 hs, ficando hospedados na pousada do Sesc, na bela praia de Guaxuma, ao Norte da cidade.

 21/02/2006 (Terça-feira) – Maceió também nos deixou com um gostinho de quero mais! Saímos cedo e passamos pelas praias urbanas, que lembram um pouco as praias da Zona Sul do Rio de Janeiro, depois de uma parada no caixa automático, atravessamos o Centro da cidade, com inúmeros prédios antigos e bem conservados. No extremo Sul da cidade entramos novamente na rodovia AL-101. Passamos pela praia do Francês e por Barra de São Miguel, onde paramos no mirante do Gunga, onde do alto de uma torre, instalada em um morro ao lado da estrada, pode-se contemplar a vista deslumbrante do mar azul, além de uma imensa plantação de cocos, que começa próximo ao mirante e segue até a areia da praia. Este encontro do azul do mar com este tapete verde dos coqueiros, produz uma imagem de beleza natural rara. Chegamos em Penedo/AL (Cidade situada as margens do Rio São Francisco), por volta do meio-dia, e lá fomos recebidos pelo nosso amigo Adelson, do Clube XT. Depois de uma rápida ida a uma oficina de motos, onde fui verificar o estado das pastilhas de freio. Fomos almoçar, juntamente com o Adelson e sua namorada, além de um simpático casal de motociclistas, amigos do Adelson. Depois do excelente almoço e da despedida de nossos amigos, pegamos à balsa das 13:00 hs, com destino a Neópolis/SE. Como em Penedo/AL, a gasolina custa R$ 2,80 e em Neópolis R$ 2,34, deixei para abastecer a moto (Que já estava na reserva) no lado Sergipano do Velho Chico. Porém, ao comentar esta minha intenção com o rapaz que faz a cobrança da passagem na balsa, o mesmo me alertou que, a gasolina de Neópolis era de péssima qualidade, e caso eu abastecesse lá, certamente teria sérios problemas em minha moto. Este mesmo rapaz, me informou que na estrada 22 kms a frente, em Japoatá/SE, havia um posto com gasolina de boa qualidade. Como eu não tinha como voltar a Penedo, pois a próxima balsa voltando sairia as 15:00 hs. Fiz algumas contas, e cheguei a conclusão que daria para chegar a este posto, porém teria que usar o mesmo artifício de tombar a moto para esquerda, a fim de usar toda a gasolina do tanque, como havia feito próximo a Muriaé/MG, no primeiro dia de viagem. Depois de uns 15 kms rodados, utilizei este recurso, e a moto ligou novamente, assim seguimos por mais alguns kms, até a gasolina acabar de vez, faltando uns 800 metros para chegar ao posto, que por azar, ainda ficava no alto de uma ladeira. Sem ter mais nada a fazer, empurrei a moto até o posto, onde cheguei exausto, debaixo de um sol escaldante. Mas o pior ainda estava por vir, pois ao chegar à bomba, o frentista me avisou que a gasolina havia acabado e só iria chegar por volta das 17:00 hs.  Resignados com nossa falta de sorte, ficamos batento papo com os funcionários do posto, que ficaram admirados com nossa coragem. Até o gerente do posto, sensibilizado com nosso problema, ter a idéia de recorrer a um morador da cidade, que provavelmente teria gasolina em casa para vender. Então, ele mandou um de seus funcionários de moto na casa desta pessoa, e o rapaz logo voltou com 2 litros do precioso líquido. Desta forma, mais uma vez fomos salvos em nossa viagem, agora por estes “novos” amigos Sergipanos, frutos da solidariedade do povo Brasileiro. Depois de muito agradecer a ajuda, seguimos por mais 30 kms até a BR-101, onde completamos o tanque e seguimos viagem, passando por Aracajú/SE, com muito trânsito e obras na pista, Estância/SE e depois Umbaúba/SE, onde dormimos em uma pousada simples e aconchegante.

 22/02/2006 (Quarta-feira) -  Entre todos os excelentes cafés da manhã de toda a viagem, este da Pousada em Umbaúba/SE, foi o melhor de todos ! Com uma variedade incrível de sucos naturais e frutas frescas da região. Depois deste farto banquete, pegamos novamente a estrada, e 19 kms depois chegamos à divisa SE/BA. Na Bahia a estrada continua em boas condições, mas o movimento aumenta bastante, principalmente de caminhões, devido a proximidade das industrias situadas no entorno de Salvador. Próximo a Sepeaçú/BA, paramos em uma, entre inúmeras barracas na beira da estrada, para tomarmos uma jarra de suco de laranja, pagando a módica quantia de R$ 1,00. Depois de Santo Antônio de Jesus/BA, o movimento de caminhões diminui consideravelmente, e a estrada, quase sempre cercada pela Mata Atlântica, tem muitas retas, em um trecho muito bonito da BR-101. No final da tarde e comecinho da noite, chegamos debaixo de uma chuva fina a Eunápolis/BA, onde dormimos em um hotel, que depois eleito o segundo pior de toda a viagem.

23/02/2006 (Quinta-feira) – O dia amanheceu com chuva fina. Mas a vontade de chegar em casa era grande, e mesmo assim saímos cedo, pois ainda faltavam 1.100 kms até nossa casa. Perto do Itamarajú/BA, um sol forte deu lugar à chuva, e assim, pudemos aumentar o ritmo da viagem. Entramos no Espírito Santo, onde a estrada ficou ainda melhor, com muitas retas entre plantações de eucaliptos.  Passamos direto por Vitória e pretendíamos dormir em Campos/RJ, mas entre Vitória e a entrada de Guarapari/ES, devido à proximidade do carnaval, tivemos que diminuir muito o ritmo, em função do grande número de carros que seguiam para o litoral, e como logo anoiteceu, resolvemos ficar em Rio Novo do Sul/ES, em uma pousada simples, porém muito aconchegante.

 24/02/2006 (Sexta-feira) – Depois de 20 dias de aventura, nesta nossa viagem pelo Brasil, agora somente 400 kms nos separavam de nossa casa. Saímos mais uma vez bem cedo, pois a ansiedade era grande de rever nossos familiares. Logo chegamos à divisa ES/RJ, passamos direto por Campos/RJ, e em frente à Usina Termoelétrica de Macaé, fomos obrigados a esperar cerca de 30 minutos, a estrada ser liberada, devido a um caminhão tombado e atravessado na pista, que causou um engarrafamento de mais de 10 kms. Em Itaboraí/RJ, fizemos o último dos 46 abastecimentos da viagem, e ainda conseguimos chegar em casa às 14:00 hs, a tempo de almoçar com nossos familiares.

Esteve um pouco cansados, afinal foram exatos 7.998 kms rodados em 20 dias de viagem por 12 estados do Brasil. O projeto Nordeste, planejado por nós e aguardado por quase um ano, e por termos teve o prazer de ter vivido intensamente cada dia por aqueles dias, de muitas emoções e felicidades, que não são esquecidas por nós. 

 E também já chegou em casa pensando na viagem do ano que vem, que batizamos o “Projeto Mercosul”.

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Segunda, 02 Fevereiro 2004 15:28

Assafrão: de XT pelo SUL em 2004

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VIAGEM DE 4.200 KM PELO SUL DO BRASIL.

(Rio-Balneário Camboriú-Florianópolis-Serra do Rio do Rastro-Foz do Iguaçu-Rio).

 Esta viagem foi realizada por mim, Gilmar Calais Assafrão, com uma XT 600 E, juntamente com meu amigo, José Juvenal Vaz, de NX 400 Falcão, no período de 02-02-2004 de 12-02-2004. Somos amigos e motociclistas e moramos em Duque de Caxias-RJ.

 Como em viagens de moto, uma das maiores vantagens, e estar em harmonia com o ambiente ao redor, e nós não tínhamos pressa. Resolvemos pela Rio-Santos, e pela estrada da Graciosa no Paraná, o que foi com uma grande precisão, devido aos deslumbrantes espectadores das mesmas, com muito mar e serra sempre nos acompanhando.

 02-02-2004 - Nossa viagem às 6:00 hs da manhã de segunda-feira de sol forte, em torno de nós 720 km, sendo os primeiros 450 km, como já foi dito, de belíssimas paisagens, com o mar a nossa direita e a direita, o lindo verde da Serra que acompanha a estrada. No final da Rio-Santos, pegamos a Rod. Piaçaguera-Guarujá e depois uma Rod. Pedro Taques (Trânsito pesado e muitas carretas na altura de Cubatão-SP) até Mongaguá, onde almoçamos.

Quando faltavam apenas 20 km para chegarmos a Registro-SP, já na Régis Bittencourt, caiu uma tempestade de verão que durou 2:00 hs, e já arrumou 700 km, paramos em um posto e ficamos aguardando a chuva passar, e após uma corrida rodou mais 20 km e já será em Registro-SP, onde pernoitamos.

 03-02-2004 - Depois de uma viagem pela estrada da Graciosa, onde fomos parados pela policia pela única vez em toda a viagem, depois de tudo conferido, descemos pela bela e a Serra da Graciosa (onde se faz a diferença de velocidade) até a BR-277, em direção a Caiobá-PR, onde se pega uma balsa para Guaratuba-PR, Por Garuva-SC e pela parte duplicada da BR-101, chegando por volta das 13:00 hs em Balneário Camboriú-SC.

 05-02-2004 - Após dois dias e meio de sol e praia em Camboriú e arredores, onde exploram quase todos os pontos de interesse do litoral catarinense, os seguimos para Florianópolis-SC na sexta-feira.

Na bela capital de Catarinense, ficamos hospedados NA TOCA DO Viajante DE MOTO, e tivemos a honra EO prazer de conhecer e Conviver POR Dois dias com o grande casal de amigos motociclistas CÍCERO E Lourdes - ( WWW.CICEROPAES.COM.BR ), Onde S nos nos rodeia e nas praias da sua linda cidade.

 08-02-2004 - Nesta manhã de domingo chuvosa, partimos de Floripa em direção a Serra do Rio do Rastro, saímos com as aventuras de uma noite só com a passagem, mas ela é arrematada por toda manhã. Leave this back to the rain and neblina the visual of the serra.

Neste dia passado por São Joaquim, Lajes, Santa Cecília, Caçador em SC, e Palmas, Pato Branco, Francisco Beltrão e Cap. Leônidas Marques no PR, onde pernoitamos, somando 970 km rodados neste dia, e cerca de 400 km foram com chuva.

 09-02-2004 - Como estava rodando bastante no dia anterior, e estava a uns 180 km de Foz do Iguaçu, acordamos mais tarde neste dia, tomai um café da manhã, acompanhado de um bom papo com o proprietário do hotel, um senhor gaúcho muito simpático. Sábado às 10:00 hs da manhã, e chegamos a Foz às voltas das 13:00 hs, onde achamos um bom hotel com um ótimo preço. Neste mesmo dia, à vontade Cidade Del Leste e comprar algumas lembranças. Por um desconto de um posto de gasolina pode ser abastecido, que informa muito o roubo de motos na cidade, é um descanso como nossas companheiras de viagem, deixando-o sem hotel e indo para o Paraguai de moto-taxi, meio de transporte muito comum na cidade.

 10-02-2004 - Este foi nosso dia de passeio típico, não conhecendo os prazeres de uma viagem de moto.

Com o mesmo nome do Cataratas do lado Argentino, às 9:00 hs, e ficamos a todo o dia conhecendo esta linda obra da natureza, com direito a um Autêntico churrasco Argentino nenhum restaurante das Cataratas, Guia e etc. Realmente foi Uma Experiência ímpar, como Cataratas São lindas e QUALQUÉR hum FICA impressionado com o SUA grandiosidade, conhecemos also o marco das Três Fronteiras ea Pequena Cidade Argentina de Puerto Iguazu.

Uma curiosidade, ao chegar ao passeio pelas 18:00 hs, foram deixadas mais duas motos estacionadas na garagem do hotel, uma era uma BMW 650 de um canadense, chegou ao Canadá até Ushuaia, e também uma XT 600 preta de placa de Florianópolis-SC.

Após dois dias em Foz, e nove dias de casa, já estamos com nossas saudades de nossa família e resoluções, em seguida, nossa volta para casa no dia seguinte, depois combinamos de pegar uma estrada mais cedo possível.

 

11-02-2004 – Saímos de Foz do Iguaçu às 5:00 hs da manhã, com muita neblina e frio. Eu também tinha um compromisso pessoal neste dia, passar na cidade de Corbélia-PR, perto de Cascavel-PR, para tirar algumas fotos e conhecer a igreja onde eu fui batizado em 1971, pois naquela época minha madrinha ali residia, mas foram somente uns 20 minutos, pois a cidade fica as margens da BR-369, nosso caminho de volta. Com uma temperatura excelente para se pilotar, os Kms e as cidades iam passando rapidamente, Cascavel, Campo Mourão, Maringá, Londrina, Cornélio Procópio. Nesta região do norte do Paraná, chama a atenção as grandes plantações de soja, feijão, milho, etc, dando a impressão de ser uma região rica e desenvolvida, almoçamos muito bem em Cambará (comida boa e barata), última cidade paranaense antes da divisa com o estado de São Paulo.

Vale ressaltar nossa indignação com a enorme quantidade de pedágios no estado do Paraná, foram um total de oito de Foz do Iguaçu até divisa com SP, onde motos pagam, e a estrada e quase toda em pista simples, não justificando esta absurda cobrança.

Entramos no estado de São Paulo, e enfim ficamos livres do pagamento de pedágios até o Rio de Janeiro. Pegamos a boa e duplicada  Rod. Castelo Branco, este trecho da viagem foi até monótono, pois a estrada se resume praticamente a uma reta só até a capital paulista. Chegamos a marginal Tietê por volta das 18:30 hs (pior horário impossível), trânsito caótico, medo de assaltos e começava a chover, nosso maior medo, pois foi na semana que houve aquelas enchentes que pararam a cidade, mas graças a Deus a chuva não passou de uma pequena garoa, e logo já estávamos na Dutra, e após rodarmos 1.200 km em um único dia, exaustos mas felizes por já estarmos bem mais próximos de casa, paramos no primeiro hotel que encontramos na cidade de Caçapava-SP.

 12-02-2004 – Neste último dia de nossa viagem, pegamos a estrada às 8:00 hs da manhã, com o tempo um pouco nublado, rodamos uns 30 km  e começou a chover, paramos em um posto e colocamos as capas de chuva, aí rodamos mais uns 30 km e o Sol apareceu novamente (sacanagem), mesmo assim decidimos não parar para retirar as capas, para não perdemos tempo, apesar do Sol cada vez mais forte que nos recebia após a descida da serra das Araras, pois era muito grande nossa ansiedade de chegar em casa e chegamos por volta do meio-dia. Fiquei muito feliz em poder rever minha esposa, mãe, sobrinhas e irmã.

 O total gasto por mim nestes 11 dias de viagem, com tudo incluído, foram exatos R$ 1.005,0.

 Mas o prazer , a felicidade e a satisfação de transformar em realidade esta viagem, que foi planejada e aguardada com ansiedade por um ano, NÃO TEM NADA QUE PAGUE.

 ALGUNS NÚMEROS DA VIAGEM :

 -4.200 km rodados em 11 dias.

-Total gasto com gasolina : R$ 381,00.

-17 abastecimentos efetuados – média R$ 2,09 : Maior preço –  R$ 2,29 em Ubatuba/SP .

                                                                             Menor preço – R$ 1,89 em Maringá/PR.

-Consumo médio da XT 600 : 21,5 KM/LT.

-Total de gastos com 8 pedágios no estado do Paraná : Cerca de R$ 19,00.

-Pernoitamos em 5 diferentes hotéis : Maior preço – R$ 25,00  por pessoa em Balneário camboriú.   

                                                            Menor preço – R$ 20,00 por pessoa nas demais cidades.

-Preço da gelada (Skol é claro) : R$ 3,00 nas praias e R$ 2,60 nos botecos (Lembrando que só  bebemos quando não estamos pilotando).

 DICAS DE VIAGEM : 

-Para evitar problemas com a viagem, e realmente não há um problema neste sentido, em que os serviços de Cias são conhecidos.

-Foi entregue uma revisão geral nas viagens de um robô de confiança, e XT 600 não teve qualquer problema durante todo o percurso, tendo sido necessário apenas a lubrificação da relação diária.

-Os gastos com o frete ficaram entre R $ 4,00 e R $ 8,00. Lembrando que nem sempre o mais caro, o melhor, inclusive o melhor de todos em um restaurante bem simples, já limpo e aconchegante por um preço de R $ 4,00 por refeição, na cidade de Cambará-PR.

-Sempre uma pequena pesquisa em uns 3 hotéis, na medida do possível, antes de escolher. Nestes casos uma choradinha sem preço sempre ajuda, funcionou por duas vezes.

Última modificação em Quinta, 13 Dezembro 2018 17:49
Sábado, 24 Fevereiro 2007 15:28

Assafrão: Brasil/Argentina/Uruguai/Paraguai em 2007

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6.600 KMS DE MOTO PELO SUL DO BRASIL, URUGUAI, ARGENTINA E PARAGUAI.

(2007) 

     Depois de um ano de trabalho, mais uma vez chegaram as nossas esperadas férias. E como de costume, eu, Gilmar Calais Assafrão, e minha esposa, Simone Neto de Sousa Assafrão, colocamos nossa moto “XT 600 E” na estrada, nesta vez em uma viagem de 6.600 kms pelo Sul do Brasil. Também pela primeira vez, dando uma especial atenção a esta viagem, viajamos pelo Uruguai e Argentina e conhecemos também como capitais Montevidéu e Buenos Aires.

     A primeira incursão internacional sobre as rodas, um antigo sonho meu, apesar de uma perspectiva pequena, se mostrou muitíssimo interessante, sobre todos os aspectos. Foi muito gratificante conhecer um pouco da cultura, hábitos e costumes dos nossos vizinhos. Além disso, dismistifiquei os antigos conceitos que prevêem a mudança de costumes, documentos, idioma, hospitalidade, outras funções, comum em “marinheiros de primeira viagem”, como nós.

     Uma outra coisa que não chegou a ser um obstáculo, pois foi apenas uma constatação do que já foi lido em outros viajantes, mais deixou-nos muito felizes. Foi à cordialidade e simpatia do povo Uruguaio e Argentino em geral. As vezes, sem exceção, em nossa viagem que precisa de algum tipo de informação ou de ajuda, já estamos prontamente atendidos, tanto no Uruguai, como na Argentina.

     Nesta nossa viagem, como fantasias, as preciosidades já foram uma vez mais o prazer de encontrar os sermos carinhosamente recebidos, por alguns dos nossos amigos do “Clube XT600”, em algumas cidades por onde passamos. Na segunda parte da viagem, Luke & Cláudia e Luis Bombeiro & Lení. Estes amigos, também foram chamados através deste maravilhoso mundo virtual das duas rodas, que é o site - “www. XT600.com.br ”.

 Abaixo, segue um resumo dia-a-dia em nossa aventura sobre duas rodas:

 24-02-2007 (sábado) - A ansiedade tomava conta, and na noite anterior a viagem, praticamente não dormido. My mother, how ever, veio se despedir da gente. O tempo estava bom e saímos por volta das 7:00 hs. Pegamos 17 kms da Rod. Washington Luiz, depois Linha Vermelha e finalmente um Dutra, todas com asfalto impecável. Depois de cerca de 350 kms rodados, encontramos em São José dos Campos / SP, o casal de amigos Luis Bombeiro e Lení, que saíram de Parati / RJ. Seguiu-se em São Paulo / SP, onde também se encontraram outros amigos, Luke & Claudia, que aguardavam ansiosos nossa chegada. Depois de um almoço na casa dos pais de Cláudia e família, seguimos viagem, passando pelo vício de São Paulo e pegando uma vara. Regis Bitencourt. Após rodarmos cerca de 350 kms de São Paulo / SP a Registro / SP, resolvemos pernoitar nesta cidade. O hotel foi do mesmo que já se apresentou na minha viagem ao Sul em 2004. À noite, saímo junto para comer pizza, acompanhada de algumas cervejas.

 25-02-2007 (Domingo) - Saímos do hotel por voltas das 9:00 hs da manhã. O dia estava perfeito para viajar de moto, com sinal não muito forte e nem sinal de chuva. Logo chegamos à divisa SP / PR, onde paramos algumas fotos. Após 80 kms, outra parada obrigatória no pórtico da entrada da Serra da Graciosa para mais fotos. Descida esta bela estrada, que é uma das mais belas do Brasil, além de ser uma opção mais interessante para quem viaja até o Sul do país, evitando passar por Curitiba. Na descida, paramos fotos para fotos, tamanha a beleza do local. Passos por São João da Graciosa / PR e Morretes / PR, onde paramos para almoçar. A comer o tradicional barreado, mais acabado por um delicioso peixe grelhado (o preço é que não foi muito delicioso). Após o almoço, pegamos novamente a estrada, tirando as belas litorâneas de Matinhos / PR e Caiobá / PR, onde pegamos uma balsa em direção a Guaratuba / PR. Após mais 14 kms, chegamos a divisa PR / SC, onde mais paramos para mais algumas fotos. A primeira cidade Catarinense foi Garuva, onde também encontramos uma BR-101, duplicada e com asfalto excelente. Chegamos em Blumenau por volta das 20:00 hs, e logo telefonamos para o nosso amigo do Clube XT600 Renato Bigode. Aconselha-se a comer em casa o posto de gasolina na sua unidade, e todos os seus horários de casa, onde a cerveja é cheia de água da piscina, acompanhados do Bigode e família. onde também encontramos uma BR-101, duplicada e com asfalto excelente. Chegamos em Blumenau por volta das 20:00 hs, e logo telefonamos para o nosso amigo do Clube XT600 Renato Bigode. Aconselha-se a comer em casa o posto de gasolina na sua unidade, e todos os seus horários de casa, onde a cerveja é cheia de água da piscina, acompanhados do Bigode e família. onde também encontramos uma BR-101, duplicada e com asfalto excelente. Chegamos em Blumenau por volta das 20:00 hs, e logo telefonamos para o nosso amigo do Clube XT600 Renato Bigode. Aconselha-se a comer em casa o posto de gasolina na sua unidade, e todos os seus horários de casa, onde a cerveja é cheia de água da piscina, acompanhados do Bigode e família.

 26/02/2007 (Segunda) - Na parte da manhã ao centro de Blumenau, eu, Luke, Bigode e Bombeiro, para uma pequena manutenção na moto do Bombeiro. Ficando muito bem impressionado com uma beleza e organização de Blumenau. Parabéns! O nosso almoço foi um delicioso churrasco, mais uma vez a beira da piscina, acompanhado de muitas cervejas e deliciosas caipirinhas preparas pelo Mestre Bigode. Neste dia, tivemos uma companhia de outro amigo do Clube XT, o Rubens Blumenau. Rubens, convidou-os a ir para a casa para uma confraternização, onde também foram convidados outros amigos do Clube XT de Blumenau. Nesta confraternização, em que fui muitíssimo bem recebido pelo Rubens e sua esposa Marisa, estavam eu, Simone; Bigode, Coca; Bombeiro, Lení; Clândio, Rejane e filho, Carlos “Mac Doador”; Wilson K, Ivone. Uma conversa, foi regada a muita cerveja e uma deliciosa macarronada, o tema principal, como não se pode deixar de ser, foram viagens, motos e o Clube XT. Terminamos esta noite com um passeio de moto pela belíssima Blumenau.

 27/02/2007 (Terça) - Começa com um pouco de preguiça e ressaca do dia anterior. Lucas e Cláudia seguiram para Urubici / SC, onde marcam os dados no dia seguinte. Preparar um churrasco para o almoço, pela tarde, e depois para Balneário Camboriú / SC, eu, Simone; Bigode, Coca; Bombeiro, Leni. No caminho, passamos em Ilhota / SC, para visitarmos um pólo de lojas de confeitaria que existe. Os preços são muito convidativos, e fizeram uma alegria da mulherada. Saímos de ilhota e seguimos até a BR-101 em Itajaí / SC, depois passei pela rodovia turística Interpraias. Esta pequena rodovia, em que o nome já está tudo, é belíssima, e por isso ela chegou na praia do Estaleirinho, onde passou a tarde em um pequeno inverno bateu este paraíso do litoral catarinense. No final do dia, ainda saboream uma deliciosa Anchova grelhada com molho de camarão. Na volta, passamos pelo centro de Balneário Camboriú, muito bonito, limpo e organizado. Nesta cidade, é também o número de turistas Argentinos, que fazem à alegria do comércio local.

 28/02/2007 (Quarta) - Depois de uma noite na estrada novamente. E após as despedidas do casal de casal, que nos receberam, Bigode e Coca-Cola e também Bombas e Lenços, que de Blumenau voltariam ao Rio de Janeiro. Seguimos a viagem pelo interior de Santa Catarina em direção a Uribici. Para quem não conhece Uribici, esta cidade fica situada na região da serra de Santa Catarina, próximo a São Joaquim, no alto da Serra do Rio do Rastro. No caminho, passamos pelas belas paisagens a beira da estrada e pelas cidades muito bonitas e bem cuidadas, como o Rio do Sul, Ituporanga, Alfredo Wagner, entre outras. Chegamos em Urubici por volta do meio dia, onde almoçamos em um restaurante simples, mais com uma comida muito boa e barata, indicado pelo frentista do posto de gasolina onde havêm havecido abastecido. Após o almoço, seguimos por uma estrada de chão de 12 kms até o asfalto que leva até o alto do Morro da Igreja. A vista do morro é belíssima, há algumas gravações em algum momento, tirando fotos e tirando algumas fotos, até a chegada de um disco nevoeiro, que forçou a nossa descida mais rapidamente. De volta a cidade, faça novamente nossos amigos Luke e Cláudia e resolvemos ficar hospedados no mesmo hotel em que estavam. Acho que o melhor hotel da cidade por módicos R $ 63,00 s diária de casal. Imperdível !!! Ao contrário de Blumenau, foi muito calor, em Uribici ficou um friozinho agradável, convidativo para uma boa noite de sono. E foi o que possibilitou uma saída pela cidade para comer alguma coisa, que foi abreviada pelo começo de uma chuvinha fina.

 01/03/2007 (Quinta) - Neste dia, desceríamos à famosa Serra do Rio do Rastro, um dos nossos pontos mais altos de viagem e de onde seguiríamos para Torres / RS, onde iríamos conhecer como famosas falésias. Luke e Cláudia iriam nos acompanhar até Torres / RS, e de lá voltariam ao Rio de Janeiro. Logomarca de Urubici Após o café da manhã e após uns 60 kms rodados, chegamos ao começo da descida da famosa Serra do Rio do Rastro. Este ponto, existe uma área com um mirante de onde pode-se ver toda a estrada que desce a Serra com suas inúmeras curvas. Ao mesmo tempo, pode-se ver com tempo bom, o litoral de Santa Catarina. Uma paisagem, vista deste local e de qualquer olho, tamanho a beleza. A descida da Serra foi bem devagar, devido às curvas e às várias imagens para fotos, inclusive de um macaco, ao lado da estrada, sem muito se importar com a nossa presença. Após o término da descida do clima mudou radicalmente, a temperatura do alto da Serra mudou para um Sol forte e um calor de uns 36 graus. Passos por Lauro Muller, Urussanga, Criciúma e pegados a BR-101 (que está sendo duplicada neste trecho), com trânsito pesado e muitos caminhões. Chegamos no começo da noite em Torres / RS, e achamos um hotelzinho bom e barato. À noite, fomos comer uma caldeirada de peixe à beira-mar com algumas cervejas, que ninguém é de ferro (Ô vidinha mais ou menos). com trânsito pesado e os outros caminhões. Chegamos no começo da noite em Torres / RS, e achamos um hotelzinho bom e barato. À noite, fomos comer uma caldeirada de peixe à beira-mar com algumas cervejas, que ninguém é de ferro (Ô vidinha mais ou menos). com trânsito pesado e os outros caminhões. Chegamos no começo da noite em Torres / RS, e achamos um hotelzinho bom e barato. À noite, fomos comer uma caldeirada de peixe à beira-mar com algumas cervejas, que ninguém é de ferro (Ô vidinha mais ou menos).

 02/03/2007 (sexta) – Saímos o quatro bem cedo para um pequeno passeio pela cidade e para conhecermos o Parque da Guarita, onde ficam as famosas falésias, que são torres ou pequenos canyons, que terminam a beira do mar. O visual do alto destes morros é fantástico ! Para se chegar ao alto, caminha-se por uma pequena trilha até o começo de uma escadaria de pedras que leva ao topo do morro. A subida e bem “light” ! Após ficarmos algum tempo contemplando o visual, voltamos para o hotel para arrumarmos as bagagens e voltarmos para a estrada. Infelizmente, também havia chegada à hora de nos despedirmos do casal de amigos Luke e Cláudia. Pois eles dali voltariam para casa, e eu e Simone seguiríamos em direção a Gramado e Canela, nosso próximo destino na Serra Gaúcha. Após as despedidas, saímos de Torres por uma rodovia a beira-mar, paralela a BR-101, até a cidade de Terra de Areia/RS, onde pegamos à nova rodovia Rota do Sol, que liga o litoral Gaúcho a Caxias do Sul/RS. Chegamos a Gramado no meio da tarde com chuva fina e neblina. Lá ficamos hospedados no hotel do SESC, que fica situado na avenida que liga as duas cidades. Após nos instalarmos no hotel, aproveitamos o final da tarde para visitarmos o museu do automóvel, localizado na mesma avenida. Como o tempo piorou, com uma chuva mais forte e muita neblina, resolvemos não sair nesta noite e ficarmos no hotel aproveitando a piscina térmica.

 03/03/2007 (sábado) – Nossa intenção era aproveitar este dia para conhecer o máximo possível das belezas de Gramado/Canela. Pois tínhamos a intenção de seguir viagem na manhã do dia seguinte rumo a Rio Grande/RS, no extremo Sul do Brasil. Mais uma vez, saímos bem cedo, logo após o café da manhã. Nossa primeira parada foi no famoso pórtico da entrada de Gramado para algumas fotos. Depois seguimos para o centro de Canela, muito bonito, limpo e organizado. De lá fomos para a Floresta Encantada, que é um parque com uma imensa área verde, onde fica o famoso teleférico com 415 metros de extensão. Neste teleférico fizemos um passeio até o alto de uma colina, onde existe um mirante, com uma vista privilegiada de toda a região, e onde se vê ao longe a famosa Cachoeira do Caracol. Na outra extremidade do teleférico, chega-se a um riacho, em um belo trajeto que desce um vale, cercado de hortências por todos os lados. Depois deste passeio, seguimos para o Parque Estadual do Caracol, onde fica situada a cachoeira, em uma reserva florestal, com trilhas pela mata, passeio de trenzinho, elevador panorâmico, etc. Andamos bastante no parque e tiramos inúmeras fotos, e principalmente da cachoeira, com sua queda de 131 metros e beleza ímpar. Lá, também encontramos um casal de Iguaba/RJ, que são pais de um colega meu de trabalho. No começo da tarde, voltamos para o hotel para almoçarmos e fazermos um breve descanso. Por volta das 15:00 hs, seguimos para o centro de Gramado, onde estacionamos a moto, e saímos para explorar as belezas da cidade, que pare ser um imenso cartão postal, com uma nova atração aparecendo em cada esquina e praça, com exposições, lojas temáticas, feiras de artesanatos, etc. Como nem tudo é perfeito, os preços é que são pouco atrativos. Nocomeço da noite, assistimos em uma praça um grupo musical que se apresentava em trajes típicos Gaúchos. Por volta das 9:00 hs, com o começo de uma chuva fina e neblina, seguimos para o hotel e terminamos novamente o dia na piscina térmica, com direito a sauna e hidromassagem.

 04/03/2007 (Domingo) – Nos despedimos de Gramado/Canela com um gostinho de “quero mais” e seguimos viagem em direção a Rio Grande, no extremo Sul do estado. Os primeiros 36 kms entre Gramado e Nova Petrópolis seguem por uma bela estrada rodeada de hortências, com muitas curvas (deliciosas de se fazer com a moto), e diversos sítios as suas margens, todos pequenos e muito bem cuidados, que somados as diversas pousadinhas rurais, dão um ar bucólico à região. Em Nova Petrópolis, pegamos a BR-116 em direção a Porto Alegre, muito bem cuidada, mais com pedágio, como todas as estradas da região. Nada lembrando os trechos destruídos desta mesma estrada que atravessamos nos estados de MG e BA, em nossa viagem do ano passado aos Lençóis Maranhenses/MA. Passamos por Novo Hamburgo, São Leopoldo, Esteio e Canoas na região metropolitana de Porto Alegre. No entorno da capital, como em toda cidade média e grande do Brasil, infelizmente vimos muitas favelas e miséria. Depois da capital Gaúcha, a BR-116 se resume a uma grande reta de cerca de 250 kms até a cidade de Pelotas, que fica 50 kms antes de Rio Grande. Ao chegarmos em Rio Grande fomos calorosamente recebidos pelo nosso amigo do Clube XT, João Serra, sua esposa Mariângela e sua filha Lili. O resto da noite foi dedicado a muito bate papo com nossos amigos sobre motos, viagens, Clube XT e o Uruguai. Nosso próximo destino, terra natal do pai do João, e país do qual ele é profundo conhecedor.

 05/03/2007 (Segunda) – Saímos com o João de carro, que nos mostrou e contou muito da história de Rio Grande (que é a cidade mais antiga do Rio Grande do Sul) e seus arredores. Começamos o dia visitando as ilhas do Leonídio e Marinheiros (esta foi a primeira produtora de vinhos do Brasil, abastecendo o Rio e São Paulo), que ficam na lagoa dos Patos (que é uma das maiores do mundo), de frente a cidade de Rio Grande; depois o centro de Rio Grande e a cidade também histórica de São José do Norte (onde começa a estrada BR-101), e onde se chega de barco a partir do porto de Rio Grande; Os Moles da Barra, que são dois braços de pedras que adentram o mar com 4 kms e 6 kms de extensão cada e profundidades média de 22 metros, feitos para que os grandes navios cheguem ao mesmo porto; a praia do Cassino, que é a maior do mundo, com cerca de 200 kms, começando em Rio Grande e seguindo até a fronteira do Uruguai. E depois deste agradável dia de passeios pela cidade, em que fomos brilhantemente ciceroneados pelo João, saboreamos uma “deliciosa” moqueca de camarão em sua casa, feita pela sua esposa Mariângela.

 06/03/2007 (Terça) – Eu e João passamos toda a manhã no centro de Rio Grande na frustrada tentativa de conseguir tirar a Carta Verde (Seguro internacional de veículos automotores contra terceiros). Porém, em todas as corretoras e bancos que tentamos conseguir o documento, a resposta era sempre a mesma - “Estamos proibidos de fazer a Carta Verde para motos”. Tentamos também obter alguma informação no Consulado do Uruguai em Rio Grande, mais de nada adiantou, pois a única pessoa que se encontrava no Consulado e nos atendeu, sequer sabia ao certo, quais os documentos realmente seriam necessários para entrarmos no Uruguai.   

     Na verdade, segundo um corretor de seguros de Rio Grande, que demonstrou toda a boa vontade para conosco, mais também nada pôde fazer para nos ajudar. Na reunião entre os presidentes do Mercosul em Ouro Preto/MG, em que foram definidas as diretrizes para o trânsito de veículos entre estes paises membros, ficou decidido que a Carta Verde seria de porte obrigatório somente para carros, caminhões e ônibus, excluindo-se as motos desta obrigatoriedade. Porém, a polícia dos países hermanos, com a intenção de criar dificuldades para vender facilidades (Se é que me entendem). Passou a exigir a Carta Verde dos motociclistas viajantes, o que tornou “informalmente” obrigatório o tal documento para as motos. As seguradoras por sua vez, aceitavam até bem pouco tempo fazer Carta Verde para as motos pelo mesmo preço cobrado dos carros. Até descobrirem agora, que não estava mais sendo vantajoso fazê-lo, em função do grande número de sinistros com os veículos de duas rodas.

 Diante deste problema, para nós motociclistas restam três alternativas :

 1 – Não fazer a Carta Verde e tentar explicar para o policial, caso ele peça este documento (muito provavelmente ele pedirá), que ele está mal informado, e que a Carta Verde não é obrigatória para motos, assim como, o extintor de incêndio e o triângulo (Quem conhece a fama da policia Hermana, jamais irá optar por esta alternativa).

 2 – Fazer a Carta Verde específica para motos, que é caríssima e pouquissímas seguradoras tem interesse em fazer.

 3 – Procurar um despachante na fronteira, negociar com ele, comprar e preencher o formulário da Carta Verde com os dados da moto (sabendo que a 2º via deste formulário jamais será enviado para a seguradora). Assim, você terá o papel físico para mostrar para a policia, em caso de exigência. Mais em caso de um acidente, você não contará com qualquer tipo de cobertura. (Optamos por esta alternativa e conseguimos o papel no Chuí em menos de dez minutos).

      Depois de decidirmos por esta última alternativa acima com relação à Carta Verde. Almoçamos mais uma vez com nossos amigos João, Manja e Lili, e após uma difícil despedida, onde as lágrimas foram inevitáveis. Pegamos a estrada novamente por volta das 13:00 em direção ao Uruguai. Logo na saída de Rio Grande, em um posto onde paramos para abastecer, encontramos um grupo de motociclistas de Poços de Caldas/MG, que estavam vindo desde Ushuaia com vistosas BMW’s e V’Strom’s . Tentei puxar conversa com eles, interessado na viagem ao “Fim do Mundo” (Um antigo sonho meu), e também a fim de saber deles a impressão que tiveram do Uruguai. Porém, a reciprocidade não foi homogênea, e somente um deles, se mostrou interessado em ajudar-me com algumas dicas. Então, saímos em direção ao Chuí, por uma reta de 200 kms que separam Rio Grande desta cidade. Lá chegando, abastecemos pela última vez no Brasil. Uma quadra após o posto, uma árvore com um canteiro verde e amarelo de um lado e azul e branco do outro, demarca a fronteira internacional entre o Brasil e o Uruguai.

     Troquei no lado Uruguaio Reais por pesos Uruguaios, achei interessante o tamanho das cédulas, bem maiores que as brasileiras, e o valor nominal (R$ 750,00 foram trocados por 7.950 pesos Uruguaios). Na Aduana Uruguaia, situada 3 kms após o centro do Chuy, os trâmites foram rápidos e fáceis. São exigidos somente a cédula de identidade Brasileira (expedida pela secretaria de segurança pública dos estados), e os documentos da moto em nome do condutor. Nenhuma taxa nos foi cobrada e todos os funcionários foram simpáticos e solícitos.

Estávamos agora na Ruta 09, com pista de mão dupla e asfalto impecável. Depois de cerca de 10 kms rodados, esta mesma pista fica mais larga em um ponto, que é usado também para pouso de aviões. Ficamos imaginando o risco de acidentes durantes a descida de aviões naquele local. Visitamos o Forte de Santa Teresa, situado entre a Ruta 09 e o mar, dentro de um Parque Florestal, em uma imensa área verde, com toda a infra-estrutura para a prática do camping, onde encontramos diversas famílias acampadas. Vale ressaltar a limpeza do local e a cordialidade dos militares, que tomam conta do parque. Voltamos à estrada, e ficamos felizes no primeiro pedágio, ao sabermos que motos não pagam pedágio no Uruguai. No final da tarde, chegamos à cidade de Rocha, onde ficamos no único hotel da cidade com cocheira (garagem). Infelizmente, neste hotel só havia um minúsculo quarto disponível, mais sem alternativa, resolvemos dormir ali mesmo. Jantamos no próprio hotel, e tivemos o primeiro contato com a culinária Uruguaia, a base de carne (com muita gordura), pão e batata. Brindamos também nossa primeira noite fora do Brasil, com uma deliciosa cerveja de um litro Patrícia. Durante um breve passeio pelos arredores do hotel, antes do jantar, observei o grande número de carros antigos existentes na cidade, fabricados nas décadas de 60 e 70, em contraste com reluzentes Pick-up’s Toyota. Ao comentar este fato com o simpático dono do hotel, Sr. Richard, que nos servia ao mesmo tempo em que conversarmos sobre as particularidades do Brasil e do Uruguai, o mesmo falou-me ser esta era uma característica cultural da região. Na verdade, vimos esta particularidade com relação aos carros em todo o Uruguai. Porém, não vimos favelas, mendigos, etc, ou algum outro sinal de violência, ou de grande desigualdade social. O que demonstra claramente que a desigualdade social neste pequeno país, se encontra em níveis bem menores que no Brasil, onde o abismo social cresce cada vez mais a cada dia.

 07/03/2007 (Quarta) – Acordamos cedo para darmos uma pequena volta pelo centro de Rocha. No dia anterior nem havíamos notado a bonita praça arborizada em frente ao hotel. As adolescentes com suas saias xadrez seguindo para a escola, e as roupas das pessoas de forma geral, dão à impressão de sociedade conservadora ao povo Uruguaio.  Nas lojas, motos a venda nas vitrines junto de todo tipo de eletrodomésticos. No Uruguai, as motos, ao contrário dos carros, são em geral novas e de baixa cilindrada (no máximo 125), das mais variadas marcas e modelos, quase sempre “made in China”. Em todos os 1.200 kms rodados dentro do Uruguai, a única moto de grande cilindrada que vimos, foi uma V-max, perto de Punta Del Este. Daí, em nossas paradas nos postos para abastecimentos, a XT 600 chamava muito a atenção, e sempre alguém vinha puxar conversa, de forma simpática, sobre o consumo, cilindrada, velocidade média, etc.

     Depois deste pequeno passeio matinal, tomamos o fraco desayuno (café da manhã) Uruguaio no hotel, que nem de longe lembrou os fartos cafés da manhã dos hotéis Brasileiros, com frutas, sucos, bolos, pães, etc.

     Abastecemos a moto pela primeira vez com a boa gasolina Uruguaia, em um posto Texaco ainda dentro de Rocha. A gasolina (sem álcool), custou o equivalente a R$ 2,74 o litro. Apesar do meu receio da XT 600 (acostumada a nossa péssima gasolina Brasileira), não funcionar bem com gasolina pura Uruguaia, não tivemos nenhum problema neste sentido, e a performance e consumo não se alteraram. Continuamos na Ruta 09, com belas paisagens, entre pequenas vilas e fazendas. A polícia camineira, apesar de bastante presente na estrada, não nos parou em nenhuma ocasião, e até nos acenou amigavelmente em uma das várias passagens pelos postos de fiscalização. Entramos por uma estrada a beira mar antes da cidade de Maldonado que nos levou a Punta Del Leste. Punta surpreendeu-nos com toda sua riqueza e ostentação. Vários hotéis de luxo, casas cinematográficas, carrões de luxo, iates não menos luxuosos e transatlânticos recheados de turistas. Como nosso perfil $$$$$$$, não era muito adequado ao local, e modéstia à parte, aqui no estado do Rio de Janeiro temos praias bem melhores e mais bonitas, tiramos somente algumas fotos, além de um breve passeio pela cidade, e seguimos em direção Montevidéu, agora em uma estrada ainda melhor e de pista dupla. Chegamos a capital Uruguaia por uma avenida larga, em um bairro com diversas mansões (todas sem muros). Também não vimos favelas e pedintes nos sinais de trânsito, o que nos deixou muito bem impressionados. Mais como nada é perfeito, o trânsito da capital é complicado, e a sinalização quase inexistente. Por conta disto, tivemos dificuldades de encontrar a saída para Colônia Del Sacramento, no outro extremo da cidade. Nesta hora, pedimos ajuda a um motorista, que prontamente nos ajudou, inclusive nos guiando até bem próximo à saída da cidade. Depois de cerca de 600 kms rodados neste dia, chegamos no começo da noite em Colônia Del Sacramento. Depois de uma rápida pesquisa de preços, resolvemos ficar no hotel Riviera, onde fomos atendidos pelo simpático Sr. Juan Carlos, que mesmo não tendo “cocheira” no hotel, nos conseguiu um lugar seguro para guardamos a moto em uma espécie de depósito pertencente ao hotel. À noite, fomos até a estação do Buque Bus, situada a duas quadras do hotel, onde comprarmos passagens para Buenos Aires para dia seguinte. O Buque Bus é um barco de passageiros, muito luxuoso, com free shopping, restaurante, lanchonete, etc, que faz a travessia de Colônia Del Sacramento para Buenos Aires, em cerca de uma hora pelo Rio da Plata. Com as passagens na mão, fomos a um restaurante, indicado pelo Sr. Juan Carlos, onde comemos um prato típico do Uruguai, chamado chivitos, que é uma espécie de super sanduíche Bauru, acompanhado de uma deliciosa cerveja Pilsen de um litro.

 08/03/2007 (Quinta) – Acordamos ansiosos, pois iríamos conhecer a capital Argentina, um dos pontos altos da viagem. Estávamos também um pouco preocupados com os riscos, comuns em todas as grandes cidades, como Buenos Aires, que é uma das maiores do mundo. Também tínhamos um pouco de receio do povo Argentino não ser parecido com o Uruguaio no perfeito tratamento com os turistas. Pura paranóia de marinheiros de primeira viagem .

     Durante quase todo o dia uma chuva intermitente foi nossa indesejável companheira, mais nada que tirasse o brilho do passeio. Principalmente porque nossa valente XTE 600 teria um merecido descanso neste dia, e sem a moto, ficaríamos menos suscetíveis as variações do tempo.

     A passagem do Buquebus estava marcada para as 10:00 hs, mais chegamos com uma hora de antecedência, a fim de trocarmos pesos Uruguaios por pesos Argentinos e fazermos o check-in sem pressa. Passamos pelo check-in, onde havia uma pequena fila, depois pela Aduana Uruguaia para os trâmites de saída do país. Na aduana Argentina, o funcionário ao ver que nós éramos Brasileiros, nos recebeu com um simpático e caloroso “Bom dia !!!”, nos deixando muito à vontade e felizes por sermos recebidos com uma tão grande demonstração de simpatia, e ao mesmo tempo nos tirando muitos grilos da cabeça.

     Após nossa liberação pelas autoridades de imigração, seguimos por um corredor que nos levou para dentro do buquebus. Confesso que a principio, nós dois nos sentimos até um pouco constrangidos, diante do luxo e da elegância das pessoas. Quem viaja de moto sabe o que eu estou falando, pois com o espaço reduzido para bagagens, fica impossível de se levar roupas adequadas para diferentes ocasiões. No final, esta nossa pequena preocupação fútil foi motivo de gargalhadas, ao encontrarmos alguns turistas “mochileiros” Europeus. Digamos, mais despojados que a gente, e ainda deitados no chão acarpetado de limpeza impecável do barco ( que mais parece um shopping flutuante), em frente ao vitrines do free shopping.

      Devido à diferença do fuso horário, chegamos a Buenos Aires exatamente as 10:00 hs . A estação onde desembarcamos é bem mais luxuosa e estruturada que a estação do lado Uruguaio. Facilmente conseguimos um táxi, dirigido pelo simpático Sr. Sorzo, que após uma rápida negociação cobrou-nos 80 pesos para ficar a nossa disposição durante 3 horas, nos levando nos principais pontos turísticos da capital Portenha.  Nossa primeira parada foi em um luxuoso barco cassino; depois fomos ao estádio da Bomboneira, sede do time do Boca Juniors, situado no famoso bairro La Boca, com suas casas coloridas, que foi o primeiro bairro fundado por imigrantes Europeus; depois a Plaza de Mayo, onde foi fundada a cidade e palco de grandes manifestações políticas da história da Argentina, e também onde as mães da Plaza de Mayo se reúnem toda quinta feira num protesto silencioso contra os mortos e desaparecidos durante o regime militar, além do local onde se encontra a Casa Rosada, sede do governo Argentino; conhecemos também o elegante bairro da Recoleta, que lembra um pouco Paris, com inúmeros cafés, mesas com guarda-sóis na calçada e antiquários, e terminamos nosso tour de táxi pela capital conhecendo o monumento Obelisco e a sede do Legislativo Federal na avenida 9 de junho (a mais larga do mundo), onde depois fomos deixados pelo Sr. Sorzo nesta mesma avenida, em frente a um restaurante típico Argentino, onde almoçamos e fizemos um pequeno passeio a pé pelo centro. A nossa volta para a estação do buquebus foi novamente de táxi, e lá chegamos por volta das 16:00 hs. Como nossa passagem de volta estava marcada para as 18:00 hs, tivemos tempo para descansar um pouco e comentarmos os lugares e belezas que conhecemos neste dia mágico em Buenos Aires. Durante esta espera, também conheci dois Americanos que estavam a quatro meses viajando de moto. Vieram em duas KTM’s 950 Adventure desde os EUA até Ushuaia e depois voltaram até Buenos Aires. Iriam mandar as motos de volta de avião para os EUA, mais antes iriam fazer um tour pelo Uruguai. Fiquei impressionado quando um deles me falou que pagou U$ 12.000,00 pela sua KTM nos EUA, e ele mais ainda quando falei que esta mesma moto vale cerca de R$ 54.000 aqui no Brasil (difícil foi fazê-lo entender que aqui a metade deste valor vai para o governo). Ví algumas fotos da viagem deles e lhes falei que esta viagem era também o maior sonho da minha vida. E acho que da maioria dos motociclistas que realmente gostam de viajar. E que quando conseguisse realizar este sonho (vou conseguir ao me aposentar se Deus Quiser !) Eu iria lhe visitar nos EUA e tomaríamos algumas cervejas juntos.

     Como a chuva já havia cessado, fomos acompanhados durante toda a viagem do belo visual do pôr do Sol no Rio da Plata, com os últimos raios de Sol refletindo em suas águas. Chegamos às 20:00 hs em Colônia Del Sacramento, pois agora o fuso horário marcava uma hora a mais no Uruguai. Terminamos este belo dia, comemorando o sucesso do nosso passeio a Buenos Aires, jantando novamente no mesmo restaurante do dia anterior, onde desta vez, eu comi um “pólo com fritas” e a Simone um prato de massas, acompanhados, é claro, de uma deliciosa cerveja Pilsen de l litro.

 09-03-2007 (Sexta) – A partir deste 14º dia da nossa viagem, cada km rodado nos levaria para mais perto de nossa casa, pois estávamos agora começando nossa volta. Então, planejamos chegar em Itaqui/RS, distante 750 kms de Colônia, onde iríamos visitar um estimado casal de amigos, o Luciano e a Andréia, que eu tive o prazer de conhecer, através do Clube XT, em minha viagem “solo” a Bonito/MS em fevereiro/2005.

     Tomamos nosso “desayuno”, nos despedimos do Sr. Juan Carlos, agradecendo toda a simpatia e gentileza dispensada para conosco, e por volta das 7:30 hs da manhã já estávamos na estrada novamente. A moto, depois de um merecido dia de descanso, voltava ao seu “habitat” natural, a estrada ! E nós também, porque não ! Depois de um dia de turistas “normais”, andando de barco e táxi, voltávamos também ao nosso “habitat” natural, ou seja, montados em nossa poderosa XTE 600, comendo estrada, vendo belas paisagens, sentindo o vento da estrada e transpirando felicidade.

     Depois de rodarmos aproximadamente 100 kms pela Ruta-1, já perto da cidade de Carmelo, fomos surpreendidos pela pista interditada, devido a um grande alagamento próximo a uma ponte, resultado das fortes chuvas da noite anterior. Ficamos preocupados com a possibilidade de termos que voltar para Colônia, para pegarmos a Ruta-2 em seu inicio, dando uma volta de mais de 250 kms. Estávamos ali quase resignados com a nossa falta de sorte, que jogaria um balde de água fria em nossas pretenções de chegarmos em Itaqui ainda naquele dia. Quando chegaram dois irmãos em uma Pick-Up S10, e logo se ofereceram para nos guiar por um atalho, que eles também usariam, por uma estrada de rípio de 40 kms, desviando deste trecho alagado. Não pensamos duas vezes, e seguimos por esta estrada junto com nossos novos amigos. Depois de muito agradecer a estes dois novos anjos da guarda que cruzaram nosso caminho. Também por indicação deles, seguimos por outra estrada secundária, agora asfaltada, saindo da Ruta-1 e passando pelas cidades de Tarariras, Miguelete e Cadorna, onde pegamos a Ruta-2, menos suscetível a alagamentos.

    A Ruta-2, também com asfalto impecável, é a segunda estrada mais importante do Uruguai (a primeira é a Ruta-1). Entre as belas paisagens às margens desta estrada, se destacam os enormes campos de girassóis e as simpáticas cidadezinhas, todas cortadas pela rodovia neste trecho. Por volta do meio dia, chegamos à primeira grande cidade do trajeto, Mercedes, onde abastecemos, e apesar de estar na hora do almoço, como não tínhamos muita fome, resolvemos comer apenas duas barras de cereal cada um. Na cidade de Fray Bentos, deixamos a Ruta-2 e pegamos a Ruta-3 em direção a fronteira do Brasil, distante ainda 340 kms. Neste trecho, a estrada segue paralela a fronteira com a Argentina, e as cidades ficam mais distantes umas das outras. Porém, os campos de girassóis continuam dominando a paisagem. Nos 100 kms antes da fronteira, passamos por algumas estâncias hidrominerais, entre elas a cidade de Salto, com diversos hotéis luxuosos e parques com suas águas medicinais. Chegamos à cidade de Bella Union na fronteira com o Brasil ás 17:40 hs, onde aproveitei para gastar os meus últimos pesos Uruguaios abastecendo a moto, e como ainda sobraram alguns trocados, troquei o restante em uma casa de câmbio da cidade. Os trâmites de saída na aduana Uruguaia foram rápidos e fáceis, e os funcionários gentis e educados mais uma vez. Ficamos muito bem impressionados com o Uruguai e os Uruguaios ! Boas estradas, belas paisagens, bons preços, povo gentil e solicito, entre outras coisas.

     O tempo que estava perfeito até então, mudou radicalmente, e logo após Barra do Quarai/RS, começou uma chuva fina e intermitente. A partir de Uruguaiana (100 kms antes de Itaqui), enfrentamos o trecho mais stressante de toda a viagem, com a chegada da noite, acompanhada da chuva agora forte e buracos na pista. Apesar de todas estas dificuldades, resolvemos continuar em ritmo bem mais lento, e seguir até Itaqui, onde chegamos por volta das 20:00 hs, encharcados, exaustos, mais felizes por termos conseguido cumprir nosso objetivo. Na entrada da cidade, nos protegemos da chuva na marquise de um supermercado, e ligamos para o Luciano, que rapidamente veio ao nosso encontro, nos recebendo com um caloroso abraço de boas vindas e nos levando para sua casa, onde fomos maravilhosamente bem recebidos também por sua esposa Andréia. Depois desta carinhosa recepção, seguimos para um animado churrasco organizado pelo Luciano e pelos seus amigos motociclistas de Itaqui, onde fomos igualmente muito bem recebidos por todos, e terminamos o dia neste autêntico churrasco motociclista dos Pampas, regado a muita cerveja num clima de muita amizade e companherismo.

10/03/2007 (sábado) – Como o Luciano teria que trabalhar na parte da manhã deste sábado, ele gentilmente pediu ao amigo motociclista Guto para me levar até uma oficina de motos de um amigo, onde eu troquei o óleo, e aproveitei para fazer uma pequena revisão na moto, onde descobri que os buracos da noite anterior entre Uruguaiana e Itaqui, haviam quebrado três raios traseiros da moto, que tiveram que ser substituídos. Com a chegada do Luciano, almoçamos todos juntos em sua casa, uma deliciosa comida preparada por sua esposa Andréia. À tarde, o Luciano reuniu outros amigos motociclistas, e fizemos um pequeno passeio por Itaqui e arredores. No final da tarde, fomos todos assistir o pôr do Sol no Rio Uruguai, onde também combinamos de nos encontrarmos novamente à noite, para irmos a um barzinho para tomarmos algumas cervejas geladas, e continuarmos nosso saudável bate papo. E assim, terminamos este agradável dia junto dos nossos novos “velhos” amigos de Itaqui/RS. Gostaria de mandar um grande abraço para toda esta turma de Itaqui que tão bem nos recepcionou : Guto e Rita; Beregaray e Rose; De Souza e Elizângela; Pimenta e Cocota e João Rossi e Maritiza, além é claro, de nossos grandes amigos que nos receberam maravilhosamente em sua casa, Luciano e Andréia.

 11-03-2007 (Domingo) – Ficamos felizes com a decisão do Luciano e da Andréia, que resolveram nos acompanhar até São Borja, onde moram os pais do Luciano, e para onde seguimos à tarde. Nos cerca de 90 kms entre Itaqui e São Borja, a BR-472 se encontra em boas condições, e nos chamou a atenção os grandes campos de plantação de arroz, com suas enormes máquinas colheitadeiras trabalhando a todo vapor, apesar de ser um domingo. Chegamos em São Borja no começo da noite, e fomos muito bem recebidos pelo Sr. Ricardo Fitz e Sra. Lucí Fitz, pais do Luciano. À noite, fomos passear na cidade de San Tomé/Argentina, distante somente 23 kms de São Borja, onde conhecemos um luxuoso cassino e aproveitamos também para abastecer as motos com a boa e barata gasolina Argentina.

12-03-2007 (Segunda) – Eu e o Luciano fomos cedo a uma casa lotérica para eu tirar uma nova carta verde para circular dentro da Argentina. Em São Borja, para o meu espanto, ao contrário de Rio Grande, a carta verde foi feita sem nenhum problema para a moto. Em seguida, fomos para uma oficina para trocar a lâmpada do farol baixo da minha moto. Por volta das 10:00 hs, já estávamos de volta à casa dos pais do Luciano. Então, havia chegado à hora de mais uma difícil despedida, agora deste maravilhoso casal de amigos, Luciano e Andréia, que nos receberam de braços abertos em sua casa, e nos deram o prazer de sua companhia por três dias. Seguíamos agora em direção a Foz do Iguaçu, via região de Missiones na Argentina. Na fronteira chama a atenção à estrutura da aduana integrada Brasil/Argentina, com casa de câmbio, banheiros impecáveis, sala de informações, etc, e tudo muito rápido e fácil. Logo após San Tomé, fomos parados na estrada pela polícia, que para nosso espanto e alegria, rapidamente conferiu nossos documentos e nos liberou para seguirmos viagem. Nesta Ruta-40, o asfalto é impecável e a sinalização perfeita, e é difícil passar por ali e não se lembrar das péssimas estradas que temos no Brasil. Esta região de Missiones é uma região com grande potencial turístico, e nota-se a preocupação do governo Argentino em fomentar esta industria do turismo, através de uma boa infra-estrutura para este desenvolvimento. Passamos por simpáticas e belas cidadezinhas, entre elas : Apostoles, Cerro Azul (onde fomos parados pela policia pela segunda vez, novamente sem problemas), Leandro N. Além, Oberá e 2 de Mayo. Em 2 de Mayo, almoçamos uma deliciosa parrilha por módicos 8 pesos por pessoa. Nesta cidade, abandonamos também a Ruta-14 e pegamos uma estrada secundária, passando por uma bela serra, até a cidade de El Alcazar, onde pegamos a Ruta-12. Na cidade de Caragatay, visitamos o museu Che Guevara, construído em uma casa, distante 3 kms por estrada de chão da Ruta-12, onde o líder revolucionário passou parte de sua infância. Continuamos em direção a Porto Iguazú, na fronteira com o Brasil. Porém, na cidade de Eldorado, distante ainda 100 kms da fronteira, fomos apanhados por uma chuva, que nos acompanhou durante todo o restante do percurso até Foz do Iguaçu. E por conta disto, diminuímos o ritmo da tocada, e só chegamos à fronteira por volta das 18:00 hs. Os trâmites, mais uma vez foram rápidos e fáceis, apesar do grande movimento de carros na aduana, principalmente Brasileiros, que estavam voltando para Foz do Iguaçu com o tanque cheio da boa e barata gasolina Argentina. Em Foz, ficamos hospedados no mesmo hotel em que eu já havia ficado na minha viagem de 2004. Situado no centro da cidade, com garagem para a moto, café da manhã muito bom, Tv a cabo e Ar condicionado, pagando R$ 55,00, á diária de casal. Como estávamos bastante cansados, comemos alguma coisa no próprio hotel, e fomos dormir cedo neste dia.

 13/03/2007 (Terça) – Reservamos este dia para visitarmos as Cataratas do Iguaçu do lado Argentino. Então, após o café da manhã, pegamos nossa moto e seguimos novamente em direção a aduana Argentina. Aproveitamos, e damos também um rápido passeio pela simpática cidade de Puerto Iguazú. Que vive em função do turismo para o Parque Nacional do Iguazú, onde ficam situadas as Cataratas, na fronteira com o Brasil. Na cidade, vimos diversos hotéis, pousadas e cassinos para todos os gostos e “bolsos”. De lá, seguimos para a sede do parque, distante 15 kms do centro da cidade, onde encontramos diversos ônibus de turismo, chegando com turistas de diversas partes do mundo. Na bilheteria, pagamos 18 pesos por cada ingresso, com direito ao passeio de trenzinho, que parte de uma pequena estação na sede do parque, até outra estação, que fica no começo da passarela que leva os turistas até a Garganta Del Diablo. Que foi o primeiro local que visitamos, com uma vista privilegiada das Cataratas, situado a poucos metros da queda d’água principal. É difícil colocar em palavras, a emoção que é estar ali diante deste belíssimo espetáculo da natureza. Eu, apesar de já ter tido o prazer de conhecer as Cataratas em outra viagem em 2004. Não fiquei menos emocionado, que a Simone, que visitava o local pela primeira vez. Após inúmeras fotos para registrar aquele momento de emoção e beleza ímpar, seguimos nossa caminhada pelo Parque e suas inúmeras atrações.

     Vale salientar, que todo o Parque é muito organizado e sinalizado. Tornando totalmente dispensável a contratação de guias e transporte a partir de Foz do Iguaçu. Na minha primeira viagem em 2004, por desconhecer totalmente esta facilidade, paguei R$ 60,00 reais para realizar este mesmo passeio (não incluso a entrada do Parque, que foi paga separadamente), através de uma operadora de turismo de Foz. Desta vez, fomos em nossa moto, e pagamos somente os 18 pesos da entrada do Parque.

     Almoçamos bem por apenas 8 pesos, em um grande restaurante situado na área central do Parque, de onde partem todas as trilhas para as diversas atrações. Após o almoço, seguimos por uma destas trilhas em direção a parte baixo do Parque, de onde saem os botes em direção as quedas d’água, fazendo a alegria dos turistas, que chegam deste passeio ensopados, mais felizes com a emocionante experiência. E conosco, não foi diferente. No final da tarde, depois deste dia maravilhoso no Parque Nacional do Iguazú, voltamos para Foz, cansados, mais extasiados e felizes com todas as belezas que vimos neste dia. Aproveitamos também para uma última rápida passadinha em Puerto Iguazú, onde enchemos o tanque da moto pela última vez com a gasolina Argentina.

     À noite, ligamos para mais um amigo virtual do Clube XT , o Ivan “Máster Foz”, gente muito boa, que também tivemos o prazer de conhecer pessoalmente. Ciceroneados pelo Ivan, fizemos um “tour” pela cidade de Foz do Iguaçu, e terminamos à noite em um simpático quiosque, ponto de encontro do pessoal do Clube XT em Foz. Onde conhecemos também os novos amigos, Jorge “Morcego” , Rubens (nosso conterrâneo de Petrópolis/RJ), Clóvis, Edinei (Smagle) e Cristina.

 14/03/2007 (Quarta) – Combinamos com o Ivan, de irmos, ciceroneados por ele, até o Paraguai para fazermos umas comprinhas. Então, após o café da manhã, nos encontramos com ele em frente ao hotel, para seguirmos juntos até Cidade Del Leste. Confesso, que fiquei meio reticente em entrar de moto no Paraguai, devido às histórias de roubo de motos, polícia corrupta, etc. Mas, encorajados pelo Ivan, que sempre repetia, com um largo sorriso, “Não se preocupem, vcs estão comigo.” Resolvemos seguir em frente. Na ponte da amizade, pegamos muito trânsito de carros, em sua maioria, caindo aos pedaços, e centenas de pequenas motos. Ambos, carregando todo tido de mercadoria e pessoas, entrando e saindo do Paraguai. Logo depois de conseguirmos atravessar a ponte. Um policial Paraguaio parou o Ivan (que seguia na nossa frente), pedindo os documentos dele e da moto, que foram rapidamente apresentados. O policial, ao ver que os documentos da moto do Ivan eram de Foz, perguntou se nós estávamos juntos dele, e com afirmativa do Ivan, ele nem pediu para ver nossos documentos, e nos liberou rapidamente.  Depois deste pequeno contratempo, seguimos para um estacionamento particular, onde deixamos nossas motos.

     Cidade Del Leste, é o que podemos chamar de Babel dos tempos modernos. Para quem mora no Rio, e conhece a região da Central do Brasil e camelôdromo, e para quem mora em São Paulo, e conhece a região da 25 de março. É só pegar o que já conhecem, aumentar o espaço e piorar bastante. Na cidade, chama a atenção, a sujeira e bagunça nas ruas, além de muitas pessoas com grandes pacotes (atropelando umas as outras), milhares de camêlos (que tentam te empurrar todo tipo de produto), e um trânsito louco (em que todos buzinam sem parar, e ninguém respeita nada). As opções gastronômicas, à venda nas ruas, são um capítulo à parte, e nossa maior incursão neste sentido, foi uma singela coca-cola em lata.

     Visitamos várias lojas e galerias, na maioria, pertencentes a Brasileiros, e vimos todo tipo de mercadoria, com preços inacreditavelmente baratos. Mas, infelizmente (ou felizmente), como estávamos com o orçamento um pouco apertado, afinal, já estávamos fora de casa, viajando, 18 dias. Tivemos que escolher muito, dentre as diversas opções, para decidir o que comprar. Acabamos optando por dois MP4’s, uma nova memória de 1 GB para nossa câmera fotográfica, alguns perfumes, dois colchões infláveis e uma mochila Camel Back (mochila hidratação para viagens e caminhadas). Além de um par de sapatos novos para nossa moto, da marca Rinaldi, pagando inacreditáveis R$ 120,00 reais (o par). O mais incrível é que estes pneus são fabricados aqui no Brasil, no estado do Rio Grande do Sul. Depois de colocarmos os pneus novos em nossa moto, ainda em Cidade Del Leste (pois não é permitido voltar ao Brasil com os pneus fora da moto).  Voltamos novamente pela ponte da amizade, com um trânsito agora bem pior que na entrada, e tivemos que enfrentar literalmente um empurra-empurra de motos, para conseguirmos chegar sãos e salvos a Foz do Iguaçu. Onde, o Ivan levou-nos para almoçar em um restaurante a kilo, com uma comida deliciosa, e um precinho excelente. Á tarde, acompanhados mais uma vez do nosso cicerone Ivan, e do Jorge “Morcego”. Fomos visitar a Usina de Itaipu, que é a maior usina Hidrelétrica do mundo, onde assistimos um filme sobre sua história, desde a construção até os dias de hoje, e fizemos um tour de ônibus, com duração de 1 hora, por todas as instalações do complexo energético. Em média, por dia, 1.500 turistas de todo o mundo, visitam a Usina, que é um dos maiores orgulhos da engenharia nacional. Os números da Usina, impressionam qualquer um, 8 kms de comprimento e 196 metros de altura, potência instalada final de 14.000 MW (megawatts), com 20 unidades geradas de 700 MW cada. No final de mais este maravilhoso passeio, seguimos para o centro de Foz, onde nos despedimos em frente ao hotel, e marcamos de nos encontrarmos novamente à noite, no mesmo quiosque, onde vimos todos mais uma vez, e aproveitamos para nos despedirmos destes novos amigos de Foz, e principalmente do Ivan, que nos deu toda a ajuda e apoio na cidade, mostrando o verdadeiro espírito do motociclismo. Obrigado Ivan !!!  Como não poderia deixar de ser, a despedida foi regada a muitas cervejas, é claro !!!

 15/03/2007 (Quinta) – Após estes três dias em Foz do Iguaçu, havia chegado à hora de partimos, afinal, faltavam apenas quatro dias para o término de nossas férias, e ainda estávamos a 1.500 kms de nossa casa. E, em mais uma demonstração de amizade e espírito motociclistico, entre tantas outras, nosso amigo Ivan, acompanhado do Jorge “Morcego”, foram até nosso hotel, onde tomaram café da manhã conosco, e nos acompanharam até a saída de Foz. Depois de mais esta despedida, infelizmente, agora definitiva de nossos amigos, pegamos a estrada em direção ao Rio de Janeiro. Uma ótima estrada (mas, que infelizmente as motos pagam pedágio no PR), aliada a um clima ameno, tornaram a viagem bem agradável e fácil nesta manha de quinta feira. Pouco depois de Cascavel, fizemos uma parada rápida para uma visita a igreja em que eu fui batizado em 1971, na pequena cidade de Corbélia/PR, onde, na época, morava minha madrinha. Após algumas fotos da igreja, e um bate papo rápido e agradecimentos a um morador da cidade, também motociclista. Que ao nos ver na cidade, nos procurou para perguntar se precisávamos de ajuda (coisas do motociclismo), seguimos viagem. Como vimos no Noroeste do Uruguai, em que as plantações de Girassol dominam a paisagem, e na região de Itaqui/RS, onde o arroz é o carro chefe da agricultura local. Nesta região, predominam as plantações de soja e feijão, que formam um bonito tapete verde as margens da estrada. Outra boa impressão que eu tive desta região do Norte do Paraná, e que a mesma aparentemente tem um nível de desenvolvimento social acima da média Brasileira. Pois apesar de passarmos por diversas cidades de pequeno e médio porte, entre elas, Cascavel, Campo Mourão, Maringá, Apucarana, Londrina, etc. Vimos poucos sinais explícitos de miséria, como grandes favelas, comuns nas cidades do Sudeste e Nordeste do Brasil. O tempo que estava excelente, mudou um pouco a partir de Londrina, onde paramos para abastecer, e a partir desta cidade pegamos uma chuvinha fina, que nos acompanhou até Cornélio Procópio, onde paramos para dormir, por volta das 18:00 hs, já perto da divisa PR/SP. A parte mais engraçada por dia, ficou por conta do hotel em que ficamos. Após um dia de viagem, cansados e famintos, deixamos a moto no hotel, e fomos fazer um lanche numa lanchonete próxima ao hotel. Porém, quando estávamos na lanchonete, começou um verdadeiro vendaval, com muita chuva que alagou quase todas as ruas da cidade. Então, nós ficamos na lanchonete, nos lamentando de não termos voltado antes do começo da chuva para o hotel, e imaginando que podíamos já estar dormindo com o barulho da chuva. Quando a chuva diminui um pouco, corremos até o hotel, pensando que uma cama quentinha estava nos esperando. Mais, qual não foi nossa desagradável surpresa, ao vermos que não só a cama, mais quase todo nosso quarto estavam ensopados, devido a diversas goteiras que havia no quarto. Imaginem, que depois de um dia de viagem, já cansados depois de rodarmos cerca de 600 kms, e depois de tudo desarrumado no quarto, nós tivemos que pegar todas as tralhas nossas e da moto e levarmos para outro quarto, no primeiro andar do hotel.

 16/03/2007 (Sexta) – Depois desta noite mal dormida, pois o quarto de baixo, apesar de seco, ainda era pior que o primeiro. Saímos cedo, e pegamos à estrada em direção a Indaiatuba/SP, onde pretendíamos almoçar na casa da minha madrinha, que reside nesta cidade. Depois de cerca de 50 kms, chegamos à divisa PR/SP. Logo após a divisa dos estados, pegamos um pequeno trecho da BR-153, próximo à cidade de Ourinhos/SP, e logo depois a impecável Rodovia Castelo Branco, com três pistas em cada lado, asfalto de boa qualidade, e o melhor, motos não pagam pedágio. A estrada, que se resume praticamente, em uma grande reta até São Paulo/SP, se torna até um pouco monótona, devido à ausência de curvas, declives e aclives. Saímos da Castelo Branco na altura da cidade de Boituva, e passamos por Porto Feliz e Itu, onde pegamos a SP – 075 até Indaiatuba, onde chegamos por volta das 14:00 hs, ainda a tempo de almoçarmos com a minha madrinha. O restante do dia foi dedicado ao descanso, e muito bate papo com a minha madrinha e sua família, para matarmos as saudades.

 17/03/2007 (Sábado) – Após 21 dias na estrada, viajando por quatro estados e 3 paises diferentes. Agora, somente 540 kms nos separavam de nossa casa, em Duque de Caxias/RJ. Depois destes dias de muitas emoções, descobertas e felicidades sobre duas rodas. Então, acordamos mais uma vez cedo, nos despedimos da minha madrinha e sua família, e saímos por volta das 7:00 hs de Indaiatuba, passamos por Campinas, pegamos a Rodovia Don Pedro até Jacareí, e de Jacareí entramos na Via Dutra que nos levou até o Rio, sem nenhum tipo de problema, e novidades, pois a estrada já é nossa velha conhecida. Em Nova Iguaçu/RJ, fizemos o último, dos 33 abastecimentos da viagem. Terminamos nossa aventura, com exatos 6.554 kms rodados, chegando na casa da minha irmã, por volta das14:00 hs, onde todos nos esperavam ansiosos para um almoço em família.

  Agradecimentos,                                                 

 Em primeiro lugar, gostaria de agradecer a Deus e a Nossa Senhora Aparecida, que nos acompanharam e protegeram em todos os momentos desta nossa viagem. A minha esposa Simone, parceira perfeita e companheira inseparável, que comunga comigo desta paixão por viagens de moto; a minha mãe, que rezou por mim todos os dias em que estivemos ausentes; e os amigos desta irmandade, chamada Clube XT, que de alguma forma também participaram ou contribuíram para o sucesso desta viagem, dividindo parte dela conosco, nos acolhendo em suas casas, nos dando apoio e dicas valiosas, ou simplesmente, nos incentivando através do Site.

 Obrigado a todos vocês, e em especial :

 Bombeiro & Leni, que dividiram parte do roteiro conosco até Blumenau/SC.

Luke & Cláudia, que foi também nossos companheiros de viagem até Torres / RS.

Mestre Bigode e Coca, que nos hospeda em sua casa, em Blumenau.

Rubão Blumenau & Marisa, e toda uma turma de Blumenau, que também teve o prazer de conhecer.

Toninho Itajaí, pelas valiosas dicas, que nos incentivaram a uma viagem até Buenos Aires.

João Serra, Manja e Lili, que também nos recebeu maravilhosamente bem em Rio Grande.

Luciano e Andréia de Itaqui / RS, que também nos recebeu, com todo o carinho em sua casa.

Guto, De Souza, Pimenta e toda a turma de Itaqui / RS.

Ivan “Máster Foz”, nosso grande cicerone, Jorge “Morcego” e toda a turma de Foz do Iguaçu / PR.

 E também, como não se pode deixar de ser, já chegou em casa pensando na próxima viagem, que batizou de “Projeto Atacama”.

Última modificação em Quinta, 13 Dezembro 2018 17:49
Terça, 06 Dezembro 2011 15:27

Uma viagem além fronteiras ... Chile 2011

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UMA VIAGEM ALÉM FRONTEIRA. . . CHILE 2011

A grande viagem começa quando olhamos para os nossos pares e percebemos o desejo de ir alem, de conhecer lugares, de amar, admirar a vida e perceber que vale a pena ir alem. Descobrir algo, crescer e emancipar culturalmente. Perdido que Deus nos criou por amor e nossa parte de respeito e devoção.

Nós somos humanos, meros mortais, enquanto estamos no mundo em que nos arriscamos por tantas adversidades e alegrias, liberdades e costumes, somos convidados a fazer o caminho. Sim, ele foi criado a imagem de Deus e por isso é além de nós mesmos é uma conquista que temos que fazer constantemente. Desde o momento de nossa concepção cruzam-se as etapas que desafiam os lugares desconhecidos e as situações que nem sempre imaginam.

Assim se situa o coração de um motociclista que vai além, cruzar as fronteiras, conhecer os povos desta raça América do Sul, sofrida e explorada, mas rica de cultura, de sentimento e amor. Se pretende conhecê-lo um pouco mais nas suas entranhas e aprofundar o amor que tanto se cultiva.

Esta viagem não brota do dia pra noite, mas sim, de um sonho, de um ideal. O próprio Jesus, quando apareceu, pode ter estagnado o seu caminho após a sua primeira aparição, mas estes ensinaram que o seu partido está mais além do que o desejo de algo maior e mais duradouro. Isso não significa um egocentrismo encarnado. Significa Sim, Que Ele Associou a Força da Humanidade e Nos deu o Primeiro Passo para a conquista do desconhecido.

Você pode se preparar para uma viagem como os títulos de um filme ou as páginas de um livro sendo consumado pela leitura, ou seja, se pensa, se planeja mas o real e a experiência é amanhã. As vezes o silêncio ea timidez despertam o medo eo sentimento de fraqueza. Por outro lado, como atividades comentadas por muitos amigos que são mais além, nos enche de incentivo e alegria que não cabe no coração.

O coração do motociclista é algo impar na face da terra. Porque é tão velho quanto é "não é forte o coração e não se esquiva de um motociclista, porque não se aquece, não tem vento, na água da chuva e na saudade dos irmãos que perdem". Quando se trata de um papel desconhecido, as pessoas e os novos amigos podem ser abraçadas.

Cabeçada nessa altura que um grande companheiro sempre nos acompanha, além de fazer o nosso Deus e o vento se empire ao ouvir nossos ouvidos, como que cada passagem, cada momento que a estrada apresente um déficit de notas variadas, de filhos e ruídos jamais ouvidos . Sim, as ventoinhas como membros ativos de uma natureza que nos abrem e nos chamam. Por que, quando você está viajando de moto há algum tempo, você acaba de sair de um universo sem fim.

Por que, agora, a primeira coisa que estamos a fazer é encontrar um passatempo de pessoas descompromissadas com a realidade, com a verdade e até mesmo com o sonho de dias melhores. Não há procura após “Uma viagem além das fronteiras” um conto de fadas onde os oito personagens vivem por alguns dias, como as que se cruzam e correram paralelas. Durante o decorrer de quinze dias do homem tem uma possibilidade de muitas coisas, como bem diz Che Guevara, ao falar de sua viagem pela América do Sul: viagem. Esse é um dos caminhos da Maiúscula para me ajudar num novo ser ”.

Daqui para frente a caminho de caminhos longos e muitas descobertas. O que é que quer veremos e ouviremos para aumentar o desejo de que nos engrandecemos à nossa humanidade. Que o Deus da vida é um coração capaz de amar e sentir o nosso povo; nos olhos para contemplar nossas belezas naturais; nos bons ouvidos para ouvir sua voz por onde passarmos; que nas narinas nos levará a sentir o cheiro da terra, da flor, do mar, da floresta ... e acima de tudo nos um pulmão forte pra superarmos a altitude e voltarmos felizes e fortes para o aconchego de nossos lares ...

Uma única coisa neste momento mágico da partida:

Meu Deus! A partir deste momento em minhas mãos para tirar o prazer de conhecer, como o desejo de uma criança fazer uma pergunta sobre o desconhecido ... Viagem alem fronteiras "

 

“O que é que deve ser feito, não será o mesmo que esta viagem. Este é um dos caminhos da Maior América e me toca num novo ser ”- Che Guevara

 

Não é fácil e fácil de se empreender viagens aéreas de motocicleta. Como algo extraordinário, fascinante e por outros tido como loucura? Como o prazer, o prazer e o sabor da conquista? <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br>.

Viajar de moto não é seguro nem confortável. Por que então viajar? Não estamos protegidos das intempéries, das pedras, dos pássaros, não temos ar condicionado, as nossas vão pequenos espaços, é difícil de encontrar os objetos, de carregar e amarrar diariamente uma bagagem. Por que então viajar de moto?

Na vida, como ja disse antes de realizar esta viagem, vamos vencer os desafios e colecionando sucessos. Nenhum motociclismo sentimos que é uma partida para uma nova aventura. É uma sensação de ser um vencedor, com algumas desventuras, como sempre, facilmente contornáveis, e não é nos convencemos que “a moto é um sonho não qual você viaja”.

Após um movimento longo, escapando de buracos, acidentes, animais na pista, frio, mão dormente, dores das mais diversas, caminhões por vezes irresponsáveis, vento, chuva e quando chegamos finalmente a um hotel nunca será como nossa casa ou uma nossa cama . Mas mesmo assim ficamos felizes, e as energias para sair e arrumar um bom lugar para comermos e, ainda, um prazer encontrar um amigo motociclista para podermos desfrutar de uma boa conversa.

Viajar de moto é uma grande paixão enraizada no mais íntimo de nós mesmos. É uma curiosidade incontrolável de reverter e pintar paisagens, de sentir-se livre, de se vestir de risco, de sentir o mesmo frio, calor, medo e saudade.

Quem ainda não está consciente do espírito, questiona a audácia dos motociclistas e até mesmo o motivo de suas viagens e das viagens e travessias. O homem que conhece os desafios, o charme, as dificuldades, o viajar de moto é uma questão de apenas viver o mesmo transmissor de emoções.

Mas que todos os que estão lendo este relato até agora querem saber a viagem né? Então vamos lá contar um pouco de tudo o que aconteceu.

                                                      PADRE_DE _-_ PRIMEIRA

1. trajeto:

O caminho foi escolhido com a ajuda de alguns amigos do Brasil Cavaleiros de São Luís - Passo Fundo - RS, Zequinha e Isa de Curitiba - PR. Na verdade procuramos fazer o trajeto inverso dos que já foram feitos, ou seja, entramos na Argentina em Dionísio Cerqueira, SC e tocamos o primeiro dia até Posadas, Argentina. Nenhum segundo dia passou por Corrientes, Resistencia, Presidência Roque S. Peña e até até Pampa del Infierno Argentina. Terceiro dia Joaquim V. Gonzalez, Salta, San Salvador de Jujuy e chegamos a inimaginável Purmamarca, ainda Argentina. Quarto dia cruzou Susques, Paso Jama e encaramos como as altitudes da cordilheira e se ia parar em San Pedro de Atacama, Chile. Quinto dia permanecendo visitando San Pedro de Atacama e nenhum sexto dia tocamos passando por Calama, Sierra Gorda, Antofagasta e pernoitamos numa excelente cidade Taltal, Chile. No sétimo dia passamos Chañarral, Caldera, Copiapó, La Serena e pernoitamos em Los Villos. No oitavo dia seguiu por Papudo, Zapallar, Quintero, Concón, Viña del Mar, Valapraiso, Santiago, Chile onde se encontram na Casa do Brasil Riders Juan. Ficamos no nono dia por Santiago conhecendo a capital e no décimo dia começamos o retorno ao Brasil cruzando os Andes, Túnel Cristo Redentor, chegando em Mendoza, Argentina e tocamos até San Luiz. No decimo primeiro cruzamos Villa Mercedes, Vicuña Makena, Laboulaye, Ruffino, Sancti Spiritu, Venado Tuerto, até Rosário, Argentina. No décimo segundo dia seguimos por Victoria, Nogoya, federal e pernoitamos em Paso de Los Libres, argentina. No décimo terceiro dia atrás no Brasil novamente por Uruguaiana e tocamos até Santo Angelo, Rio Grande do Sul onde nosso amigo Brasil Cavaleiros Gilson Miranda nos hospedou e é claro um bom churrasco missioneiro fronteiriço foi nos oferecido. No décimo quarto dia tocamos o Passo Fundo onde o Moto Grupo The Billy's e alguns amigos Brasil Riders de lá (Walker, Luís Felipe, Charles) nos oferecer um almoço “baita”. Contamos com uma presença de outros amigos Brasil Riders entre eles o Cícero de Florianópolis, o Kadao de São Paulo, o Chico Poá de Porto Alegre. Poses em questão em Chapecó, Santa Catarina e nenhum outro dia cedo pegamos o trecho e chegamos em São Carlos, Nova Esperança do Sudoeste - Paraná onde contamos com uma presença de varios amigos motociclistas que são dirigidos por amigos Sentimento e Angela, ambos do Brasil Cavaleiros.

2. Como curiosidades

a) Chaco Argentino:

Os limites são o  Rio Piloto  ao norte, rios  Paraguai  e  Paraná  ao leste,  Rio Salado  ao sul e região  Noroeste argentino  ao oeste. Formado pelas províncias de  formosaChaco , parte norte de  Santa FéSantiago do Estero  e leste de  Salta . Em alguns setores do norte da província de  Córdoba  e da província de  São Luís,  realizar um  egresso  com os  pampas . Geologicamente uma região do Chaco é uma unidade da  pampa, porém, uma região do chaco e dos pampas se distinguem por razões climáticas.

É uma região que faz muito calor, mas muito mesmo. A imagem parece ser sempre a mesma e tem que nunca ter fim. The follow the mesmo pilot for aerospace, due as retas interminables and também a constant presença de animais na pista.

b) Estación de Servicio:

É uma lição de vida que chega ao combustível em um posto de combustível e não está disponível para abastecer o abastecer. As vezes são nossos serviços que são imagináveis ​​como seria não são assim assim. Quando você chega num lugar assim, ele está sempre abastecido.

Esses lugares são muito simples e, é quase normal quando se chega a alguém que se chega ao preço se você está em viagem. Sentimos muito bem o preço do combustível em Monte Quemado, norte Argentino.

 

c) Pobreza - norte da Argentina:

Acredito that already presenciamos actions de poverty and lack of infra-structure. Senti muito isso ao chegar no norte Argentino. Se viaja por muito tempo ao lado de uma rota onde isso é imperante. O que se vê são pessoas vagando sem fazer que imensidão de planície. Pequenas casas construídas dentro da natureza, muitos animais na pista e de modo especial, cacchorros, gatos, e muitos burros.

 

d) Purmamarca - Argentina:

Como não fala desta cidade inimaginável. Sim, é isso mesmo. O mundo pode ser um olhar sobre a cidade e os sentidos que o corpo é visto como uma circunferência.

Carregamos dentro de nós mesmos os caracteres culturais armazenados por nossos dias e os nossos registros são mais variados.

Chegando em Purmamarca uma primeira dose de espanto, medo. O que eu vim fazer aqui? Pensei logo in traveler seguir viagem, mas não dava mais. Era tarde eo era era posar por ali e nenhum outro dia seguir.

A primeira vez que alguém pode dormir. Muita Multifuncionalidade. Pessoas dos diversos estilos e gostos. E, então, Purmamarca foi revelando seus mistérios como algo que só pode ser revelado com o tempo. Ou como uma bebida, que somente o tempo vai dando sabor e gosto.

Nao é falar sobre o lugar sem o Cerro das sete cores. Impressionante que faz a formação de origem sedimentar.

No outro dia de sair de Purmamarca, você poderá se recuperar e se empanturrar.

Enfim, conhecer esta cidade é algo que fica na história do imaginário.

 

e) Paso de Jama, divisa Argentina - Chile

Curiosa esta fronteira em que a distância entre os alfândegários argentino e chileno é “apenas” 157 km. Quilômetros e quilómetros de terra de ninguém, uma estrada que desce abruptamente dos 4400 metros do Paso de Jama (Argentina) para os pouco mais de 2000 de San Pedro de Atacama (Chile), passando pelas lagoas geladas de águas turquesas que se sobressaem nos campos amarelos. De vez em quando um grupo de animais anima uma paisagem dominada pela silhueta do vulcão Licancabur.

Como este caso não foi publicado e foi publicado. Fomos bem avisados ​​do tenebroso e até mesmo instigante local. Bem próximo a uma estação de estacionar de serviço, muito boa por sinal, o envio de muitos viajantes de toda a parte. De modo especial os de Oviedo - Paraguai que nos falaram em grande parte do logotipo frontal da presena a frente.

Cabe reportar aqui um belíssimo local e parecer nota dez em Susquez do Pablo. Logo to be a pequena estação a estacionar de um servicio que por sinal não havia combustível. Mas a submissão não é uma mulher gritando e convidando-nos a almoçar no local. Desfecho ela era uma paulista que estava tirando umas férias no local. Ficamos muito bem a vontade por lá. Fizemos uma ótima refeição com um gostinho do Brasil naquela noite.

O Pablo nos alertou bastante sobre o trajeto. Fornecido algumas folhas de coca e um bom chá da mesma. "Nuvens brancas, tudo bem só o friu pela frente; nevas cinzas neve; Nuvens escuras chuva, nevasca com possibilidade de pedra e da melhor volta. Esse mesmo motociclista que tem esse bar foi muito companheiro e demonstrou o espírito de motociclista, ao entrar em contato com alguns amigos e ter conseguido cerca de 50 baterias de combustível para nós.

Então passado Susques e Paso de Jama, vem o desafio maior vencer a altitude. É como um filme a passar em sua cabeça, mas o sinal não é seguro. O medo toma conta, mas o sentimento que a mulher está sempre presente é o seguinte. E isso mesmo que se deu.

The principal moments after a aduana, ja em terras chilenas, tudo foi pareado ea sensação de que tudo é de forma normal. Mas o que é uma moto começa a fazer uns barulhos estranhos como se tivess com uma tosse. E assim vai por uns quilômetros. Por que a força é uma força menor, a diminuir a velocidade é diminuída.

Paramos a 4170 metros de altitude tiramos fotos e seguimos e iniciamos uma sessão mais complicada a cada vez mais. A moto realmente não passava de 80 km / h. Foi onde comecei a perceber o carro que viaja. Esperei, o César me disse que o carro tinha perdido o poder e já estava em primeira marcha. Mas ainda teria o pior. Numa das curvas o carro não foi literalmente literalmente e não mais. Um olhar preocupante cursorou entre nós. Chamamos nosso amigo Lucidio that logo the front already nos esperava. Veio até o carro retirou uma mangueira do filtro e o carro voltou novamente e seguiu viagem.

Está em um lugar assustado, pois ele pode estar flutuando em algum lugar e a sensação é muito estranha. Como você pode se desligar e pode ter alguma força? As crianças, Gabriel e Valéria que iam no carro, estavam imóveis e se sentindo muito mal.

Sentimos bastante nesse local. Não dá pra sacarar de quem não aguenta aquele local. É muito difícil, mas é pra quem está passando o gostinho da vitória.

 

f) Diferença Argentina / Chile:

Coloco esse tópico por que realmente me chamou muito atenção. Há uma rivalidade muito grande entre Argentina e Chile. Por vezes, demonstrou-se maior que o Brasil e Argentina.

Não é possível reivindicar algum ato da hospitalidade Argentina, mas o povo chileno acolhe muito bem. Gostam do Brasil, muito obrigado por conhecer o país. Em San Pedro de Atacama. Inclusive muitos adesivos de motocilistas brasileiros estavam em um cantinho do local.

E uma mudança que mais me chamou atenção foi o patriotismo do povo chileno. Nós brasileiros e até mesmo o povo argentino momentos aprender com eles. Naquela imensa região marcada, sim, na pobreza tem um povo que ama aquele país. Uma bandeira do Chile está em todos os lugares. Na ruta muitas delas. Nas casas, noércio. Embora tenha chegado a um governo chileno uma vez tinha decretado fazer isto, mas parece que esta imposição não vigora mais.

As amerries são imersos, mas amam de coração, afinal, é a pátria mãe deles. Isso é muito lindo de se ver, é levar toda a vida, ou seja, por mais que seja pobre e explorada, existindo o diferencial em nossa pátria.

 

g) San Pedro de Atacama, Chile:

É uma comunidade da  província  de  El Loa , localizada na  Região de AntofagastaChile . Possui uma área de 23.438,8 km² e uma população de 4.969 habitantes ( 2002 ). Localiza-se a 2.400 metros de altitude. Por ser um lugar mais parecido a uma região como o  Atacama , é um dos mais  cobiçados  de San Pedro de Atacama.

Originalmente um centro de parada para os colonizadores espanhóis, originou-se a partir de sua Igreja de São Pedro, construída por jesuítas no início do  século XVIII . Apesar disso, o governo chileno, esse local permanece ainda hoje como um lugarejo bem aprazível no  deserto do Atacama . O principal centro de  cultura atacamenha , no centro de Atacama.

Principais pontos turísticos da cidade:

1. Igreja de São Pedro de Atacama, início do  século XVI . Uma bonita contrução legada pelos colonizadores espanhóis;

2.  Museu arqueológico Padre Le Paige  rico em cerâmica atacamenha,  múmiastecidos , e ossem

3.  Pukara de Quito de  uma fortaleza do  século XII  no alto de um morro empossado com uma bela vista do local;

4. Centro artesanal de San Pedro do Atacama.

Os principais pontos turísticos da cidade:

1.  Vale da Lua (Chile) , é uma pequena depressão de 500 metros de diâmetro, com solo salino e rodeado por morros com formações exóticas lembrando o solo lunar. Destacam-se como  Três Marias , Anfiteatro e cavernas. Há uma grande quantidade de cristais de sal. O melhor período para se lembrar é não ser um dos primeiros a chegar ao calor em que se pode chegar aos 54 ° C;

2.  El Tário  ( gêiseres ), 4.300 metros de altitude aos pés do  vulcão Tatio , esse campo geotérmico é uma das principais atrações do país. Todos os dias, ao amanhecer, afloram violentos jatos de vapor desde os poços de água fervente. O conjunto é formado pelo colorido do solo, o céu limpo e as colunas de até 6 metros de vapor é de rara beleza.

There is not possible to be a schools the descuidados is not a local between not the local is not not be colocadas aleatoriamente. Normalmente ESSA visita se completa com OS  Baños de Puritama  Poço termal  para hum Ótimo banho.

Recomenda-se sair de madrugada aproximadamente às 3h. É necessário ter roupas quentes, já que a temperatura pode cair abaixo de zero.

3. Vulcão  Licancabur

4. Salar de Atacama, é uma maior  planície salgada  do  Chile . Ele está localizado a 55 km ao sul de  San Pedro de Atacama , está cercada por montanhas e não possui saídas de drenagem. A leste é delimitado pela cadeia principal dos  Andes  , enquanto um continente encontra-se uma cadeia de montanhas da cordilheira dos Andes chamada de cordilheira  de Domeyko . Os vulcões GLARGE dominam a paisagem, incluindo o  Licancabur  ,  Acamarachi  ,  Aguas Calientes  e o  Láscar.  Vulcões de terra dominam a paisagem, incluindo o  LicancaburAcamarachiAguas Calientes e  Lascar  . Este último é um dos vulcões mais ativos no Chile. Este último é um dos vulcões mais ativos do Chile. Todos eles estão localizados ao longo do lado leste do Salar de Atacama, formando uma linha de vulcões geralmente norte-sul que os separa de bacias endorréicas menores   . [2]  Todos eles estão ao longo do oriental oriental do Salar de Atacama, formando um norte-sul da linha de tendência geral das vulgaridades que separam as  crianças endorréicas  .

O salar de 3 mil km², tem cerca de 100 km de comprimento  [1]  e 80 km de largura, o que o torna o   segundo maior das Américas e também o segundo do mundo, depois do  Salar de Uyuni  na  Bolívia  (10.582 km²). [3]  Sua altitude média é de cerca de 2.300 m de altitude. [1]  A topografia da porção central do salar exibe um alto nível de rugosidade, que é devido ao fato de a superfície desta área estar permanentemente livre de água,  [4] ao contrário da maioria dos outros salares, como por exemplo o Salar de Uyuni, que é periodicamente coberto por águas rasas. O lago tem 3.000 km², é de aproximadamente 100 km de comprimento e 80 km de largura, o que fazer segundo maior no mundo, depois de  Salar de Uyuni,  na  Bolívia  (10.582 km²). Sua altitude média é de cerca de 2.300 m de altitude. A topografia da porção central do salar com alto nível de rugosidade, que é devido a uma superfície de água de forma permanente, ao contrário da maioria das salinas, como por exemplo, o Salar de Uyuni, que é periodicamente rasa.

Contém 27% das   reservas de lítio do mundo. [5]  Ela Contém 27% do Mundo  de litio  áreas reservas.Some da parte plana forma sal da  Reserva Nacional Los Flamencos .A Lagunas Cejar é um lago pia buraco no Salar de Atacama, a 18 km de San Pedro, Chile. O Cejar Lagunas é um grande buraco fundo no Salar de Atacama. Tem uma concentração de 40% de sal, produzindo um efeito de flutuar como o  Mar Morto  . Ele tem uma concentração de 40% de sal, produzindo um efeito de flutuação, como o  Mar Morto .

Enfim, São Pedro de Atacama é esse todo mistério. Sim um pouco, mas não algo que não pode ser revelado, mas como um mar de possibilidades. É fantástico, lindo, acolhedor e tudo isso temperado com uma presença de muitas etnias. Gente de toda a parte. Cabe destacar ainda o carinho com que eles tratam os turistas brasileiros. Ai permanança os dois dias somente. Esse lugar é pra ir com tempo de ficar ao menos uma semana.

                                                 PADRE_DE _-SEG

 

h) Deserto, Calama, Chuquicamata, Antofagasta:

Logo saindo de San Pedro de Atacama já se desenvolveu e voltou a se dirigir à realidade do deserto. Clima extremamente seco, areia, vento, montanhas, vales ...

O deserto de Atacama está localizado na região norte do  Chile . Com cerca de 200  km  de Extensão, E considerado o deserto Mais Alto e Mais  árido  do Mundo, pois  chove Muito POUCO na Região, em consequencia das Correntes Marítimas fazer  Pacífico  Não conseguirem Passar para o deserto, Por Causa de SUA altitude. Assim, quando ele se evapora, então a nuvem determinou a sua umidade durante a evaporação, podendo sair durante as épocas sem chuva. Isso o torna de aridez incrível. Como uma diferença etária entre 0 º C  à noite e 40 º C  durante o dia. Em espírito as cidades estão cheias de cidades e vilas no  deserto.

A região foi importada pelos atacamenhos, povo da região juntamente com a civilização dos nativos  aymaras , ambos deixaram um território inestimável em termos arqueológicos, em seu próprio território de Atacama.

Tal Riqueza E guardada em IMPORTANTES Museus, salientando-se o  Museu de San Miguel de Azapa  LOCALIZADO nenhuma  Vale de Azapadadeduer  distante 12 km de  Arica  EO  Museu Del Padre Le Paige , em San Pedro de Atacama.

Há importantes manifestações de  arte rupestres  pré-colombianas  na região, que é o berço de uma das maiores esculturas de figura humana na  pré-história , o  Gigante do Atacama .

Nas entranhas do Deserto TAMBÉM PODEM-SE Descobrir Ruínas intactas Como como  Vivendas Circulares de Tulor , Que Datam fazer 800  aC , e como  pukaras , Fortalezas de Defesa em  Quitor  e  Lasana , Além do Centro Administrativo  Inca  em  Catarpe .

É formada basicamente por  árvores  de pequeno porte, como o Pimiento e o Algarrobo, os  arbustos  como o Chancha e plantas como um Anhanhuca e os que crescem na sua maioria ao longo dos vales e a região da pré-cordilheira e os  cactos  que crescem especialmente nas serras próximas à costa mais ao sul. Deve-se destacar como plantas que crescem, se justamente, na região em que ocorre o fenômeno do inverno Florido entre as cidades de Copiapó e Vallenar. O deserto de Atacama em geral apresenta um terreno muito seco e pouco propício a um brotar algumas plantas. Em alguns lugares próximos à região de Antofagia, as grandes áreas de deserto absoluto, onde o solo é totalmente desprovido de vegetação.

A fauna é formada por animais pequenos como  ratoslagartos  e  cobras , e também há presença de  lhamasguanacosflamingos  e outros animais que com o tempo foram se adaptando ao clima.

O terreno da região é bastante diversificado tanto no aspecto de altitude como de formação, variando de altitudes quase ao nível do mar até 6885 metros, como no caso do vulcão  Ojos del Salado . Tambem encontram-se áreas marcadas POR  Erosãodunas  e  Montanhas . O diversificado de solo E, mas E Composto Básicamente de  sal  e  areia .

Uma região, apesar de ser seca e não apresentar um índice pluviométrico relevante, apresenta alguns lagos com quase todo o ano, servindo de fonte de vida tanto para os habitantes da região quanto para os animais que vivem lá.

Curiosidades:

1. O deserto de Atacama é o local da Terra que mais se refere às chuvas, sendo registrado 400 anos sem indícios de chuva;

2. É eleito o deserto mais alto e árido;

3. Apesar de não haver chuvas quase comuns nas partes da região perto dos vulcões;

4. O Deserto de Atacama pode ser diferenciado com o nome de Campo Grande em Setembro, pela razão da umidade do ar mais baixa que o deserto mas a menor temperatura;

5. Já foi palco de muitos livros periódicos e outras atrações culturais. Os clips musicais "Ciúmes", da mesma cantora  Angélica  e "Frozen", da diva pop  Madonna também foram gravados sobre o famoso Mar de Sal do deserto;

O Quantum of Solace, nenhum eco - hotel Perla de las Dunas;

7. O Deserto do Atacama é muito visto por turistas, para a prática de  trekkingmontanhismomontariaoff-road  e  mountain bike , arqueólogos por trás interessantes artefatos arqueológicos e históricos, além de  salinasgêiseresvulcõeslagoas  coloridas,  vales  verdejantes e  canyons  de água cristalina. Tambem há  Mumias  com Mais de 1000 ano deixadas Pelos  chinchorros  (Antigos habitantes da área).

Não tem como não falar da cidade de Calama. Calama é uma comunidade e  capital  da  província  de  El Loa , localizada na  Região de AntofagastaChile . Possui uma área de 15.596,9 km² e uma população de 138.402 habitantes. Na chegada em Calama há uma estátua grande de Jesus Cristo de braços abertos.

Marca registrada, a cidade é o Colégio Chuquica, bem como o residencial, creio eu das pessoas que esta mina trabalham. Chuquicamata ou seja, Chuqui é uma das maiores e mais famosas  minas a céu aberto  do mundo, sendo considerada a maior mina do  Chile . Está localizada a 215 km ao norte de  Antofagasta  e a 1.240 km de  Santiago .

The production of an miner mina in the annual annual production in mina may a superada pela  Mina Escondida . Todavia, a Chuqui permaneceu como um dos maiores em produção e totalizou 29 milhões de toneladas de cobre em 2007.

Apesar de 90 anos de atividade explosiva, esta ainda permanece como um dos maiores reservatórios do planeta. Também é a maior parte do planeta com 4,3 km de extensão, 3 km de extensão e 850 metros de profundidade, além de uma referência mundial na produção de  Molibdênio .

Falso de Antofagasta é um nascer denovo o sorriso sincero ao ver o litoral. Sim, depois de uma imensidão de deserto, o clima se seca em Antofagasta com o Oceano Pacífico.

Antofagasta é uma comuna e cidade do norte do Chile. É capital provincial da  Província de Antofagasta  e capital regional da  Região de Antofagasta . A cidade de Antofagasta se encontra no hemisfério sul da  América , a 1.371km de  Santiago , capital do Chile. Limita-se ao norte com  Sierra GordaMejillones  e  San Pedro de Atacama , sul com  Taltal , ao oeste com o  Oceano Pacífico  e ao leste com o Departamento Os Andes de  Argentina . É uma cidadezinha mais povoada do país, atrás da Grande Santiago,  ValparaísoConcepción  e La Serena . Antofagasta é conhecida popularmente em Chile como uma Pérola do Norte.

Em Antofagasta nossa viagem ficou marcada por uma tempestade de areia que pegamos, o que torna uma viagem um tanto quanto arriscada. A vista é a eo lateral lateral obriga um esforço grande.

Esta cidade tem uma infra-estrutura grande, com edifícios e uma linda igreja no centro da cidade. Ruas movimentadas e a presença de embarcações de grande porte.

 

i) Paposo a Copiapó:

Deixando Antofagasta, novamente no deserto, seguimos debaixo de um sol escaldante. O asfalto é algo que chama muito a atenção por sua conservação. Tocamos por horas e por vezes sem nada não ser o clima desértico. O tráfego é quase inexistente na região. Porém, ao Ao lado do Papudo começa a se manifestar uma extração de minério. As rochas estão presentes são ainda todas as garras, na busca do minério. Alguns caminhões e carros das mineradoras se fazem presente.

Diga-se de passagem que está faltando o papa a curiosidade na bela paisagem que vislumbra do mirante ai situado. O Oceano Pacífico aos fundos dá um toque diferente da Rota 5 também causa como Panamericana.

Daí em diante uma marca registrada é o minério com todo o seu potencial. Veja os grandes investimentos nessa área.

Copiapó era uma cidade muito esperada também no caminho por ter começado o desastre do desmoronamento onde os mineiros ficaram soterrados, bem como o milagre do resgate.

Copiapó é uma comunidade da  província  de  Copiapó , localizada na  Região do AtacamaChile . Possui uma área de 16.681,3 km² e uma população de 129.091 habitantes ( 2002 ). A cidade e suas regiões possuem uma grande riqueza mineral e agroindustrial. O grande desenvolvimento da  agricultura é  um aplicativo de técnicas de uso eficiente da água, como uma  irrigação  por gotejamento. Isto faz com que uma região cultivada produza uma das melhores  uvas  do mercado mundial. A cidade ficou mundialmente conhecida pelo  Acidente na mina San José em 2010 .

Ficamos sabendo que dos 33 mineiros que estavam no desmoronamento, somente 3 ainda estão funcionando não no local.

 

j) Papudo, Valparaíso, Santiago:

Para compensar todo o trabalho e, até mesmo, com certeza, a causa causa uma região localizada em Santiago, Capital chilena. Muitos talvez estão se perguntando, o oceano gelado, será que existe um belo litoral? Sim amigos, existe. Na verdade o que há nessa região é um mega paraíso. Deixamos uma Ruta 5 pra podermos rodar mais perto do oceano. Que sorte foi a nossa fazer esse trajeto.

Chama a atenção como uma grande obra que ai se apresenta, uma verdadeira obra de arte. Conforme avança na direção de Valparaíso aumenta como casas de luxo. Parece que não está chegando num outro país, não mais no Chile. Um contraste muito grande da realidade que se apresenta no norte.

Em Valparaiso uma cidade como parecia em meus sonhos. Uma cidade linda. Cabe ressaltar à altura, que o grande Che Guevara, fez em Valparaiso um salto muito grande no seu pensamento. The single the mind the mind of the Guevara is the mind the mind of the Guevara is the mind is the mind of the Guevara. Foi ai que surgiu um sonho, o mito, uma audácia, uma coragem.

Valparaíso é uma comunidade da  província  de  ValparaísoChile . Possui uma área de 401,6 km² e uma população de 275,982 habitantes, capital regional da  V Região do Chile . Situa-se a 117 km da capital chilena,  Santiago , por moderna rodovia.

Valparaíso é uma sede do  Poder Legislativo  da República do Chile, ademais de outras repartições estatais (o Comando da Armada do Chile, o Serviço Nacional de Aduanas e o Conselho Nacional da Cultura e das Artes).

A Área Histórica de Valparaíso foi declarada como  Patrimônio Cultural da Humanidade  pela  UNESCO  em  2003 .

Nessa mesma cidade teve uma alegria de comemorar o aniversário da pequena estratagema Valéria que no dia 16 de janeiro completou 9 anos. O almoço foi no estilo bem próprio de Valpraiso, ou seja, frutos do mar. Esse almoço tambem ficou na história. Tivemos uns desajustes nos organismos, de modo especial eu, uma Maristela e o Capitão, que não se podem sair para visitar a cidade de Santiago.

Falando em Santiago, cabe aqui dizer da irmandade Brazil Riders. Em 2009 tive a alegria de conhecer e receber os amigos do Chile: Juan, Jaime e Walter. No ano de 2010 recebi o Juan, Jaime e Carlos. Tinha sempre o desejo de conhecer o Chile e com ele apresentar os grandes motociclistas.

Em Santiago foi literalmente escoltado por esses amigos. Que fantásticas que nos acolheram tão bem. Fica o sentimento de uma amizade verdadeira, o que é apenas o motociclista sabe bem definir.

  Saimos pra visitar a grande Santiago. O grande número de coisas que você pode fazer é ter um pouco de prazer em conhecer coisas especiais, mas é um pouco interessante.

Santiago ficou marcado por um fato interessante e, que talvez nós, brasileiros, temos muito que aprender. O movimento é bem movimentado, mas como as pessoas respeitam a sinalização, fica-se impressionado. O pedestre realmente lá and a tranquilo. Ainda sem meio de transporte como nao mencionando “auto-estrada” chilena. Tuneis, viadutos fantásticos enobrecem como paisagens da grande Santiago. Sem chance, não paga, pagando, mesmo fazendo na Argentina. Inclusive numa das “Peaje” (praça de pedágio), agora parado por um grupo de chumbo Lobos Negros, no jogo, demos a eles também uma bandeira do Brasil. Tive uma alegria de ganhar também é uma camiseta desse Moto Grupo.

Já se vê em Santiago como grandes construções. Prédios que resistiram ao recente terremoto, mostram-se além da elegância de uma arquitetura belíssima.

Santiago também conhecido como Santiago do Chile, é uma  capital  e maior cidade do  Chile . Ele está localizado no vale central do país   , a uma altitude de 520 m (1.706,04  pésacima do nível médio do mar  . Está localizado no país do  vale central , a uma altitude de 520 metros  acima do nível médio do mar . Embora Santiago seja a capital,  os órgãos legislativos se reúnem na cidade costeira de  Valparaíso  , a uma hora de carro a oeste. Apesar de Santiago ser uma capital,  os órgãos legislativos  se encontram na cidade litorânea de  Valparaíso. O crescimento econômico estável do Chile transformou Santiago em uma das  áreas metropolitanas mais modernas da  América Latina , com um extenso desenvolvimento suburbano, dezenas de centros comerciais e uma impressionante arquitetura de grandes edifícios.Constante de crescimento econômico, Santiago transformou-se em uma das maiores cidades as áreas metropolitanas da América Latina, com amplo desenvolvimento suburbano, dezenas de centros comerciais, e arquitetura de arranha-céus impressionantes. É uma  Alpha (-) World City  e tem uma infra-estrutura de transporte muito moderna, incluindo o constante crescimento do metrô de  Santiago.  , um esforço para modernizar o transporte público de ônibus e um  fluxo livre

Última modificação em Quarta, 23 Janeiro 2019 18:08
Sábado, 06 Novembro 2010 15:26

NOVA VIAGEM DE MOTO A NEUQUÉN, ARGENTINA

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VIAGEM DE MOTO A NEUQUÉN, ARGENTINA, (10/03 a 01/04/2011)

Jordan Wallauer e Martha Tresinari B. Wallauer

Em outubro / novembro de 2010, pilotando uma Honda XRE 300, percorrendo uma parte do centro e norte da província de Neuquén, na Patagônia Argentina. Minha esposa Martha iria de avião até a cidade de Neuquém, onde nos encontraríamos para alugar uma 4X4 e seguirmos juntos, já que ela tinha um trauma com relação a uma motos. Por razões de problemas de saúde, a família não pode viajar, mas ficou com a atenção aéreas. When Martha manifestou o desejo de me acompanhar como garupa - surpresa - providenciar uma troca de moto por uma BMW G 650 GS (que já ganhou o apelido de Gzinha), mais potente e confortável para dois, e voltei à Província de Neuquén, procurando Novos caminhos, para encontrar com Martha na cidade do mesmo nome.

A primeira etapa da viagem, Urubici / SC a Ijuí / RS, envolveu a neblina e a garoa na serra catarinense, e a iniciativa nos planos catarinense e gaúcho. O primeiro lugar da pilotagem da G 650, que tem o lugar mais baixo, a possibilidade de ser muito consensuada, mas o melhor é o mata-cachorro original da BMW e a adaptar uma barra horizontal com pedaleiras dobráveis ​​nas pontas, posso esticar como pernas e ficar em posição super-quente quando desejo. Esse artefato, montado em cano de ferro galvanizado ao qual foi vendido como pedaleiras com solda MIG, foi pintado em alumínio DuPont, igual um BMW original (obra de meus amigos da Serralheria Serrana, de Urubici).

Em Ijuí um bom papo com o Brasil Cavaleiro Pedro de Souza, cerveja e batatas fritas e logo tratei de descançar. O Hotel Nossa Casa, onde me hospedei, emocionado com as imagens do tsunami no Japão. Estive em sas tiracolo em um país e tenha especial afeição por seus habitantes. Do you ver o que estava ali acontecendo!

De Ijuí fui a São Borja, onde cruzei uma estrutura sob um sol escaldante. Tomei a AR 14, uma Rodovia Federal Argentina, uma Rodovia Federal da Argentina, revendo uma savana de Corrientes e Entre-Rios, com seus espinilhos e algarobos, que sempre me lembram as savanas africanas, dos filmes, só que em vez de antílopes e girafas a gente tem que se contentar com alguns raros ñandús. Também tem aqueles postes de alta tensão com as cabeleireiras e barbas de gravetos, um dos trabalhos das caturritas que ainda não aprendem, com o joão-de-barro, um trabalho com alvenaria. Estes, por sua vez, aqui e ali fazem, nos mesmos postes, casa até sobrepostas, pequenos sobrados, onde assistem poros de sol fantásticos.

Nuvens eu nuvens nuvens nuvens nuvens nuvens nuvens nuvens nuvens nuvens nuvens nuvens nuvens nuvens nuvens nuvens nuvens nuvens nuvens nuvens nuvens nuvens nuvens nuvens nuvens nuvens nuvens hora.

Dormi em Federal, uma capital mundial do chamamé. Não é um passe pela cidade, pois o calor estava insuportável. Eu instalei no Hotel Yatay, pequeno, barato, com ar-condicionado e banho privado. Jantei num restaurante super simpático e muito bem atendido chamado El Yungui, cujo dono, motociclista proprietário de uma monstruosa nua Yamaha de 4 cilindros, recebe com cortez e uma projeção agradável, sobre a política, sobre a paixão e sobre o terror e o tsunami do Por exemplo, iphone. Este é um lugar que vale a pena para quem está na estrada!

De Federal tomei o rumo para a Vitória e Rosário, saindo da RA 127 (P de Provincial). Nesta rodovia precisa-se tomar cuidados e ter muita atenção. A falta de cuidado com a dor não dolorosa Desviei a olhar para o segundo para ter o melhor, e desviado, de um enorme buraco. Tratava-se, vi mais tarde, de uma abelha que funcionava na manga da jaqueta. Resultado: sem ter visto o buraco, voamos a moto, eu e o bauleto! Voltamos a ter um outro fim de semana, e ainda um tempo de ver pelo espelho retrovisor. Foi um susto enorme, principalmente porque, dentro do bauleto, o netbook do meu filho acabou de chegar um tombasso! Bem, tanto o netbook quanto o netbook funcionaram com suporte depois do susto. Uma vez que o complemento é suficiente para voltar ao asfalto com elegância e equilíbrio.

No mais, atravesse pela magnífica ponte Nuestra Señora del Rosário, no Rio Paraná, com um vento de mais de 60 km por hora, que um pouco mais adiante desvaneceu em uma tromba d'água entre Rosário e Casilda, cidade onde acabava de ficar para fugir da chuva. É uma segunda vez que esta ponte, sem as condições de tirar uma foto, ela e as pantanais do delta do Paraná, em muito parecidos com os nossos estados de MT e MS. A primeira foi de 4 anos e embaixo de chuva fortíssima.

Em Casilda, hospedado no Hotel Cuatro Plazas, um pouco mais luxuoso, cujo preço da diária corresponde a um hotel bem mais simples no Brasil (ficou em R $ 140,00) pude dar uma pequena volta pela cidade, que tem 4 magníficas Praças no Centro, de onde saiu o nome do hotel. Por favor, faça um passeio na praia ou faça um retorno ao hotel. Casilda merece retorno, pois parece ser muito agradável, é bem arborizada e tem uma urbanização impecável.

No dia seguinte, quase sempre acompanhada, seguiu viagem sem sobressalentes até Trenque Lauquen, quase na Província de La Pampa, onde foi feita pelo Beto de Trenque, irmão Brasil Rider, por sua esposa e filhos filhos de Tomáz e Luzia, crianças super Simpáticas e educadas que adoram uma gieta, tanto que acabam por ser trocadas de moto com o objetivo de fazer um passeio pelo parque da cidade. Ele na G 650 GS, com o filho na garupa, e eu com uma pequena trilha chinesa de 200 cc, sem freio na roda traseira, sem ponto morto e sem retrovisores! Uma aventura e tanto, mesmo andando a 40 km / hora!

Em Trenque me hospedei no hotel que tem o nome da cidade. Um quarto térreo, antigo, com uma sala de  desayunos  que parece ter saído do mesmo por uns 50 anos atrás. Não é apenas uma sala, como também o proprietário (ou gerente) e os freqüentadores habituais que a noite se reúne para assistir futebol. É uma coleção da terceira idade que me integra com gosto, pegando a cerveja e os refrigeradores com as portas de madeira. Por causa de uma sucessão de tragédias no Japão, agora com a ameaça de um tremendo desastre nuclear.

De Trenque Lauquen para Neuquén foram 714 km rodados das 8:20 horas da manhã às 17:30 da tarde por estradas em geral muito boas e desérticas, mas com algumas partes em reforma e pequenos trechos urbanos com semáforos. Por rodar, rodar por toda a Argentina, não tem nenhum problema com os policiais, como antigamente acontecia. Em todos os postos, e muitos, sempre fui bem tratado, além de orientado com cortesia e presteza. Da metade do caminho em frente (Puelches) andei brincando de gato e rato com uma chuvinha ameaçadora que nunca conseguiu me pegar de jeito. Rodei quando podia a 140 km / h, nos bons trechos, compensando aqueles em não tão bom estado. Um moto se comportando de forma admirável. Só complique o grande Neuquén (Cipoletti, Neuquén e Plottier),

Em Plottier encontrei Marcelo Chandia, outro Brazil Rider, que havia nos reservado o Hotel Costa Limay (não sem antes ter insistido muito para que ficássemos na sua casa), um espetáculo de hotel a preços bem razoáveis (4 estrelas por cerca de 80 US$ para um apartamento de casal). Digo "nos reservado", porque Martha estava chegando no mesmo dia, via aérea. Marcelo ainda me levou ao aeroporto onde buscamos Martha, ansiosa pela sua estréia como garupa de viajem em moto. Jantamos com Marcelo, sua esposa Cláudia e a filha Daniela, tomando Shneider negra e brindando à amizade!

Na manhã fria de Plottier, Martha e eu montamos na Gzinha toda equipada, para irmos para Zapala, com parada prevista em Plaza Huicul  para visitarmos um museu de paleontologia que lá existe. Ao todo uns 200 kilos entre piloto, garupa e bagagem. Passados os primeiros dois ou três kms em tráfego urbano, onde senti minha garupa ainda meio tensa (acho que eu também estava), seguimos como se estivéssemos fazendo isto juntos - rodar de moto - a muito tempo.

Em Plaza Huicul, fomos magníficamente recebidos por Viviana, cunhada do BR Marcelo, de Plottier, que trabalha no Museo Carmen Funnes. A exposição do museo é explêndida! Chama mais atenção um esqueleto montado de um Argentinosaurus huinculensis, o maior herbívoro que já existiu, e outro do Giganotosaurus carolinii, o maior carnívoro, paleohabitantes das planícies patagônicas do Cretáceo. Vale a pena visitar o local.

Chegamos cedo em Zapala onde decidimos passar o resto do dia e comemorar com pizza e malbec Postales (vinho patagônico muito bom) o primeiro dia de moto de Martha.  Esta cidade não tem muito de especial, exceto pelas calçadas de pedra calcárea cheias de impressões fósseis de conchas, evidência cabal de que a Patagônia também já foi mar.

No dia seguinte rumamos em direção à Aluminé, pela estrada que leva ao Parque Nacional Laguna Blanca e depois, pela serra chamada Espinazo de Zorro e pela Bajada de Rahue.

O Parque Nacional Laguna Blanca, a uns 30 kms de Zapala, tem um centro de visitantes primoroso, bem atendido por guarda-parque, que permite a interpretação da paisagem lacustre que se descortina logo adiante, com seus cisnes-de-pescoço-negro, flamingos e patos de diversas espécies. Super-especial para nós, que trabalhamos com Parques Nacionais, no Brasil, por cerca de 30 anos.

Do Parque Nacional para frente começaram as fortes emoções. Um vendaval varria a estrada que se contorcia por entre montanhas, espremida nos vales, ora em subidas extremamente íngremes, ora em descidas alucinantes. A moto, muitas vezes em segunda ou terceira marcha, empurrando o vento de frente, ou precáriamente se equilibrando com rajadas laterais. Especialmente na descida da Bajada de Rahue (uns 1.200 metros de descida e subida do outro lado), em estrada de rípio, a G 650 GS se mostrou uma moto competente, assim como Martha me surprendeu pela sua coragem.  O vendaval pelo qual passamos para chegar em Aluminé, ocasionou danos nas redes de transmissão, de tal forma que chegamos na cidade sem energia elétrica e, conseqüentemente, sem internet e sem TV. Chegamos em Aluminé ainda peleando com o vento.  Nos hospedamos no Hotel que tem o mesmo nome da cidade. Bom.... muito bom mesmo, principalmente quanto ao restaurante, cuja especialidade são pastas, mas que prepara e serve ótimas trutas e cabritos deliciosos.  Só não havia garagem coberta para a moto. No amanhecer do dia seguinte a Gzinha estava coberta de geada e tivemos que esperar o sol esquentá-la para podermos sair.  

O slogan da cidade é "Aluminé te entra por los ojos" e agente só se dá conta disto quando se dirige, como fizemos, ao Parque Nacional Lanin, especialmente com as paisagens no caminho do Lago Ruca Choroy e nele mesmo. A estrada, de rípio, é muito bem conservada, cruzando por localidades mapuches (a maior comunidade da Argentina  com nomes de sonoridade peculiar como Tayñ Rakizuan ou Nienguehual), até chegar ao Lago, com seus patos mergulhadores e neuquenes reales (uma espécie de ganso selvagem elegante e bela).  No Parque percorremos de moto uma trilha, com pedras grandes e soltas, barro, água, raizes de árvores (pehuenes grossos e cheios de piñas - a araucária araucana) onde a Gzinha, como sempre, foi perfeita. Martha mais uma vez me deixou perplexo com sua tranquilidade, inclusive filmando em momentos de certo perigo enquanto eu pilotava preocupado com o que ela poderia estar sofrendo na garupa.

A próxima etapa foi seguir para Villa Pehuenia, por asfalto e rípio, com a espectativa de ver a lua cheia (a maior dos últimos 18 anos, segundo nos informaram) às margens do Lago Aluminé. Na noite anterior a nossa partida em direção à Villa Pehuenia, descobrimos que não havia gasolina. Como da última vez que estive por esses lados, tive que amargar uma fila no posto de combustíveis local, à noite e com frio, para abastecer, depois que chegou um caminhão de abastecimento. Menos mal que chegou.

Para Villa Pehuenia a estrada  é em grande parte de rípio, margeando o Lago Aluminé, de paisagens mágicas. Em Villa Pehuenia procuramos por algum hotel nas margens do lago, de onde pudéssemos ver o nascer da lua (a tal que os astrônomos estavam dizendo que seria a mais próxima e maior dos últimos 18 anos). Encontramos o Hotel La Balconada, com uma indescritível vista do lago, voltada para o Leste. Extremamente confortável, compatível com muitos dos nossos 4 estrelas, por R$ 120,00 em suite luxuosa. Perfeito!

À tarde percorremos de moto, evidentemente, uma área de comunidade Mapuche, com 5 lagos, sendo um mais bonito do que o outro. No final da tarde, experimentando algumas cervejas negras e amargas, artesanalmente feitas com água (cristalina) do Rio Aluminé, assistimos ao espetáculo do nascer da lua ,cujos reflexos no lago pareciam prata esparramada. Não podíamos ter escolhido melhor local para isto!

No dia seguinte tentamos subir o vulcão Batea Mahuida que, entretanto, estava coberto de neblina.  Aproveitamos para ir até o Lago Moquehue, por rípio, é claro! Tão bonito como o Aluminé.  Compramos alguns artesanatos pequenos e delicados e nos dirigimos novamente ao vulcão que já estava descoberto. Por um caminho de rípio, com muitas costeletas e alguns buracos e pedras, pudemos chegar até a cratera, em cujo interior há um pequeno lago extremamente azul.

A vista que de lá se tem dos lagos Aluminé e Moquehue é, como Martha costuma dizer, explendorosa!!  Nao fossem todas as outras coisas belas e emocionantes que vivemos nesta viagem, só esse dia já teria valido a pena!  A Gzinha continuava se comportando muito bem. Alguém me disse que escolher uma moto é como escolher um sapato. O que serve bem para um nem sempre é o ideal para outro. Acho que achei o sapato perfeito para mim! Martha parece veterana na garupa e tem me ajudado muito como navegadora.

Na manhã seguinte fomos para Las Lajas e Chos Malal levando na memória e, até onde é possível, nas máquinas fotográficas, as imagens fascinantes destes locais. Saímos ao nascer do sol sobre o lago e, logo depois, começou uma garoa que nos deixou preocupados, pois a estrada que escolhemos, por Pino Hachado tem quase 50 km de rípio e "camino consolidado", em geral bom, mas com grandes trechos de muita areia e pedras soltas, perigoso, se bem que compensado por paisagens belíssimas, em parte acompanhando um rio correntoso, com as encostas com muitos pehuenes (araucária araucana), em parte acompanhando a fronteira com o Chile por altos vales gelados.Quase chegando em Pino Hachado um conjunto de riscos simultâneos: buracos.... pedras soltas e animais na pista. Depois de Pino Hachado mais uns 150 kms de asfalto, com um vento muito forte no geral, que nos acompanhou até Chos Malal, mas que foi particularmente assustador em um pequeno trecho na parte mais alta, nos obrigando a rodar em segunda marcha, a 20 km/hora e com a moto inclinada!  Só não parei porque não conseguiria manter a moto em pé.

 Passamos sem parar por Las Lajas, mas paramos em Churriaca, uma localidade mapuche a poucos kilômetros de Chos Malal, em uma casa que nos pareceu ser um restaurante. A casa era uma antiga escola ocupada agora pelos mapuches, que nos serviram um "guizo de arroz" que, na verdade, era a comida deles, já que no local funciona um posto de saúde e não um restaurante. Uma delícia na sua simplicidade e sabor.

Em Chos Malal nos hospedamos em La Farfala, pousada onde eu havia ficado na viagem do ano passado e fomos recebidos com muito carinho e amizade pelos proprietários e seu filho. Para nós La Farfalla é como se fosse a nossa casa, tão à vontade nos sentimos ali.

No dia seguinte fomos às lagunas do vulcão Tromen, onde eu já tinha tentado chegar no ano passado, sem êxito por conta da neve que havia caído abundantemente. Duro caminho de rípio com "serrucho" (costeletas), pedras soltas, buracos e, aqui e ali, alguma água cruzando o mesmo. Além de tudo um vendaval gelado, apesar do sol forte. Sacrifício que valeu a pena pela paisagem e pela sensação de estar envolto por forças da natureza... o vento gelado e forte.... o sol ardido...a magnitude do vulcão coroado por neves.... a beleza da laguna com seus cisnes de pescoço-preto.  Para mim ainda a oportunidade de passar na casa de Luiz Rivera, criador de cabritos com quem charlei e tomei uns mates em novembro passado. Ele não estava. O mais provável é que estivesse pastoreando seu gado pelas montanhas. Pude, entretanto,  deixar amarrado na porta de sua casa uma sacolinha, com um pacote de erva mate de Urubici, fotos tiradas em nosso encontro e um bilhete, escrito ali mesmo, cumprindo uma promessa a ele feita.

De Chos Malal fomos a Las Ovellas, de ônibus, poupando Martha e moto da estrada que está terrível e em obras (puro "serrucho" e zonas em construção). Sempre subindo, passamos por Andacollo, que é zona de mineração de ouro,com a paisagem toda revirada e feia. Antes desta cidade, e depois dela, a paisagem sempre impressionante e magnífica da Cordillera de Viento. Entre desta cordilheirae a Cordilheira dos Andes , em um vale alto, está a cidade (1.800 habitantes) de Las Ovellas. Pequena, quase sem infra-estrutura hoteleira, tem um povo super hospitaleiro, educado e gentil. As pessoas nos cumprimentavam ao passar e sempre faziam algum comentário agradável. Sem internet, só um restaurante que só abre as 21 hs, e nada para fazer, nos restou  dormir cedo, para poder sair de madrugada com um guia que contratamos, com sua camionete 4X4, no rumo do Vulcão Domuyo, na verdade uma montanha sem cratera, mas com muita atividade vulcânica que muitos temem que, num dia qualquer, se torne um verdadeiro vulcão.  

Seguimos para o Norte, passando por Varvarco, uma pequena cidade mais próxima de Domuyo. Chegamos de camionete a El Playon, a poucos metros do acampamento base do Domuyo. Visitamos zonas de geysers e fumarolas, e de fontes termais. Rodamos por lugares impressionantes, ora pelas formações rochosas, ora pela imensidão da paisagem. Deslumbramos-nos com as cores, com as formas, com o inusitado de ver águas quentes e vapores saindo da terra a poucos metros da neve e com a surpresa de encontrar, nos lugares mais inóspitos, gente com seus rebanhos, aproveitando os últimos pastos do verão.

É nestes lugares que sentimos aquela sensação de pequenez e fragilidade do homem, ante a imensidão da natureza, e contraditoriamente, a sua grandeza, na sua capacidade de adaptação e de transformação do ambiente.  É ali que a gente percebe de maneira clara e cabal o quanto podemos, e que deveríamos usar nossas capacidades para conviver melhor com a natureza.

No retorno a  Chos Malal, um maravilhoso almoço oferecido por Don Alberto, sua esposa Fitty e seu filho Francisco e  companheira Romina: um chivito assado (prato típico de Chos) acompanhado por malbecs da região.

Na sexta-feira (25 de março), à noite, dei uma passadinha no único posto de combustíveis que está funcionando em Chos Malal ,para completar o abastecimento da moto, pois haviam me avisado que recém havia chegado a "nafta" que estava em falta. Como aconteceu no ano passado, tive que entrar em uma fila. Logo começou uma chuvinha incomoda e fria que me fez abandonar a fila e voltar para a pousada. Enfim tinha combustível suficiente para ir até Las Lajas, uns 180 km adiante, e não precisava ser tão prevenido assim.

Jantamos com a família dos proprietários da Pousada La Farfalla. Foi difícil a despedida. É sempre difícil despedir-se de bons amigos. Difícil também fazer o acerto de contas, pois não queriam cobrar muitas das despesas que fizemos, colocando-as na categoria de ofertas de amigos ( e aí tinha de tudo: uma diária, várias garrafas de vinho, várias doses de whisky, muitas refeições, etc.). Martha acabou conseguindo um acordo para não causar prejuízos, já que se trata do negócio deles. A parte que não queriam cobrar foi rateada meio a meio!

Saimos de Chos Malal no dia seguinte, numa manhã muito fria, mas ensolarada, vendo que à tal chuvinha tinha correspondido uma forte nevasca nas montanhas do entorno, entre elas o Tromen e o Wayle, que estavam completamente brancos, e belos. Se tentássemos então ascender à laguna que fica entre eles, como o fizemos logo que chegamos à Chos Malal, não conseguiríamos! Por falar neste lugar - a laguna - aonde chegamos sob um fortíssimo vento e rodando num caminho bem difícil, foi lá que me dei conta de que já estava tendo com a Gzinha a mesma cumplicidade que tinha com La Negra, a XRE 300 da Honda, com a qual tentei chegar no Tromen em novembro do ano passado. Bem, deve ter sido ilusão provocada pela altitude, ou pelo vendaval,  mas sou capaz de jurar que naquela ocasião a BMW piscou para mim!

No caminho para Las Lajas, a medida que o dia corria, a temperatura foi baixando, a ponto de causar um enorme desconforto. Só não parei para desmontar a bagagem e pegar mais agasalhos porque mantinha alguma esperança de que o sol acabasse esquentando as coisas. Puro engano, quando chegamos em Las Lajas as montanhas bem próximas, à Sudoeste, sustentavam sobre elas uma nuvem cinzenta, escura, da qual se desprendia uma nevasca que paulatinamente foi pintando tudo de branco. Gelados, acabamos parando em um posto de combustíveis, muito mais para nos abastecer com café quente, do que abastecer a moto com "nafta". Só depois de nos esquentar e conseguir mover os dedos das mãos, retomamos o caminho para Zapala, onde passamos a tarde e a noite. No dia seguinte rumamos para Plotier.

No domingo ao meio dia, em Plotier mais uma vez, procuramos, sem nenhum resultado, por um restaurante aberto. Segundo Martha eles devem "fechar para o almoço".  Acabamos comprando em um pequeno empório, um ótimo salame, queijo, pão sírio e vinho Garras, malbec roble, safra 2005, produzido quase que artesanalmente em uma pequena "finca"  de Coquimbo, no vale do Maipo, Mendoza. Pena que a produção deste vinho, pequena, não permita exportá-lo para o Brasil! Almoçamos no Hotel Costa Limay, onde estávamos hospedados .  Perfeito! Melhor do que ter encontrado um restaurante aberto!

A noite mais uma despedida daquelas! Marcelo, Cláudia e a pequena Dani, de Plotier, nos convidaram para jantar e nos deram presentes. Um deles, uma táboa de queijos, foi feita pela Dani.

No dia seguinte, bem cedo Martha pegou um vôo para Buenos Ayres/ Porto Alegre e Floripa. Quanto a mim, peguei a moto e iniciei a volta, procurando novos caminhos que me levassem a paisagens ou locais que ainda não conheço. Com 7 a 10 dias para o retorno me abre um bom leque de possibilidade, mas confesso que o ápice desta viagem foi o período passado na cordilheira e que já começava a dar uma saudade de Urubici.

No retorno, meu primeiro objetivo foi chegar ao Parque Nacional Lihuel Calel, entre Puelches e Sta Rosa. O parque ainda mantém alguma fauna interessante e se pode ver alguns guanacos e choiques (o ñandú de pernas mais curtas da Patagônia e da Pampa), mas o que impressiona são as formações rochosas que parecem grandes sorvetes se derretendo.

A planície entre Gen. Roca e Sta. Rosa em alguns momentos proporciona aquela sensação de liberdade total. À frente e atrás, de um lado e de outro, parece que o mundo se resume a essa planície imensa, mal forrada de gramíneas e mínimos arbustos..... A gente tem a impressão de que vai levantar vôo, bastando respirar fundo ou acelerar um pouquinho mais a moto!

Em Sta Rosa, a conselho de um proprietário de uma b ela Yamaha Virago super-bem conservada, me hospedei no Hostal Rio Atuel, perto do Terminal Rodoviário. Simples, baratíssimo e bem atendido, fica próximo da Igreja Nsa Sra de Fátima, cujo campanário me despertou tocando música agradável às 8 hs da manhã. Vale a pena ali se hospedar para ouví-lo.

De Sta Rosa foi uma tirada só até Mercedes, cidade grande e movimentada onde fiquei no Hostal del Sol, com certo luxo, bom atendimento e preço irrizório (R$ 60,00). Beleza!

Tomei um caminho tortuoso para evitar o transito periférico de Buenos Ayres e seguir para Zárate, onde atravessei o Rio Paraná por um sofisticado sistema de pontes. Essas pontes não têm a beleza arquitetônica daquela que atravessa o mesmo rio em Rosário, mais à Oeste. De qualquer forma impressionam pela sua engenharia, sendo também obras magníficas. Um pouco mais ao Norte, pela Rodovia Nacional 14 (uma auto-estrada de duas pistas de cada lado, com muitos trechos em obras), visitei o Parque NACIONAL las PALMAS, com sua extranha paisagem formada por palmares extensos de Yatay, que nós conhecemos por butiá.  As estradas internas do parque são de rípio e areia bem soltos que acabaram proporcionando o meu primeiro tombo com a GZINHA....  Tudo ficou bem com a moto e comigo, apenas um dos bauletos laterais ficou todo raspado.

Dormi em Concórdia, às margens do Rio Uruguai. A cidade de Salto/Uruguai fica do outro lado do rio. Concórdia tem 200.000 habitantes, e é bem movimentada. O centro parece uma pequena Madrid, com seus bares, restaurantes e cafés com mesas nas calçadas. Num deles comi costeletas à la parrija, com batatas fritass, cerveja Quilmes e tv passando um jogo, de futebol, é claro!  Só para contrariar e movimentar o bar torci para o Peñarol, time uruguaio que enfrentava um rival argentino, pela Copa Libertadores de América. Foi bem divertido e o pessoal que estava ali entrou na brincadeira! Alguns até pensaram que eu era uruguaio! E não é que o Peñarol venceu!

Cheguei em Paso de los Libres logo após o meio dia, para saber que as lojas só abririam depois das 16 hs. Eu havia me esquecido do costume de “hacer la siesta”.  Querendo adiantar a viagem, não esperei abrirem as lojas, cruzei a fronteira, passei por Uruguaiana e acabei dormindo em Sto Angelo, RS, terra de meus antepassados maternos, onde fui maravilhosamente recebido e hospedado pelo Gilson Miranda, Master Brazil Rider, sua esposa Carmela e as filhas Polyana e Bibiana.

Uma última etapa de 750 km e estava em casa, em Urubici, SC, satisfeito, feliz, mas bastante cansado, o que não me impediu de já começar a pensar em uma nova viagem!

Entre esta e a anterior, visite conhecer os lagos Argentinos e Chilenos, muito procurada por turistas, e ao Sul de Mendoza, a passagem obrigatória para quem viaja a Santiago do Chile. O centro e o norte neuquino não fica nada mais que as interfaces mais conhecidas e visitadas. Além disso, pode-se manter o esforço do país e da região para melhorar a infra-estrutura viária e de atendimento ao turista. Acreditamos que Alimenté  , Villa Pehuenia, Caviahue, CopahueVarvarco  , Bariloche, San Martín de los Andes, Villa Angostura, Mendoza ou Córdoba.

Última modificação em Quinta, 13 Dezembro 2018 17:51
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Em Pleno Inverno, de Motocicleta Pelo  
           Planalto Catarinense.


"Parecia Que uma garrafa de vinho havia Piscadó para MIM, um Carmenère 
chileno, otimo Preço passei A Mão e pensei: -. Vou Levar ESSA Comigo, pra
. When Chegar Ao Hotel 
. UMAs Época Duas da tarde, frio pra caramba Recém havia chegado um Urubici,
catarinense planalto, das Cidades Mais frias fazê país, DEPOIS de curtir 
espetaculares Paisagens Ao subir, solitário, uma Selvagem - also 
conhecida POUCO - Serra do Corvo Branco Detalhe:. em pleno inverno
Sulino, somente eu e "Silvina", uma Triumph Tiger 955 prata (donde o
apelido, de "prata"), ambos preparados para uma friorenta aventura 
"off-road".  
Naturalmente que os anjos da guarda foram convocados para uma
empreitada.  
Temperaturas batiam recordes não vistos - ou sentidos - há muitos anos, são contados, voltados
para sms e são em graus negativos, em madrugadas gélidas,
girando em torno de zero grau durante o dia. 
Estava viajando desde cedo, com apenas algumas fotos de recuperação para um
amigo " xixi " , algumas anotações sobre quilometragens percorridas e para
fotografar cenas curiosas, ou placas indicadoras, sem o mesmo canto nem
beber nada. Eram tantas as emoções ... que acabaram esquecendo ".    


Sexta-feira, 08 de julho, nove horas da manhã e da ponte Colombo
Sales, Florianópolis (SC), fazendo uma paradinha rápida" do lado de lá ", não
continente, para o total e parcial da
quilometragem que marcava no total: exatos 22.884 km. 
Desde a noite anterior que já está pronto. Moto abastecida, pneus
calibrados, nível de óleo verificado. Tudo OK Nem dormi direito. A
realidade é sempre a mesma coisa, um mistério de emoção / exitação que nos
aflige antes da partida. 
Como de hábito, previamente a cada viagem, de uma tarde
à tarde São Sebastião, em frente à igrejinha do mesmo nome, para as minhas orações, 
com proteção Superior para uma jornada que se iniciava. E prometia ser
"das boas": subir a rústica Serra do Corvo Branco, uma viagem / aventura  
que exige experiência e motocicleta adequada, estilo trail ou similar,
nunca uma custom, muito menos as esportivas.
Depois da subida estava programado uma passagem rápida por Urubici, e após,
Lages, na sequência, onde estava rolando o Motoneve, conhecido Encontro
motociclístico promovido pelo pessoal da Cia. Liberdade.   
 O inverno sulista deste ano 2011 apresenta rigorosamente como as vezes
 se viu.
Já saí de casa assim: Duas meias, uma das no tamanho 3/4 - mais uma de
reserva -; Nas pernas e cintura uma ceroulas especial para motociclista, 
comprada há anos atrás em Daytona Beach, que não estraga nunca 
. Calça de couro grosso, que eu mesmo mande fazer,
com folos laterais, folgada, e recos (zipper) para ficar justa nas
botas. Uma beleza. No esto um conjunto da norte-americana Aerostich 
( www.aerostich.com ), modelo Darien, duas peças, uma jaqueta
extensa de cordura espessa, cheia de bolsas, proteções para cotovelos, ombros,
etc ... 100% impermeável pelo sistema Tecido impermeável. Ela vem acompanhada de
uma "forro", outra capa interna, por ele só é uma peça para o
frio. Como duas juntas, então, é mais importante, me davam condições
para encarar o frio próximo a zero grau. Certamente que até abaixo, quando 
em movimento.

                              
Bauleto traseiro ("top case") da italiana Givi - deixei os laterais em casa
- e uma mochila no lugar do garupa. Levava-se roupas de reserva, óleo
lubrificante, "leatherman" - instrumento multiuso -, rolo daquelas fitas
tipo "silver tape" e reparo instantâneo de pneus. Três pares de luva, uma
capa de couro, outra capa de couro, especial para o inverno, uma pulseira (também
importada), e uma borracha, para encarar a chuva e a neve, se
necessário, totalmente impermeável.
Bota de couro com duas "demão" de macarrão para sapato, para melhor
isolamento. Levava balaclava e pescoceira, um reforço extra para o
pescoço. Na cabeça um Shoei Multitec, daqueles que "levanta a frente", 
com uma segunda versão transparente interna, anti-embaçante,
fundamental para o contraste entre o meio extremo e a nossa respiração
quente, internamente. 
Definitivamente estava bem preparado.  
Não houve previsão de chuva, mas mesmo assim levava um conjunto de tal,
com polainas para cobrir como botas.  
O duro com a roupa, mais parecendo um robô, aos poucos "como
melancias foram acomodadas na carroça" e me deixou mais livre
à medida que rodava. 
Na saída de Florianópolis pego o rumo sul pela BR-101 e no município vizinho
de Palhoça, saída 215 (16 km) à direita para a BR-282. Uma placa na
beira da rodovia indicava federal Planalto Catarinense e Lages.
Logo em seguida vem Santo Amaro da Imperatriz, que contorna-se. Águas
Mornas à direita, região de águas termais, e logo incia-se a subida,
asfalto gostoso, curvas abertas deliciosas, um deleite, o friozinho
rápido se fazendo sentir à medida que nos eleva em relação ao
nível do mar. Como que "esquentando", o motorzão de Silvina roncava
gostoso, com piscina calma, 110/120 km por hora. 
Levava mapa "na mão", em cartão de acesso fácil, e num cruzamento em Rancho
Queimado, há 60 km de Floripa, desvio à esquerda, placa de acesso Anita
, e há alguns anos adiante.
Entrava em terreno desconhecido, pois essa rota ainda não havia sido feita antes.

 Num lugarzinho mais recente da SC-407, um programa em boas condições, uma
paradigmática estratégia para um xixi amigo, o mesmo diante do sonho de uma criança em
casa, que está sempre presente, assustado com a minha presença.
Cala a boca seu chato ... Eu não os conheci.
Tenho dois lá em casa me esperando.  
Não se via, ainda, vivalma, todos dormindo até mais tarde, pois o
frio é tava de lascar. Praticamente sem movimento, há uma vez ou outra
passava um carro. 
Ao contrário de um pouco de frio nas pernas, dobradas, na altura dos joelhos
, quando uma calça de couro fica esticada, mas depois, o organismo se
defendendo, mandando mais sangue para uma área, acabei me acostumando, e tudo
ficou bem, semmitir de colocar um ceroula reserva. Era só o
começo ... do frio.
A estrada até agora é toda a asfalada, ainda com um trecho de
obras, já terraplanada, homens e máquinas de vez em quando em uma
pista. Dou de cara com as "patrolas" e passo pelo cantinho,
espremido ...! Em alguns pontos, um pouco de
prazer, muito relaxado, montículos, nada que atrapalhe nosso rodar tranquilo e muito
prazeroso, como costuma ser nessas estradinhas do interior. 
Uma casa grande, bem rural, ao lado de um córrego, galpão atrás e um
fusquinha azul velho, completando metade dentro, metade fora, completamente
empoeirado - deveria estar ali há anos - me faz parar para fotografar a
cena. Um peru não pasto e um cachorro - que foi descoberto com o zoom da máquina - os
olhares para mim, estático, virou hilária a foto, das melhores
para o longo de todo o percurso.  

Anitápolis, 600m de altitude, é uma cidade jovem no vale do rio Braço do
Norte, que nasce por ali. Fundada em 1961, região da grande Florianópolis,
distante 108
km , é eminentemente agrícola, formando parte do cinturão produtivo de verduras, leguminosas e frutas que abastecem a capital dos
catarinenses. É uma presença dos descendentes alemães. 
No entanto, para Santa Rosa de Lima, a cidade na sequência, "o buraco é mais
embaixo". 
Há apenas 24 km de distância, no entanto, um tempão para
percorrer, com todo o cuidado para não dar ao chão, em meio a plantações de
repolho, tomates e alfaces de beira da estrada, o aliado às paradas 
fotográficas. Volta e meia sente-se não é um "cheirinho" nada agradável
emanado de galpões de criações de porcos ...! A estrada piora, fica estreita,
para um só veículo, e é usada como uma
alternativa para as crianças. Em certos
locais são dois carros que se encontram a quem vai ter que se
inscrever no meio de um micro-ônibus escolar, mantendo a segurança, também por
causa da poeira, seguindo um tempo atrás dele, aumentando em muito a
segurança. Depois de um mergulho e desce interminável, lento - uns trinta km
por hora - em uma ponte cruza-se novamente o rio Braço do Norte,
pedregoso, de águas límpidas e nos aproximamos de Santa Rosa de Lima,
pequena vila que já foi a cidade com uma menor população do Brasil. Descemos
para 240 metros acima do nível do mar e a 120 km de distância da capital. 
Também eminentemente agrícola, foi apenas uma passagem. Tem um queijinho
frescal muito gostoso produzido por aqui, Santa Rosa, que custume comprar 
em Floripa. 
Em primeiro lugar, pavimento novo e num piscar de olhos, 
Silvina abanando o rabo de felicidade, me leva até o Rio Fortuna, uma rua
principal, cidade da eco-agricultura, e rumo a Braço do Norte,
SC-482, numa só tocada, sem parar, nada, apenas fotografando
como placas indicadoras e imagens interessantes do caminho.
Era grande a ansiedade para chegar ao Corvo Branco.
Entre Rio Fortuna e Aiurê há um "corta caminho", apenas 21 km, segundo me
informaram num posto de combustível local, mas repetia-se sob o / desce com
muitas curvas seguidas, modo que optei pelo asfalto, um pouco mais longo,
mas mesmo a menor velocidade é manter constante.   
Rio Fortuna, 130 metros de altitude, tem uma curiosidade: mantém-se com as
tradições alemãs e possui uma das maiores reservas de fluorita de Santa
Catarina. É considerada uma cidade com menor índice de mortalidade infantil do
Brasil. Fumo, piscicultura, extração mineral e de madeira são seus fortes. 
No município de Braço do Norte já é diferente, a cidade maior,
industrializada, também sujeita, mas tem seu forte na produção de
molduras, como as mais diversas, que são comercializadas no país inteiro e até 
exterior. Continua a descer em relação ao nível do mar, baixando,
para que ele volte a subir novamente.
Em sua avenida principal é uma placa, devidamente documentada, indicava 
Grão Pará, Aiurê ... e nossa tão aguardada Serra do Corvo Branco.
Sem maiores novidades, campo, asfalto, plantações, bois, cavalos e criações
de animais, belo rio a nossa direita, e chega-se a Grão-Pará, a apenas 12
quilômetros de distância. 
Cidade pequena, em torno de cinco mil habitantes, fundada em 1958, está a
110 metros de altitude. Como de hábito por essas regiões sulistas, é forte a
descendência de italianos e alemães colonizadores. Plantações de fumo,
pecuária, suíno e avicultura predominam, gerando-se laquis também no
ramo de confecções.  
To the first version of a street in the left, left and the single plate indicing to all the stations and lemes
regional. 
Aiurê a 14 quilômetros, chão batido e de lá inicia-se um forte subida.
Consumimos rapido uma pequena distância, estradinha de interior mas dava
pra tocar bem. 
Aiurê não tem nada, uma ruazinha, lanchonete, uma igreja - construída
em 1929 - tudo na rodovia estadual SC-439 - que nos leva a
Urubici -, simpática, grava em volta, capelinha de pedra com santinha -
não dá pra reconhecer era era. Aiurê Pertence ao município de Grão-Pará.
Paradinha para consultar o mapa. Não se vê ninguém.  
"Onde está todo mundo?" Logo na saída de uma estrada íngreme nos
alerta que realmente agora abra a subir violentamente. Primeira
engatada no "morro", mesmo com motor de quase 1000 cilindros, pegando
leve no acelerador, cuidando para não patinar, com pedras, ou derrapar,
muito menos escorregar para o lado. Se vacilar e tiver que "andar de ré" é
difícil segurar os mais altos duzentos quilos de Silvina. 
Uma subida é constante. Campos em volta, dia lindo, sol, sombra entre as
árvores, isso em torno de meio dia. A estradinha para um movimento de terra
em meio a um plantio de pinus, pinheirais, uma viseira do capacete levantada,
respirando aquele ar puríssimo da montanha.
Depois de duas cercas com pontilhões, o estilo "mata-cavalo", para o gado
não passar, chega-se a um altiplano fantástico, com os visuais mais
lindos presenciados em minha vida. Adiante, olhando para a frente, os
contrafortes da Serra, em tom azulado, pontiagudos, o céu
Extraordinariamente azul e limpo, riscado por dois aviões a jato que,
seus controles, se dirigiam ao norte. Para os lados do campo, gado
pastando, um sono impressionante, raro de se sentir.    
O cantor na beira da estradinha é pareíu a moto, desligue o motor e faça um
carinho no grande tanque de Silvina. Obrigado por me fazer aqui aqui
cara. Desci, flexionando as pernas, meio duras. Sem o capacete, me extasie
diante do que via e respire o fundo que pude. Panasonic Lumix voltando
 a funcionar, em fotos "para a posteridade". 'Tá tudo registrado. Ao som
de afinado bem-te-vi e curicacas distantes ... Uma Oração, em agradecimento 
Ao Senhor POR ter o privilegio de ali Estar ... Sozinho, Aquela vista, 
em dia espetacular, tanta beleza da natureza. 
Daquele "platô" que já estava bem alto, mais rápido, mais ainda,
passando por mata-cavalo, em estradinha sempre para um só veículo,
logo adentrando-se aos contrafortes e escarpas, vales sombreados, frios,
com paredões altíssimos do lado esquerdo e precipícios do outro.
É de arrepiar. Imaginem que sobe-se a 1200 metros de altura em apenas 5 km por
essa estrada sinuosa e perigosa. Uma planta com folhas enormes, que nasce
nas margens, além das torres íngremes, que é um aspecto do histórico
e aterrador, principalmente nas nuvens, que não era meu caso.    
Com cuidado, atenção para dar não dar de cara com outro veículo
desprevenido ... e vamos subindo, como que degustando cada curva, cuidando das
pedras do caminho comum das alturas, até culminar com
uma subida mais forte de todas, desde que inicia, num zigue-zague
inacreditável. Em primeiro lugar marchando, abrindo um pouquinho nas
curvas, de tão fechadas que eram. Nesse breve e último trecho final -  
quase vertical - tem uma felicidade de contar com asfalto, a 600
metros apenas, "véinho" mas que funciona, baita quebra-galho e as
alturas. Pelo menos a moto não patinava. Em dias de chuva deve ser um
horror.
Tem as pequenas aberturas que são como mirantes, com proteções laterais
("guard-rail"), para o poder parar e olhar para baixo, para as curvas,
escarpas e o verde infinito distante.
Corpo inclinado para a frente, pois com o peso à parte traseira pode-se empinar, e
chega-se ao topo, a 1470 metros de altitude, em meio a fantásticos cortes
verticais na rocha pura, a 90 metros de altura, o mais alto do país. Uma estrada
entre os outros. É demais  
Todo mundo para cima para fotografar e curtir o visual, o vale
que se estende à frente, a outra vista fabulosa, um
caminho claro que faz a frente na frente, em contraste com o verde impressionantemente
total. É o que vê, céu azul e o verde. Uma estradinha de ziguezagueando
até perder-se de vista. 
Ponto Daquele, para baixo, até Grão-Pará, são 27 quilômetros. Para Urubici,
sentido oeste, 30 km. Maquininha Fotografía saía e entrava repetidas vezes
sem saco grande de jaquetão, já com a bateria de reserva em funcionamento. 
Toca em frente, "que já vem gente", ágora do "lado de lá", nas
alturas, no pleno planalto catarinense. 
Para obter a agradável surpresa depois da descida pelo charmoso vale, eis que
aparecem asfalto novinho em folha, ainda sem como demarcações. Novamente
Silvina abana o rabo, feliz da vida, e enroscamos o cabo do acelerador,
tocando forte, nos deliciando com deliciosas curvas, como uma recompensa,
por tudo o que havíamos passado. Ali, comer sentiu-se a potência fazer
motor tricilindrico, 955 cilindros, 105 cavalos ... Rapidinho chega ao
cruzamento em obras, com uma estrada que sobe - mais ainda - e leva ao
conhecido Morro da Igreja / radar Cindacta, e vizinha Pedra Furada. 
Final da pavimentação.  
Ponto turístico interessante esse Morro. Está a 1828 metros de altitude,
onde se encontra um enorme submarino, por isso o Cindacta II
(Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle do Espaço Aéreo), que está sendo
rastreado em todo o Brasil e parte dos países vizinhos, O sinal sendo
enviado e elaborado em Curitiba, segundo as informações que tenho. Dizem que
até urubus eles captam ... !!! Imagens do complexo, uma enorme rede,
retangular vertical, com radar -, pode ser vistas na
internet.
Como já foi subido por algumas vezes e ser um pouco
conhecido, também por sua Pedra Furada, que faz a sua vez de alto, toque de
frente para Urubici, junto com as vizinhas Urupema e São Joaquim, como
 as cidades mais frias do país. 
E faz frio "pra carvalho" ... !!! Devia estar beirando o zero grau.
Esse Morro da Igreja, que faz parte do município de Urubici, é o ponto
mais alto habitado do sul do Brasil. Ali, a quase 1900 metros de altitude, 
em junho de 1966, foi registrada a temperatura média do país, menos 18
centígrados, isto é, 18 graus abaixo de zero. Brincadeira ôh meu ... !!!  
Desse ponto em diante, máquinas na pista, desvios, caminhões carregados,
poeira pra caramba, operários em pé na terraplanagem da estrada
em breve em pavimentação, e, entre casas, fazendolas, pousadas, patos no campo,
gado pastando e fumacinhas saindo das casas Chegou à rua principal de
Urubici, cerca de duas horas da tarde, no dia anterior, que não tinha comido nem
bebido nada desde o dia da manhã, quando saí de Floripa.
Tantas foram as emoções ... que esqueci ...! 
O posto de combustível / lanchonete Rodo Serra está localizado exatamente no
cruzamento da SC-439 com SC-430, centro da pequena cidade, onde se encontra
a pista e a água, de certa forma projetada pelo feito. Vamos agora tendo um
bom café e comer alguma coisa. 
Tive sorte, pois és uma moça muito simpática me atendeu, belo sorriso, depois
de todo o pó da estrada, me oferecendo pães de queijo e rosquinhas "da
hora", que foram cheios saboreados com fumegante "média com leite" ...!
Acho que foi o café mais gostoso da minha vida. Uma Delícia. 
Urubici é rural, agrícola, mas também turística, em pleno
desenvolvimento, conhecida por diversos atrativos naturais, 
cachoeiras, não incluídos roteiro Caminho das Neves e localizada no
vale do Rio Canoas, que nascem por e segue para o oeste, lá
adiante unindo-se ao rio Uruguai. Terra das hortaliças, é o maior produtor
de hortifruteiros de Santa Catarina. Também destacando-se cada vez
mais o cultivo de maçãs, especialmente a Gala da Gala, considerada a
melhor de toda a região serrana. Outro aspecto importante é o cultivo de
erva-mate, o produto básico do chimarrão tradicional, muito apreciado nos
países do Mercosul.
Ali num posto, num expositor com várias garrafas deitadas, foi que uma
delas olhou para mim ... acho que piscou. Passei a mão, direto para a
moto entre as roupas, para não ficar batendo. Era pra degustar em
Lages. Abasteci Silvina, with an panins
with farminés , piscas and sinaleira back to removedor the pó. Havíamos rodados somente 132 km desde
casa, mas que mais que muito. Em torno de 14 litros de gasolina comum.
 Bebeu bem a éguinha. Também pudera, com todas essas subidas.
Relaxado, barriguinha satisfeita, seguiram-se dois telefonemas, uma pra
casa, avisando uma família de minhas andanças, e outro para o (amigo) 
Jordânia (Martha) Wallauer, que ali próximo tem belíssima casa, em meio a um
vale e montanhas esverdeados e que ele era convidado para tomar uns
vinhos e pernoitar. Tentador de convite, pois além de excelente papo, sabia
de antemão que sua adega estava "bem abastecida" ... Agradeci, ficando 
para outra oportunidade. Jordan, também um aventureiro / motociclístico,
the was a giro pela patagonia argentine, numa GS 650
da BMW, idem solitário, in meio a picos neves, um frio - também - do
cacete.   
Uma sessão geral de moto, corrente seca, suja, empoeirada, e seguir
adiante, agora via SC-430, até Santa Clara, cruzando, onde está
a BR-282, dobrando à esquerda, para Lages, onde
pernoitaria ... e para o Motoneve. 
Percurso, idem, sempre muito lindo, serrano agora, em meio a araucárias,
asfaltinho meio machado, são só 24 km que foram engolidos num vapt-vupt até
o posto Janaína em Santa Clara, mesma metade do caminho entre Floripa e
Lages.  
Essa rodovia, uma BR-282, esse trecho, é de uma beleza ímpar, aliás, como
tudo por aqui. Excelente para rodar, bem construída e sinalizada,
110/120/130 km / hora, curvas maravilhosas, muito verde natural e de
reflorestamento, em questão de uma horinaria estava chegando na periferia de
Lages, cidade grande, com seus prédios à vista. Na primeira vez que você
se encontra à direita, para o Parque da
Missão , é onde se realiza a festa do Pinhão, mesmo local do evento,
Encontro motociclístico que realiza todo o final de semana.
O frio beirava os nove graus, positivos ... !!!

                                   
Só dei uma passada, pouco povoado, estava só começando, e fui para o
centro, hotelzinho simples mas limpinho, para um bom banho e jantar, mais
tarde. Silvina ganhou estacionamento coberto, depois de aliviar-lhe o peso
de cima. Acho que ouvi "um suspiro" ... !! 
A noite caminha pelo centro da cidade, acessa alguma coisa e volta ao
local do evento. Ainda mais, eu ainda em estado de êxtase por tanta
beleza vista natural durante todo o dia ... fui dormir. O frio, em torno de
dez horas da noite, andava pelo seis graus. 
Cairia tremendamente na madrugada, baixando de zero.
Dormi o sono dos deuses, sorrindo ... relembrando paisagens.
Dia seguinte, sábado, excelente café da manhã - que mel gostoso -
Mais uma vez, em uma
loja local , visite a belíssima igreja local. Arrumai minhas coisas, paguei a conta e me mandei
pra estrada, com uma passadinha no Motoneve, que estava melhor, mas ainda
meio desanimado. Muitas motos esportivas, barulhentas, que não me fazem mais
uma cabeça ... com todo o respeito. Com certeza à noite, sábado, "o pau ia
pegar", pois o que está procurando não é uma brincadeira. Muitos
casais, bundas empinadas ... e velocidade.  
Em torno de onze, depois de encontrar alguns amigos de Floripa, viajando com
imponentes Harley-Davidson, na estrada de novo, via SC-438. Destino:
São Joaquim, vinhícola Villa Francioni, na beira da estrada, Bom Jardim da
Serra, restaurante Cascata. Rodovia sempre pavimentada, em excelente estado,
com vistas e curvas cinematográficas, foi tudo passando, rapidamente, que
nem filme. Parada no mirante (topo) da Serra do Rio do Rastro, para um
excelente empanado de palmito com requeijão e massa integral ... Aqueles de
escorrer o recheio pelo canto da boca.  
Antes de Bom Jardim, uma vez e um pouco da tarde, numa sombra ainda, me
chama a atenção uma vez com as motos estacionadas, a enorme placa de gelo
passando a mão na mão para fotografar. Fiz uma volta e parei, também
fotografando. Uma festa. Imaginem Agora a temperatura é uma temperatura
baixíssima, para o próximo próximo do meio dia ainda ter gelo. 
Tempo bom. Céu azu. 
A Serra do Rio do Rastro está entre as vinte rodovias mais lindas do mundo.
Você é nossa conhecida conhecida, desde criança que subo por ela. O meu nome era
fazenda aqui por perto. O visual, sempre fantástico. Muitos turistas
agasalhados, fotografando do mirante, lá do alto. Em diasitate bons
eyes hibrida ver até o litoral, mais de cem quilômetros em linha reta.  
Foi encontrada em revistas rotatórias, no Brasil, da
revista conceituada Duas Rodas de motociclismo.   
Tem uma das curvas da Serra, que não pega sol. Tio João a chamava Curva
Fria. Quando faz muito frio, as águas são escorridas por suas paredes
, nas madrugadas. Era o que estava acontecendo, mesmo em plena duas
horas da tarde. Parei para fotografar como placas de gelo ainda grudadas sem
paredão e despenca um pedante lá de cima, espatifando-se no chão, espalhando
pedaços. Não seria nada legal se alguém estivesse passando por esse
momento.   
Passagem rápida por Lauro Mülller, onde reabasteci as Termas do Gravatal,
paradinha no Hotel Cabanas, a família de um amigo, onde o almoço
festivo, "Feijão com Samba" ... uma cervejinha, apenas, e segui para Tubarão,
visita "de Dr. " um Vó Ruth, minha mãe.  
Comecinho da noite estava em casa, Florianópolis, depois de um "pauzinho"
na "eternamente em obras" BR-101 sul.  
Em frente ao portal, De vez em quando duas mulheres, o rabo, Silvina, por
chegar ... Bita, uma cachorrinha vira-lata, da janela, ao me ver ... e mulher,
pois o maridão voltara inteiro.
Galo que é galo não abana rabo ... faz córócóco '. 
Hodômetro total marcando 23.608 quilômetros ... em torno de uns 800 km foram
rodados, pouco em termos de distância ... muito em emotions.  
"Gracias Señor, por la vida" ... por minha Tigre ..pelo espírito aventureiro e
por tantos locais lindos e maravilhosos desse meu - belo Estado de
Santa Catarina. 
Até uma próxima.    

Rui Cesar Bittencourt
Julho de 2011
www.ruibittencourt.com.br

RUI BITTENCOURT (61), é Ortodontista, fotógrafo, motociclista e
revista inglesa em seu blog anexo ao site (acima). 
Em 1985 publicou matéria em Duas Rodas ... De Moto na Neve, após vivenciar
tremenda nevasca na cidade de São Joaquim, à época com a XL-250 da Honda. Em
movimento, com o passar dos anos, grande parte do país
e vizinhanças. 
Reside em Florianópolis, SC

Última modificação em Quarta, 23 Janeiro 2019 18:20
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Jordânia
 
Retornamos, Martha e eu, no dia 07 de setembro de 2011, ao nosso refúgio nas montanhas, em Urubici, depois de um passeio, de moto, pelo Rio Grande do Sul. Foram 1.800 km em nove dias, tempo suficiente para deixar de lado o envolvimento com outras atividades, que não é apenas o prazer de rodar de moto.

 

A primeira vez foi em Passo Fundo, depois de 8 horas de passeio pelo Planalto Catarinense e Rio Grandense, com a participação de um seminário em Belas Artes do Rio Pelotas e as pequenas e simpáticas comunidades e vilarejos entre Vacaria e Passo Fundo, com suas engraçadas de “VENDO AMEXAS E PESEGOS”, escritas à mão livre, que sempre querem fotografar e que depois são apagadas para trás. À noite jantamos um linguado ao leite de coco, acompanhado por um Torrontes 2009 do Valle de Cafayate, Argentina, no apartamento dos Borges, Luiz Felipe, Letícia eo café Ernesto, Brasil Riders como nós, que sempre quer primorosamente seus colegas moto-viajantes.

No dia seguinte chegou a São Miguel das Missões para o público do Primeiro Encontro de BRs nas Missões. Hospedagem no Wilson Park Hotel, um hotel confortável e amplo com a arquitetura nas construções jesuíticas do sec. XVII, circundando uma piscina Hollywoodiana, pelo preço camarada de R $ 120,00 por diária para um casal, ar-condicionado, varanda, ar-condicionado, frigobar e internet. Isto é como o café matinal e as comidas muito bem elaboradas, pois eles não são muito parecidos com o que há de melhor no centro de tradições. Nativistas, confraternizando com uma centena de Brazil Riders. Confraternização que nos permite rever amigos e fazer novas amizades, todos motociclistas, pagador  missionário, dizia ter sido “consagrada no altar da pulperia”, o que pode ser traduzido, sem caráter poético, por “balcão do buteco”), algumas trazidas de recônditos de São Paulo e Minas Gerais. O cardápio do encontro incluiu o churrasco e o churrasco de culinária gaúcha rio-grandense, mas preparados com esmero e, especialmente o carreteiro, com receita própria do José, Dentista local e cozinheiro de mão cheia! Ah, o baile improvisado, o som da gaita e de um vilão campeiro e o show de dança da gurizada do CTN Sinos de São Miguel, complementado pelas atrapalhadas apresentações de chula dos próprios BRs!

Aproveitando para rever, em uma caminhada diurna, como as ruínas de São Miguel, sempre com uma sensação, já experimentada, de estar passando por um lugar sagrado e carregado de uma energia muito forte; e para assistir à noite, neste local mágico, o espetáculo de luz e som .... imperdível e inesquecível, com o perdão da repetição (inevitável) do sufixo! No meu caso, esse retorno remonta a 1958/1959, quando conheci, aos 11 anos de idade, como as ruínas abandonadas, com uma figueira crescendo na torre dos sinos, suas raízes contorcidas abrindo fendas na estrutura de arenito; e com sepulturas do cemitério jesuíta e ocupada por enxames de abelhas.

Ainda em São Miguel, no dia do fim do Encontro de Pilotos do Brasil, foi uma fonte de água responsável pelos jesuítas e pelos guaranis de São Miguel. Um encanto de construção em arenito, com algumas pequenas faces de anjos esculpidos, que em muito lembra, em pequenas dimensões, como as construções em pedras, justapostas dos incas. Também conhecemos um Ponto de Memória, a iniciativa do Valter, da Secretaria de Turismo de São Miguel das Missões, onde tenta preservar objetos de valor histórico e arqueológico da região e de atividades de interesse cultural. Another possible surprise: the one size to reencontrar Dalva, a prima one of the wedding, is one of our wedding, is one of our wedding rings, in an adult house is one of the two years, and their know how their their descendentes.

No quinto dia de viagem tomamos o rumo de Mata, a cidade dos bosques petrificados e os fósseis de animais do período Mesozóico (ou seja, entre 250 a 50 milhões de anos antes do presente). A descida da serra entre Santiago e Mata é um dos mais bonitos para se fazer de moto no RS. Antes, entretanto, visitou as ruínas de São Lourenço, mas também foram bem conservadas e restauradas como são Miguel, mas também interessante e mágica. Gênero, Padrões, Padrões, Padrões, Padrões, Padrões, Padrões, Padrões, Padrões, Padrões, Padrões Múltiplos de coroinha da Igreja N. Sra. Auxiliadora, em Porto Alegre.

Em Mata nos hospedamos no Hotel Paleon, um simples e barato, onde à noite jantamos “à la minuta” (arroz, feijão, ovo frito e bife). A cidade, pequena, mantém um Jardim Paleontológico. Trata-se de uma área de cerca de 2 ha, com algumas árvores esparsas, onde estão várias árvores e fragmentos petrificados. O local, bem-vindo, é um cuidado de um senhor de nome Aury, que discursa com facilidade sobre os achados paleontológicos da região, uma origem dos mesmos e das outras curiosidades de interesse científico, mas curioso mesmo é o fato de que Aury é analfabeto e seus O seu currículo é fruto da sua curiosidade, o que leva as palestras de professores da Universidade Federal de Santa Maria.

Mata também é um museu com um enorme acervo e é apresentado em um espaço reduzido. Há crânios dos pequenos, e um fóssil completo de mesossauro (atuais) e vários pares de rincossauros e mais recentes Megatherium (uma chamada preguiça-gigante), entre as outras peças raras. Em viagens pela Patagônia Argentina, têm sido muito bem sucedidos, apresentados em magníficos e com os melhores textos elucidativos, em requintados museus de paleontologia e em História Natural. O seguinte método foi desenvolvido para funcionar em conjunto com a Universidade Federal e um Curso Superior de Paleontologia. um ponto de encontro da UFSM cancelou o convênio que mantinha com o município e até hoje nem pesquisa mais no mesmo. É simplesmente revoltante esse tipo de coisa que se faz tão comum, e de forma impune, neste nosso país (ou deveria, por isso, ser “país”, assim mesmo, com “p” minúsculo?… Mas deixei com “P” Maiúsculas por conta dos Aurys que existem por aí)!

No dia seguinte já estacionamos a G 650 GS na Fazenda dos Pinheiros, em Encruzilhada do Sul, para rever parentes, entre eles Edinei e Edilka, seu genro Pedro Paulo e o Prefeito Artigas, esse preocupado em entregar a algum mau administrador, na próxima eleição,  a Prefeitura Municipal recheada de recursos, quando a recebeu endividada a 7 anos atrás. Ufa! Ainda bem que o parente é dos que justificam um “P”maiúsculo!

O jantar, na fazenda, foi acompanhado por um Cabernet Sauvignon chileno, mas bem que poderia ter sido acompanhado por um dos bons vinhos da Casa Valduga, cujos vinhedos emolduram o começo da estrada que, no dia seguinte, nos levou a Porto Alegre.

Em Porto Alegre nos hospedamos no Hotel Milão Turis, cuja grande vantagem para nós foi estar localizado próximo a uma das saídas para a Free Way, nosso caminho de volta, e a 800 metros do local onde veríamos, na noite seguinte, o show do Eric Clapton.

Na capital do Rio Grande do Sul não podíamos deixar de visitar o Mercado Público e lá comprar pelo menos umas frutas secas, já que charque, bacalhau e vinhos não seriam comportados pelos bauletos já abarrotados da Gzinha. Também passeamos pela Praça da Matriz, revisitamos a Catedral e o Palácio Piratini e conhecemos o Shopping Moinhos de Vento, onde encontramos a amiga Camila, com que fomos assistir ao filme argentino “Um Conto Chinês”, do quase desconhecido Sebastián Borensztein, mas interpretado pelo excelente Ricardo Darin (também intérprete de “O Segredo dos Seus Olhos” e “Nove Rainhas”). Muito bom o filme, tanto quanto foram os outros dois que citei.

Ótimo também foi o show do Eric Clapton, no penúltimo dia de viagem, ainda com uma voz vigorosa e com a agilidade de um garoto, completada pelo apuro técnico que a experiência vai cada vez mais acrescentando, ao percorrer com os dedos as cordas das guitarras. No conjunto que o acompanha nesta turnê brasileira, ressalto Chris Stainton e Tim Carmon nos teclados (dão solos espetaculares) e Michelle John e Sharon White como backing vocals. Valeu à pena assistir Layla, Cocaine, Lay Dow Sally e Kay to the Highway, entre outras, com novos arranjos e com muita energia!

Retornamos um Urubici, na manhã seguinte, pelo litoral até o Morro da Fumaça e dali subimos a Serra pelo Rio do Rastro, nos deliciando com a paisagem, apesar do cansaço deste dia de 8 horas de viagem, às vezes por estradas movimentadas com trechos em construção e com muito vento.

Agora, ao escrever esse relato, nos contar com a quantidade de coisas que vimos e fazer em apenas nove dias e que o primeiro a ser levado por uma motocicleta!

 

Jordan Wallauer

Última modificação em Quinta, 13 Dezembro 2018 17:54