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Segunda, 02 Fevereiro 2004 15:28

Assafrão: de XT pelo SUL em 2004

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VIAGEM DE 4.200 KM PELO SUL DO BRASIL.

(Rio-Balneário Camboriú-Florianópolis-Serra do Rio do Rastro-Foz do Iguaçu-Rio).

 Esta viagem foi realizada por mim, Gilmar Calais Assafrão, com uma XT 600 E, juntamente com meu amigo, José Juvenal Vaz, de NX 400 Falcão, no período de 02-02-2004 de 12-02-2004. Somos amigos e motociclistas e moramos em Duque de Caxias-RJ.

 Como em viagens de moto, uma das maiores vantagens, e estar em harmonia com o ambiente ao redor, e nós não tínhamos pressa. Resolvemos pela Rio-Santos, e pela estrada da Graciosa no Paraná, o que foi com uma grande precisão, devido aos deslumbrantes espectadores das mesmas, com muito mar e serra sempre nos acompanhando.

 02-02-2004 - Nossa viagem às 6:00 hs da manhã de segunda-feira de sol forte, em torno de nós 720 km, sendo os primeiros 450 km, como já foi dito, de belíssimas paisagens, com o mar a nossa direita e a direita, o lindo verde da Serra que acompanha a estrada. No final da Rio-Santos, pegamos a Rod. Piaçaguera-Guarujá e depois uma Rod. Pedro Taques (Trânsito pesado e muitas carretas na altura de Cubatão-SP) até Mongaguá, onde almoçamos.

Quando faltavam apenas 20 km para chegarmos a Registro-SP, já na Régis Bittencourt, caiu uma tempestade de verão que durou 2:00 hs, e já arrumou 700 km, paramos em um posto e ficamos aguardando a chuva passar, e após uma corrida rodou mais 20 km e já será em Registro-SP, onde pernoitamos.

 03-02-2004 - Depois de uma viagem pela estrada da Graciosa, onde fomos parados pela policia pela única vez em toda a viagem, depois de tudo conferido, descemos pela bela e a Serra da Graciosa (onde se faz a diferença de velocidade) até a BR-277, em direção a Caiobá-PR, onde se pega uma balsa para Guaratuba-PR, Por Garuva-SC e pela parte duplicada da BR-101, chegando por volta das 13:00 hs em Balneário Camboriú-SC.

 05-02-2004 - Após dois dias e meio de sol e praia em Camboriú e arredores, onde exploram quase todos os pontos de interesse do litoral catarinense, os seguimos para Florianópolis-SC na sexta-feira.

Na bela capital de Catarinense, ficamos hospedados NA TOCA DO Viajante DE MOTO, e tivemos a honra EO prazer de conhecer e Conviver POR Dois dias com o grande casal de amigos motociclistas CÍCERO E Lourdes - ( WWW.CICEROPAES.COM.BR ), Onde S nos nos rodeia e nas praias da sua linda cidade.

 08-02-2004 - Nesta manhã de domingo chuvosa, partimos de Floripa em direção a Serra do Rio do Rastro, saímos com as aventuras de uma noite só com a passagem, mas ela é arrematada por toda manhã. Leave this back to the rain and neblina the visual of the serra.

Neste dia passado por São Joaquim, Lajes, Santa Cecília, Caçador em SC, e Palmas, Pato Branco, Francisco Beltrão e Cap. Leônidas Marques no PR, onde pernoitamos, somando 970 km rodados neste dia, e cerca de 400 km foram com chuva.

 09-02-2004 - Como estava rodando bastante no dia anterior, e estava a uns 180 km de Foz do Iguaçu, acordamos mais tarde neste dia, tomai um café da manhã, acompanhado de um bom papo com o proprietário do hotel, um senhor gaúcho muito simpático. Sábado às 10:00 hs da manhã, e chegamos a Foz às voltas das 13:00 hs, onde achamos um bom hotel com um ótimo preço. Neste mesmo dia, à vontade Cidade Del Leste e comprar algumas lembranças. Por um desconto de um posto de gasolina pode ser abastecido, que informa muito o roubo de motos na cidade, é um descanso como nossas companheiras de viagem, deixando-o sem hotel e indo para o Paraguai de moto-taxi, meio de transporte muito comum na cidade.

 10-02-2004 - Este foi nosso dia de passeio típico, não conhecendo os prazeres de uma viagem de moto.

Com o mesmo nome do Cataratas do lado Argentino, às 9:00 hs, e ficamos a todo o dia conhecendo esta linda obra da natureza, com direito a um Autêntico churrasco Argentino nenhum restaurante das Cataratas, Guia e etc. Realmente foi Uma Experiência ímpar, como Cataratas São lindas e QUALQUÉR hum FICA impressionado com o SUA grandiosidade, conhecemos also o marco das Três Fronteiras ea Pequena Cidade Argentina de Puerto Iguazu.

Uma curiosidade, ao chegar ao passeio pelas 18:00 hs, foram deixadas mais duas motos estacionadas na garagem do hotel, uma era uma BMW 650 de um canadense, chegou ao Canadá até Ushuaia, e também uma XT 600 preta de placa de Florianópolis-SC.

Após dois dias em Foz, e nove dias de casa, já estamos com nossas saudades de nossa família e resoluções, em seguida, nossa volta para casa no dia seguinte, depois combinamos de pegar uma estrada mais cedo possível.

 

11-02-2004 – Saímos de Foz do Iguaçu às 5:00 hs da manhã, com muita neblina e frio. Eu também tinha um compromisso pessoal neste dia, passar na cidade de Corbélia-PR, perto de Cascavel-PR, para tirar algumas fotos e conhecer a igreja onde eu fui batizado em 1971, pois naquela época minha madrinha ali residia, mas foram somente uns 20 minutos, pois a cidade fica as margens da BR-369, nosso caminho de volta. Com uma temperatura excelente para se pilotar, os Kms e as cidades iam passando rapidamente, Cascavel, Campo Mourão, Maringá, Londrina, Cornélio Procópio. Nesta região do norte do Paraná, chama a atenção as grandes plantações de soja, feijão, milho, etc, dando a impressão de ser uma região rica e desenvolvida, almoçamos muito bem em Cambará (comida boa e barata), última cidade paranaense antes da divisa com o estado de São Paulo.

Vale ressaltar nossa indignação com a enorme quantidade de pedágios no estado do Paraná, foram um total de oito de Foz do Iguaçu até divisa com SP, onde motos pagam, e a estrada e quase toda em pista simples, não justificando esta absurda cobrança.

Entramos no estado de São Paulo, e enfim ficamos livres do pagamento de pedágios até o Rio de Janeiro. Pegamos a boa e duplicada  Rod. Castelo Branco, este trecho da viagem foi até monótono, pois a estrada se resume praticamente a uma reta só até a capital paulista. Chegamos a marginal Tietê por volta das 18:30 hs (pior horário impossível), trânsito caótico, medo de assaltos e começava a chover, nosso maior medo, pois foi na semana que houve aquelas enchentes que pararam a cidade, mas graças a Deus a chuva não passou de uma pequena garoa, e logo já estávamos na Dutra, e após rodarmos 1.200 km em um único dia, exaustos mas felizes por já estarmos bem mais próximos de casa, paramos no primeiro hotel que encontramos na cidade de Caçapava-SP.

 12-02-2004 – Neste último dia de nossa viagem, pegamos a estrada às 8:00 hs da manhã, com o tempo um pouco nublado, rodamos uns 30 km  e começou a chover, paramos em um posto e colocamos as capas de chuva, aí rodamos mais uns 30 km e o Sol apareceu novamente (sacanagem), mesmo assim decidimos não parar para retirar as capas, para não perdemos tempo, apesar do Sol cada vez mais forte que nos recebia após a descida da serra das Araras, pois era muito grande nossa ansiedade de chegar em casa e chegamos por volta do meio-dia. Fiquei muito feliz em poder rever minha esposa, mãe, sobrinhas e irmã.

 O total gasto por mim nestes 11 dias de viagem, com tudo incluído, foram exatos R$ 1.005,0.

 Mas o prazer , a felicidade e a satisfação de transformar em realidade esta viagem, que foi planejada e aguardada com ansiedade por um ano, NÃO TEM NADA QUE PAGUE.

 ALGUNS NÚMEROS DA VIAGEM :

 -4.200 km rodados em 11 dias.

-Total gasto com gasolina : R$ 381,00.

-17 abastecimentos efetuados – média R$ 2,09 : Maior preço –  R$ 2,29 em Ubatuba/SP .

                                                                             Menor preço – R$ 1,89 em Maringá/PR.

-Consumo médio da XT 600 : 21,5 KM/LT.

-Total de gastos com 8 pedágios no estado do Paraná : Cerca de R$ 19,00.

-Pernoitamos em 5 diferentes hotéis : Maior preço – R$ 25,00  por pessoa em Balneário camboriú.   

                                                            Menor preço – R$ 20,00 por pessoa nas demais cidades.

-Preço da gelada (Skol é claro) : R$ 3,00 nas praias e R$ 2,60 nos botecos (Lembrando que só  bebemos quando não estamos pilotando).

 DICAS DE VIAGEM : 

-Para evitar problemas com a viagem, e realmente não há um problema neste sentido, em que os serviços de Cias são conhecidos.

-Foi entregue uma revisão geral nas viagens de um robô de confiança, e XT 600 não teve qualquer problema durante todo o percurso, tendo sido necessário apenas a lubrificação da relação diária.

-Os gastos com o frete ficaram entre R $ 4,00 e R $ 8,00. Lembrando que nem sempre o mais caro, o melhor, inclusive o melhor de todos em um restaurante bem simples, já limpo e aconchegante por um preço de R $ 4,00 por refeição, na cidade de Cambará-PR.

-Sempre uma pequena pesquisa em uns 3 hotéis, na medida do possível, antes de escolher. Nestes casos uma choradinha sem preço sempre ajuda, funcionou por duas vezes.

Última modificação em Quinta, 13 Dezembro 2018 17:49
Sábado, 24 Fevereiro 2007 15:28

Assafrão: Brasil/Argentina/Uruguai/Paraguai em 2007

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6.600 KMS DE MOTO PELO SUL DO BRASIL, URUGUAI, ARGENTINA E PARAGUAI.

(2007) 

     Depois de um ano de trabalho, mais uma vez chegaram as nossas esperadas férias. E como de costume, eu, Gilmar Calais Assafrão, e minha esposa, Simone Neto de Sousa Assafrão, colocamos nossa moto “XT 600 E” na estrada, nesta vez em uma viagem de 6.600 kms pelo Sul do Brasil. Também pela primeira vez, dando uma especial atenção a esta viagem, viajamos pelo Uruguai e Argentina e conhecemos também como capitais Montevidéu e Buenos Aires.

     A primeira incursão internacional sobre as rodas, um antigo sonho meu, apesar de uma perspectiva pequena, se mostrou muitíssimo interessante, sobre todos os aspectos. Foi muito gratificante conhecer um pouco da cultura, hábitos e costumes dos nossos vizinhos. Além disso, dismistifiquei os antigos conceitos que prevêem a mudança de costumes, documentos, idioma, hospitalidade, outras funções, comum em “marinheiros de primeira viagem”, como nós.

     Uma outra coisa que não chegou a ser um obstáculo, pois foi apenas uma constatação do que já foi lido em outros viajantes, mais deixou-nos muito felizes. Foi à cordialidade e simpatia do povo Uruguaio e Argentino em geral. As vezes, sem exceção, em nossa viagem que precisa de algum tipo de informação ou de ajuda, já estamos prontamente atendidos, tanto no Uruguai, como na Argentina.

     Nesta nossa viagem, como fantasias, as preciosidades já foram uma vez mais o prazer de encontrar os sermos carinhosamente recebidos, por alguns dos nossos amigos do “Clube XT600”, em algumas cidades por onde passamos. Na segunda parte da viagem, Luke & Cláudia e Luis Bombeiro & Lení. Estes amigos, também foram chamados através deste maravilhoso mundo virtual das duas rodas, que é o site - “www. XT600.com.br ”.

 Abaixo, segue um resumo dia-a-dia em nossa aventura sobre duas rodas:

 24-02-2007 (sábado) - A ansiedade tomava conta, and na noite anterior a viagem, praticamente não dormido. My mother, how ever, veio se despedir da gente. O tempo estava bom e saímos por volta das 7:00 hs. Pegamos 17 kms da Rod. Washington Luiz, depois Linha Vermelha e finalmente um Dutra, todas com asfalto impecável. Depois de cerca de 350 kms rodados, encontramos em São José dos Campos / SP, o casal de amigos Luis Bombeiro e Lení, que saíram de Parati / RJ. Seguiu-se em São Paulo / SP, onde também se encontraram outros amigos, Luke & Claudia, que aguardavam ansiosos nossa chegada. Depois de um almoço na casa dos pais de Cláudia e família, seguimos viagem, passando pelo vício de São Paulo e pegando uma vara. Regis Bitencourt. Após rodarmos cerca de 350 kms de São Paulo / SP a Registro / SP, resolvemos pernoitar nesta cidade. O hotel foi do mesmo que já se apresentou na minha viagem ao Sul em 2004. À noite, saímo junto para comer pizza, acompanhada de algumas cervejas.

 25-02-2007 (Domingo) - Saímos do hotel por voltas das 9:00 hs da manhã. O dia estava perfeito para viajar de moto, com sinal não muito forte e nem sinal de chuva. Logo chegamos à divisa SP / PR, onde paramos algumas fotos. Após 80 kms, outra parada obrigatória no pórtico da entrada da Serra da Graciosa para mais fotos. Descida esta bela estrada, que é uma das mais belas do Brasil, além de ser uma opção mais interessante para quem viaja até o Sul do país, evitando passar por Curitiba. Na descida, paramos fotos para fotos, tamanha a beleza do local. Passos por São João da Graciosa / PR e Morretes / PR, onde paramos para almoçar. A comer o tradicional barreado, mais acabado por um delicioso peixe grelhado (o preço é que não foi muito delicioso). Após o almoço, pegamos novamente a estrada, tirando as belas litorâneas de Matinhos / PR e Caiobá / PR, onde pegamos uma balsa em direção a Guaratuba / PR. Após mais 14 kms, chegamos a divisa PR / SC, onde mais paramos para mais algumas fotos. A primeira cidade Catarinense foi Garuva, onde também encontramos uma BR-101, duplicada e com asfalto excelente. Chegamos em Blumenau por volta das 20:00 hs, e logo telefonamos para o nosso amigo do Clube XT600 Renato Bigode. Aconselha-se a comer em casa o posto de gasolina na sua unidade, e todos os seus horários de casa, onde a cerveja é cheia de água da piscina, acompanhados do Bigode e família. onde também encontramos uma BR-101, duplicada e com asfalto excelente. Chegamos em Blumenau por volta das 20:00 hs, e logo telefonamos para o nosso amigo do Clube XT600 Renato Bigode. Aconselha-se a comer em casa o posto de gasolina na sua unidade, e todos os seus horários de casa, onde a cerveja é cheia de água da piscina, acompanhados do Bigode e família. onde também encontramos uma BR-101, duplicada e com asfalto excelente. Chegamos em Blumenau por volta das 20:00 hs, e logo telefonamos para o nosso amigo do Clube XT600 Renato Bigode. Aconselha-se a comer em casa o posto de gasolina na sua unidade, e todos os seus horários de casa, onde a cerveja é cheia de água da piscina, acompanhados do Bigode e família.

 26/02/2007 (Segunda) - Na parte da manhã ao centro de Blumenau, eu, Luke, Bigode e Bombeiro, para uma pequena manutenção na moto do Bombeiro. Ficando muito bem impressionado com uma beleza e organização de Blumenau. Parabéns! O nosso almoço foi um delicioso churrasco, mais uma vez a beira da piscina, acompanhado de muitas cervejas e deliciosas caipirinhas preparas pelo Mestre Bigode. Neste dia, tivemos uma companhia de outro amigo do Clube XT, o Rubens Blumenau. Rubens, convidou-os a ir para a casa para uma confraternização, onde também foram convidados outros amigos do Clube XT de Blumenau. Nesta confraternização, em que fui muitíssimo bem recebido pelo Rubens e sua esposa Marisa, estavam eu, Simone; Bigode, Coca; Bombeiro, Lení; Clândio, Rejane e filho, Carlos “Mac Doador”; Wilson K, Ivone. Uma conversa, foi regada a muita cerveja e uma deliciosa macarronada, o tema principal, como não se pode deixar de ser, foram viagens, motos e o Clube XT. Terminamos esta noite com um passeio de moto pela belíssima Blumenau.

 27/02/2007 (Terça) - Começa com um pouco de preguiça e ressaca do dia anterior. Lucas e Cláudia seguiram para Urubici / SC, onde marcam os dados no dia seguinte. Preparar um churrasco para o almoço, pela tarde, e depois para Balneário Camboriú / SC, eu, Simone; Bigode, Coca; Bombeiro, Leni. No caminho, passamos em Ilhota / SC, para visitarmos um pólo de lojas de confeitaria que existe. Os preços são muito convidativos, e fizeram uma alegria da mulherada. Saímos de ilhota e seguimos até a BR-101 em Itajaí / SC, depois passei pela rodovia turística Interpraias. Esta pequena rodovia, em que o nome já está tudo, é belíssima, e por isso ela chegou na praia do Estaleirinho, onde passou a tarde em um pequeno inverno bateu este paraíso do litoral catarinense. No final do dia, ainda saboream uma deliciosa Anchova grelhada com molho de camarão. Na volta, passamos pelo centro de Balneário Camboriú, muito bonito, limpo e organizado. Nesta cidade, é também o número de turistas Argentinos, que fazem à alegria do comércio local.

 28/02/2007 (Quarta) - Depois de uma noite na estrada novamente. E após as despedidas do casal de casal, que nos receberam, Bigode e Coca-Cola e também Bombas e Lenços, que de Blumenau voltariam ao Rio de Janeiro. Seguimos a viagem pelo interior de Santa Catarina em direção a Uribici. Para quem não conhece Uribici, esta cidade fica situada na região da serra de Santa Catarina, próximo a São Joaquim, no alto da Serra do Rio do Rastro. No caminho, passamos pelas belas paisagens a beira da estrada e pelas cidades muito bonitas e bem cuidadas, como o Rio do Sul, Ituporanga, Alfredo Wagner, entre outras. Chegamos em Urubici por volta do meio dia, onde almoçamos em um restaurante simples, mais com uma comida muito boa e barata, indicado pelo frentista do posto de gasolina onde havêm havecido abastecido. Após o almoço, seguimos por uma estrada de chão de 12 kms até o asfalto que leva até o alto do Morro da Igreja. A vista do morro é belíssima, há algumas gravações em algum momento, tirando fotos e tirando algumas fotos, até a chegada de um disco nevoeiro, que forçou a nossa descida mais rapidamente. De volta a cidade, faça novamente nossos amigos Luke e Cláudia e resolvemos ficar hospedados no mesmo hotel em que estavam. Acho que o melhor hotel da cidade por módicos R $ 63,00 s diária de casal. Imperdível !!! Ao contrário de Blumenau, foi muito calor, em Uribici ficou um friozinho agradável, convidativo para uma boa noite de sono. E foi o que possibilitou uma saída pela cidade para comer alguma coisa, que foi abreviada pelo começo de uma chuvinha fina.

 01/03/2007 (Quinta) - Neste dia, desceríamos à famosa Serra do Rio do Rastro, um dos nossos pontos mais altos de viagem e de onde seguiríamos para Torres / RS, onde iríamos conhecer como famosas falésias. Luke e Cláudia iriam nos acompanhar até Torres / RS, e de lá voltariam ao Rio de Janeiro. Logomarca de Urubici Após o café da manhã e após uns 60 kms rodados, chegamos ao começo da descida da famosa Serra do Rio do Rastro. Este ponto, existe uma área com um mirante de onde pode-se ver toda a estrada que desce a Serra com suas inúmeras curvas. Ao mesmo tempo, pode-se ver com tempo bom, o litoral de Santa Catarina. Uma paisagem, vista deste local e de qualquer olho, tamanho a beleza. A descida da Serra foi bem devagar, devido às curvas e às várias imagens para fotos, inclusive de um macaco, ao lado da estrada, sem muito se importar com a nossa presença. Após o término da descida do clima mudou radicalmente, a temperatura do alto da Serra mudou para um Sol forte e um calor de uns 36 graus. Passos por Lauro Muller, Urussanga, Criciúma e pegados a BR-101 (que está sendo duplicada neste trecho), com trânsito pesado e muitos caminhões. Chegamos no começo da noite em Torres / RS, e achamos um hotelzinho bom e barato. À noite, fomos comer uma caldeirada de peixe à beira-mar com algumas cervejas, que ninguém é de ferro (Ô vidinha mais ou menos). com trânsito pesado e os outros caminhões. Chegamos no começo da noite em Torres / RS, e achamos um hotelzinho bom e barato. À noite, fomos comer uma caldeirada de peixe à beira-mar com algumas cervejas, que ninguém é de ferro (Ô vidinha mais ou menos). com trânsito pesado e os outros caminhões. Chegamos no começo da noite em Torres / RS, e achamos um hotelzinho bom e barato. À noite, fomos comer uma caldeirada de peixe à beira-mar com algumas cervejas, que ninguém é de ferro (Ô vidinha mais ou menos).

 02/03/2007 (sexta) – Saímos o quatro bem cedo para um pequeno passeio pela cidade e para conhecermos o Parque da Guarita, onde ficam as famosas falésias, que são torres ou pequenos canyons, que terminam a beira do mar. O visual do alto destes morros é fantástico ! Para se chegar ao alto, caminha-se por uma pequena trilha até o começo de uma escadaria de pedras que leva ao topo do morro. A subida e bem “light” ! Após ficarmos algum tempo contemplando o visual, voltamos para o hotel para arrumarmos as bagagens e voltarmos para a estrada. Infelizmente, também havia chegada à hora de nos despedirmos do casal de amigos Luke e Cláudia. Pois eles dali voltariam para casa, e eu e Simone seguiríamos em direção a Gramado e Canela, nosso próximo destino na Serra Gaúcha. Após as despedidas, saímos de Torres por uma rodovia a beira-mar, paralela a BR-101, até a cidade de Terra de Areia/RS, onde pegamos à nova rodovia Rota do Sol, que liga o litoral Gaúcho a Caxias do Sul/RS. Chegamos a Gramado no meio da tarde com chuva fina e neblina. Lá ficamos hospedados no hotel do SESC, que fica situado na avenida que liga as duas cidades. Após nos instalarmos no hotel, aproveitamos o final da tarde para visitarmos o museu do automóvel, localizado na mesma avenida. Como o tempo piorou, com uma chuva mais forte e muita neblina, resolvemos não sair nesta noite e ficarmos no hotel aproveitando a piscina térmica.

 03/03/2007 (sábado) – Nossa intenção era aproveitar este dia para conhecer o máximo possível das belezas de Gramado/Canela. Pois tínhamos a intenção de seguir viagem na manhã do dia seguinte rumo a Rio Grande/RS, no extremo Sul do Brasil. Mais uma vez, saímos bem cedo, logo após o café da manhã. Nossa primeira parada foi no famoso pórtico da entrada de Gramado para algumas fotos. Depois seguimos para o centro de Canela, muito bonito, limpo e organizado. De lá fomos para a Floresta Encantada, que é um parque com uma imensa área verde, onde fica o famoso teleférico com 415 metros de extensão. Neste teleférico fizemos um passeio até o alto de uma colina, onde existe um mirante, com uma vista privilegiada de toda a região, e onde se vê ao longe a famosa Cachoeira do Caracol. Na outra extremidade do teleférico, chega-se a um riacho, em um belo trajeto que desce um vale, cercado de hortências por todos os lados. Depois deste passeio, seguimos para o Parque Estadual do Caracol, onde fica situada a cachoeira, em uma reserva florestal, com trilhas pela mata, passeio de trenzinho, elevador panorâmico, etc. Andamos bastante no parque e tiramos inúmeras fotos, e principalmente da cachoeira, com sua queda de 131 metros e beleza ímpar. Lá, também encontramos um casal de Iguaba/RJ, que são pais de um colega meu de trabalho. No começo da tarde, voltamos para o hotel para almoçarmos e fazermos um breve descanso. Por volta das 15:00 hs, seguimos para o centro de Gramado, onde estacionamos a moto, e saímos para explorar as belezas da cidade, que pare ser um imenso cartão postal, com uma nova atração aparecendo em cada esquina e praça, com exposições, lojas temáticas, feiras de artesanatos, etc. Como nem tudo é perfeito, os preços é que são pouco atrativos. Nocomeço da noite, assistimos em uma praça um grupo musical que se apresentava em trajes típicos Gaúchos. Por volta das 9:00 hs, com o começo de uma chuva fina e neblina, seguimos para o hotel e terminamos novamente o dia na piscina térmica, com direito a sauna e hidromassagem.

 04/03/2007 (Domingo) – Nos despedimos de Gramado/Canela com um gostinho de “quero mais” e seguimos viagem em direção a Rio Grande, no extremo Sul do estado. Os primeiros 36 kms entre Gramado e Nova Petrópolis seguem por uma bela estrada rodeada de hortências, com muitas curvas (deliciosas de se fazer com a moto), e diversos sítios as suas margens, todos pequenos e muito bem cuidados, que somados as diversas pousadinhas rurais, dão um ar bucólico à região. Em Nova Petrópolis, pegamos a BR-116 em direção a Porto Alegre, muito bem cuidada, mais com pedágio, como todas as estradas da região. Nada lembrando os trechos destruídos desta mesma estrada que atravessamos nos estados de MG e BA, em nossa viagem do ano passado aos Lençóis Maranhenses/MA. Passamos por Novo Hamburgo, São Leopoldo, Esteio e Canoas na região metropolitana de Porto Alegre. No entorno da capital, como em toda cidade média e grande do Brasil, infelizmente vimos muitas favelas e miséria. Depois da capital Gaúcha, a BR-116 se resume a uma grande reta de cerca de 250 kms até a cidade de Pelotas, que fica 50 kms antes de Rio Grande. Ao chegarmos em Rio Grande fomos calorosamente recebidos pelo nosso amigo do Clube XT, João Serra, sua esposa Mariângela e sua filha Lili. O resto da noite foi dedicado a muito bate papo com nossos amigos sobre motos, viagens, Clube XT e o Uruguai. Nosso próximo destino, terra natal do pai do João, e país do qual ele é profundo conhecedor.

 05/03/2007 (Segunda) – Saímos com o João de carro, que nos mostrou e contou muito da história de Rio Grande (que é a cidade mais antiga do Rio Grande do Sul) e seus arredores. Começamos o dia visitando as ilhas do Leonídio e Marinheiros (esta foi a primeira produtora de vinhos do Brasil, abastecendo o Rio e São Paulo), que ficam na lagoa dos Patos (que é uma das maiores do mundo), de frente a cidade de Rio Grande; depois o centro de Rio Grande e a cidade também histórica de São José do Norte (onde começa a estrada BR-101), e onde se chega de barco a partir do porto de Rio Grande; Os Moles da Barra, que são dois braços de pedras que adentram o mar com 4 kms e 6 kms de extensão cada e profundidades média de 22 metros, feitos para que os grandes navios cheguem ao mesmo porto; a praia do Cassino, que é a maior do mundo, com cerca de 200 kms, começando em Rio Grande e seguindo até a fronteira do Uruguai. E depois deste agradável dia de passeios pela cidade, em que fomos brilhantemente ciceroneados pelo João, saboreamos uma “deliciosa” moqueca de camarão em sua casa, feita pela sua esposa Mariângela.

 06/03/2007 (Terça) – Eu e João passamos toda a manhã no centro de Rio Grande na frustrada tentativa de conseguir tirar a Carta Verde (Seguro internacional de veículos automotores contra terceiros). Porém, em todas as corretoras e bancos que tentamos conseguir o documento, a resposta era sempre a mesma - “Estamos proibidos de fazer a Carta Verde para motos”. Tentamos também obter alguma informação no Consulado do Uruguai em Rio Grande, mais de nada adiantou, pois a única pessoa que se encontrava no Consulado e nos atendeu, sequer sabia ao certo, quais os documentos realmente seriam necessários para entrarmos no Uruguai.   

     Na verdade, segundo um corretor de seguros de Rio Grande, que demonstrou toda a boa vontade para conosco, mais também nada pôde fazer para nos ajudar. Na reunião entre os presidentes do Mercosul em Ouro Preto/MG, em que foram definidas as diretrizes para o trânsito de veículos entre estes paises membros, ficou decidido que a Carta Verde seria de porte obrigatório somente para carros, caminhões e ônibus, excluindo-se as motos desta obrigatoriedade. Porém, a polícia dos países hermanos, com a intenção de criar dificuldades para vender facilidades (Se é que me entendem). Passou a exigir a Carta Verde dos motociclistas viajantes, o que tornou “informalmente” obrigatório o tal documento para as motos. As seguradoras por sua vez, aceitavam até bem pouco tempo fazer Carta Verde para as motos pelo mesmo preço cobrado dos carros. Até descobrirem agora, que não estava mais sendo vantajoso fazê-lo, em função do grande número de sinistros com os veículos de duas rodas.

 Diante deste problema, para nós motociclistas restam três alternativas :

 1 – Não fazer a Carta Verde e tentar explicar para o policial, caso ele peça este documento (muito provavelmente ele pedirá), que ele está mal informado, e que a Carta Verde não é obrigatória para motos, assim como, o extintor de incêndio e o triângulo (Quem conhece a fama da policia Hermana, jamais irá optar por esta alternativa).

 2 – Fazer a Carta Verde específica para motos, que é caríssima e pouquissímas seguradoras tem interesse em fazer.

 3 – Procurar um despachante na fronteira, negociar com ele, comprar e preencher o formulário da Carta Verde com os dados da moto (sabendo que a 2º via deste formulário jamais será enviado para a seguradora). Assim, você terá o papel físico para mostrar para a policia, em caso de exigência. Mais em caso de um acidente, você não contará com qualquer tipo de cobertura. (Optamos por esta alternativa e conseguimos o papel no Chuí em menos de dez minutos).

      Depois de decidirmos por esta última alternativa acima com relação à Carta Verde. Almoçamos mais uma vez com nossos amigos João, Manja e Lili, e após uma difícil despedida, onde as lágrimas foram inevitáveis. Pegamos a estrada novamente por volta das 13:00 em direção ao Uruguai. Logo na saída de Rio Grande, em um posto onde paramos para abastecer, encontramos um grupo de motociclistas de Poços de Caldas/MG, que estavam vindo desde Ushuaia com vistosas BMW’s e V’Strom’s . Tentei puxar conversa com eles, interessado na viagem ao “Fim do Mundo” (Um antigo sonho meu), e também a fim de saber deles a impressão que tiveram do Uruguai. Porém, a reciprocidade não foi homogênea, e somente um deles, se mostrou interessado em ajudar-me com algumas dicas. Então, saímos em direção ao Chuí, por uma reta de 200 kms que separam Rio Grande desta cidade. Lá chegando, abastecemos pela última vez no Brasil. Uma quadra após o posto, uma árvore com um canteiro verde e amarelo de um lado e azul e branco do outro, demarca a fronteira internacional entre o Brasil e o Uruguai.

     Troquei no lado Uruguaio Reais por pesos Uruguaios, achei interessante o tamanho das cédulas, bem maiores que as brasileiras, e o valor nominal (R$ 750,00 foram trocados por 7.950 pesos Uruguaios). Na Aduana Uruguaia, situada 3 kms após o centro do Chuy, os trâmites foram rápidos e fáceis. São exigidos somente a cédula de identidade Brasileira (expedida pela secretaria de segurança pública dos estados), e os documentos da moto em nome do condutor. Nenhuma taxa nos foi cobrada e todos os funcionários foram simpáticos e solícitos.

Estávamos agora na Ruta 09, com pista de mão dupla e asfalto impecável. Depois de cerca de 10 kms rodados, esta mesma pista fica mais larga em um ponto, que é usado também para pouso de aviões. Ficamos imaginando o risco de acidentes durantes a descida de aviões naquele local. Visitamos o Forte de Santa Teresa, situado entre a Ruta 09 e o mar, dentro de um Parque Florestal, em uma imensa área verde, com toda a infra-estrutura para a prática do camping, onde encontramos diversas famílias acampadas. Vale ressaltar a limpeza do local e a cordialidade dos militares, que tomam conta do parque. Voltamos à estrada, e ficamos felizes no primeiro pedágio, ao sabermos que motos não pagam pedágio no Uruguai. No final da tarde, chegamos à cidade de Rocha, onde ficamos no único hotel da cidade com cocheira (garagem). Infelizmente, neste hotel só havia um minúsculo quarto disponível, mais sem alternativa, resolvemos dormir ali mesmo. Jantamos no próprio hotel, e tivemos o primeiro contato com a culinária Uruguaia, a base de carne (com muita gordura), pão e batata. Brindamos também nossa primeira noite fora do Brasil, com uma deliciosa cerveja de um litro Patrícia. Durante um breve passeio pelos arredores do hotel, antes do jantar, observei o grande número de carros antigos existentes na cidade, fabricados nas décadas de 60 e 70, em contraste com reluzentes Pick-up’s Toyota. Ao comentar este fato com o simpático dono do hotel, Sr. Richard, que nos servia ao mesmo tempo em que conversarmos sobre as particularidades do Brasil e do Uruguai, o mesmo falou-me ser esta era uma característica cultural da região. Na verdade, vimos esta particularidade com relação aos carros em todo o Uruguai. Porém, não vimos favelas, mendigos, etc, ou algum outro sinal de violência, ou de grande desigualdade social. O que demonstra claramente que a desigualdade social neste pequeno país, se encontra em níveis bem menores que no Brasil, onde o abismo social cresce cada vez mais a cada dia.

 07/03/2007 (Quarta) – Acordamos cedo para darmos uma pequena volta pelo centro de Rocha. No dia anterior nem havíamos notado a bonita praça arborizada em frente ao hotel. As adolescentes com suas saias xadrez seguindo para a escola, e as roupas das pessoas de forma geral, dão à impressão de sociedade conservadora ao povo Uruguaio.  Nas lojas, motos a venda nas vitrines junto de todo tipo de eletrodomésticos. No Uruguai, as motos, ao contrário dos carros, são em geral novas e de baixa cilindrada (no máximo 125), das mais variadas marcas e modelos, quase sempre “made in China”. Em todos os 1.200 kms rodados dentro do Uruguai, a única moto de grande cilindrada que vimos, foi uma V-max, perto de Punta Del Este. Daí, em nossas paradas nos postos para abastecimentos, a XT 600 chamava muito a atenção, e sempre alguém vinha puxar conversa, de forma simpática, sobre o consumo, cilindrada, velocidade média, etc.

     Depois deste pequeno passeio matinal, tomamos o fraco desayuno (café da manhã) Uruguaio no hotel, que nem de longe lembrou os fartos cafés da manhã dos hotéis Brasileiros, com frutas, sucos, bolos, pães, etc.

     Abastecemos a moto pela primeira vez com a boa gasolina Uruguaia, em um posto Texaco ainda dentro de Rocha. A gasolina (sem álcool), custou o equivalente a R$ 2,74 o litro. Apesar do meu receio da XT 600 (acostumada a nossa péssima gasolina Brasileira), não funcionar bem com gasolina pura Uruguaia, não tivemos nenhum problema neste sentido, e a performance e consumo não se alteraram. Continuamos na Ruta 09, com belas paisagens, entre pequenas vilas e fazendas. A polícia camineira, apesar de bastante presente na estrada, não nos parou em nenhuma ocasião, e até nos acenou amigavelmente em uma das várias passagens pelos postos de fiscalização. Entramos por uma estrada a beira mar antes da cidade de Maldonado que nos levou a Punta Del Leste. Punta surpreendeu-nos com toda sua riqueza e ostentação. Vários hotéis de luxo, casas cinematográficas, carrões de luxo, iates não menos luxuosos e transatlânticos recheados de turistas. Como nosso perfil $$$$$$$, não era muito adequado ao local, e modéstia à parte, aqui no estado do Rio de Janeiro temos praias bem melhores e mais bonitas, tiramos somente algumas fotos, além de um breve passeio pela cidade, e seguimos em direção Montevidéu, agora em uma estrada ainda melhor e de pista dupla. Chegamos a capital Uruguaia por uma avenida larga, em um bairro com diversas mansões (todas sem muros). Também não vimos favelas e pedintes nos sinais de trânsito, o que nos deixou muito bem impressionados. Mais como nada é perfeito, o trânsito da capital é complicado, e a sinalização quase inexistente. Por conta disto, tivemos dificuldades de encontrar a saída para Colônia Del Sacramento, no outro extremo da cidade. Nesta hora, pedimos ajuda a um motorista, que prontamente nos ajudou, inclusive nos guiando até bem próximo à saída da cidade. Depois de cerca de 600 kms rodados neste dia, chegamos no começo da noite em Colônia Del Sacramento. Depois de uma rápida pesquisa de preços, resolvemos ficar no hotel Riviera, onde fomos atendidos pelo simpático Sr. Juan Carlos, que mesmo não tendo “cocheira” no hotel, nos conseguiu um lugar seguro para guardamos a moto em uma espécie de depósito pertencente ao hotel. À noite, fomos até a estação do Buque Bus, situada a duas quadras do hotel, onde comprarmos passagens para Buenos Aires para dia seguinte. O Buque Bus é um barco de passageiros, muito luxuoso, com free shopping, restaurante, lanchonete, etc, que faz a travessia de Colônia Del Sacramento para Buenos Aires, em cerca de uma hora pelo Rio da Plata. Com as passagens na mão, fomos a um restaurante, indicado pelo Sr. Juan Carlos, onde comemos um prato típico do Uruguai, chamado chivitos, que é uma espécie de super sanduíche Bauru, acompanhado de uma deliciosa cerveja Pilsen de um litro.

 08/03/2007 (Quinta) – Acordamos ansiosos, pois iríamos conhecer a capital Argentina, um dos pontos altos da viagem. Estávamos também um pouco preocupados com os riscos, comuns em todas as grandes cidades, como Buenos Aires, que é uma das maiores do mundo. Também tínhamos um pouco de receio do povo Argentino não ser parecido com o Uruguaio no perfeito tratamento com os turistas. Pura paranóia de marinheiros de primeira viagem .

     Durante quase todo o dia uma chuva intermitente foi nossa indesejável companheira, mais nada que tirasse o brilho do passeio. Principalmente porque nossa valente XTE 600 teria um merecido descanso neste dia, e sem a moto, ficaríamos menos suscetíveis as variações do tempo.

     A passagem do Buquebus estava marcada para as 10:00 hs, mais chegamos com uma hora de antecedência, a fim de trocarmos pesos Uruguaios por pesos Argentinos e fazermos o check-in sem pressa. Passamos pelo check-in, onde havia uma pequena fila, depois pela Aduana Uruguaia para os trâmites de saída do país. Na aduana Argentina, o funcionário ao ver que nós éramos Brasileiros, nos recebeu com um simpático e caloroso “Bom dia !!!”, nos deixando muito à vontade e felizes por sermos recebidos com uma tão grande demonstração de simpatia, e ao mesmo tempo nos tirando muitos grilos da cabeça.

     Após nossa liberação pelas autoridades de imigração, seguimos por um corredor que nos levou para dentro do buquebus. Confesso que a principio, nós dois nos sentimos até um pouco constrangidos, diante do luxo e da elegância das pessoas. Quem viaja de moto sabe o que eu estou falando, pois com o espaço reduzido para bagagens, fica impossível de se levar roupas adequadas para diferentes ocasiões. No final, esta nossa pequena preocupação fútil foi motivo de gargalhadas, ao encontrarmos alguns turistas “mochileiros” Europeus. Digamos, mais despojados que a gente, e ainda deitados no chão acarpetado de limpeza impecável do barco ( que mais parece um shopping flutuante), em frente ao vitrines do free shopping.

      Devido à diferença do fuso horário, chegamos a Buenos Aires exatamente as 10:00 hs . A estação onde desembarcamos é bem mais luxuosa e estruturada que a estação do lado Uruguaio. Facilmente conseguimos um táxi, dirigido pelo simpático Sr. Sorzo, que após uma rápida negociação cobrou-nos 80 pesos para ficar a nossa disposição durante 3 horas, nos levando nos principais pontos turísticos da capital Portenha.  Nossa primeira parada foi em um luxuoso barco cassino; depois fomos ao estádio da Bomboneira, sede do time do Boca Juniors, situado no famoso bairro La Boca, com suas casas coloridas, que foi o primeiro bairro fundado por imigrantes Europeus; depois a Plaza de Mayo, onde foi fundada a cidade e palco de grandes manifestações políticas da história da Argentina, e também onde as mães da Plaza de Mayo se reúnem toda quinta feira num protesto silencioso contra os mortos e desaparecidos durante o regime militar, além do local onde se encontra a Casa Rosada, sede do governo Argentino; conhecemos também o elegante bairro da Recoleta, que lembra um pouco Paris, com inúmeros cafés, mesas com guarda-sóis na calçada e antiquários, e terminamos nosso tour de táxi pela capital conhecendo o monumento Obelisco e a sede do Legislativo Federal na avenida 9 de junho (a mais larga do mundo), onde depois fomos deixados pelo Sr. Sorzo nesta mesma avenida, em frente a um restaurante típico Argentino, onde almoçamos e fizemos um pequeno passeio a pé pelo centro. A nossa volta para a estação do buquebus foi novamente de táxi, e lá chegamos por volta das 16:00 hs. Como nossa passagem de volta estava marcada para as 18:00 hs, tivemos tempo para descansar um pouco e comentarmos os lugares e belezas que conhecemos neste dia mágico em Buenos Aires. Durante esta espera, também conheci dois Americanos que estavam a quatro meses viajando de moto. Vieram em duas KTM’s 950 Adventure desde os EUA até Ushuaia e depois voltaram até Buenos Aires. Iriam mandar as motos de volta de avião para os EUA, mais antes iriam fazer um tour pelo Uruguai. Fiquei impressionado quando um deles me falou que pagou U$ 12.000,00 pela sua KTM nos EUA, e ele mais ainda quando falei que esta mesma moto vale cerca de R$ 54.000 aqui no Brasil (difícil foi fazê-lo entender que aqui a metade deste valor vai para o governo). Ví algumas fotos da viagem deles e lhes falei que esta viagem era também o maior sonho da minha vida. E acho que da maioria dos motociclistas que realmente gostam de viajar. E que quando conseguisse realizar este sonho (vou conseguir ao me aposentar se Deus Quiser !) Eu iria lhe visitar nos EUA e tomaríamos algumas cervejas juntos.

     Como a chuva já havia cessado, fomos acompanhados durante toda a viagem do belo visual do pôr do Sol no Rio da Plata, com os últimos raios de Sol refletindo em suas águas. Chegamos às 20:00 hs em Colônia Del Sacramento, pois agora o fuso horário marcava uma hora a mais no Uruguai. Terminamos este belo dia, comemorando o sucesso do nosso passeio a Buenos Aires, jantando novamente no mesmo restaurante do dia anterior, onde desta vez, eu comi um “pólo com fritas” e a Simone um prato de massas, acompanhados, é claro, de uma deliciosa cerveja Pilsen de l litro.

 09-03-2007 (Sexta) – A partir deste 14º dia da nossa viagem, cada km rodado nos levaria para mais perto de nossa casa, pois estávamos agora começando nossa volta. Então, planejamos chegar em Itaqui/RS, distante 750 kms de Colônia, onde iríamos visitar um estimado casal de amigos, o Luciano e a Andréia, que eu tive o prazer de conhecer, através do Clube XT, em minha viagem “solo” a Bonito/MS em fevereiro/2005.

     Tomamos nosso “desayuno”, nos despedimos do Sr. Juan Carlos, agradecendo toda a simpatia e gentileza dispensada para conosco, e por volta das 7:30 hs da manhã já estávamos na estrada novamente. A moto, depois de um merecido dia de descanso, voltava ao seu “habitat” natural, a estrada ! E nós também, porque não ! Depois de um dia de turistas “normais”, andando de barco e táxi, voltávamos também ao nosso “habitat” natural, ou seja, montados em nossa poderosa XTE 600, comendo estrada, vendo belas paisagens, sentindo o vento da estrada e transpirando felicidade.

     Depois de rodarmos aproximadamente 100 kms pela Ruta-1, já perto da cidade de Carmelo, fomos surpreendidos pela pista interditada, devido a um grande alagamento próximo a uma ponte, resultado das fortes chuvas da noite anterior. Ficamos preocupados com a possibilidade de termos que voltar para Colônia, para pegarmos a Ruta-2 em seu inicio, dando uma volta de mais de 250 kms. Estávamos ali quase resignados com a nossa falta de sorte, que jogaria um balde de água fria em nossas pretenções de chegarmos em Itaqui ainda naquele dia. Quando chegaram dois irmãos em uma Pick-Up S10, e logo se ofereceram para nos guiar por um atalho, que eles também usariam, por uma estrada de rípio de 40 kms, desviando deste trecho alagado. Não pensamos duas vezes, e seguimos por esta estrada junto com nossos novos amigos. Depois de muito agradecer a estes dois novos anjos da guarda que cruzaram nosso caminho. Também por indicação deles, seguimos por outra estrada secundária, agora asfaltada, saindo da Ruta-1 e passando pelas cidades de Tarariras, Miguelete e Cadorna, onde pegamos a Ruta-2, menos suscetível a alagamentos.

    A Ruta-2, também com asfalto impecável, é a segunda estrada mais importante do Uruguai (a primeira é a Ruta-1). Entre as belas paisagens às margens desta estrada, se destacam os enormes campos de girassóis e as simpáticas cidadezinhas, todas cortadas pela rodovia neste trecho. Por volta do meio dia, chegamos à primeira grande cidade do trajeto, Mercedes, onde abastecemos, e apesar de estar na hora do almoço, como não tínhamos muita fome, resolvemos comer apenas duas barras de cereal cada um. Na cidade de Fray Bentos, deixamos a Ruta-2 e pegamos a Ruta-3 em direção a fronteira do Brasil, distante ainda 340 kms. Neste trecho, a estrada segue paralela a fronteira com a Argentina, e as cidades ficam mais distantes umas das outras. Porém, os campos de girassóis continuam dominando a paisagem. Nos 100 kms antes da fronteira, passamos por algumas estâncias hidrominerais, entre elas a cidade de Salto, com diversos hotéis luxuosos e parques com suas águas medicinais. Chegamos à cidade de Bella Union na fronteira com o Brasil ás 17:40 hs, onde aproveitei para gastar os meus últimos pesos Uruguaios abastecendo a moto, e como ainda sobraram alguns trocados, troquei o restante em uma casa de câmbio da cidade. Os trâmites de saída na aduana Uruguaia foram rápidos e fáceis, e os funcionários gentis e educados mais uma vez. Ficamos muito bem impressionados com o Uruguai e os Uruguaios ! Boas estradas, belas paisagens, bons preços, povo gentil e solicito, entre outras coisas.

     O tempo que estava perfeito até então, mudou radicalmente, e logo após Barra do Quarai/RS, começou uma chuva fina e intermitente. A partir de Uruguaiana (100 kms antes de Itaqui), enfrentamos o trecho mais stressante de toda a viagem, com a chegada da noite, acompanhada da chuva agora forte e buracos na pista. Apesar de todas estas dificuldades, resolvemos continuar em ritmo bem mais lento, e seguir até Itaqui, onde chegamos por volta das 20:00 hs, encharcados, exaustos, mais felizes por termos conseguido cumprir nosso objetivo. Na entrada da cidade, nos protegemos da chuva na marquise de um supermercado, e ligamos para o Luciano, que rapidamente veio ao nosso encontro, nos recebendo com um caloroso abraço de boas vindas e nos levando para sua casa, onde fomos maravilhosamente bem recebidos também por sua esposa Andréia. Depois desta carinhosa recepção, seguimos para um animado churrasco organizado pelo Luciano e pelos seus amigos motociclistas de Itaqui, onde fomos igualmente muito bem recebidos por todos, e terminamos o dia neste autêntico churrasco motociclista dos Pampas, regado a muita cerveja num clima de muita amizade e companherismo.

10/03/2007 (sábado) – Como o Luciano teria que trabalhar na parte da manhã deste sábado, ele gentilmente pediu ao amigo motociclista Guto para me levar até uma oficina de motos de um amigo, onde eu troquei o óleo, e aproveitei para fazer uma pequena revisão na moto, onde descobri que os buracos da noite anterior entre Uruguaiana e Itaqui, haviam quebrado três raios traseiros da moto, que tiveram que ser substituídos. Com a chegada do Luciano, almoçamos todos juntos em sua casa, uma deliciosa comida preparada por sua esposa Andréia. À tarde, o Luciano reuniu outros amigos motociclistas, e fizemos um pequeno passeio por Itaqui e arredores. No final da tarde, fomos todos assistir o pôr do Sol no Rio Uruguai, onde também combinamos de nos encontrarmos novamente à noite, para irmos a um barzinho para tomarmos algumas cervejas geladas, e continuarmos nosso saudável bate papo. E assim, terminamos este agradável dia junto dos nossos novos “velhos” amigos de Itaqui/RS. Gostaria de mandar um grande abraço para toda esta turma de Itaqui que tão bem nos recepcionou : Guto e Rita; Beregaray e Rose; De Souza e Elizângela; Pimenta e Cocota e João Rossi e Maritiza, além é claro, de nossos grandes amigos que nos receberam maravilhosamente em sua casa, Luciano e Andréia.

 11-03-2007 (Domingo) – Ficamos felizes com a decisão do Luciano e da Andréia, que resolveram nos acompanhar até São Borja, onde moram os pais do Luciano, e para onde seguimos à tarde. Nos cerca de 90 kms entre Itaqui e São Borja, a BR-472 se encontra em boas condições, e nos chamou a atenção os grandes campos de plantação de arroz, com suas enormes máquinas colheitadeiras trabalhando a todo vapor, apesar de ser um domingo. Chegamos em São Borja no começo da noite, e fomos muito bem recebidos pelo Sr. Ricardo Fitz e Sra. Lucí Fitz, pais do Luciano. À noite, fomos passear na cidade de San Tomé/Argentina, distante somente 23 kms de São Borja, onde conhecemos um luxuoso cassino e aproveitamos também para abastecer as motos com a boa e barata gasolina Argentina.

12-03-2007 (Segunda) – Eu e o Luciano fomos cedo a uma casa lotérica para eu tirar uma nova carta verde para circular dentro da Argentina. Em São Borja, para o meu espanto, ao contrário de Rio Grande, a carta verde foi feita sem nenhum problema para a moto. Em seguida, fomos para uma oficina para trocar a lâmpada do farol baixo da minha moto. Por volta das 10:00 hs, já estávamos de volta à casa dos pais do Luciano. Então, havia chegado à hora de mais uma difícil despedida, agora deste maravilhoso casal de amigos, Luciano e Andréia, que nos receberam de braços abertos em sua casa, e nos deram o prazer de sua companhia por três dias. Seguíamos agora em direção a Foz do Iguaçu, via região de Missiones na Argentina. Na fronteira chama a atenção à estrutura da aduana integrada Brasil/Argentina, com casa de câmbio, banheiros impecáveis, sala de informações, etc, e tudo muito rápido e fácil. Logo após San Tomé, fomos parados na estrada pela polícia, que para nosso espanto e alegria, rapidamente conferiu nossos documentos e nos liberou para seguirmos viagem. Nesta Ruta-40, o asfalto é impecável e a sinalização perfeita, e é difícil passar por ali e não se lembrar das péssimas estradas que temos no Brasil. Esta região de Missiones é uma região com grande potencial turístico, e nota-se a preocupação do governo Argentino em fomentar esta industria do turismo, através de uma boa infra-estrutura para este desenvolvimento. Passamos por simpáticas e belas cidadezinhas, entre elas : Apostoles, Cerro Azul (onde fomos parados pela policia pela segunda vez, novamente sem problemas), Leandro N. Além, Oberá e 2 de Mayo. Em 2 de Mayo, almoçamos uma deliciosa parrilha por módicos 8 pesos por pessoa. Nesta cidade, abandonamos também a Ruta-14 e pegamos uma estrada secundária, passando por uma bela serra, até a cidade de El Alcazar, onde pegamos a Ruta-12. Na cidade de Caragatay, visitamos o museu Che Guevara, construído em uma casa, distante 3 kms por estrada de chão da Ruta-12, onde o líder revolucionário passou parte de sua infância. Continuamos em direção a Porto Iguazú, na fronteira com o Brasil. Porém, na cidade de Eldorado, distante ainda 100 kms da fronteira, fomos apanhados por uma chuva, que nos acompanhou durante todo o restante do percurso até Foz do Iguaçu. E por conta disto, diminuímos o ritmo da tocada, e só chegamos à fronteira por volta das 18:00 hs. Os trâmites, mais uma vez foram rápidos e fáceis, apesar do grande movimento de carros na aduana, principalmente Brasileiros, que estavam voltando para Foz do Iguaçu com o tanque cheio da boa e barata gasolina Argentina. Em Foz, ficamos hospedados no mesmo hotel em que eu já havia ficado na minha viagem de 2004. Situado no centro da cidade, com garagem para a moto, café da manhã muito bom, Tv a cabo e Ar condicionado, pagando R$ 55,00, á diária de casal. Como estávamos bastante cansados, comemos alguma coisa no próprio hotel, e fomos dormir cedo neste dia.

 13/03/2007 (Terça) – Reservamos este dia para visitarmos as Cataratas do Iguaçu do lado Argentino. Então, após o café da manhã, pegamos nossa moto e seguimos novamente em direção a aduana Argentina. Aproveitamos, e damos também um rápido passeio pela simpática cidade de Puerto Iguazú. Que vive em função do turismo para o Parque Nacional do Iguazú, onde ficam situadas as Cataratas, na fronteira com o Brasil. Na cidade, vimos diversos hotéis, pousadas e cassinos para todos os gostos e “bolsos”. De lá, seguimos para a sede do parque, distante 15 kms do centro da cidade, onde encontramos diversos ônibus de turismo, chegando com turistas de diversas partes do mundo. Na bilheteria, pagamos 18 pesos por cada ingresso, com direito ao passeio de trenzinho, que parte de uma pequena estação na sede do parque, até outra estação, que fica no começo da passarela que leva os turistas até a Garganta Del Diablo. Que foi o primeiro local que visitamos, com uma vista privilegiada das Cataratas, situado a poucos metros da queda d’água principal. É difícil colocar em palavras, a emoção que é estar ali diante deste belíssimo espetáculo da natureza. Eu, apesar de já ter tido o prazer de conhecer as Cataratas em outra viagem em 2004. Não fiquei menos emocionado, que a Simone, que visitava o local pela primeira vez. Após inúmeras fotos para registrar aquele momento de emoção e beleza ímpar, seguimos nossa caminhada pelo Parque e suas inúmeras atrações.

     Vale salientar, que todo o Parque é muito organizado e sinalizado. Tornando totalmente dispensável a contratação de guias e transporte a partir de Foz do Iguaçu. Na minha primeira viagem em 2004, por desconhecer totalmente esta facilidade, paguei R$ 60,00 reais para realizar este mesmo passeio (não incluso a entrada do Parque, que foi paga separadamente), através de uma operadora de turismo de Foz. Desta vez, fomos em nossa moto, e pagamos somente os 18 pesos da entrada do Parque.

     Almoçamos bem por apenas 8 pesos, em um grande restaurante situado na área central do Parque, de onde partem todas as trilhas para as diversas atrações. Após o almoço, seguimos por uma destas trilhas em direção a parte baixo do Parque, de onde saem os botes em direção as quedas d’água, fazendo a alegria dos turistas, que chegam deste passeio ensopados, mais felizes com a emocionante experiência. E conosco, não foi diferente. No final da tarde, depois deste dia maravilhoso no Parque Nacional do Iguazú, voltamos para Foz, cansados, mais extasiados e felizes com todas as belezas que vimos neste dia. Aproveitamos também para uma última rápida passadinha em Puerto Iguazú, onde enchemos o tanque da moto pela última vez com a gasolina Argentina.

     À noite, ligamos para mais um amigo virtual do Clube XT , o Ivan “Máster Foz”, gente muito boa, que também tivemos o prazer de conhecer pessoalmente. Ciceroneados pelo Ivan, fizemos um “tour” pela cidade de Foz do Iguaçu, e terminamos à noite em um simpático quiosque, ponto de encontro do pessoal do Clube XT em Foz. Onde conhecemos também os novos amigos, Jorge “Morcego” , Rubens (nosso conterrâneo de Petrópolis/RJ), Clóvis, Edinei (Smagle) e Cristina.

 14/03/2007 (Quarta) – Combinamos com o Ivan, de irmos, ciceroneados por ele, até o Paraguai para fazermos umas comprinhas. Então, após o café da manhã, nos encontramos com ele em frente ao hotel, para seguirmos juntos até Cidade Del Leste. Confesso, que fiquei meio reticente em entrar de moto no Paraguai, devido às histórias de roubo de motos, polícia corrupta, etc. Mas, encorajados pelo Ivan, que sempre repetia, com um largo sorriso, “Não se preocupem, vcs estão comigo.” Resolvemos seguir em frente. Na ponte da amizade, pegamos muito trânsito de carros, em sua maioria, caindo aos pedaços, e centenas de pequenas motos. Ambos, carregando todo tido de mercadoria e pessoas, entrando e saindo do Paraguai. Logo depois de conseguirmos atravessar a ponte. Um policial Paraguaio parou o Ivan (que seguia na nossa frente), pedindo os documentos dele e da moto, que foram rapidamente apresentados. O policial, ao ver que os documentos da moto do Ivan eram de Foz, perguntou se nós estávamos juntos dele, e com afirmativa do Ivan, ele nem pediu para ver nossos documentos, e nos liberou rapidamente.  Depois deste pequeno contratempo, seguimos para um estacionamento particular, onde deixamos nossas motos.

     Cidade Del Leste, é o que podemos chamar de Babel dos tempos modernos. Para quem mora no Rio, e conhece a região da Central do Brasil e camelôdromo, e para quem mora em São Paulo, e conhece a região da 25 de março. É só pegar o que já conhecem, aumentar o espaço e piorar bastante. Na cidade, chama a atenção, a sujeira e bagunça nas ruas, além de muitas pessoas com grandes pacotes (atropelando umas as outras), milhares de camêlos (que tentam te empurrar todo tipo de produto), e um trânsito louco (em que todos buzinam sem parar, e ninguém respeita nada). As opções gastronômicas, à venda nas ruas, são um capítulo à parte, e nossa maior incursão neste sentido, foi uma singela coca-cola em lata.

     Visitamos várias lojas e galerias, na maioria, pertencentes a Brasileiros, e vimos todo tipo de mercadoria, com preços inacreditavelmente baratos. Mas, infelizmente (ou felizmente), como estávamos com o orçamento um pouco apertado, afinal, já estávamos fora de casa, viajando, 18 dias. Tivemos que escolher muito, dentre as diversas opções, para decidir o que comprar. Acabamos optando por dois MP4’s, uma nova memória de 1 GB para nossa câmera fotográfica, alguns perfumes, dois colchões infláveis e uma mochila Camel Back (mochila hidratação para viagens e caminhadas). Além de um par de sapatos novos para nossa moto, da marca Rinaldi, pagando inacreditáveis R$ 120,00 reais (o par). O mais incrível é que estes pneus são fabricados aqui no Brasil, no estado do Rio Grande do Sul. Depois de colocarmos os pneus novos em nossa moto, ainda em Cidade Del Leste (pois não é permitido voltar ao Brasil com os pneus fora da moto).  Voltamos novamente pela ponte da amizade, com um trânsito agora bem pior que na entrada, e tivemos que enfrentar literalmente um empurra-empurra de motos, para conseguirmos chegar sãos e salvos a Foz do Iguaçu. Onde, o Ivan levou-nos para almoçar em um restaurante a kilo, com uma comida deliciosa, e um precinho excelente. Á tarde, acompanhados mais uma vez do nosso cicerone Ivan, e do Jorge “Morcego”. Fomos visitar a Usina de Itaipu, que é a maior usina Hidrelétrica do mundo, onde assistimos um filme sobre sua história, desde a construção até os dias de hoje, e fizemos um tour de ônibus, com duração de 1 hora, por todas as instalações do complexo energético. Em média, por dia, 1.500 turistas de todo o mundo, visitam a Usina, que é um dos maiores orgulhos da engenharia nacional. Os números da Usina, impressionam qualquer um, 8 kms de comprimento e 196 metros de altura, potência instalada final de 14.000 MW (megawatts), com 20 unidades geradas de 700 MW cada. No final de mais este maravilhoso passeio, seguimos para o centro de Foz, onde nos despedimos em frente ao hotel, e marcamos de nos encontrarmos novamente à noite, no mesmo quiosque, onde vimos todos mais uma vez, e aproveitamos para nos despedirmos destes novos amigos de Foz, e principalmente do Ivan, que nos deu toda a ajuda e apoio na cidade, mostrando o verdadeiro espírito do motociclismo. Obrigado Ivan !!!  Como não poderia deixar de ser, a despedida foi regada a muitas cervejas, é claro !!!

 15/03/2007 (Quinta) – Após estes três dias em Foz do Iguaçu, havia chegado à hora de partimos, afinal, faltavam apenas quatro dias para o término de nossas férias, e ainda estávamos a 1.500 kms de nossa casa. E, em mais uma demonstração de amizade e espírito motociclistico, entre tantas outras, nosso amigo Ivan, acompanhado do Jorge “Morcego”, foram até nosso hotel, onde tomaram café da manhã conosco, e nos acompanharam até a saída de Foz. Depois de mais esta despedida, infelizmente, agora definitiva de nossos amigos, pegamos a estrada em direção ao Rio de Janeiro. Uma ótima estrada (mas, que infelizmente as motos pagam pedágio no PR), aliada a um clima ameno, tornaram a viagem bem agradável e fácil nesta manha de quinta feira. Pouco depois de Cascavel, fizemos uma parada rápida para uma visita a igreja em que eu fui batizado em 1971, na pequena cidade de Corbélia/PR, onde, na época, morava minha madrinha. Após algumas fotos da igreja, e um bate papo rápido e agradecimentos a um morador da cidade, também motociclista. Que ao nos ver na cidade, nos procurou para perguntar se precisávamos de ajuda (coisas do motociclismo), seguimos viagem. Como vimos no Noroeste do Uruguai, em que as plantações de Girassol dominam a paisagem, e na região de Itaqui/RS, onde o arroz é o carro chefe da agricultura local. Nesta região, predominam as plantações de soja e feijão, que formam um bonito tapete verde as margens da estrada. Outra boa impressão que eu tive desta região do Norte do Paraná, e que a mesma aparentemente tem um nível de desenvolvimento social acima da média Brasileira. Pois apesar de passarmos por diversas cidades de pequeno e médio porte, entre elas, Cascavel, Campo Mourão, Maringá, Apucarana, Londrina, etc. Vimos poucos sinais explícitos de miséria, como grandes favelas, comuns nas cidades do Sudeste e Nordeste do Brasil. O tempo que estava excelente, mudou um pouco a partir de Londrina, onde paramos para abastecer, e a partir desta cidade pegamos uma chuvinha fina, que nos acompanhou até Cornélio Procópio, onde paramos para dormir, por volta das 18:00 hs, já perto da divisa PR/SP. A parte mais engraçada por dia, ficou por conta do hotel em que ficamos. Após um dia de viagem, cansados e famintos, deixamos a moto no hotel, e fomos fazer um lanche numa lanchonete próxima ao hotel. Porém, quando estávamos na lanchonete, começou um verdadeiro vendaval, com muita chuva que alagou quase todas as ruas da cidade. Então, nós ficamos na lanchonete, nos lamentando de não termos voltado antes do começo da chuva para o hotel, e imaginando que podíamos já estar dormindo com o barulho da chuva. Quando a chuva diminui um pouco, corremos até o hotel, pensando que uma cama quentinha estava nos esperando. Mais, qual não foi nossa desagradável surpresa, ao vermos que não só a cama, mais quase todo nosso quarto estavam ensopados, devido a diversas goteiras que havia no quarto. Imaginem, que depois de um dia de viagem, já cansados depois de rodarmos cerca de 600 kms, e depois de tudo desarrumado no quarto, nós tivemos que pegar todas as tralhas nossas e da moto e levarmos para outro quarto, no primeiro andar do hotel.

 16/03/2007 (Sexta) – Depois desta noite mal dormida, pois o quarto de baixo, apesar de seco, ainda era pior que o primeiro. Saímos cedo, e pegamos à estrada em direção a Indaiatuba/SP, onde pretendíamos almoçar na casa da minha madrinha, que reside nesta cidade. Depois de cerca de 50 kms, chegamos à divisa PR/SP. Logo após a divisa dos estados, pegamos um pequeno trecho da BR-153, próximo à cidade de Ourinhos/SP, e logo depois a impecável Rodovia Castelo Branco, com três pistas em cada lado, asfalto de boa qualidade, e o melhor, motos não pagam pedágio. A estrada, que se resume praticamente, em uma grande reta até São Paulo/SP, se torna até um pouco monótona, devido à ausência de curvas, declives e aclives. Saímos da Castelo Branco na altura da cidade de Boituva, e passamos por Porto Feliz e Itu, onde pegamos a SP – 075 até Indaiatuba, onde chegamos por volta das 14:00 hs, ainda a tempo de almoçarmos com a minha madrinha. O restante do dia foi dedicado ao descanso, e muito bate papo com a minha madrinha e sua família, para matarmos as saudades.

 17/03/2007 (Sábado) – Após 21 dias na estrada, viajando por quatro estados e 3 paises diferentes. Agora, somente 540 kms nos separavam de nossa casa, em Duque de Caxias/RJ. Depois destes dias de muitas emoções, descobertas e felicidades sobre duas rodas. Então, acordamos mais uma vez cedo, nos despedimos da minha madrinha e sua família, e saímos por volta das 7:00 hs de Indaiatuba, passamos por Campinas, pegamos a Rodovia Don Pedro até Jacareí, e de Jacareí entramos na Via Dutra que nos levou até o Rio, sem nenhum tipo de problema, e novidades, pois a estrada já é nossa velha conhecida. Em Nova Iguaçu/RJ, fizemos o último, dos 33 abastecimentos da viagem. Terminamos nossa aventura, com exatos 6.554 kms rodados, chegando na casa da minha irmã, por volta das14:00 hs, onde todos nos esperavam ansiosos para um almoço em família.

  Agradecimentos,                                                 

 Em primeiro lugar, gostaria de agradecer a Deus e a Nossa Senhora Aparecida, que nos acompanharam e protegeram em todos os momentos desta nossa viagem. A minha esposa Simone, parceira perfeita e companheira inseparável, que comunga comigo desta paixão por viagens de moto; a minha mãe, que rezou por mim todos os dias em que estivemos ausentes; e os amigos desta irmandade, chamada Clube XT, que de alguma forma também participaram ou contribuíram para o sucesso desta viagem, dividindo parte dela conosco, nos acolhendo em suas casas, nos dando apoio e dicas valiosas, ou simplesmente, nos incentivando através do Site.

 Obrigado a todos vocês, e em especial :

 Bombeiro & Leni, que dividiram parte do roteiro conosco até Blumenau/SC.

Luke & Cláudia, que foi também nossos companheiros de viagem até Torres / RS.

Mestre Bigode e Coca, que nos hospeda em sua casa, em Blumenau.

Rubão Blumenau & Marisa, e toda uma turma de Blumenau, que também teve o prazer de conhecer.

Toninho Itajaí, pelas valiosas dicas, que nos incentivaram a uma viagem até Buenos Aires.

João Serra, Manja e Lili, que também nos recebeu maravilhosamente bem em Rio Grande.

Luciano e Andréia de Itaqui / RS, que também nos recebeu, com todo o carinho em sua casa.

Guto, De Souza, Pimenta e toda a turma de Itaqui / RS.

Ivan “Máster Foz”, nosso grande cicerone, Jorge “Morcego” e toda a turma de Foz do Iguaçu / PR.

 E também, como não se pode deixar de ser, já chegou em casa pensando na próxima viagem, que batizou de “Projeto Atacama”.

Última modificação em Quinta, 13 Dezembro 2018 17:49
Terça, 06 Dezembro 2011 15:27

Uma viagem além fronteiras ... Chile 2011

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UMA VIAGEM ALÉM FRONTEIRA. . . CHILE 2011

A grande viagem começa quando olhamos para os nossos pares e percebemos o desejo de ir alem, de conhecer lugares, de amar, admirar a vida e perceber que vale a pena ir alem. Descobrir algo, crescer e emancipar culturalmente. Perdido que Deus nos criou por amor e nossa parte de respeito e devoção.

Nós somos humanos, meros mortais, enquanto estamos no mundo em que nos arriscamos por tantas adversidades e alegrias, liberdades e costumes, somos convidados a fazer o caminho. Sim, ele foi criado a imagem de Deus e por isso é além de nós mesmos é uma conquista que temos que fazer constantemente. Desde o momento de nossa concepção cruzam-se as etapas que desafiam os lugares desconhecidos e as situações que nem sempre imaginam.

Assim se situa o coração de um motociclista que vai além, cruzar as fronteiras, conhecer os povos desta raça América do Sul, sofrida e explorada, mas rica de cultura, de sentimento e amor. Se pretende conhecê-lo um pouco mais nas suas entranhas e aprofundar o amor que tanto se cultiva.

Esta viagem não brota do dia pra noite, mas sim, de um sonho, de um ideal. O próprio Jesus, quando apareceu, pode ter estagnado o seu caminho após a sua primeira aparição, mas estes ensinaram que o seu partido está mais além do que o desejo de algo maior e mais duradouro. Isso não significa um egocentrismo encarnado. Significa Sim, Que Ele Associou a Força da Humanidade e Nos deu o Primeiro Passo para a conquista do desconhecido.

Você pode se preparar para uma viagem como os títulos de um filme ou as páginas de um livro sendo consumado pela leitura, ou seja, se pensa, se planeja mas o real e a experiência é amanhã. As vezes o silêncio ea timidez despertam o medo eo sentimento de fraqueza. Por outro lado, como atividades comentadas por muitos amigos que são mais além, nos enche de incentivo e alegria que não cabe no coração.

O coração do motociclista é algo impar na face da terra. Porque é tão velho quanto é "não é forte o coração e não se esquiva de um motociclista, porque não se aquece, não tem vento, na água da chuva e na saudade dos irmãos que perdem". Quando se trata de um papel desconhecido, as pessoas e os novos amigos podem ser abraçadas.

Cabeçada nessa altura que um grande companheiro sempre nos acompanha, além de fazer o nosso Deus e o vento se empire ao ouvir nossos ouvidos, como que cada passagem, cada momento que a estrada apresente um déficit de notas variadas, de filhos e ruídos jamais ouvidos . Sim, as ventoinhas como membros ativos de uma natureza que nos abrem e nos chamam. Por que, quando você está viajando de moto há algum tempo, você acaba de sair de um universo sem fim.

Por que, agora, a primeira coisa que estamos a fazer é encontrar um passatempo de pessoas descompromissadas com a realidade, com a verdade e até mesmo com o sonho de dias melhores. Não há procura após “Uma viagem além das fronteiras” um conto de fadas onde os oito personagens vivem por alguns dias, como as que se cruzam e correram paralelas. Durante o decorrer de quinze dias do homem tem uma possibilidade de muitas coisas, como bem diz Che Guevara, ao falar de sua viagem pela América do Sul: viagem. Esse é um dos caminhos da Maiúscula para me ajudar num novo ser ”.

Daqui para frente a caminho de caminhos longos e muitas descobertas. O que é que quer veremos e ouviremos para aumentar o desejo de que nos engrandecemos à nossa humanidade. Que o Deus da vida é um coração capaz de amar e sentir o nosso povo; nos olhos para contemplar nossas belezas naturais; nos bons ouvidos para ouvir sua voz por onde passarmos; que nas narinas nos levará a sentir o cheiro da terra, da flor, do mar, da floresta ... e acima de tudo nos um pulmão forte pra superarmos a altitude e voltarmos felizes e fortes para o aconchego de nossos lares ...

Uma única coisa neste momento mágico da partida:

Meu Deus! A partir deste momento em minhas mãos para tirar o prazer de conhecer, como o desejo de uma criança fazer uma pergunta sobre o desconhecido ... Viagem alem fronteiras "

 

“O que é que deve ser feito, não será o mesmo que esta viagem. Este é um dos caminhos da Maior América e me toca num novo ser ”- Che Guevara

 

Não é fácil e fácil de se empreender viagens aéreas de motocicleta. Como algo extraordinário, fascinante e por outros tido como loucura? Como o prazer, o prazer e o sabor da conquista? <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br>.

Viajar de moto não é seguro nem confortável. Por que então viajar? Não estamos protegidos das intempéries, das pedras, dos pássaros, não temos ar condicionado, as nossas vão pequenos espaços, é difícil de encontrar os objetos, de carregar e amarrar diariamente uma bagagem. Por que então viajar de moto?

Na vida, como ja disse antes de realizar esta viagem, vamos vencer os desafios e colecionando sucessos. Nenhum motociclismo sentimos que é uma partida para uma nova aventura. É uma sensação de ser um vencedor, com algumas desventuras, como sempre, facilmente contornáveis, e não é nos convencemos que “a moto é um sonho não qual você viaja”.

Após um movimento longo, escapando de buracos, acidentes, animais na pista, frio, mão dormente, dores das mais diversas, caminhões por vezes irresponsáveis, vento, chuva e quando chegamos finalmente a um hotel nunca será como nossa casa ou uma nossa cama . Mas mesmo assim ficamos felizes, e as energias para sair e arrumar um bom lugar para comermos e, ainda, um prazer encontrar um amigo motociclista para podermos desfrutar de uma boa conversa.

Viajar de moto é uma grande paixão enraizada no mais íntimo de nós mesmos. É uma curiosidade incontrolável de reverter e pintar paisagens, de sentir-se livre, de se vestir de risco, de sentir o mesmo frio, calor, medo e saudade.

Quem ainda não está consciente do espírito, questiona a audácia dos motociclistas e até mesmo o motivo de suas viagens e das viagens e travessias. O homem que conhece os desafios, o charme, as dificuldades, o viajar de moto é uma questão de apenas viver o mesmo transmissor de emoções.

Mas que todos os que estão lendo este relato até agora querem saber a viagem né? Então vamos lá contar um pouco de tudo o que aconteceu.

                                                      PADRE_DE _-_ PRIMEIRA

1. trajeto:

O caminho foi escolhido com a ajuda de alguns amigos do Brasil Cavaleiros de São Luís - Passo Fundo - RS, Zequinha e Isa de Curitiba - PR. Na verdade procuramos fazer o trajeto inverso dos que já foram feitos, ou seja, entramos na Argentina em Dionísio Cerqueira, SC e tocamos o primeiro dia até Posadas, Argentina. Nenhum segundo dia passou por Corrientes, Resistencia, Presidência Roque S. Peña e até até Pampa del Infierno Argentina. Terceiro dia Joaquim V. Gonzalez, Salta, San Salvador de Jujuy e chegamos a inimaginável Purmamarca, ainda Argentina. Quarto dia cruzou Susques, Paso Jama e encaramos como as altitudes da cordilheira e se ia parar em San Pedro de Atacama, Chile. Quinto dia permanecendo visitando San Pedro de Atacama e nenhum sexto dia tocamos passando por Calama, Sierra Gorda, Antofagasta e pernoitamos numa excelente cidade Taltal, Chile. No sétimo dia passamos Chañarral, Caldera, Copiapó, La Serena e pernoitamos em Los Villos. No oitavo dia seguiu por Papudo, Zapallar, Quintero, Concón, Viña del Mar, Valapraiso, Santiago, Chile onde se encontram na Casa do Brasil Riders Juan. Ficamos no nono dia por Santiago conhecendo a capital e no décimo dia começamos o retorno ao Brasil cruzando os Andes, Túnel Cristo Redentor, chegando em Mendoza, Argentina e tocamos até San Luiz. No decimo primeiro cruzamos Villa Mercedes, Vicuña Makena, Laboulaye, Ruffino, Sancti Spiritu, Venado Tuerto, até Rosário, Argentina. No décimo segundo dia seguimos por Victoria, Nogoya, federal e pernoitamos em Paso de Los Libres, argentina. No décimo terceiro dia atrás no Brasil novamente por Uruguaiana e tocamos até Santo Angelo, Rio Grande do Sul onde nosso amigo Brasil Cavaleiros Gilson Miranda nos hospedou e é claro um bom churrasco missioneiro fronteiriço foi nos oferecido. No décimo quarto dia tocamos o Passo Fundo onde o Moto Grupo The Billy's e alguns amigos Brasil Riders de lá (Walker, Luís Felipe, Charles) nos oferecer um almoço “baita”. Contamos com uma presença de outros amigos Brasil Riders entre eles o Cícero de Florianópolis, o Kadao de São Paulo, o Chico Poá de Porto Alegre. Poses em questão em Chapecó, Santa Catarina e nenhum outro dia cedo pegamos o trecho e chegamos em São Carlos, Nova Esperança do Sudoeste - Paraná onde contamos com uma presença de varios amigos motociclistas que são dirigidos por amigos Sentimento e Angela, ambos do Brasil Cavaleiros.

2. Como curiosidades

a) Chaco Argentino:

Os limites são o  Rio Piloto  ao norte, rios  Paraguai  e  Paraná  ao leste,  Rio Salado  ao sul e região  Noroeste argentino  ao oeste. Formado pelas províncias de  formosaChaco , parte norte de  Santa FéSantiago do Estero  e leste de  Salta . Em alguns setores do norte da província de  Córdoba  e da província de  São Luís,  realizar um  egresso  com os  pampas . Geologicamente uma região do Chaco é uma unidade da  pampa, porém, uma região do chaco e dos pampas se distinguem por razões climáticas.

É uma região que faz muito calor, mas muito mesmo. A imagem parece ser sempre a mesma e tem que nunca ter fim. The follow the mesmo pilot for aerospace, due as retas interminables and também a constant presença de animais na pista.

b) Estación de Servicio:

É uma lição de vida que chega ao combustível em um posto de combustível e não está disponível para abastecer o abastecer. As vezes são nossos serviços que são imagináveis ​​como seria não são assim assim. Quando você chega num lugar assim, ele está sempre abastecido.

Esses lugares são muito simples e, é quase normal quando se chega a alguém que se chega ao preço se você está em viagem. Sentimos muito bem o preço do combustível em Monte Quemado, norte Argentino.

 

c) Pobreza - norte da Argentina:

Acredito that already presenciamos actions de poverty and lack of infra-structure. Senti muito isso ao chegar no norte Argentino. Se viaja por muito tempo ao lado de uma rota onde isso é imperante. O que se vê são pessoas vagando sem fazer que imensidão de planície. Pequenas casas construídas dentro da natureza, muitos animais na pista e de modo especial, cacchorros, gatos, e muitos burros.

 

d) Purmamarca - Argentina:

Como não fala desta cidade inimaginável. Sim, é isso mesmo. O mundo pode ser um olhar sobre a cidade e os sentidos que o corpo é visto como uma circunferência.

Carregamos dentro de nós mesmos os caracteres culturais armazenados por nossos dias e os nossos registros são mais variados.

Chegando em Purmamarca uma primeira dose de espanto, medo. O que eu vim fazer aqui? Pensei logo in traveler seguir viagem, mas não dava mais. Era tarde eo era era posar por ali e nenhum outro dia seguir.

A primeira vez que alguém pode dormir. Muita Multifuncionalidade. Pessoas dos diversos estilos e gostos. E, então, Purmamarca foi revelando seus mistérios como algo que só pode ser revelado com o tempo. Ou como uma bebida, que somente o tempo vai dando sabor e gosto.

Nao é falar sobre o lugar sem o Cerro das sete cores. Impressionante que faz a formação de origem sedimentar.

No outro dia de sair de Purmamarca, você poderá se recuperar e se empanturrar.

Enfim, conhecer esta cidade é algo que fica na história do imaginário.

 

e) Paso de Jama, divisa Argentina - Chile

Curiosa esta fronteira em que a distância entre os alfândegários argentino e chileno é “apenas” 157 km. Quilômetros e quilómetros de terra de ninguém, uma estrada que desce abruptamente dos 4400 metros do Paso de Jama (Argentina) para os pouco mais de 2000 de San Pedro de Atacama (Chile), passando pelas lagoas geladas de águas turquesas que se sobressaem nos campos amarelos. De vez em quando um grupo de animais anima uma paisagem dominada pela silhueta do vulcão Licancabur.

Como este caso não foi publicado e foi publicado. Fomos bem avisados ​​do tenebroso e até mesmo instigante local. Bem próximo a uma estação de estacionar de serviço, muito boa por sinal, o envio de muitos viajantes de toda a parte. De modo especial os de Oviedo - Paraguai que nos falaram em grande parte do logotipo frontal da presena a frente.

Cabe reportar aqui um belíssimo local e parecer nota dez em Susquez do Pablo. Logo to be a pequena estação a estacionar de um servicio que por sinal não havia combustível. Mas a submissão não é uma mulher gritando e convidando-nos a almoçar no local. Desfecho ela era uma paulista que estava tirando umas férias no local. Ficamos muito bem a vontade por lá. Fizemos uma ótima refeição com um gostinho do Brasil naquela noite.

O Pablo nos alertou bastante sobre o trajeto. Fornecido algumas folhas de coca e um bom chá da mesma. "Nuvens brancas, tudo bem só o friu pela frente; nevas cinzas neve; Nuvens escuras chuva, nevasca com possibilidade de pedra e da melhor volta. Esse mesmo motociclista que tem esse bar foi muito companheiro e demonstrou o espírito de motociclista, ao entrar em contato com alguns amigos e ter conseguido cerca de 50 baterias de combustível para nós.

Então passado Susques e Paso de Jama, vem o desafio maior vencer a altitude. É como um filme a passar em sua cabeça, mas o sinal não é seguro. O medo toma conta, mas o sentimento que a mulher está sempre presente é o seguinte. E isso mesmo que se deu.

The principal moments after a aduana, ja em terras chilenas, tudo foi pareado ea sensação de que tudo é de forma normal. Mas o que é uma moto começa a fazer uns barulhos estranhos como se tivess com uma tosse. E assim vai por uns quilômetros. Por que a força é uma força menor, a diminuir a velocidade é diminuída.

Paramos a 4170 metros de altitude tiramos fotos e seguimos e iniciamos uma sessão mais complicada a cada vez mais. A moto realmente não passava de 80 km / h. Foi onde comecei a perceber o carro que viaja. Esperei, o César me disse que o carro tinha perdido o poder e já estava em primeira marcha. Mas ainda teria o pior. Numa das curvas o carro não foi literalmente literalmente e não mais. Um olhar preocupante cursorou entre nós. Chamamos nosso amigo Lucidio that logo the front already nos esperava. Veio até o carro retirou uma mangueira do filtro e o carro voltou novamente e seguiu viagem.

Está em um lugar assustado, pois ele pode estar flutuando em algum lugar e a sensação é muito estranha. Como você pode se desligar e pode ter alguma força? As crianças, Gabriel e Valéria que iam no carro, estavam imóveis e se sentindo muito mal.

Sentimos bastante nesse local. Não dá pra sacarar de quem não aguenta aquele local. É muito difícil, mas é pra quem está passando o gostinho da vitória.

 

f) Diferença Argentina / Chile:

Coloco esse tópico por que realmente me chamou muito atenção. Há uma rivalidade muito grande entre Argentina e Chile. Por vezes, demonstrou-se maior que o Brasil e Argentina.

Não é possível reivindicar algum ato da hospitalidade Argentina, mas o povo chileno acolhe muito bem. Gostam do Brasil, muito obrigado por conhecer o país. Em San Pedro de Atacama. Inclusive muitos adesivos de motocilistas brasileiros estavam em um cantinho do local.

E uma mudança que mais me chamou atenção foi o patriotismo do povo chileno. Nós brasileiros e até mesmo o povo argentino momentos aprender com eles. Naquela imensa região marcada, sim, na pobreza tem um povo que ama aquele país. Uma bandeira do Chile está em todos os lugares. Na ruta muitas delas. Nas casas, noércio. Embora tenha chegado a um governo chileno uma vez tinha decretado fazer isto, mas parece que esta imposição não vigora mais.

As amerries são imersos, mas amam de coração, afinal, é a pátria mãe deles. Isso é muito lindo de se ver, é levar toda a vida, ou seja, por mais que seja pobre e explorada, existindo o diferencial em nossa pátria.

 

g) San Pedro de Atacama, Chile:

É uma comunidade da  província  de  El Loa , localizada na  Região de AntofagastaChile . Possui uma área de 23.438,8 km² e uma população de 4.969 habitantes ( 2002 ). Localiza-se a 2.400 metros de altitude. Por ser um lugar mais parecido a uma região como o  Atacama , é um dos mais  cobiçados  de San Pedro de Atacama.

Originalmente um centro de parada para os colonizadores espanhóis, originou-se a partir de sua Igreja de São Pedro, construída por jesuítas no início do  século XVIII . Apesar disso, o governo chileno, esse local permanece ainda hoje como um lugarejo bem aprazível no  deserto do Atacama . O principal centro de  cultura atacamenha , no centro de Atacama.

Principais pontos turísticos da cidade:

1. Igreja de São Pedro de Atacama, início do  século XVI . Uma bonita contrução legada pelos colonizadores espanhóis;

2.  Museu arqueológico Padre Le Paige  rico em cerâmica atacamenha,  múmiastecidos , e ossem

3.  Pukara de Quito de  uma fortaleza do  século XII  no alto de um morro empossado com uma bela vista do local;

4. Centro artesanal de San Pedro do Atacama.

Os principais pontos turísticos da cidade:

1.  Vale da Lua (Chile) , é uma pequena depressão de 500 metros de diâmetro, com solo salino e rodeado por morros com formações exóticas lembrando o solo lunar. Destacam-se como  Três Marias , Anfiteatro e cavernas. Há uma grande quantidade de cristais de sal. O melhor período para se lembrar é não ser um dos primeiros a chegar ao calor em que se pode chegar aos 54 ° C;

2.  El Tário  ( gêiseres ), 4.300 metros de altitude aos pés do  vulcão Tatio , esse campo geotérmico é uma das principais atrações do país. Todos os dias, ao amanhecer, afloram violentos jatos de vapor desde os poços de água fervente. O conjunto é formado pelo colorido do solo, o céu limpo e as colunas de até 6 metros de vapor é de rara beleza.

There is not possible to be a schools the descuidados is not a local between not the local is not not be colocadas aleatoriamente. Normalmente ESSA visita se completa com OS  Baños de Puritama  Poço termal  para hum Ótimo banho.

Recomenda-se sair de madrugada aproximadamente às 3h. É necessário ter roupas quentes, já que a temperatura pode cair abaixo de zero.

3. Vulcão  Licancabur

4. Salar de Atacama, é uma maior  planície salgada  do  Chile . Ele está localizado a 55 km ao sul de  San Pedro de Atacama , está cercada por montanhas e não possui saídas de drenagem. A leste é delimitado pela cadeia principal dos  Andes  , enquanto um continente encontra-se uma cadeia de montanhas da cordilheira dos Andes chamada de cordilheira  de Domeyko . Os vulcões GLARGE dominam a paisagem, incluindo o  Licancabur  ,  Acamarachi  ,  Aguas Calientes  e o  Láscar.  Vulcões de terra dominam a paisagem, incluindo o  LicancaburAcamarachiAguas Calientes e  Lascar  . Este último é um dos vulcões mais ativos no Chile. Este último é um dos vulcões mais ativos do Chile. Todos eles estão localizados ao longo do lado leste do Salar de Atacama, formando uma linha de vulcões geralmente norte-sul que os separa de bacias endorréicas menores   . [2]  Todos eles estão ao longo do oriental oriental do Salar de Atacama, formando um norte-sul da linha de tendência geral das vulgaridades que separam as  crianças endorréicas  .

O salar de 3 mil km², tem cerca de 100 km de comprimento  [1]  e 80 km de largura, o que o torna o   segundo maior das Américas e também o segundo do mundo, depois do  Salar de Uyuni  na  Bolívia  (10.582 km²). [3]  Sua altitude média é de cerca de 2.300 m de altitude. [1]  A topografia da porção central do salar exibe um alto nível de rugosidade, que é devido ao fato de a superfície desta área estar permanentemente livre de água,  [4] ao contrário da maioria dos outros salares, como por exemplo o Salar de Uyuni, que é periodicamente coberto por águas rasas. O lago tem 3.000 km², é de aproximadamente 100 km de comprimento e 80 km de largura, o que fazer segundo maior no mundo, depois de  Salar de Uyuni,  na  Bolívia  (10.582 km²). Sua altitude média é de cerca de 2.300 m de altitude. A topografia da porção central do salar com alto nível de rugosidade, que é devido a uma superfície de água de forma permanente, ao contrário da maioria das salinas, como por exemplo, o Salar de Uyuni, que é periodicamente rasa.

Contém 27% das   reservas de lítio do mundo. [5]  Ela Contém 27% do Mundo  de litio  áreas reservas.Some da parte plana forma sal da  Reserva Nacional Los Flamencos .A Lagunas Cejar é um lago pia buraco no Salar de Atacama, a 18 km de San Pedro, Chile. O Cejar Lagunas é um grande buraco fundo no Salar de Atacama. Tem uma concentração de 40% de sal, produzindo um efeito de flutuar como o  Mar Morto  . Ele tem uma concentração de 40% de sal, produzindo um efeito de flutuação, como o  Mar Morto .

Enfim, São Pedro de Atacama é esse todo mistério. Sim um pouco, mas não algo que não pode ser revelado, mas como um mar de possibilidades. É fantástico, lindo, acolhedor e tudo isso temperado com uma presença de muitas etnias. Gente de toda a parte. Cabe destacar ainda o carinho com que eles tratam os turistas brasileiros. Ai permanança os dois dias somente. Esse lugar é pra ir com tempo de ficar ao menos uma semana.

                                                 PADRE_DE _-SEG

 

h) Deserto, Calama, Chuquicamata, Antofagasta:

Logo saindo de San Pedro de Atacama já se desenvolveu e voltou a se dirigir à realidade do deserto. Clima extremamente seco, areia, vento, montanhas, vales ...

O deserto de Atacama está localizado na região norte do  Chile . Com cerca de 200  km  de Extensão, E considerado o deserto Mais Alto e Mais  árido  do Mundo, pois  chove Muito POUCO na Região, em consequencia das Correntes Marítimas fazer  Pacífico  Não conseguirem Passar para o deserto, Por Causa de SUA altitude. Assim, quando ele se evapora, então a nuvem determinou a sua umidade durante a evaporação, podendo sair durante as épocas sem chuva. Isso o torna de aridez incrível. Como uma diferença etária entre 0 º C  à noite e 40 º C  durante o dia. Em espírito as cidades estão cheias de cidades e vilas no  deserto.

A região foi importada pelos atacamenhos, povo da região juntamente com a civilização dos nativos  aymaras , ambos deixaram um território inestimável em termos arqueológicos, em seu próprio território de Atacama.

Tal Riqueza E guardada em IMPORTANTES Museus, salientando-se o  Museu de San Miguel de Azapa  LOCALIZADO nenhuma  Vale de Azapadadeduer  distante 12 km de  Arica  EO  Museu Del Padre Le Paige , em San Pedro de Atacama.

Há importantes manifestações de  arte rupestres  pré-colombianas  na região, que é o berço de uma das maiores esculturas de figura humana na  pré-história , o  Gigante do Atacama .

Nas entranhas do Deserto TAMBÉM PODEM-SE Descobrir Ruínas intactas Como como  Vivendas Circulares de Tulor , Que Datam fazer 800  aC , e como  pukaras , Fortalezas de Defesa em  Quitor  e  Lasana , Além do Centro Administrativo  Inca  em  Catarpe .

É formada basicamente por  árvores  de pequeno porte, como o Pimiento e o Algarrobo, os  arbustos  como o Chancha e plantas como um Anhanhuca e os que crescem na sua maioria ao longo dos vales e a região da pré-cordilheira e os  cactos  que crescem especialmente nas serras próximas à costa mais ao sul. Deve-se destacar como plantas que crescem, se justamente, na região em que ocorre o fenômeno do inverno Florido entre as cidades de Copiapó e Vallenar. O deserto de Atacama em geral apresenta um terreno muito seco e pouco propício a um brotar algumas plantas. Em alguns lugares próximos à região de Antofagia, as grandes áreas de deserto absoluto, onde o solo é totalmente desprovido de vegetação.

A fauna é formada por animais pequenos como  ratoslagartos  e  cobras , e também há presença de  lhamasguanacosflamingos  e outros animais que com o tempo foram se adaptando ao clima.

O terreno da região é bastante diversificado tanto no aspecto de altitude como de formação, variando de altitudes quase ao nível do mar até 6885 metros, como no caso do vulcão  Ojos del Salado . Tambem encontram-se áreas marcadas POR  Erosãodunas  e  Montanhas . O diversificado de solo E, mas E Composto Básicamente de  sal  e  areia .

Uma região, apesar de ser seca e não apresentar um índice pluviométrico relevante, apresenta alguns lagos com quase todo o ano, servindo de fonte de vida tanto para os habitantes da região quanto para os animais que vivem lá.

Curiosidades:

1. O deserto de Atacama é o local da Terra que mais se refere às chuvas, sendo registrado 400 anos sem indícios de chuva;

2. É eleito o deserto mais alto e árido;

3. Apesar de não haver chuvas quase comuns nas partes da região perto dos vulcões;

4. O Deserto de Atacama pode ser diferenciado com o nome de Campo Grande em Setembro, pela razão da umidade do ar mais baixa que o deserto mas a menor temperatura;

5. Já foi palco de muitos livros periódicos e outras atrações culturais. Os clips musicais "Ciúmes", da mesma cantora  Angélica  e "Frozen", da diva pop  Madonna também foram gravados sobre o famoso Mar de Sal do deserto;

O Quantum of Solace, nenhum eco - hotel Perla de las Dunas;

7. O Deserto do Atacama é muito visto por turistas, para a prática de  trekkingmontanhismomontariaoff-road  e  mountain bike , arqueólogos por trás interessantes artefatos arqueológicos e históricos, além de  salinasgêiseresvulcõeslagoas  coloridas,  vales  verdejantes e  canyons  de água cristalina. Tambem há  Mumias  com Mais de 1000 ano deixadas Pelos  chinchorros  (Antigos habitantes da área).

Não tem como não falar da cidade de Calama. Calama é uma comunidade e  capital  da  província  de  El Loa , localizada na  Região de AntofagastaChile . Possui uma área de 15.596,9 km² e uma população de 138.402 habitantes. Na chegada em Calama há uma estátua grande de Jesus Cristo de braços abertos.

Marca registrada, a cidade é o Colégio Chuquica, bem como o residencial, creio eu das pessoas que esta mina trabalham. Chuquicamata ou seja, Chuqui é uma das maiores e mais famosas  minas a céu aberto  do mundo, sendo considerada a maior mina do  Chile . Está localizada a 215 km ao norte de  Antofagasta  e a 1.240 km de  Santiago .

The production of an miner mina in the annual annual production in mina may a superada pela  Mina Escondida . Todavia, a Chuqui permaneceu como um dos maiores em produção e totalizou 29 milhões de toneladas de cobre em 2007.

Apesar de 90 anos de atividade explosiva, esta ainda permanece como um dos maiores reservatórios do planeta. Também é a maior parte do planeta com 4,3 km de extensão, 3 km de extensão e 850 metros de profundidade, além de uma referência mundial na produção de  Molibdênio .

Falso de Antofagasta é um nascer denovo o sorriso sincero ao ver o litoral. Sim, depois de uma imensidão de deserto, o clima se seca em Antofagasta com o Oceano Pacífico.

Antofagasta é uma comuna e cidade do norte do Chile. É capital provincial da  Província de Antofagasta  e capital regional da  Região de Antofagasta . A cidade de Antofagasta se encontra no hemisfério sul da  América , a 1.371km de  Santiago , capital do Chile. Limita-se ao norte com  Sierra GordaMejillones  e  San Pedro de Atacama , sul com  Taltal , ao oeste com o  Oceano Pacífico  e ao leste com o Departamento Os Andes de  Argentina . É uma cidadezinha mais povoada do país, atrás da Grande Santiago,  ValparaísoConcepción  e La Serena . Antofagasta é conhecida popularmente em Chile como uma Pérola do Norte.

Em Antofagasta nossa viagem ficou marcada por uma tempestade de areia que pegamos, o que torna uma viagem um tanto quanto arriscada. A vista é a eo lateral lateral obriga um esforço grande.

Esta cidade tem uma infra-estrutura grande, com edifícios e uma linda igreja no centro da cidade. Ruas movimentadas e a presença de embarcações de grande porte.

 

i) Paposo a Copiapó:

Deixando Antofagasta, novamente no deserto, seguimos debaixo de um sol escaldante. O asfalto é algo que chama muito a atenção por sua conservação. Tocamos por horas e por vezes sem nada não ser o clima desértico. O tráfego é quase inexistente na região. Porém, ao Ao lado do Papudo começa a se manifestar uma extração de minério. As rochas estão presentes são ainda todas as garras, na busca do minério. Alguns caminhões e carros das mineradoras se fazem presente.

Diga-se de passagem que está faltando o papa a curiosidade na bela paisagem que vislumbra do mirante ai situado. O Oceano Pacífico aos fundos dá um toque diferente da Rota 5 também causa como Panamericana.

Daí em diante uma marca registrada é o minério com todo o seu potencial. Veja os grandes investimentos nessa área.

Copiapó era uma cidade muito esperada também no caminho por ter começado o desastre do desmoronamento onde os mineiros ficaram soterrados, bem como o milagre do resgate.

Copiapó é uma comunidade da  província  de  Copiapó , localizada na  Região do AtacamaChile . Possui uma área de 16.681,3 km² e uma população de 129.091 habitantes ( 2002 ). A cidade e suas regiões possuem uma grande riqueza mineral e agroindustrial. O grande desenvolvimento da  agricultura é  um aplicativo de técnicas de uso eficiente da água, como uma  irrigação  por gotejamento. Isto faz com que uma região cultivada produza uma das melhores  uvas  do mercado mundial. A cidade ficou mundialmente conhecida pelo  Acidente na mina San José em 2010 .

Ficamos sabendo que dos 33 mineiros que estavam no desmoronamento, somente 3 ainda estão funcionando não no local.

 

j) Papudo, Valparaíso, Santiago:

Para compensar todo o trabalho e, até mesmo, com certeza, a causa causa uma região localizada em Santiago, Capital chilena. Muitos talvez estão se perguntando, o oceano gelado, será que existe um belo litoral? Sim amigos, existe. Na verdade o que há nessa região é um mega paraíso. Deixamos uma Ruta 5 pra podermos rodar mais perto do oceano. Que sorte foi a nossa fazer esse trajeto.

Chama a atenção como uma grande obra que ai se apresenta, uma verdadeira obra de arte. Conforme avança na direção de Valparaíso aumenta como casas de luxo. Parece que não está chegando num outro país, não mais no Chile. Um contraste muito grande da realidade que se apresenta no norte.

Em Valparaiso uma cidade como parecia em meus sonhos. Uma cidade linda. Cabe ressaltar à altura, que o grande Che Guevara, fez em Valparaiso um salto muito grande no seu pensamento. The single the mind the mind of the Guevara is the mind the mind of the Guevara is the mind is the mind of the Guevara. Foi ai que surgiu um sonho, o mito, uma audácia, uma coragem.

Valparaíso é uma comunidade da  província  de  ValparaísoChile . Possui uma área de 401,6 km² e uma população de 275,982 habitantes, capital regional da  V Região do Chile . Situa-se a 117 km da capital chilena,  Santiago , por moderna rodovia.

Valparaíso é uma sede do  Poder Legislativo  da República do Chile, ademais de outras repartições estatais (o Comando da Armada do Chile, o Serviço Nacional de Aduanas e o Conselho Nacional da Cultura e das Artes).

A Área Histórica de Valparaíso foi declarada como  Patrimônio Cultural da Humanidade  pela  UNESCO  em  2003 .

Nessa mesma cidade teve uma alegria de comemorar o aniversário da pequena estratagema Valéria que no dia 16 de janeiro completou 9 anos. O almoço foi no estilo bem próprio de Valpraiso, ou seja, frutos do mar. Esse almoço tambem ficou na história. Tivemos uns desajustes nos organismos, de modo especial eu, uma Maristela e o Capitão, que não se podem sair para visitar a cidade de Santiago.

Falando em Santiago, cabe aqui dizer da irmandade Brazil Riders. Em 2009 tive a alegria de conhecer e receber os amigos do Chile: Juan, Jaime e Walter. No ano de 2010 recebi o Juan, Jaime e Carlos. Tinha sempre o desejo de conhecer o Chile e com ele apresentar os grandes motociclistas.

Em Santiago foi literalmente escoltado por esses amigos. Que fantásticas que nos acolheram tão bem. Fica o sentimento de uma amizade verdadeira, o que é apenas o motociclista sabe bem definir.

  Saimos pra visitar a grande Santiago. O grande número de coisas que você pode fazer é ter um pouco de prazer em conhecer coisas especiais, mas é um pouco interessante.

Santiago ficou marcado por um fato interessante e, que talvez nós, brasileiros, temos muito que aprender. O movimento é bem movimentado, mas como as pessoas respeitam a sinalização, fica-se impressionado. O pedestre realmente lá and a tranquilo. Ainda sem meio de transporte como nao mencionando “auto-estrada” chilena. Tuneis, viadutos fantásticos enobrecem como paisagens da grande Santiago. Sem chance, não paga, pagando, mesmo fazendo na Argentina. Inclusive numa das “Peaje” (praça de pedágio), agora parado por um grupo de chumbo Lobos Negros, no jogo, demos a eles também uma bandeira do Brasil. Tive uma alegria de ganhar também é uma camiseta desse Moto Grupo.

Já se vê em Santiago como grandes construções. Prédios que resistiram ao recente terremoto, mostram-se além da elegância de uma arquitetura belíssima.

Santiago também conhecido como Santiago do Chile, é uma  capital  e maior cidade do  Chile . Ele está localizado no vale central do país   , a uma altitude de 520 m (1.706,04  pésacima do nível médio do mar  . Está localizado no país do  vale central , a uma altitude de 520 metros  acima do nível médio do mar . Embora Santiago seja a capital,  os órgãos legislativos se reúnem na cidade costeira de  Valparaíso  , a uma hora de carro a oeste. Apesar de Santiago ser uma capital,  os órgãos legislativos  se encontram na cidade litorânea de  Valparaíso. O crescimento econômico estável do Chile transformou Santiago em uma das  áreas metropolitanas mais modernas da  América Latina , com um extenso desenvolvimento suburbano, dezenas de centros comerciais e uma impressionante arquitetura de grandes edifícios.Constante de crescimento econômico, Santiago transformou-se em uma das maiores cidades as áreas metropolitanas da América Latina, com amplo desenvolvimento suburbano, dezenas de centros comerciais, e arquitetura de arranha-céus impressionantes. É uma  Alpha (-) World City  e tem uma infra-estrutura de transporte muito moderna, incluindo o constante crescimento do metrô de  Santiago.  , um esforço para modernizar o transporte público de ônibus e um  fluxo livre

Última modificação em Quarta, 23 Janeiro 2019 18:08
Sábado, 06 Novembro 2010 15:26

NOVA VIAGEM DE MOTO A NEUQUÉN, ARGENTINA

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VIAGEM DE MOTO A NEUQUÉN, ARGENTINA, (10/03 a 01/04/2011)

Jordan Wallauer e Martha Tresinari B. Wallauer

Em outubro / novembro de 2010, pilotando uma Honda XRE 300, percorrendo uma parte do centro e norte da província de Neuquén, na Patagônia Argentina. Minha esposa Martha iria de avião até a cidade de Neuquém, onde nos encontraríamos para alugar uma 4X4 e seguirmos juntos, já que ela tinha um trauma com relação a uma motos. Por razões de problemas de saúde, a família não pode viajar, mas ficou com a atenção aéreas. When Martha manifestou o desejo de me acompanhar como garupa - surpresa - providenciar uma troca de moto por uma BMW G 650 GS (que já ganhou o apelido de Gzinha), mais potente e confortável para dois, e voltei à Província de Neuquén, procurando Novos caminhos, para encontrar com Martha na cidade do mesmo nome.

A primeira etapa da viagem, Urubici / SC a Ijuí / RS, envolveu a neblina e a garoa na serra catarinense, e a iniciativa nos planos catarinense e gaúcho. O primeiro lugar da pilotagem da G 650, que tem o lugar mais baixo, a possibilidade de ser muito consensuada, mas o melhor é o mata-cachorro original da BMW e a adaptar uma barra horizontal com pedaleiras dobráveis ​​nas pontas, posso esticar como pernas e ficar em posição super-quente quando desejo. Esse artefato, montado em cano de ferro galvanizado ao qual foi vendido como pedaleiras com solda MIG, foi pintado em alumínio DuPont, igual um BMW original (obra de meus amigos da Serralheria Serrana, de Urubici).

Em Ijuí um bom papo com o Brasil Cavaleiro Pedro de Souza, cerveja e batatas fritas e logo tratei de descançar. O Hotel Nossa Casa, onde me hospedei, emocionado com as imagens do tsunami no Japão. Estive em sas tiracolo em um país e tenha especial afeição por seus habitantes. Do you ver o que estava ali acontecendo!

De Ijuí fui a São Borja, onde cruzei uma estrutura sob um sol escaldante. Tomei a AR 14, uma Rodovia Federal Argentina, uma Rodovia Federal da Argentina, revendo uma savana de Corrientes e Entre-Rios, com seus espinilhos e algarobos, que sempre me lembram as savanas africanas, dos filmes, só que em vez de antílopes e girafas a gente tem que se contentar com alguns raros ñandús. Também tem aqueles postes de alta tensão com as cabeleireiras e barbas de gravetos, um dos trabalhos das caturritas que ainda não aprendem, com o joão-de-barro, um trabalho com alvenaria. Estes, por sua vez, aqui e ali fazem, nos mesmos postes, casa até sobrepostas, pequenos sobrados, onde assistem poros de sol fantásticos.

Nuvens eu nuvens nuvens nuvens nuvens nuvens nuvens nuvens nuvens nuvens nuvens nuvens nuvens nuvens nuvens nuvens nuvens nuvens nuvens nuvens nuvens nuvens nuvens nuvens nuvens nuvens nuvens hora.

Dormi em Federal, uma capital mundial do chamamé. Não é um passe pela cidade, pois o calor estava insuportável. Eu instalei no Hotel Yatay, pequeno, barato, com ar-condicionado e banho privado. Jantei num restaurante super simpático e muito bem atendido chamado El Yungui, cujo dono, motociclista proprietário de uma monstruosa nua Yamaha de 4 cilindros, recebe com cortez e uma projeção agradável, sobre a política, sobre a paixão e sobre o terror e o tsunami do Por exemplo, iphone. Este é um lugar que vale a pena para quem está na estrada!

De Federal tomei o rumo para a Vitória e Rosário, saindo da RA 127 (P de Provincial). Nesta rodovia precisa-se tomar cuidados e ter muita atenção. A falta de cuidado com a dor não dolorosa Desviei a olhar para o segundo para ter o melhor, e desviado, de um enorme buraco. Tratava-se, vi mais tarde, de uma abelha que funcionava na manga da jaqueta. Resultado: sem ter visto o buraco, voamos a moto, eu e o bauleto! Voltamos a ter um outro fim de semana, e ainda um tempo de ver pelo espelho retrovisor. Foi um susto enorme, principalmente porque, dentro do bauleto, o netbook do meu filho acabou de chegar um tombasso! Bem, tanto o netbook quanto o netbook funcionaram com suporte depois do susto. Uma vez que o complemento é suficiente para voltar ao asfalto com elegância e equilíbrio.

No mais, atravesse pela magnífica ponte Nuestra Señora del Rosário, no Rio Paraná, com um vento de mais de 60 km por hora, que um pouco mais adiante desvaneceu em uma tromba d'água entre Rosário e Casilda, cidade onde acabava de ficar para fugir da chuva. É uma segunda vez que esta ponte, sem as condições de tirar uma foto, ela e as pantanais do delta do Paraná, em muito parecidos com os nossos estados de MT e MS. A primeira foi de 4 anos e embaixo de chuva fortíssima.

Em Casilda, hospedado no Hotel Cuatro Plazas, um pouco mais luxuoso, cujo preço da diária corresponde a um hotel bem mais simples no Brasil (ficou em R $ 140,00) pude dar uma pequena volta pela cidade, que tem 4 magníficas Praças no Centro, de onde saiu o nome do hotel. Por favor, faça um passeio na praia ou faça um retorno ao hotel. Casilda merece retorno, pois parece ser muito agradável, é bem arborizada e tem uma urbanização impecável.

No dia seguinte, quase sempre acompanhada, seguiu viagem sem sobressalentes até Trenque Lauquen, quase na Província de La Pampa, onde foi feita pelo Beto de Trenque, irmão Brasil Rider, por sua esposa e filhos filhos de Tomáz e Luzia, crianças super Simpáticas e educadas que adoram uma gieta, tanto que acabam por ser trocadas de moto com o objetivo de fazer um passeio pelo parque da cidade. Ele na G 650 GS, com o filho na garupa, e eu com uma pequena trilha chinesa de 200 cc, sem freio na roda traseira, sem ponto morto e sem retrovisores! Uma aventura e tanto, mesmo andando a 40 km / hora!

Em Trenque me hospedei no hotel que tem o nome da cidade. Um quarto térreo, antigo, com uma sala de  desayunos  que parece ter saído do mesmo por uns 50 anos atrás. Não é apenas uma sala, como também o proprietário (ou gerente) e os freqüentadores habituais que a noite se reúne para assistir futebol. É uma coleção da terceira idade que me integra com gosto, pegando a cerveja e os refrigeradores com as portas de madeira. Por causa de uma sucessão de tragédias no Japão, agora com a ameaça de um tremendo desastre nuclear.

De Trenque Lauquen para Neuquén foram 714 km rodados das 8:20 horas da manhã às 17:30 da tarde por estradas em geral muito boas e desérticas, mas com algumas partes em reforma e pequenos trechos urbanos com semáforos. Por rodar, rodar por toda a Argentina, não tem nenhum problema com os policiais, como antigamente acontecia. Em todos os postos, e muitos, sempre fui bem tratado, além de orientado com cortesia e presteza. Da metade do caminho em frente (Puelches) andei brincando de gato e rato com uma chuvinha ameaçadora que nunca conseguiu me pegar de jeito. Rodei quando podia a 140 km / h, nos bons trechos, compensando aqueles em não tão bom estado. Um moto se comportando de forma admirável. Só complique o grande Neuquén (Cipoletti, Neuquén e Plottier),

Em Plottier encontrei Marcelo Chandia, outro Brazil Rider, que havia nos reservado o Hotel Costa Limay (não sem antes ter insistido muito para que ficássemos na sua casa), um espetáculo de hotel a preços bem razoáveis (4 estrelas por cerca de 80 US$ para um apartamento de casal). Digo "nos reservado", porque Martha estava chegando no mesmo dia, via aérea. Marcelo ainda me levou ao aeroporto onde buscamos Martha, ansiosa pela sua estréia como garupa de viajem em moto. Jantamos com Marcelo, sua esposa Cláudia e a filha Daniela, tomando Shneider negra e brindando à amizade!

Na manhã fria de Plottier, Martha e eu montamos na Gzinha toda equipada, para irmos para Zapala, com parada prevista em Plaza Huicul  para visitarmos um museu de paleontologia que lá existe. Ao todo uns 200 kilos entre piloto, garupa e bagagem. Passados os primeiros dois ou três kms em tráfego urbano, onde senti minha garupa ainda meio tensa (acho que eu também estava), seguimos como se estivéssemos fazendo isto juntos - rodar de moto - a muito tempo.

Em Plaza Huicul, fomos magníficamente recebidos por Viviana, cunhada do BR Marcelo, de Plottier, que trabalha no Museo Carmen Funnes. A exposição do museo é explêndida! Chama mais atenção um esqueleto montado de um Argentinosaurus huinculensis, o maior herbívoro que já existiu, e outro do Giganotosaurus carolinii, o maior carnívoro, paleohabitantes das planícies patagônicas do Cretáceo. Vale a pena visitar o local.

Chegamos cedo em Zapala onde decidimos passar o resto do dia e comemorar com pizza e malbec Postales (vinho patagônico muito bom) o primeiro dia de moto de Martha.  Esta cidade não tem muito de especial, exceto pelas calçadas de pedra calcárea cheias de impressões fósseis de conchas, evidência cabal de que a Patagônia também já foi mar.

No dia seguinte rumamos em direção à Aluminé, pela estrada que leva ao Parque Nacional Laguna Blanca e depois, pela serra chamada Espinazo de Zorro e pela Bajada de Rahue.

O Parque Nacional Laguna Blanca, a uns 30 kms de Zapala, tem um centro de visitantes primoroso, bem atendido por guarda-parque, que permite a interpretação da paisagem lacustre que se descortina logo adiante, com seus cisnes-de-pescoço-negro, flamingos e patos de diversas espécies. Super-especial para nós, que trabalhamos com Parques Nacionais, no Brasil, por cerca de 30 anos.

Do Parque Nacional para frente começaram as fortes emoções. Um vendaval varria a estrada que se contorcia por entre montanhas, espremida nos vales, ora em subidas extremamente íngremes, ora em descidas alucinantes. A moto, muitas vezes em segunda ou terceira marcha, empurrando o vento de frente, ou precáriamente se equilibrando com rajadas laterais. Especialmente na descida da Bajada de Rahue (uns 1.200 metros de descida e subida do outro lado), em estrada de rípio, a G 650 GS se mostrou uma moto competente, assim como Martha me surprendeu pela sua coragem.  O vendaval pelo qual passamos para chegar em Aluminé, ocasionou danos nas redes de transmissão, de tal forma que chegamos na cidade sem energia elétrica e, conseqüentemente, sem internet e sem TV. Chegamos em Aluminé ainda peleando com o vento.  Nos hospedamos no Hotel que tem o mesmo nome da cidade. Bom.... muito bom mesmo, principalmente quanto ao restaurante, cuja especialidade são pastas, mas que prepara e serve ótimas trutas e cabritos deliciosos.  Só não havia garagem coberta para a moto. No amanhecer do dia seguinte a Gzinha estava coberta de geada e tivemos que esperar o sol esquentá-la para podermos sair.  

O slogan da cidade é "Aluminé te entra por los ojos" e agente só se dá conta disto quando se dirige, como fizemos, ao Parque Nacional Lanin, especialmente com as paisagens no caminho do Lago Ruca Choroy e nele mesmo. A estrada, de rípio, é muito bem conservada, cruzando por localidades mapuches (a maior comunidade da Argentina  com nomes de sonoridade peculiar como Tayñ Rakizuan ou Nienguehual), até chegar ao Lago, com seus patos mergulhadores e neuquenes reales (uma espécie de ganso selvagem elegante e bela).  No Parque percorremos de moto uma trilha, com pedras grandes e soltas, barro, água, raizes de árvores (pehuenes grossos e cheios de piñas - a araucária araucana) onde a Gzinha, como sempre, foi perfeita. Martha mais uma vez me deixou perplexo com sua tranquilidade, inclusive filmando em momentos de certo perigo enquanto eu pilotava preocupado com o que ela poderia estar sofrendo na garupa.

A próxima etapa foi seguir para Villa Pehuenia, por asfalto e rípio, com a espectativa de ver a lua cheia (a maior dos últimos 18 anos, segundo nos informaram) às margens do Lago Aluminé. Na noite anterior a nossa partida em direção à Villa Pehuenia, descobrimos que não havia gasolina. Como da última vez que estive por esses lados, tive que amargar uma fila no posto de combustíveis local, à noite e com frio, para abastecer, depois que chegou um caminhão de abastecimento. Menos mal que chegou.

Para Villa Pehuenia a estrada  é em grande parte de rípio, margeando o Lago Aluminé, de paisagens mágicas. Em Villa Pehuenia procuramos por algum hotel nas margens do lago, de onde pudéssemos ver o nascer da lua (a tal que os astrônomos estavam dizendo que seria a mais próxima e maior dos últimos 18 anos). Encontramos o Hotel La Balconada, com uma indescritível vista do lago, voltada para o Leste. Extremamente confortável, compatível com muitos dos nossos 4 estrelas, por R$ 120,00 em suite luxuosa. Perfeito!

À tarde percorremos de moto, evidentemente, uma área de comunidade Mapuche, com 5 lagos, sendo um mais bonito do que o outro. No final da tarde, experimentando algumas cervejas negras e amargas, artesanalmente feitas com água (cristalina) do Rio Aluminé, assistimos ao espetáculo do nascer da lua ,cujos reflexos no lago pareciam prata esparramada. Não podíamos ter escolhido melhor local para isto!

No dia seguinte tentamos subir o vulcão Batea Mahuida que, entretanto, estava coberto de neblina.  Aproveitamos para ir até o Lago Moquehue, por rípio, é claro! Tão bonito como o Aluminé.  Compramos alguns artesanatos pequenos e delicados e nos dirigimos novamente ao vulcão que já estava descoberto. Por um caminho de rípio, com muitas costeletas e alguns buracos e pedras, pudemos chegar até a cratera, em cujo interior há um pequeno lago extremamente azul.

A vista que de lá se tem dos lagos Aluminé e Moquehue é, como Martha costuma dizer, explendorosa!!  Nao fossem todas as outras coisas belas e emocionantes que vivemos nesta viagem, só esse dia já teria valido a pena!  A Gzinha continuava se comportando muito bem. Alguém me disse que escolher uma moto é como escolher um sapato. O que serve bem para um nem sempre é o ideal para outro. Acho que achei o sapato perfeito para mim! Martha parece veterana na garupa e tem me ajudado muito como navegadora.

Na manhã seguinte fomos para Las Lajas e Chos Malal levando na memória e, até onde é possível, nas máquinas fotográficas, as imagens fascinantes destes locais. Saímos ao nascer do sol sobre o lago e, logo depois, começou uma garoa que nos deixou preocupados, pois a estrada que escolhemos, por Pino Hachado tem quase 50 km de rípio e "camino consolidado", em geral bom, mas com grandes trechos de muita areia e pedras soltas, perigoso, se bem que compensado por paisagens belíssimas, em parte acompanhando um rio correntoso, com as encostas com muitos pehuenes (araucária araucana), em parte acompanhando a fronteira com o Chile por altos vales gelados.Quase chegando em Pino Hachado um conjunto de riscos simultâneos: buracos.... pedras soltas e animais na pista. Depois de Pino Hachado mais uns 150 kms de asfalto, com um vento muito forte no geral, que nos acompanhou até Chos Malal, mas que foi particularmente assustador em um pequeno trecho na parte mais alta, nos obrigando a rodar em segunda marcha, a 20 km/hora e com a moto inclinada!  Só não parei porque não conseguiria manter a moto em pé.

 Passamos sem parar por Las Lajas, mas paramos em Churriaca, uma localidade mapuche a poucos kilômetros de Chos Malal, em uma casa que nos pareceu ser um restaurante. A casa era uma antiga escola ocupada agora pelos mapuches, que nos serviram um "guizo de arroz" que, na verdade, era a comida deles, já que no local funciona um posto de saúde e não um restaurante. Uma delícia na sua simplicidade e sabor.

Em Chos Malal nos hospedamos em La Farfala, pousada onde eu havia ficado na viagem do ano passado e fomos recebidos com muito carinho e amizade pelos proprietários e seu filho. Para nós La Farfalla é como se fosse a nossa casa, tão à vontade nos sentimos ali.

No dia seguinte fomos às lagunas do vulcão Tromen, onde eu já tinha tentado chegar no ano passado, sem êxito por conta da neve que havia caído abundantemente. Duro caminho de rípio com "serrucho" (costeletas), pedras soltas, buracos e, aqui e ali, alguma água cruzando o mesmo. Além de tudo um vendaval gelado, apesar do sol forte. Sacrifício que valeu a pena pela paisagem e pela sensação de estar envolto por forças da natureza... o vento gelado e forte.... o sol ardido...a magnitude do vulcão coroado por neves.... a beleza da laguna com seus cisnes de pescoço-preto.  Para mim ainda a oportunidade de passar na casa de Luiz Rivera, criador de cabritos com quem charlei e tomei uns mates em novembro passado. Ele não estava. O mais provável é que estivesse pastoreando seu gado pelas montanhas. Pude, entretanto,  deixar amarrado na porta de sua casa uma sacolinha, com um pacote de erva mate de Urubici, fotos tiradas em nosso encontro e um bilhete, escrito ali mesmo, cumprindo uma promessa a ele feita.

De Chos Malal fomos a Las Ovellas, de ônibus, poupando Martha e moto da estrada que está terrível e em obras (puro "serrucho" e zonas em construção). Sempre subindo, passamos por Andacollo, que é zona de mineração de ouro,com a paisagem toda revirada e feia. Antes desta cidade, e depois dela, a paisagem sempre impressionante e magnífica da Cordillera de Viento. Entre desta cordilheirae a Cordilheira dos Andes , em um vale alto, está a cidade (1.800 habitantes) de Las Ovellas. Pequena, quase sem infra-estrutura hoteleira, tem um povo super hospitaleiro, educado e gentil. As pessoas nos cumprimentavam ao passar e sempre faziam algum comentário agradável. Sem internet, só um restaurante que só abre as 21 hs, e nada para fazer, nos restou  dormir cedo, para poder sair de madrugada com um guia que contratamos, com sua camionete 4X4, no rumo do Vulcão Domuyo, na verdade uma montanha sem cratera, mas com muita atividade vulcânica que muitos temem que, num dia qualquer, se torne um verdadeiro vulcão.  

Seguimos para o Norte, passando por Varvarco, uma pequena cidade mais próxima de Domuyo. Chegamos de camionete a El Playon, a poucos metros do acampamento base do Domuyo. Visitamos zonas de geysers e fumarolas, e de fontes termais. Rodamos por lugares impressionantes, ora pelas formações rochosas, ora pela imensidão da paisagem. Deslumbramos-nos com as cores, com as formas, com o inusitado de ver águas quentes e vapores saindo da terra a poucos metros da neve e com a surpresa de encontrar, nos lugares mais inóspitos, gente com seus rebanhos, aproveitando os últimos pastos do verão.

É nestes lugares que sentimos aquela sensação de pequenez e fragilidade do homem, ante a imensidão da natureza, e contraditoriamente, a sua grandeza, na sua capacidade de adaptação e de transformação do ambiente.  É ali que a gente percebe de maneira clara e cabal o quanto podemos, e que deveríamos usar nossas capacidades para conviver melhor com a natureza.

No retorno a  Chos Malal, um maravilhoso almoço oferecido por Don Alberto, sua esposa Fitty e seu filho Francisco e  companheira Romina: um chivito assado (prato típico de Chos) acompanhado por malbecs da região.

Na sexta-feira (25 de março), à noite, dei uma passadinha no único posto de combustíveis que está funcionando em Chos Malal ,para completar o abastecimento da moto, pois haviam me avisado que recém havia chegado a "nafta" que estava em falta. Como aconteceu no ano passado, tive que entrar em uma fila. Logo começou uma chuvinha incomoda e fria que me fez abandonar a fila e voltar para a pousada. Enfim tinha combustível suficiente para ir até Las Lajas, uns 180 km adiante, e não precisava ser tão prevenido assim.

Jantamos com a família dos proprietários da Pousada La Farfalla. Foi difícil a despedida. É sempre difícil despedir-se de bons amigos. Difícil também fazer o acerto de contas, pois não queriam cobrar muitas das despesas que fizemos, colocando-as na categoria de ofertas de amigos ( e aí tinha de tudo: uma diária, várias garrafas de vinho, várias doses de whisky, muitas refeições, etc.). Martha acabou conseguindo um acordo para não causar prejuízos, já que se trata do negócio deles. A parte que não queriam cobrar foi rateada meio a meio!

Saimos de Chos Malal no dia seguinte, numa manhã muito fria, mas ensolarada, vendo que à tal chuvinha tinha correspondido uma forte nevasca nas montanhas do entorno, entre elas o Tromen e o Wayle, que estavam completamente brancos, e belos. Se tentássemos então ascender à laguna que fica entre eles, como o fizemos logo que chegamos à Chos Malal, não conseguiríamos! Por falar neste lugar - a laguna - aonde chegamos sob um fortíssimo vento e rodando num caminho bem difícil, foi lá que me dei conta de que já estava tendo com a Gzinha a mesma cumplicidade que tinha com La Negra, a XRE 300 da Honda, com a qual tentei chegar no Tromen em novembro do ano passado. Bem, deve ter sido ilusão provocada pela altitude, ou pelo vendaval,  mas sou capaz de jurar que naquela ocasião a BMW piscou para mim!

No caminho para Las Lajas, a medida que o dia corria, a temperatura foi baixando, a ponto de causar um enorme desconforto. Só não parei para desmontar a bagagem e pegar mais agasalhos porque mantinha alguma esperança de que o sol acabasse esquentando as coisas. Puro engano, quando chegamos em Las Lajas as montanhas bem próximas, à Sudoeste, sustentavam sobre elas uma nuvem cinzenta, escura, da qual se desprendia uma nevasca que paulatinamente foi pintando tudo de branco. Gelados, acabamos parando em um posto de combustíveis, muito mais para nos abastecer com café quente, do que abastecer a moto com "nafta". Só depois de nos esquentar e conseguir mover os dedos das mãos, retomamos o caminho para Zapala, onde passamos a tarde e a noite. No dia seguinte rumamos para Plotier.

No domingo ao meio dia, em Plotier mais uma vez, procuramos, sem nenhum resultado, por um restaurante aberto. Segundo Martha eles devem "fechar para o almoço".  Acabamos comprando em um pequeno empório, um ótimo salame, queijo, pão sírio e vinho Garras, malbec roble, safra 2005, produzido quase que artesanalmente em uma pequena "finca"  de Coquimbo, no vale do Maipo, Mendoza. Pena que a produção deste vinho, pequena, não permita exportá-lo para o Brasil! Almoçamos no Hotel Costa Limay, onde estávamos hospedados .  Perfeito! Melhor do que ter encontrado um restaurante aberto!

A noite mais uma despedida daquelas! Marcelo, Cláudia e a pequena Dani, de Plotier, nos convidaram para jantar e nos deram presentes. Um deles, uma táboa de queijos, foi feita pela Dani.

No dia seguinte, bem cedo Martha pegou um vôo para Buenos Ayres/ Porto Alegre e Floripa. Quanto a mim, peguei a moto e iniciei a volta, procurando novos caminhos que me levassem a paisagens ou locais que ainda não conheço. Com 7 a 10 dias para o retorno me abre um bom leque de possibilidade, mas confesso que o ápice desta viagem foi o período passado na cordilheira e que já começava a dar uma saudade de Urubici.

No retorno, meu primeiro objetivo foi chegar ao Parque Nacional Lihuel Calel, entre Puelches e Sta Rosa. O parque ainda mantém alguma fauna interessante e se pode ver alguns guanacos e choiques (o ñandú de pernas mais curtas da Patagônia e da Pampa), mas o que impressiona são as formações rochosas que parecem grandes sorvetes se derretendo.

A planície entre Gen. Roca e Sta. Rosa em alguns momentos proporciona aquela sensação de liberdade total. À frente e atrás, de um lado e de outro, parece que o mundo se resume a essa planície imensa, mal forrada de gramíneas e mínimos arbustos..... A gente tem a impressão de que vai levantar vôo, bastando respirar fundo ou acelerar um pouquinho mais a moto!

Em Sta Rosa, a conselho de um proprietário de uma b ela Yamaha Virago super-bem conservada, me hospedei no Hostal Rio Atuel, perto do Terminal Rodoviário. Simples, baratíssimo e bem atendido, fica próximo da Igreja Nsa Sra de Fátima, cujo campanário me despertou tocando música agradável às 8 hs da manhã. Vale a pena ali se hospedar para ouví-lo.

De Sta Rosa foi uma tirada só até Mercedes, cidade grande e movimentada onde fiquei no Hostal del Sol, com certo luxo, bom atendimento e preço irrizório (R$ 60,00). Beleza!

Tomei um caminho tortuoso para evitar o transito periférico de Buenos Ayres e seguir para Zárate, onde atravessei o Rio Paraná por um sofisticado sistema de pontes. Essas pontes não têm a beleza arquitetônica daquela que atravessa o mesmo rio em Rosário, mais à Oeste. De qualquer forma impressionam pela sua engenharia, sendo também obras magníficas. Um pouco mais ao Norte, pela Rodovia Nacional 14 (uma auto-estrada de duas pistas de cada lado, com muitos trechos em obras), visitei o Parque NACIONAL las PALMAS, com sua extranha paisagem formada por palmares extensos de Yatay, que nós conhecemos por butiá.  As estradas internas do parque são de rípio e areia bem soltos que acabaram proporcionando o meu primeiro tombo com a GZINHA....  Tudo ficou bem com a moto e comigo, apenas um dos bauletos laterais ficou todo raspado.

Dormi em Concórdia, às margens do Rio Uruguai. A cidade de Salto/Uruguai fica do outro lado do rio. Concórdia tem 200.000 habitantes, e é bem movimentada. O centro parece uma pequena Madrid, com seus bares, restaurantes e cafés com mesas nas calçadas. Num deles comi costeletas à la parrija, com batatas fritass, cerveja Quilmes e tv passando um jogo, de futebol, é claro!  Só para contrariar e movimentar o bar torci para o Peñarol, time uruguaio que enfrentava um rival argentino, pela Copa Libertadores de América. Foi bem divertido e o pessoal que estava ali entrou na brincadeira! Alguns até pensaram que eu era uruguaio! E não é que o Peñarol venceu!

Cheguei em Paso de los Libres logo após o meio dia, para saber que as lojas só abririam depois das 16 hs. Eu havia me esquecido do costume de “hacer la siesta”.  Querendo adiantar a viagem, não esperei abrirem as lojas, cruzei a fronteira, passei por Uruguaiana e acabei dormindo em Sto Angelo, RS, terra de meus antepassados maternos, onde fui maravilhosamente recebido e hospedado pelo Gilson Miranda, Master Brazil Rider, sua esposa Carmela e as filhas Polyana e Bibiana.

Uma última etapa de 750 km e estava em casa, em Urubici, SC, satisfeito, feliz, mas bastante cansado, o que não me impediu de já começar a pensar em uma nova viagem!

Entre esta e a anterior, visite conhecer os lagos Argentinos e Chilenos, muito procurada por turistas, e ao Sul de Mendoza, a passagem obrigatória para quem viaja a Santiago do Chile. O centro e o norte neuquino não fica nada mais que as interfaces mais conhecidas e visitadas. Além disso, pode-se manter o esforço do país e da região para melhorar a infra-estrutura viária e de atendimento ao turista. Acreditamos que Alimenté  , Villa Pehuenia, Caviahue, CopahueVarvarco  , Bariloche, San Martín de los Andes, Villa Angostura, Mendoza ou Córdoba.

Última modificação em Quinta, 13 Dezembro 2018 17:51
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Em Pleno Inverno, de Motocicleta Pelo  
           Planalto Catarinense.


"Parecia Que uma garrafa de vinho havia Piscadó para MIM, um Carmenère 
chileno, otimo Preço passei A Mão e pensei: -. Vou Levar ESSA Comigo, pra
. When Chegar Ao Hotel 
. UMAs Época Duas da tarde, frio pra caramba Recém havia chegado um Urubici,
catarinense planalto, das Cidades Mais frias fazê país, DEPOIS de curtir 
espetaculares Paisagens Ao subir, solitário, uma Selvagem - also 
conhecida POUCO - Serra do Corvo Branco Detalhe:. em pleno inverno
Sulino, somente eu e "Silvina", uma Triumph Tiger 955 prata (donde o
apelido, de "prata"), ambos preparados para uma friorenta aventura 
"off-road".  
Naturalmente que os anjos da guarda foram convocados para uma
empreitada.  
Temperaturas batiam recordes não vistos - ou sentidos - há muitos anos, são contados, voltados
para sms e são em graus negativos, em madrugadas gélidas,
girando em torno de zero grau durante o dia. 
Estava viajando desde cedo, com apenas algumas fotos de recuperação para um
amigo " xixi " , algumas anotações sobre quilometragens percorridas e para
fotografar cenas curiosas, ou placas indicadoras, sem o mesmo canto nem
beber nada. Eram tantas as emoções ... que acabaram esquecendo ".    


Sexta-feira, 08 de julho, nove horas da manhã e da ponte Colombo
Sales, Florianópolis (SC), fazendo uma paradinha rápida" do lado de lá ", não
continente, para o total e parcial da
quilometragem que marcava no total: exatos 22.884 km. 
Desde a noite anterior que já está pronto. Moto abastecida, pneus
calibrados, nível de óleo verificado. Tudo OK Nem dormi direito. A
realidade é sempre a mesma coisa, um mistério de emoção / exitação que nos
aflige antes da partida. 
Como de hábito, previamente a cada viagem, de uma tarde
à tarde São Sebastião, em frente à igrejinha do mesmo nome, para as minhas orações, 
com proteção Superior para uma jornada que se iniciava. E prometia ser
"das boas": subir a rústica Serra do Corvo Branco, uma viagem / aventura  
que exige experiência e motocicleta adequada, estilo trail ou similar,
nunca uma custom, muito menos as esportivas.
Depois da subida estava programado uma passagem rápida por Urubici, e após,
Lages, na sequência, onde estava rolando o Motoneve, conhecido Encontro
motociclístico promovido pelo pessoal da Cia. Liberdade.   
 O inverno sulista deste ano 2011 apresenta rigorosamente como as vezes
 se viu.
Já saí de casa assim: Duas meias, uma das no tamanho 3/4 - mais uma de
reserva -; Nas pernas e cintura uma ceroulas especial para motociclista, 
comprada há anos atrás em Daytona Beach, que não estraga nunca 
. Calça de couro grosso, que eu mesmo mande fazer,
com folos laterais, folgada, e recos (zipper) para ficar justa nas
botas. Uma beleza. No esto um conjunto da norte-americana Aerostich 
( www.aerostich.com ), modelo Darien, duas peças, uma jaqueta
extensa de cordura espessa, cheia de bolsas, proteções para cotovelos, ombros,
etc ... 100% impermeável pelo sistema Tecido impermeável. Ela vem acompanhada de
uma "forro", outra capa interna, por ele só é uma peça para o
frio. Como duas juntas, então, é mais importante, me davam condições
para encarar o frio próximo a zero grau. Certamente que até abaixo, quando 
em movimento.

                              
Bauleto traseiro ("top case") da italiana Givi - deixei os laterais em casa
- e uma mochila no lugar do garupa. Levava-se roupas de reserva, óleo
lubrificante, "leatherman" - instrumento multiuso -, rolo daquelas fitas
tipo "silver tape" e reparo instantâneo de pneus. Três pares de luva, uma
capa de couro, outra capa de couro, especial para o inverno, uma pulseira (também
importada), e uma borracha, para encarar a chuva e a neve, se
necessário, totalmente impermeável.
Bota de couro com duas "demão" de macarrão para sapato, para melhor
isolamento. Levava balaclava e pescoceira, um reforço extra para o
pescoço. Na cabeça um Shoei Multitec, daqueles que "levanta a frente", 
com uma segunda versão transparente interna, anti-embaçante,
fundamental para o contraste entre o meio extremo e a nossa respiração
quente, internamente. 
Definitivamente estava bem preparado.  
Não houve previsão de chuva, mas mesmo assim levava um conjunto de tal,
com polainas para cobrir como botas.  
O duro com a roupa, mais parecendo um robô, aos poucos "como
melancias foram acomodadas na carroça" e me deixou mais livre
à medida que rodava. 
Na saída de Florianópolis pego o rumo sul pela BR-101 e no município vizinho
de Palhoça, saída 215 (16 km) à direita para a BR-282. Uma placa na
beira da rodovia indicava federal Planalto Catarinense e Lages.
Logo em seguida vem Santo Amaro da Imperatriz, que contorna-se. Águas
Mornas à direita, região de águas termais, e logo incia-se a subida,
asfalto gostoso, curvas abertas deliciosas, um deleite, o friozinho
rápido se fazendo sentir à medida que nos eleva em relação ao
nível do mar. Como que "esquentando", o motorzão de Silvina roncava
gostoso, com piscina calma, 110/120 km por hora. 
Levava mapa "na mão", em cartão de acesso fácil, e num cruzamento em Rancho
Queimado, há 60 km de Floripa, desvio à esquerda, placa de acesso Anita
, e há alguns anos adiante.
Entrava em terreno desconhecido, pois essa rota ainda não havia sido feita antes.

 Num lugarzinho mais recente da SC-407, um programa em boas condições, uma
paradigmática estratégia para um xixi amigo, o mesmo diante do sonho de uma criança em
casa, que está sempre presente, assustado com a minha presença.
Cala a boca seu chato ... Eu não os conheci.
Tenho dois lá em casa me esperando.  
Não se via, ainda, vivalma, todos dormindo até mais tarde, pois o
frio é tava de lascar. Praticamente sem movimento, há uma vez ou outra
passava um carro. 
Ao contrário de um pouco de frio nas pernas, dobradas, na altura dos joelhos
, quando uma calça de couro fica esticada, mas depois, o organismo se
defendendo, mandando mais sangue para uma área, acabei me acostumando, e tudo
ficou bem, semmitir de colocar um ceroula reserva. Era só o
começo ... do frio.
A estrada até agora é toda a asfalada, ainda com um trecho de
obras, já terraplanada, homens e máquinas de vez em quando em uma
pista. Dou de cara com as "patrolas" e passo pelo cantinho,
espremido ...! Em alguns pontos, um pouco de
prazer, muito relaxado, montículos, nada que atrapalhe nosso rodar tranquilo e muito
prazeroso, como costuma ser nessas estradinhas do interior. 
Uma casa grande, bem rural, ao lado de um córrego, galpão atrás e um
fusquinha azul velho, completando metade dentro, metade fora, completamente
empoeirado - deveria estar ali há anos - me faz parar para fotografar a
cena. Um peru não pasto e um cachorro - que foi descoberto com o zoom da máquina - os
olhares para mim, estático, virou hilária a foto, das melhores
para o longo de todo o percurso.  

Anitápolis, 600m de altitude, é uma cidade jovem no vale do rio Braço do
Norte, que nasce por ali. Fundada em 1961, região da grande Florianópolis,
distante 108
km , é eminentemente agrícola, formando parte do cinturão produtivo de verduras, leguminosas e frutas que abastecem a capital dos
catarinenses. É uma presença dos descendentes alemães. 
No entanto, para Santa Rosa de Lima, a cidade na sequência, "o buraco é mais
embaixo". 
Há apenas 24 km de distância, no entanto, um tempão para
percorrer, com todo o cuidado para não dar ao chão, em meio a plantações de
repolho, tomates e alfaces de beira da estrada, o aliado às paradas 
fotográficas. Volta e meia sente-se não é um "cheirinho" nada agradável
emanado de galpões de criações de porcos ...! A estrada piora, fica estreita,
para um só veículo, e é usada como uma
alternativa para as crianças. Em certos
locais são dois carros que se encontram a quem vai ter que se
inscrever no meio de um micro-ônibus escolar, mantendo a segurança, também por
causa da poeira, seguindo um tempo atrás dele, aumentando em muito a
segurança. Depois de um mergulho e desce interminável, lento - uns trinta km
por hora - em uma ponte cruza-se novamente o rio Braço do Norte,
pedregoso, de águas límpidas e nos aproximamos de Santa Rosa de Lima,
pequena vila que já foi a cidade com uma menor população do Brasil. Descemos
para 240 metros acima do nível do mar e a 120 km de distância da capital. 
Também eminentemente agrícola, foi apenas uma passagem. Tem um queijinho
frescal muito gostoso produzido por aqui, Santa Rosa, que custume comprar 
em Floripa. 
Em primeiro lugar, pavimento novo e num piscar de olhos, 
Silvina abanando o rabo de felicidade, me leva até o Rio Fortuna, uma rua
principal, cidade da eco-agricultura, e rumo a Braço do Norte,
SC-482, numa só tocada, sem parar, nada, apenas fotografando
como placas indicadoras e imagens interessantes do caminho.
Era grande a ansiedade para chegar ao Corvo Branco.
Entre Rio Fortuna e Aiurê há um "corta caminho", apenas 21 km, segundo me
informaram num posto de combustível local, mas repetia-se sob o / desce com
muitas curvas seguidas, modo que optei pelo asfalto, um pouco mais longo,
mas mesmo a menor velocidade é manter constante.   
Rio Fortuna, 130 metros de altitude, tem uma curiosidade: mantém-se com as
tradições alemãs e possui uma das maiores reservas de fluorita de Santa
Catarina. É considerada uma cidade com menor índice de mortalidade infantil do
Brasil. Fumo, piscicultura, extração mineral e de madeira são seus fortes. 
No município de Braço do Norte já é diferente, a cidade maior,
industrializada, também sujeita, mas tem seu forte na produção de
molduras, como as mais diversas, que são comercializadas no país inteiro e até 
exterior. Continua a descer em relação ao nível do mar, baixando,
para que ele volte a subir novamente.
Em sua avenida principal é uma placa, devidamente documentada, indicava 
Grão Pará, Aiurê ... e nossa tão aguardada Serra do Corvo Branco.
Sem maiores novidades, campo, asfalto, plantações, bois, cavalos e criações
de animais, belo rio a nossa direita, e chega-se a Grão-Pará, a apenas 12
quilômetros de distância. 
Cidade pequena, em torno de cinco mil habitantes, fundada em 1958, está a
110 metros de altitude. Como de hábito por essas regiões sulistas, é forte a
descendência de italianos e alemães colonizadores. Plantações de fumo,
pecuária, suíno e avicultura predominam, gerando-se laquis também no
ramo de confecções.  
To the first version of a street in the left, left and the single plate indicing to all the stations and lemes
regional. 
Aiurê a 14 quilômetros, chão batido e de lá inicia-se um forte subida.
Consumimos rapido uma pequena distância, estradinha de interior mas dava
pra tocar bem. 
Aiurê não tem nada, uma ruazinha, lanchonete, uma igreja - construída
em 1929 - tudo na rodovia estadual SC-439 - que nos leva a
Urubici -, simpática, grava em volta, capelinha de pedra com santinha -
não dá pra reconhecer era era. Aiurê Pertence ao município de Grão-Pará.
Paradinha para consultar o mapa. Não se vê ninguém.  
"Onde está todo mundo?" Logo na saída de uma estrada íngreme nos
alerta que realmente agora abra a subir violentamente. Primeira
engatada no "morro", mesmo com motor de quase 1000 cilindros, pegando
leve no acelerador, cuidando para não patinar, com pedras, ou derrapar,
muito menos escorregar para o lado. Se vacilar e tiver que "andar de ré" é
difícil segurar os mais altos duzentos quilos de Silvina. 
Uma subida é constante. Campos em volta, dia lindo, sol, sombra entre as
árvores, isso em torno de meio dia. A estradinha para um movimento de terra
em meio a um plantio de pinus, pinheirais, uma viseira do capacete levantada,
respirando aquele ar puríssimo da montanha.
Depois de duas cercas com pontilhões, o estilo "mata-cavalo", para o gado
não passar, chega-se a um altiplano fantástico, com os visuais mais
lindos presenciados em minha vida. Adiante, olhando para a frente, os
contrafortes da Serra, em tom azulado, pontiagudos, o céu
Extraordinariamente azul e limpo, riscado por dois aviões a jato que,
seus controles, se dirigiam ao norte. Para os lados do campo, gado
pastando, um sono impressionante, raro de se sentir.    
O cantor na beira da estradinha é pareíu a moto, desligue o motor e faça um
carinho no grande tanque de Silvina. Obrigado por me fazer aqui aqui
cara. Desci, flexionando as pernas, meio duras. Sem o capacete, me extasie
diante do que via e respire o fundo que pude. Panasonic Lumix voltando
 a funcionar, em fotos "para a posteridade". 'Tá tudo registrado. Ao som
de afinado bem-te-vi e curicacas distantes ... Uma Oração, em agradecimento 
Ao Senhor POR ter o privilegio de ali Estar ... Sozinho, Aquela vista, 
em dia espetacular, tanta beleza da natureza. 
Daquele "platô" que já estava bem alto, mais rápido, mais ainda,
passando por mata-cavalo, em estradinha sempre para um só veículo,
logo adentrando-se aos contrafortes e escarpas, vales sombreados, frios,
com paredões altíssimos do lado esquerdo e precipícios do outro.
É de arrepiar. Imaginem que sobe-se a 1200 metros de altura em apenas 5 km por
essa estrada sinuosa e perigosa. Uma planta com folhas enormes, que nasce
nas margens, além das torres íngremes, que é um aspecto do histórico
e aterrador, principalmente nas nuvens, que não era meu caso.    
Com cuidado, atenção para dar não dar de cara com outro veículo
desprevenido ... e vamos subindo, como que degustando cada curva, cuidando das
pedras do caminho comum das alturas, até culminar com
uma subida mais forte de todas, desde que inicia, num zigue-zague
inacreditável. Em primeiro lugar marchando, abrindo um pouquinho nas
curvas, de tão fechadas que eram. Nesse breve e último trecho final -  
quase vertical - tem uma felicidade de contar com asfalto, a 600
metros apenas, "véinho" mas que funciona, baita quebra-galho e as
alturas. Pelo menos a moto não patinava. Em dias de chuva deve ser um
horror.
Tem as pequenas aberturas que são como mirantes, com proteções laterais
("guard-rail"), para o poder parar e olhar para baixo, para as curvas,
escarpas e o verde infinito distante.
Corpo inclinado para a frente, pois com o peso à parte traseira pode-se empinar, e
chega-se ao topo, a 1470 metros de altitude, em meio a fantásticos cortes
verticais na rocha pura, a 90 metros de altura, o mais alto do país. Uma estrada
entre os outros. É demais  
Todo mundo para cima para fotografar e curtir o visual, o vale
que se estende à frente, a outra vista fabulosa, um
caminho claro que faz a frente na frente, em contraste com o verde impressionantemente
total. É o que vê, céu azul e o verde. Uma estradinha de ziguezagueando
até perder-se de vista. 
Ponto Daquele, para baixo, até Grão-Pará, são 27 quilômetros. Para Urubici,
sentido oeste, 30 km. Maquininha Fotografía saía e entrava repetidas vezes
sem saco grande de jaquetão, já com a bateria de reserva em funcionamento. 
Toca em frente, "que já vem gente", ágora do "lado de lá", nas
alturas, no pleno planalto catarinense. 
Para obter a agradável surpresa depois da descida pelo charmoso vale, eis que
aparecem asfalto novinho em folha, ainda sem como demarcações. Novamente
Silvina abana o rabo, feliz da vida, e enroscamos o cabo do acelerador,
tocando forte, nos deliciando com deliciosas curvas, como uma recompensa,
por tudo o que havíamos passado. Ali, comer sentiu-se a potência fazer
motor tricilindrico, 955 cilindros, 105 cavalos ... Rapidinho chega ao
cruzamento em obras, com uma estrada que sobe - mais ainda - e leva ao
conhecido Morro da Igreja / radar Cindacta, e vizinha Pedra Furada. 
Final da pavimentação.  
Ponto turístico interessante esse Morro. Está a 1828 metros de altitude,
onde se encontra um enorme submarino, por isso o Cindacta II
(Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle do Espaço Aéreo), que está sendo
rastreado em todo o Brasil e parte dos países vizinhos, O sinal sendo
enviado e elaborado em Curitiba, segundo as informações que tenho. Dizem que
até urubus eles captam ... !!! Imagens do complexo, uma enorme rede,
retangular vertical, com radar -, pode ser vistas na
internet.
Como já foi subido por algumas vezes e ser um pouco
conhecido, também por sua Pedra Furada, que faz a sua vez de alto, toque de
frente para Urubici, junto com as vizinhas Urupema e São Joaquim, como
 as cidades mais frias do país. 
E faz frio "pra carvalho" ... !!! Devia estar beirando o zero grau.
Esse Morro da Igreja, que faz parte do município de Urubici, é o ponto
mais alto habitado do sul do Brasil. Ali, a quase 1900 metros de altitude, 
em junho de 1966, foi registrada a temperatura média do país, menos 18
centígrados, isto é, 18 graus abaixo de zero. Brincadeira ôh meu ... !!!  
Desse ponto em diante, máquinas na pista, desvios, caminhões carregados,
poeira pra caramba, operários em pé na terraplanagem da estrada
em breve em pavimentação, e, entre casas, fazendolas, pousadas, patos no campo,
gado pastando e fumacinhas saindo das casas Chegou à rua principal de
Urubici, cerca de duas horas da tarde, no dia anterior, que não tinha comido nem
bebido nada desde o dia da manhã, quando saí de Floripa.
Tantas foram as emoções ... que esqueci ...! 
O posto de combustível / lanchonete Rodo Serra está localizado exatamente no
cruzamento da SC-439 com SC-430, centro da pequena cidade, onde se encontra
a pista e a água, de certa forma projetada pelo feito. Vamos agora tendo um
bom café e comer alguma coisa. 
Tive sorte, pois és uma moça muito simpática me atendeu, belo sorriso, depois
de todo o pó da estrada, me oferecendo pães de queijo e rosquinhas "da
hora", que foram cheios saboreados com fumegante "média com leite" ...!
Acho que foi o café mais gostoso da minha vida. Uma Delícia. 
Urubici é rural, agrícola, mas também turística, em pleno
desenvolvimento, conhecida por diversos atrativos naturais, 
cachoeiras, não incluídos roteiro Caminho das Neves e localizada no
vale do Rio Canoas, que nascem por e segue para o oeste, lá
adiante unindo-se ao rio Uruguai. Terra das hortaliças, é o maior produtor
de hortifruteiros de Santa Catarina. Também destacando-se cada vez
mais o cultivo de maçãs, especialmente a Gala da Gala, considerada a
melhor de toda a região serrana. Outro aspecto importante é o cultivo de
erva-mate, o produto básico do chimarrão tradicional, muito apreciado nos
países do Mercosul.
Ali num posto, num expositor com várias garrafas deitadas, foi que uma
delas olhou para mim ... acho que piscou. Passei a mão, direto para a
moto entre as roupas, para não ficar batendo. Era pra degustar em
Lages. Abasteci Silvina, with an panins
with farminés , piscas and sinaleira back to removedor the pó. Havíamos rodados somente 132 km desde
casa, mas que mais que muito. Em torno de 14 litros de gasolina comum.
 Bebeu bem a éguinha. Também pudera, com todas essas subidas.
Relaxado, barriguinha satisfeita, seguiram-se dois telefonemas, uma pra
casa, avisando uma família de minhas andanças, e outro para o (amigo) 
Jordânia (Martha) Wallauer, que ali próximo tem belíssima casa, em meio a um
vale e montanhas esverdeados e que ele era convidado para tomar uns
vinhos e pernoitar. Tentador de convite, pois além de excelente papo, sabia
de antemão que sua adega estava "bem abastecida" ... Agradeci, ficando 
para outra oportunidade. Jordan, também um aventureiro / motociclístico,
the was a giro pela patagonia argentine, numa GS 650
da BMW, idem solitário, in meio a picos neves, um frio - também - do
cacete.   
Uma sessão geral de moto, corrente seca, suja, empoeirada, e seguir
adiante, agora via SC-430, até Santa Clara, cruzando, onde está
a BR-282, dobrando à esquerda, para Lages, onde
pernoitaria ... e para o Motoneve. 
Percurso, idem, sempre muito lindo, serrano agora, em meio a araucárias,
asfaltinho meio machado, são só 24 km que foram engolidos num vapt-vupt até
o posto Janaína em Santa Clara, mesma metade do caminho entre Floripa e
Lages.  
Essa rodovia, uma BR-282, esse trecho, é de uma beleza ímpar, aliás, como
tudo por aqui. Excelente para rodar, bem construída e sinalizada,
110/120/130 km / hora, curvas maravilhosas, muito verde natural e de
reflorestamento, em questão de uma horinaria estava chegando na periferia de
Lages, cidade grande, com seus prédios à vista. Na primeira vez que você
se encontra à direita, para o Parque da
Missão , é onde se realiza a festa do Pinhão, mesmo local do evento,
Encontro motociclístico que realiza todo o final de semana.
O frio beirava os nove graus, positivos ... !!!

                                   
Só dei uma passada, pouco povoado, estava só começando, e fui para o
centro, hotelzinho simples mas limpinho, para um bom banho e jantar, mais
tarde. Silvina ganhou estacionamento coberto, depois de aliviar-lhe o peso
de cima. Acho que ouvi "um suspiro" ... !! 
A noite caminha pelo centro da cidade, acessa alguma coisa e volta ao
local do evento. Ainda mais, eu ainda em estado de êxtase por tanta
beleza vista natural durante todo o dia ... fui dormir. O frio, em torno de
dez horas da noite, andava pelo seis graus. 
Cairia tremendamente na madrugada, baixando de zero.
Dormi o sono dos deuses, sorrindo ... relembrando paisagens.
Dia seguinte, sábado, excelente café da manhã - que mel gostoso -
Mais uma vez, em uma
loja local , visite a belíssima igreja local. Arrumai minhas coisas, paguei a conta e me mandei
pra estrada, com uma passadinha no Motoneve, que estava melhor, mas ainda
meio desanimado. Muitas motos esportivas, barulhentas, que não me fazem mais
uma cabeça ... com todo o respeito. Com certeza à noite, sábado, "o pau ia
pegar", pois o que está procurando não é uma brincadeira. Muitos
casais, bundas empinadas ... e velocidade.  
Em torno de onze, depois de encontrar alguns amigos de Floripa, viajando com
imponentes Harley-Davidson, na estrada de novo, via SC-438. Destino:
São Joaquim, vinhícola Villa Francioni, na beira da estrada, Bom Jardim da
Serra, restaurante Cascata. Rodovia sempre pavimentada, em excelente estado,
com vistas e curvas cinematográficas, foi tudo passando, rapidamente, que
nem filme. Parada no mirante (topo) da Serra do Rio do Rastro, para um
excelente empanado de palmito com requeijão e massa integral ... Aqueles de
escorrer o recheio pelo canto da boca.  
Antes de Bom Jardim, uma vez e um pouco da tarde, numa sombra ainda, me
chama a atenção uma vez com as motos estacionadas, a enorme placa de gelo
passando a mão na mão para fotografar. Fiz uma volta e parei, também
fotografando. Uma festa. Imaginem Agora a temperatura é uma temperatura
baixíssima, para o próximo próximo do meio dia ainda ter gelo. 
Tempo bom. Céu azu. 
A Serra do Rio do Rastro está entre as vinte rodovias mais lindas do mundo.
Você é nossa conhecida conhecida, desde criança que subo por ela. O meu nome era
fazenda aqui por perto. O visual, sempre fantástico. Muitos turistas
agasalhados, fotografando do mirante, lá do alto. Em diasitate bons
eyes hibrida ver até o litoral, mais de cem quilômetros em linha reta.  
Foi encontrada em revistas rotatórias, no Brasil, da
revista conceituada Duas Rodas de motociclismo.   
Tem uma das curvas da Serra, que não pega sol. Tio João a chamava Curva
Fria. Quando faz muito frio, as águas são escorridas por suas paredes
, nas madrugadas. Era o que estava acontecendo, mesmo em plena duas
horas da tarde. Parei para fotografar como placas de gelo ainda grudadas sem
paredão e despenca um pedante lá de cima, espatifando-se no chão, espalhando
pedaços. Não seria nada legal se alguém estivesse passando por esse
momento.   
Passagem rápida por Lauro Mülller, onde reabasteci as Termas do Gravatal,
paradinha no Hotel Cabanas, a família de um amigo, onde o almoço
festivo, "Feijão com Samba" ... uma cervejinha, apenas, e segui para Tubarão,
visita "de Dr. " um Vó Ruth, minha mãe.  
Comecinho da noite estava em casa, Florianópolis, depois de um "pauzinho"
na "eternamente em obras" BR-101 sul.  
Em frente ao portal, De vez em quando duas mulheres, o rabo, Silvina, por
chegar ... Bita, uma cachorrinha vira-lata, da janela, ao me ver ... e mulher,
pois o maridão voltara inteiro.
Galo que é galo não abana rabo ... faz córócóco '. 
Hodômetro total marcando 23.608 quilômetros ... em torno de uns 800 km foram
rodados, pouco em termos de distância ... muito em emotions.  
"Gracias Señor, por la vida" ... por minha Tigre ..pelo espírito aventureiro e
por tantos locais lindos e maravilhosos desse meu - belo Estado de
Santa Catarina. 
Até uma próxima.    

Rui Cesar Bittencourt
Julho de 2011
www.ruibittencourt.com.br

RUI BITTENCOURT (61), é Ortodontista, fotógrafo, motociclista e
revista inglesa em seu blog anexo ao site (acima). 
Em 1985 publicou matéria em Duas Rodas ... De Moto na Neve, após vivenciar
tremenda nevasca na cidade de São Joaquim, à época com a XL-250 da Honda. Em
movimento, com o passar dos anos, grande parte do país
e vizinhanças. 
Reside em Florianópolis, SC

Última modificação em Quarta, 23 Janeiro 2019 18:20
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Jordânia
 
Retornamos, Martha e eu, no dia 07 de setembro de 2011, ao nosso refúgio nas montanhas, em Urubici, depois de um passeio, de moto, pelo Rio Grande do Sul. Foram 1.800 km em nove dias, tempo suficiente para deixar de lado o envolvimento com outras atividades, que não é apenas o prazer de rodar de moto.

 

A primeira vez foi em Passo Fundo, depois de 8 horas de passeio pelo Planalto Catarinense e Rio Grandense, com a participação de um seminário em Belas Artes do Rio Pelotas e as pequenas e simpáticas comunidades e vilarejos entre Vacaria e Passo Fundo, com suas engraçadas de “VENDO AMEXAS E PESEGOS”, escritas à mão livre, que sempre querem fotografar e que depois são apagadas para trás. À noite jantamos um linguado ao leite de coco, acompanhado por um Torrontes 2009 do Valle de Cafayate, Argentina, no apartamento dos Borges, Luiz Felipe, Letícia eo café Ernesto, Brasil Riders como nós, que sempre quer primorosamente seus colegas moto-viajantes.

No dia seguinte chegou a São Miguel das Missões para o público do Primeiro Encontro de BRs nas Missões. Hospedagem no Wilson Park Hotel, um hotel confortável e amplo com a arquitetura nas construções jesuíticas do sec. XVII, circundando uma piscina Hollywoodiana, pelo preço camarada de R $ 120,00 por diária para um casal, ar-condicionado, varanda, ar-condicionado, frigobar e internet. Isto é como o café matinal e as comidas muito bem elaboradas, pois eles não são muito parecidos com o que há de melhor no centro de tradições. Nativistas, confraternizando com uma centena de Brazil Riders. Confraternização que nos permite rever amigos e fazer novas amizades, todos motociclistas, pagador  missionário, dizia ter sido “consagrada no altar da pulperia”, o que pode ser traduzido, sem caráter poético, por “balcão do buteco”), algumas trazidas de recônditos de São Paulo e Minas Gerais. O cardápio do encontro incluiu o churrasco e o churrasco de culinária gaúcha rio-grandense, mas preparados com esmero e, especialmente o carreteiro, com receita própria do José, Dentista local e cozinheiro de mão cheia! Ah, o baile improvisado, o som da gaita e de um vilão campeiro e o show de dança da gurizada do CTN Sinos de São Miguel, complementado pelas atrapalhadas apresentações de chula dos próprios BRs!

Aproveitando para rever, em uma caminhada diurna, como as ruínas de São Miguel, sempre com uma sensação, já experimentada, de estar passando por um lugar sagrado e carregado de uma energia muito forte; e para assistir à noite, neste local mágico, o espetáculo de luz e som .... imperdível e inesquecível, com o perdão da repetição (inevitável) do sufixo! No meu caso, esse retorno remonta a 1958/1959, quando conheci, aos 11 anos de idade, como as ruínas abandonadas, com uma figueira crescendo na torre dos sinos, suas raízes contorcidas abrindo fendas na estrutura de arenito; e com sepulturas do cemitério jesuíta e ocupada por enxames de abelhas.

Ainda em São Miguel, no dia do fim do Encontro de Pilotos do Brasil, foi uma fonte de água responsável pelos jesuítas e pelos guaranis de São Miguel. Um encanto de construção em arenito, com algumas pequenas faces de anjos esculpidos, que em muito lembra, em pequenas dimensões, como as construções em pedras, justapostas dos incas. Também conhecemos um Ponto de Memória, a iniciativa do Valter, da Secretaria de Turismo de São Miguel das Missões, onde tenta preservar objetos de valor histórico e arqueológico da região e de atividades de interesse cultural. Another possible surprise: the one size to reencontrar Dalva, a prima one of the wedding, is one of our wedding, is one of our wedding rings, in an adult house is one of the two years, and their know how their their descendentes.

No quinto dia de viagem tomamos o rumo de Mata, a cidade dos bosques petrificados e os fósseis de animais do período Mesozóico (ou seja, entre 250 a 50 milhões de anos antes do presente). A descida da serra entre Santiago e Mata é um dos mais bonitos para se fazer de moto no RS. Antes, entretanto, visitou as ruínas de São Lourenço, mas também foram bem conservadas e restauradas como são Miguel, mas também interessante e mágica. Gênero, Padrões, Padrões, Padrões, Padrões, Padrões, Padrões, Padrões, Padrões, Padrões, Padrões Múltiplos de coroinha da Igreja N. Sra. Auxiliadora, em Porto Alegre.

Em Mata nos hospedamos no Hotel Paleon, um simples e barato, onde à noite jantamos “à la minuta” (arroz, feijão, ovo frito e bife). A cidade, pequena, mantém um Jardim Paleontológico. Trata-se de uma área de cerca de 2 ha, com algumas árvores esparsas, onde estão várias árvores e fragmentos petrificados. O local, bem-vindo, é um cuidado de um senhor de nome Aury, que discursa com facilidade sobre os achados paleontológicos da região, uma origem dos mesmos e das outras curiosidades de interesse científico, mas curioso mesmo é o fato de que Aury é analfabeto e seus O seu currículo é fruto da sua curiosidade, o que leva as palestras de professores da Universidade Federal de Santa Maria.

Mata também é um museu com um enorme acervo e é apresentado em um espaço reduzido. Há crânios dos pequenos, e um fóssil completo de mesossauro (atuais) e vários pares de rincossauros e mais recentes Megatherium (uma chamada preguiça-gigante), entre as outras peças raras. Em viagens pela Patagônia Argentina, têm sido muito bem sucedidos, apresentados em magníficos e com os melhores textos elucidativos, em requintados museus de paleontologia e em História Natural. O seguinte método foi desenvolvido para funcionar em conjunto com a Universidade Federal e um Curso Superior de Paleontologia. um ponto de encontro da UFSM cancelou o convênio que mantinha com o município e até hoje nem pesquisa mais no mesmo. É simplesmente revoltante esse tipo de coisa que se faz tão comum, e de forma impune, neste nosso país (ou deveria, por isso, ser “país”, assim mesmo, com “p” minúsculo?… Mas deixei com “P” Maiúsculas por conta dos Aurys que existem por aí)!

No dia seguinte já estacionamos a G 650 GS na Fazenda dos Pinheiros, em Encruzilhada do Sul, para rever parentes, entre eles Edinei e Edilka, seu genro Pedro Paulo e o Prefeito Artigas, esse preocupado em entregar a algum mau administrador, na próxima eleição,  a Prefeitura Municipal recheada de recursos, quando a recebeu endividada a 7 anos atrás. Ufa! Ainda bem que o parente é dos que justificam um “P”maiúsculo!

O jantar, na fazenda, foi acompanhado por um Cabernet Sauvignon chileno, mas bem que poderia ter sido acompanhado por um dos bons vinhos da Casa Valduga, cujos vinhedos emolduram o começo da estrada que, no dia seguinte, nos levou a Porto Alegre.

Em Porto Alegre nos hospedamos no Hotel Milão Turis, cuja grande vantagem para nós foi estar localizado próximo a uma das saídas para a Free Way, nosso caminho de volta, e a 800 metros do local onde veríamos, na noite seguinte, o show do Eric Clapton.

Na capital do Rio Grande do Sul não podíamos deixar de visitar o Mercado Público e lá comprar pelo menos umas frutas secas, já que charque, bacalhau e vinhos não seriam comportados pelos bauletos já abarrotados da Gzinha. Também passeamos pela Praça da Matriz, revisitamos a Catedral e o Palácio Piratini e conhecemos o Shopping Moinhos de Vento, onde encontramos a amiga Camila, com que fomos assistir ao filme argentino “Um Conto Chinês”, do quase desconhecido Sebastián Borensztein, mas interpretado pelo excelente Ricardo Darin (também intérprete de “O Segredo dos Seus Olhos” e “Nove Rainhas”). Muito bom o filme, tanto quanto foram os outros dois que citei.

Ótimo também foi o show do Eric Clapton, no penúltimo dia de viagem, ainda com uma voz vigorosa e com a agilidade de um garoto, completada pelo apuro técnico que a experiência vai cada vez mais acrescentando, ao percorrer com os dedos as cordas das guitarras. No conjunto que o acompanha nesta turnê brasileira, ressalto Chris Stainton e Tim Carmon nos teclados (dão solos espetaculares) e Michelle John e Sharon White como backing vocals. Valeu à pena assistir Layla, Cocaine, Lay Dow Sally e Kay to the Highway, entre outras, com novos arranjos e com muita energia!

Retornamos um Urubici, na manhã seguinte, pelo litoral até o Morro da Fumaça e dali subimos a Serra pelo Rio do Rastro, nos deliciando com a paisagem, apesar do cansaço deste dia de 8 horas de viagem, às vezes por estradas movimentadas com trechos em construção e com muito vento.

Agora, ao escrever esse relato, nos contar com a quantidade de coisas que vimos e fazer em apenas nove dias e que o primeiro a ser levado por uma motocicleta!

 

Jordan Wallauer

Última modificação em Quinta, 13 Dezembro 2018 17:54
Terça, 14 Fevereiro 2012 15:23

GAUDERIANDO PELO BRASIL - Cleber Winckler da Silva

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         Gauderiando pelo Brasil

No dia 14/07/2012, com uma vontade e alegria contagiante, mesmo com a próxima aproximação de 0 ºC, saímos para viajar de moto, Demasiadas meses e algumas reuniões de planejamento. Eu de TDM 900, o Renato Lopes de BMW 1200 GS, o Luiz Fernando Cunha de V-Strom 1000, O Vitor Hugo Dal Molin e o Luiz Pedro Mendonça de KAWAZAKI 1000 e o Edson Stubich de BMW 650, assim foi montado e montado para uma viagem de 21 dias, que intitulamos de GAUDERIANDO PELO BRASIL, com o roteiro - Santa Maria-RS / Natal - RN.

O dia amanheceu e já foi passando por Julio de Castilhos em direção a Ibirubá, local pré-definido para o elevado e o primeiro café da manhã. Momentos como estes são sempre únicos e nos apontavam que eram de muita alegria, enviam os parceiros ao mesmo tempo  "embodocados de frioCom um sorriso especial na cara. Após a colagem de adesivos, o café e o café continuaram viagem. Já em Santa Catarina, de belas gravações e passeios, almoços em Concórdia, quando espichamos como “cachuletas”, comemos algumas coisas como “camaradinhas”, “almoço e jantar”. carregado ... hummmm!). O logotipo teve uma parada, pois não tem efeito perigoso. O Mendonça não tem uma jornada de bagagem na moto, e em uma determinada etapa da viagem uma mochila ficou ao lado da moto. O pneu havia se esgotado em uma mochila e nós chamamos o fato de “perdendo como tralhas”, pois fizemos um rastro de processos pela estrada. Menos que não foi nada mais grave. Problema corrigido, tocamos direto a Ponta Grossa-PR. Aqui um registro: Eu rodava como uma moto de passeio, quando saía de uma barreira policial, já na entrada da cidade de Ponta Grossa, todos foram passando e eu fui gentilmente liderado pelo Policial PITUCO. This case is the right report there does not physically behavior, the one-of-mothers-accompanies, have to zombie has been reported and know them to iríamos. Quando chegar ao Hotel Princess Express, você poderá fazer uma visita ao Fabricio, um motociclista como nós, que é alertado pelo Pituco se prontificou, caso encontrássemos alguma dificuldade. Mais tarde, após um banho relaxante, o Renato é responsável pela ligação para uma parceria. Mais alguns minutos e lá apareceu Silvio, que pronto nos comunicou que o churros estava garantido. Interessante como o motociclismo tem disso! Na boca da noite já está na casa do Sergio, junto com os integrantes do Clube de Moto Viralatas (facebook.com/viralatasMC) e suas esposas e filhos, os dias de alegria e alegria. A partir de agora, porque é preciso nos restabelecer, mas não antes dos agradecimentos, entrega de todos os nossos produtos.

O segundo dia começou no canto do galo. O estado de excitação dos parceiros estava alto, gerando inclusive alguns desentendimentos do Dal Molin com a sua Kawa, mas tudo superado logo. Saímos carregados em bagagens e pensamentos. A estrada colaborou, asfalto legal, solenvel and a cada parada tirava uma peça de roupa, por uma vez ficava a cada vez mais agradável. O Edson abrindo a cancha eo Renato - ligadão no GPS - nos dando as coordenadas. Passando pela cidade de Nazaré Paulista-SP, o Renato havia sido combinado com o Jesus (amistoso prestígio), e fornecido como nossas coordenadas, combinando uma passagem rápida para o café da tarde. Paramos na estrada e o mesmo nos terraços de cima do morro, pois estava esperando. Recebeu-nos, juntamente com a sua esposa, e em claro, desfrutamos da gentileza do parceiro. Após as despedidas se o pensamento girando - como é bom viajar assim. Seguimos então até Taubaté-SP. Logo na chegada o Gugu (Otavio Araujo) já estava na calçada, pois o Renato Lopes, já o havia contatado. Fomos até a casa do mesmo, onde foram gentilmente realizadas pela sua esposa. Tomamos alguns vinhos e fomos para a noite, onde nos divertimos com as histórias do viajeiro Gugu. Saímos com dor nos carrinhos de rir.

Terceiro dia se apresentava meio nebuloso e nos olhos que procuravam com chuva. Pegamos um Dutra em direção ao Rio de Janeiro e mergulhamos na vida. Não se importa tanto de velocidade (esperamos não ter surpresas!) Teria sido melhor. Quando trafegávamos pela linha vermelha de parar de sair e vestir as capas de chuva. Dali até Campos dos Goitacazes foi agua que nos deixou meio zonzos. Mas valeu a pena. E como! Fomos recepcionados pelo Marcos Pires e pelo Sergio e suas esposas, assim como os demais integrantes do Moto Clube de Campos, o moto clube mais antigo do Brasil  www.motoclubdecampos.com.br(ACESSE e conheça uma história linda de amigos), que nos alojaram em sua sede e nos brindaram com um jantar maravilhoso, além da boa música do Nicásio, um dos talentos que brilham por aí (claro que o Dal Molin quando viu um violão ficou agitado, logo logo já estava preso ao violão, acompanhando o Nicásio, que estava agora sem bandolin ... e olha o bonde!), só na vida boa. Pernoitamos no local, bem guardados pelos sabujos do grupo, o Piroca e a bu ....., deixa prá lá!

No quarto dia, ele já estava na montagem meio de lado. Mas o nosso negócio era estrada. A vista fica bonita cada vez mais bonita, pois esta região é belíssima e a estrada muito boa. Tem tempos em que grupos de pessoas esperam o transporte coletivo, é o principal meio de locomoção das comunidades desta região. Um fato chamado este trecho: Perdemos o Renato! Como as pessoas viajaram de avião para as ruas do Rio de Janeiro Renato, mas, como você pode imaginar, ele tirou fotos, apenas fez o mesmo e assim fez o Cunha que estava em último. Escureceu rápido e percebemos a falta do Renato. Após uns 30 minutos a aflição começou a tomar conta do grupo. Há mais de 50 minutos e contato contato por celular. O pneu foi roubado por um objeto pontiagudo impossibilitando o reparo não local, eo Renato já havia solicitado o guincho. Ficamos bastante abalados, pois deixamos um parceiro em dificuldade. No dia seguinte, a rede de relacionamentos funcionou e as 10:30 horas já estão rodando novamente, mas o grupo ficou sentido. Mas, como não tem que se perder para sempre, na estrada como coisas se ajeitaram. Obviamente que coincidência não foi. Aqui nós ouvimos o amigo Ruiter Franco (motociclista muito famoso pela América do Sul), que andou pelo nosso Rio Grande há alguns anos e ficou uma bela amizade com os Gaudérios do Asfalto. O vaqueiro não é senão contrário e sabia que andávamos nas regiões, ficando assim atendo. Quando viu o vuco das motos em um posto, chegou ao faceiro fardado com a camiseta dos Gaudérios, pronto para dar e receber muitos abraços acalorados. Registro que estava acompanhado de sua esposa. Após a saudade, realizando alguns episódios fotográficos, dê-lhe a estrada. Tocamos até Feira de Santana. This local was been good friend with the Dr Eduardo Veloso, médicos thats paragens and that also curte an moto, beyond de other partners. Saboreamos uma ceva bem geladinha, acompanhada de um xisburguer, que nos fez lembrar da nossa terra.

Não dia seguinte, sabiá-lo com um terreno de recuperação, pois está a 960 km de João Pessoa e teve motivos de sobra para que não houvesse atrasos. As esposas (Wilma, Vânia, Leila, Tânia e Angela) chegam de avião a casa e são recepcionadas por Rosaina (esposa do Edson Steglich), que está vivendo na cidade por motivos profissionais. E assim tocamos todo o dia, praticamente sem parar. Foi um misterio de boas empresas, ruinas, desvios, congestionamento a cambau. Mas chegamos! O Mendonça Deixou transparecer um misto de cansaço com alegria, pois foi chegado na terra onde nasceu seu avô paterno, e colocou a questão em que estava muito feliz e realizado, contando uma história de seus antepassados ​​(avô Paraíba e avó Bahiana, ele militar desceu para o sul nunca mais retornou para residir no nordeste). Downloads como bagagens e cadê as nossas meninas? Haviam chegado e foram dar bandas, pode isso? Ah, claro, foram a época do FORRÓ DOS TURISTAS, pois foram às vezes alguns dias atrás e não tinham como perder. Não tem como se relacionar com a alegria de estar com pessoas que ama e compartilha a vida.

    Já não dia seguinte, após a caminhada matinal, levar como uma troca de óleo no TÓQUIO / KAWA e YAMAHA, combinando o almoço em um quiosque na praia do Cabo Branco, alguns se espalharam pela praia, mas as quatro ondas foram almoçar juntos. Após dias de barrinhas, uma pedida foi por um peixe. Estava muito bom. A noite chegou e foi para o apartamento do Edson e da Rosaina, para um churrasco especial, assado pelo Edson. Churrasqueiras abastecidas, mesas organizadas, bebidas no gelo, e um zuzubem (batida de Leite de coco, Vodka, Leite condensado e muito gelo) que um Zane preparou para brindar uma noite, com e colegas de trabalho, que também se fizeram presentes, turma muito alegre e divertida.

      As melhores surpresas se dariam no dia seguinte. Micro ônibus contratado, turma a postos (já acrescido da Aninha  – filha do Edson e da Zane – e do namorado Bruno), lá fomos nós para as praias do sul. Lá pelas tantas o Edson, atuando como navegador, iniciou uma conversa ferrenha com o motorista, perguntando de onde era o mesmo. A resposta calou a todos. Gaúcho! De onde? Roca Sales. O Vitor Dal Molin saltou do banco e gritou, CABO ENDRES! Para encurtar a conversa o motorista era parente deles (Vitor e Angela) e os mesmos iriam visitá-los, pois a Angela é prima da esposa do Endres e havia trazido o endereço para procurá-los, pois a tempo que não se encontravam. Foi aquela alegria. Fotos, abraços e muita comemoração. Vida boa o dia todo. Deixo registrado que chegamos até o portão da praia da TAMBABA (praia naturista.....nu mesmo!), mas ninguém se atreveu não! Após nosso retorno, fomos retirar as motos, que a esta altura já estavam devidamente limpas e lubrificadas. Chegamos a um posto para abastecê-las e fui dar a tradicional verificada na moto e eis que constatei que meu pneu traseiro estava com um parafuso grudado como carrapato. Nestas horas que damos valor em ter todo aparato. Minhoca nele e pronto para rodar novamente.

                          relato_RS_01

João Pessoa (www.joaopessoa.pb.gov.br) é uma cidade encantadora, um misto de pureza, humildade das pessoas com belezas naturais de toda ordem. Um belo local para se morar ou passear, qualidade de vida privilegiada. Podemos observar também que existe uma grande preocupação com aspectos culturais e preservacionistas, tais como centro de ciência e conhecimento (obra de Niemayer), além da organização da cidade como um todo, através do planejamento do plano diretor da cidade, calçadão a beira mar para caminhadas, ciclovia, impedimento de construções altas próximo das praias e tratamento dos esgotos.

Conforme havíamos planejado, iríamos passar dois dias em Natal-RN ( www.natal.rn.gov.br). A nossa anfitriã Graça (www.brazilriders.com.br) já estava a nossa espera, e o Renato e o Edson aproveitariam pra fazer as revisões nas BMWs. Os parceiros Cunha, Mendonça e Dal Molin, acompanhados de suas esposas, locaram uma kangoo. Acredito que ainda estavam meio doloridos ou arredios mesmo. Já nós fomos de moto (Cleber e Vânia, Renato e Wilma). Saímos cedo, e chegamos antes da Graça no posto do Dudu – entrada de Natal, local onde havíamos combinado. Decidimos esperar um pouco na loja de conveniência, quando observo a Graça organizando a recepção no trevinho perto dali. Claro que não perdi a oportunidade de perguntar a ela se estava esperando alguém. Graça é uma parceira nossa de longa data. Ela e o Roberto (esposo), já estiveram conosco aqui em Santa Maria. Logo percebemos que ela é mais conhecida pela cidade que o prefeito. Parceira bacana, nos fez visitar os mais variados lugares, um mais bonito que o outro.

Ficamos hospedados na Ponta Negra e confirmamos nossas primeiras impressões. Natal é uma linda cidade, muito organizada e com variadas possibilidades para os turistas se divertirem.  Nossa amiga Graça nos levou para almoçar no “Camarões Potiguar”, pratos maravilhosos da gastronomia de Natal, onde nos fartamos com o crustáceo. Também encontramos em Natal nossos amigos gaúchos, Oslene Ferreira e a sua esposa Cantalice, pessoas muito queridas e de fino trato. Juntamos a turma toda e fomos jantar no Mangai ( www.mangai.com.br ), e também aproveitamos para conhecer o shopping Midway Mall (me dei mal, como dizem os Natalenses) www.midwaymall.com.br , realmente imperdível. Também conhecemos as lindas praias de Natal, além de degustarmos diferentes pratos como o “Robalo”, a “macaxeira frita” entre outros.

De volta a JP, decidimos mudar o nosso paradeiro, e nos hospedamos em um novo hotel (Xênius), que até agora não entendo o porquê deste nome. Mais um festerê foi organizado pela Rosaina, que novamente fez sua bebidinha (zuzobem) especial. O local foi um residencial maravilhoso, que contou com as presenças dos colegas da Rosaina, que também estiveram em nossa primeira recepção. Já estamos com vontade de voltar e reencontrar pessoas tão bacanas.

Após dias maravilhosos de muita caminhada (particularmente fiquei bem de pernas) e praia (o Mendonça e a Leila já estavam criando escamas de tanta praia) chegou a hora do retorno, pois nossas motocas já estavam nos olhando meio de lado. O dia 30/07 amanheceu lindo, mas não havíamos saído da cidade ainda e começou um chuvisco, que nos acompanhou até a saída de Recife. Nestas alturas do campeonato colocar a capa de chuva era super natural, pois já “estávamos escolados” nesta arte. A partir de Recife tocamos direto para Caruaru-PE. Estrada belíssima, duplicada e só alegria. De repente a vegetação mudou, e ficou um pouco triste, pois encontramos muitos animais mortos, atropelados na noite anterior. Segundo moradores, muitos animais são atropelados na região, pois os mesmos vagueiam pela vegetação a procura de alimento. Paramos algumas vezes para os devidos registros fotográficos, e não imaginávamos o perigo daquela local, pois ficamos sabendo, já em Petrolina-PB, que ali era o “polígono da maconha” e que havia muitos assaltos a turistas desavisados na região. Observamos também grandes rebanhos de bodes (magrinhos) comendo tudo o que vissem pela frente. Tem-se de tomar muito cuidado para trafegar neste local, pois no início e no final do dia eles atravessam a estrada. Segundo percepção do Edson, o bicho é por “demais esperto”, pois poucas vezes vimos “bode atropelado”.

Ao final da tarde chegamos a Petrolina-PE, uma cidade muito interessante, não só pelo fato de estar do lado do Rio São Francisco, mas por fazer vizinhança com a cidade de Juazeiro do Norte-Ba, que fica na outra margem do chicão. Mesmo sem poder visitar e aproveitar muitas das novidades de lá, fomos ao bodódromo, local bem planejado, onde se come todos os pratos típicos da região, ou seja: o BODE (pobre do bode!). Bode assado, bode cozido, bode recheado, picanha de bode, filé de bode, buchada de bode...e aí vai!

Devidamente descansados e alimentados, partimos cedo em direção a Vitória da Conquista-BA. Poucas vezes passamos por uma estrada com tantas curvas. As motocas gastaram os dois lados dos pneus, ficando marcado lá na dobrinha (motociclista sabe bem o que é isso!). Passamos pelo entorno de Feira de Santana com a munheca colada e chegamos cansados ao destino daquele dia. No dia 01/08 saímos cedo em direção a “BelôRizonte” (como dizem os mineiros). Infelizmente transitamos, de Ipatinga a BH, pela pior estrada da viagem. Nossa! Que estrada horrível. Corremos muito risco, mas como chegamos vivos é isso que vale. Na chegada de BH pegamos um “senhor” congestionamento, que exigiu muita paciência. Após, fomos direto ao hotel Fórmula 1, onde nos aguardavam nossos amigos Marcelo Freire, Resende e outros. Aqui registro que o Freire é uma figurinha carimbada pelas bandas de Santa Maria. Amigo querido por demais e que não poupa pneu para nos visitar, além de puxar muito mineiro para o Mercocycle ( www.mercocycle.com.br ). Neste ano ele vem novamente e vai puxar um belo bonde. À noite fomos a um barzinho e nos deliciamos na picanha, juntamente com os amigos mineiros.

Dia clareando e lá fomos nós para cumprir mais um dia de estrada e eis que o Cunha chega nervoso, que a sua moto não ligou. Imediatamente entrou num taxi e sumiu, foi procurar uma bateria. Nossa sorte foi que ele deixou a chave e o CONTROLE DO ALARME. Passado alguns minutos pegamos a chave e o controle e uma vez desligado o alarme a moto roncou com toda potência daquele motorzão. Imediatamente ligamos para o desesperado. Ele custou a acreditar. Após, pegamos a Fernão Dias e só alegria, 550 km em menos de 5 horas, foi rápido assim e estávamos em São Paulo. Chegando a Itu, conforme o planejado, o James (conhecido do Renato e que acabou ficando amigo de todos) havia combinado de nos esperar na entrada da cidade, mas como nada é perfeito nesta vida, chegamos pelo outro lado. Tivemos de esperá-lo já no centro da cidade. Não tardou e chegou o danado todo fardado com sua flamante Harley Davidson. Acomodou-nos no hotel internacional e já apalavrou um churrasco em sua residência à noite. Bom, churras é conosco mesmo, não tem como fazer uma desfeita. Chamamos um transporte abagualado (para caber os seis) e nos esbaldamos na gentileza do parceiro. O mesmo recebeu-nos, juntamente com sua simpática esposa Adriana, e nos brindou com uma picanha no capricho, acompanhada por uma cervejinha no ponto. Antes degustamos umas deliciosas cachaças, de uma coleção mais que especial. Estava bom demais (vamos ter de nos esmerar para recebê-los por aqui e retribuir todo o carinho).

                             relato_RS_02

Partimos de Itu no dia 03/08 com o firme propósito de chegarmos a União da Vitória- PR, para que fosse possível chegarmos no dia 04/08 lá pela meia-tarde em Santa Maria. Dia de sol radiante, estrada ótima, e eis que tivemos um contra tempo com a moto do Cunha. A mesma colheu uma peça que se soltou de um caminhão, danificando o motor. Após as devidas ocorrências, guincho etc... tocamos para Ponta Grossa. O Renato já havia montado a logística com o Silvio (nosso amigo de Ponta Grossa). Fomos recebidos na R3 (www.r3motos.com.br), onde fomos muito bem atendidos pelo gerente Márcio Oliveira e o proprietário da empresa ( A forma de atendimento foi tão boa que decidi trocar o pneu de minha TDM que estava excessivamente gasto, o que o PC - ótimo profissional - fez em 15 minutos). Após termos relaxado deste contratempo, reconhecemos a habilidade do Cunha em não frear no momento do impacto, isso foi determinante para que não houvesse um grave acidente, pois o pneu foi banhado pelo óleo do motor e certamente em caso de frenagem iria derrubá-lo. Viagem que se segue. Ficamos desfalcados do nosso amigo Cunha, que teve de retornar de avião. Seguimos em direção a Passo Fundo, com previsão de almoço em Concórdia, no mesmo local da ida. Lá chegando, verificamos que o pneu da kawa do Mendonça estava como “tripa de salame”, se passasse encima de um cigarro aceso era aquilo. Mas deixar o parceiro na estrada nem pensar. Tocamos na “manha” até Ibirubá. Sugerimos ao Mendonça para sair antes e ir tocando “devagarinho” que largaríamos após alguns minutos. Passados uns 30 minutos, pois nos destraímos um pouco no posto, largamos com o “cabo enrolado” e cadê o Mendonça. O tempo foi passando e não o encontrávamos. A noite chegando e os pensamentos começaram a ficar complicados. Quando vi o negrão lá na frente me deu um alívio. Finalmente às 19 horas aportamos em nossa cidade e fomos recebidos calorosamente no Posto do Castelinho, pelas esposas, filhos e bichos de estimação.

Até a próxima!           

Cleber Winckler da Silva

Santa Maria - RS

Gauderios do Asfalto www .gauderiosdoasfalto.com.br

                              www .mercocycle.com.br

                               www. brazilriders.com.br

 

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Quinta, 27 Setembro 2012 14:20

PORTUGAL DE MOTO EM OUTUBRO/2012

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       PORTUGAL DE MOTO

Por Gilberto Ferretti (BR de SC)

Na Convenção do Brasil Rider's em Gravatal (SC) conhecemos a Paula Santos, da Sahara Mototours e logo surgiu o interesse pelo passeio. Em outro momento encontra um amigo que reside próximo a Coimbra (Carvalhal da Azóia). Também recebeu o convite e não deu para recusar. Vamos para Portugal, viajar para lá, de moto, o que é difícil para a minha mulher, mas para Portugal.

Depois de estudar o roteiro, comprar o pacote com a Paula, comprar como passagens, aguardar uma infinidade de dias não passávamos, embarcamos no dia 27/09/2012 para Lisboa. Lá fomos pela pelo Mário, sócio da Paula. Logo nos levou para pegar uma moto, nos levou para um pequeno almoço ao lado do Rio Tejo e depois apareceu em um belo hotel. Nesta noite ficamos em Lisboa e Pastel de Belém, Mosteiro de Jerônimos, Ponte 25 de abril, Docas ... descanso.

O Mário nos deu todas as dicas de viagem e nos acompanhou em uma loja onde adquirimos capacetes, casacos e intercomunicador.

No dia seguinte, depois de um ótimo descanso, iniciamos nossa viagem com a mudança de casa de nosso amigo e seguimos até o norte de Portugal retornando ao centro e fronteira com a Espanha, de passagem pelas Aldeias históricas. A Paula nos recebeu para o almoço, com o seu Marido, na cidade de Ericeira, na beira do oceano atlântico. Lugar único e imperdível. Mais uma vez comida com bom vinho e companhia.

Seguimos com o objetivo de despedir-se dos olhos de Giovanni e Jeanine. Sem palavras para relatar.

Na estrada rumamos para o Norte passando por Montemor, Coimbra, Aveiro, Porto e outros belos lugares. Sempre as palavras secundárias e algumas vezes por auto-estradas. Portugal deve ter gastado muito dinheiro em estradas. Muitos pedágios e as vezes até 7 euros. Quando entrar numa auto-estrada, retire o cartão que será pago na saída. Como entramos e saíram muitas vezes, perdemos uma conta de quanto gastamos em pedágios. Somente uma pista de caminhada, uma pista livre, para quem paga depois, uma pista onde basta passar um cartão, uma pista que paga, mas sem coquetel e a pista paga com o cobrador. Nem sempre todas as opções. Na ponte 25 de abril entramos na fila errada e imagina a confusão. Não houve ninguém para cobrar, não tencionou o cartão e o buzinaço iniciou.

Mas na estrada, tudo bem, pista sempre e pouco movimento. Pegamos 10 dias de sol.

Em Coimbra visita a Mata Nacional do Buçaco e a Figueira da Foz no Parque de Campismo na Praia de Quiaios.

O lugar mais romântico foi Ponte de Lima, onde passeamos uma tardinha com um ambiente nos postes de iluminação, um jantar em um casarão antigo, o vinho verde tinto e o Bacalhau Alagareira.

O lugar mais bonito foi as montanhas cruzando pela Aldeia de Piódão. Espetáculo. Pista asfaltada costurando as encostas e por vezes até dentro de florestas plantadas. Lá tem bastante. Dormimos na Aldeia da Paz, no Hotel boutique Quinta da Geia, com uma bela vista. À noite mais vinho e mais bacalhau. Tomamos vinho e comemos bacalhau todos os dias. Voltaremos lá para comer mais, pois existem diferentes e ótimos pratos. Preço gira em torno de 10 euros por pessoa. Uma refeição para o casal ao meio dia cerca de 36 euros e a noite, com um pouco mais de vinho, cerca de 40 a 50 euros. Claro que se pode gastar menos ou bem mais.

Também visitamos Fátima onde tivemos um tempo para agradecer o presente que Deus nos proporcionou.

Aveiro, com o rio e barcos para passeio foi um ótimo lugar.

Em toda a viagem não encontramos nenhum motociclista. Passamos em auto-estradas por pouquíssimos e somente deu para erguer a mão cumprimentando.

Porto é muito grande e não gostamos de cidade deste tipo para viagem de moto. Entramos, pegamos muito trânsito e saímos. Deu para tirar umas fotos. Um detalhe bom é que fomos muito bem atendidos por várias pessoas ao pedir informações.

Dormimos em Idanha-a-nova e não gostamos muito do lugar, mas ao redor encontramos outras aldeias e lugares onde a visita vale à Pena . Um  deles é a cidade de Monfortinho (com thermas) e um lugar inesquecível chamado Monsanto.

Thermas de Monfortinho fica na divisa com a Espanha. Aproveitamos para entrar um pouco por lá, pois não existe nenhum controle na divisa.

Já quase na divisa com a Espanha almoçamos em lugar espetacular. Não temos o nome, mas fica há 14km da divisa e aparentemente é um lugar pitoresco. Ao entrar encontramos um restaurante excelente.

Viseu valeu à pena, pois é uma cidade com trânsito fácil e muito bonita. Ficamos por uma noite lá e deu para visitar o centro e fazer umas comprinhas para os filhos. Lembro que em Portugal é muito difícil de encontrar uma loja especializada em brinquedos para crianças pois, tristemente, informo que não existem muitas crianças por lá. Idosos encontramos em toda a esquina.

Outro lugar inesquecível é Coimbra. Visitamos a praça da república, a universidade, o centro, etc.

O final da viagem foi Lisboa, com visita ao baixo chiado (centro), jantar, Show de fado, confeitaria nacional, passeio de elétrico (bonde antigo) e visita ao Castelo com linda vista de Lisboa.

A viagem foi maravilhosa, um sonho realizado. Recomendamos para motociclistas de todas as idades.

Agradecimentos à atenção do pessoal da Saharamototours (Paula e Mário) e dos nossos amigos Giovanni e Gianine.

Última modificação em Quinta, 13 Dezembro 2018 17:55
Sexta, 21 Dezembro 2012 13:17

Uruguay e Argentina - Dez 2012

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           Viagem ao URUGUAI e ARGENTINA

Realizada a partir de 21 de dezembro de 2012

Motociclista:  Maurício Gava

Felizmente ou Favorito em casa. . .

Infelizmente por ter acabado ... Felizmente por tudo ter ocorrido muito bem nestes 6 dias de viagem ...

Partimos na Sexta feira (21/12/12) rumo ao Chuí, uma rota de aproximadamente 820 km. Logo em Osório-RS após 150 km percorridos iniciados a chuva, foram quase 400 km até Pelotas-RS de muita água. Ao entrarmos na Reserva do Taim o sol felizmente deu como caras. As capivaras e jacarés são mais comuns. Foram quase 250 km de retas. Chegamos no Chui por volta das 15:00 onde pernoitamos no Hotel Rivero - contato (53) 3265-1287.

 

Sábado o dia amanheceu muito bom, pela manhã os termômetros marcavam 14oC, partimos as 08:00 rumo á Punta del Este cerca de 230km pela Ruta 9, cambiamos um pouco de dinheiro e fizemos todos os trâmites. Por volta das 09:00 já estávamos dentro do Uruguai.  No caminho fizemos algumas paradas, como no Forte de Santa Tereza, localizado na cidade de Castillos, infelizmente o forte só abre para visitação interna a partir das 13:00, por isso seguimos viagem. Durante uma seção de fotos a beira da estrada, acabamos encontrando um celular com o cartão chip ainda dentro, este que posteriormente serviria para ligarmos para casa e mandarmos notícias, já que nossos celulares não funcionavam no Uruguai (Nunca esqueça de verificar a cobertura com a operadora).

Chegamos em Punta por volta das 12:30. Onde ficamos no Hotel Dollar, localizado à 600m do Cassino Conrad, próximo ao monumento “Los Dedos”, ótimo custo benefício. A tarde aproveitamos para visitar este paradisíaco balneário. É de perder a conta da quantidade de Porsches que vimos, cassinos enormes, casas que parecem cenários de filme. Aproveitamos e fomos até Punta Balena e visitamos a Casa Pueblo, uma linda construção num lugar paradisíaco. Visitamos também o monumento Los Dedos, as praias e o Porto.

Domingo partimos também por volta das 08:00 rumo a Colonia Del Sacramento (+-350km), o dia amanheceu muito lindo, com uma temperatura de cerca de 12oC. Resolvemos ir pela Ruta 8 passando “por fora” de Montevideo. Ao chegarmos à província de Santa Lucia, logo depois de Canellones tivemos uma ingrata surpresa, devido às chuvas que ocorreram o rio transbordou e encobriu uma ponte. Fim da linha! Após uns 30 min. de conversa com alguns Argentinos e Uruguaios resolvermos voltar, já que levaria aproximadamente 2 dias para liberar a passagem. Decidimos que o melhor caminho seria voltar até Montevideo, pegar a Ruta 1 e seguir viagem. Foram cerca de 70km até esta rota, seguindo por umas pequenas estradas de interior, porém todas pavimentadas.  Após desviar esse trecho chegamos e Colonia por volta das 12:00, onde uma muralha de aproximadamente 5km de lindos e gigantes coqueiros nos recepcionaram dos dois lados da estrada. Um dos trechos mais bonitos da viagem.

 

Colonia Del Sacramento é a cidade mais bonita de toda a Viagem. Uma paisagem européia, com muitos carvalhos pelas ruas, construções antigas, lindos bares e praças. Fomos até o hotel El Viajero, nosso objetivo deste dia era conhecer Colonia e partirmos na segunda pela manhã para Buenos Aires de BuqueBus, porém, iríamos deixar as motos no hotel e passaríamos apenas nós pois o valor para levar as motos até a Argentina pelo rio seria inviável. Ao chegarmos ao hotel acabamos encontrando uma promoção de passagem ida e volta para Buenos Aires por $1.300,00 pesos uruguaios, cerca de R$130,00 reais. Porém o Navio sairia as 16:00. Acabamos comprando, já que o preço normal é em torno de R$210,00. Visitamos alguns pontos turísticos em Colonia, tomamos um banho no hotel, deixamos as motos na garagem e partimos em direção a Buenos Aires.

Devido à Argentina não ter horário de verão, partimos as 16:00 e chegamos também as 16:00. Logo na chegada fomos visitar Porto Madero, que por sinal realmente é muito lindo. Pegamos um taxi e fomos até o famoso estádio do Boca Juniors, La Bombonera, por sorte chegamos faltando 20 min. para fecharem os portões (Fecham as 18:00) . Entramos no gramado (que por sinal é horrível) e visitamos um pequeno museu que há, batemos algumas fotos e partimos rumo ao Bairro de Palermo para encontrar um hotel. Após chegar neste bairro, procurar por quase 2 horas e não encontrar nenhum hotel disponível (haviam alguns, porém o valor estava em torno de R$180,00 por pessoa), se decepcionar pela sujeira, mal cheiro decidimos tentar voltar até Colonia. Encontramos uma Lan House e procuramos os horários de saída dos navios, porém, o último sairia dali 25 min. e infelizmente não seria tempo o suficiente para conseguir embarcar. Resolvemos então procurar mais alguns hotéis pela internet e acabamos encontrando uma “espelunca” a qual tivemos que pagar R$80,00 cada um para dormir. À noite fomos jantar em um restaurante e por incrível que pareça, o preço de uma cerveja Stela Artois de 1L que tomamos ficou na casa dos R$31,00. A cerveja mais cara que já tomei, um absurdo, pois a comida para 2 pessoas ficou por volta dos R$50,00.

 

Segunda acordamos cedo, pegamos um taxi para sair o mais rápido possível daquela cidade que infelizmente tive uma péssima impressão, onde jurei que para visitar nunca mais retornarei. Visitamos mais um pouco de Porto Madero e fomos até a estação. Pegamos o Buquebus as 12:45 e chegamos em Colonia as 14:45. Infelizmente o tempo que havia começado com muito calor, dava as caras de que uma grande tempestade estaria por chegar. Resolvemos não ficar em Colônia e retornar novamente até Punta Del Este. Reservamos hotel pela internet e partimos as 16:30. Na saída encontramos 4 motociclistas de Joinvile que estavam aguardando o embarque no Buquebus e estavam indo para o Chile. Ingressamos novamente pela Ruta 1 com o objetivo de passar pelo centro de Montevideo. Ao chegar na cidade os termômetros já marcavam 44oC, um calor infernal. Decidimos desviar o centro e infelizmente fomos cair numa periferia da cidade. Muita gente mal encarada nos olhando como se fossemos alienígenas (na verdade eu acho que éramos mesmo, pois naquela temperatura estamos andando com as roupas pretas e longas, porém era necessário para nossa segurança). Depois de muitos apertos e passar por becos, conseguimos sair de Montevideo. No retorno aproveitamos para entrar em Piriápolis, balneário que fica á 30 km de Punta, ali tomamos uma cerveja e uma água e partimos... Chegamos em Punta por volta das 20:00, média de 120km/h.

Dia 24 á noite em Punta infelizmente quase tudo estava fechado. Acabamos jantando próximo ao hotel num fest food. Fomos visitar os Casinos e algumas praças.

Terça feira partimos as 09:00 rumo ao Chui e infelizmente iniciaríamos o período mais chuvoso da viagem. Atravessamos por um forte temporal, muitos raios e chuva que chegava doer as mãos. Conseguimos chegar no Chui por volta das 12:00 onde fomos até um supermercado comprar um pouco de comida para almoçar, já que todas as lojas e restaurantes estavam fechados. À noite fomos até um freeshop que estava aberto, algumas compras e retornamos ao hotel Rivero.

Quarta feira, último dia de viagem. Partimos as 04:30 com a desagradável companhia da chuva até a cidade de Sombrio-SC. Foram aproximadamente 750km de chuva. Chegamos em casa por volta das 14:00.

Graças a Deus tudo ocorreu muito bem e a viagem foi ótima.

Considerações:

É incrível o respeito do povo Uruguaio no transito. Um país que apesar de muito pequeno (apenas 3.200.000 habitantes) recebe muito bem as pessoas. O policiamento chama a atenção, pois rodamos cerca de 1.600km no Brasil e não encontramos nas estradas sequer 1 viatura de policia, já no Uruguai onde rodamos cerca de 1.400km, com certeza avistamos mais de 20. O trecho entre Porto Alegre e Pelotas é o mais crítico e perigoso, a rodovia está sendo duplicada e o movimento de carros e caminhões é enorme, o que exige muita cautela e atenção. Sobre os valores, como a viagem foi realizada em alta temporada, o preço das comidas e bebidas estava acima do normal. Cerveja Patrícia de 1L estava em média R$20,00. A hospedagem surpreendeu pelo valor abaixo do esperado, apesar de que quase todas as reservas foram efetuadas pelo site WWW.booking.com  . Sobre o ferry boat uma sugestão para quem pretende deixar uma moto na Colônia é à companhia SEACAT que é mais em barata, porém, é uma idéia é passar com uma moto, uma única companhia e um BUQUEBUS.

 

Última modificação em Quinta, 13 Dezembro 2018 17:56
Segunda, 14 Novembro 2011 15:14

UMA AVENTURA AOS SESSENTA

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UMA AVENTURA AOS SESSENTA

                              DESTINO: CHILE

 

  Sentir o vento no rosto, cruzar as estradas sem hora pra sair ou prá chegar, conhecer novos lugares, novos costumes, novas línguas e, por que não, novos países. Foi pensando nisso que comecei a planejar uma viagem com minha esposa Elvira para o Chile. Nós sexagenários (ou sexalescentes como preferem alguns) não queríamos o conforto e segurança da agência de viagens, como a maioria dos casais acima dos sessenta costuma fazer. Tinha que ser uma aventura e que aventura. A ideia era fazer tudo isso sobre duas rodas, numa Shadow VT600, ano 1999.

 Foram seis meses de planejamento, organizando documentos: passaportes e da moto, revisões, seguros, mapas, GPS, internet móvel, bagagem, roupas, caixa de primeiros socorros, cartões de crédito e telefones para uso no exterior. Estudamos o trajeto, as condições de terreno, abastecimento, por onde passaríamos o clima em cada um dos países que atravessaríamos e, claro, as belezas naturais e atrações que iríamos poder presenciar pessoalmente. Entre tantas que a América do Sul possui o Parque Nacional do Aconcágua em Mendoza e a tortuosa estrada dos Caracolles Chilenos na Cordilheira dos Andes se destacam. Em viagem anterior já tínhamos ido à Bolívia, e agora no Paraguai passaríamos rapidamente.

 Partimos de Montes Claros, no Norte de Minas, no dia 14 de Nov/2011. - 12.000 km era a distância a ser percorrida. Seguimos rumo ao Triângulo Mineiro, depois interior de São Paulo e seguimos até o sul do Brasil. A primeira meta foi atingida, conhecemos Foz do Iguaçu (água grande) e suas fantásticas cataratas e o show da iluminação de Itaipu (pedra que canta). Após passarmos apenas uma noite em cada parada deste trajeto, ficamos por três dias na cidade para curtirmos bastante os pontos turísticos e a hospitalidade de uma prima distante, que sequer conhecíamos. Cristina Storino e Rui foram encontrados através de redes sociais na internet.

 

 Curvas que pareciam infinitas, traçando caminhos tortuosos pelas montanhas andinas. Estar ali era a realização de um sonho. Em Ituzaingo-Ar encontramos um irmão de estrada, o Claudiney de Araraquara. Finalmente chegamos a Santiago, uma belíssima e moderna cidade. Em Valparaiso e Viña Del Mar. Foi uma experiência incrível apreciar praias belíssimas, sol forte, muita gente na areia agasalhados. Não havia condições de mergulhar, a água é congelante. Mas andamos descalços pela a areia para termos uma espécie de batismo nas águas do Oceano Pacífico. A sensação do dever cumprido, da realização de um sonho, não tem preço.

 De Viña Del Mar (oceano Pacífico), até Buenos Aires (oceano Atlântico), pela RN 7 foram 1450 km. Um desafio cumprir este percurso em dois dias, mas foi um barato. Três dias de descanso em Buenos Aires para beber vinho, dançar tango, visitar pontos turísticos. Antes de enferrujar seguimos para Montevidéu, depois para Punta del Este no Uruguai e Chuí, de volta ao Brasil.

O show de beleza e os ventos fortes continuaram, especialmente na região do Banhado do Taim. Cansados, porém realizados, Elvira e eu, no caminho de volta, passamos por Gramado e Canela, nas Serras Gauchas, Pelotas, Porto Alegre, Florianópolis, Joinville, Curitiba, São Paulo, Belo Horizonte e finalmente chegamos a Montes Claros, em 09/12/11.

 Chegar em casa seria então o último desejo dessa aventura. E que prazer colocar de novo os pés em nosso lar, sendo recebidos por nossos filhos e agregados, e um delicioso almoço preparado por eles. Idade nunca foi e nunca será barreira para ninguém que tem dentro de si um espírito aventureiro, alegria de viver e o apoio incondicional da família. 

Eduardo Alberto Storino de Moraes

Março 2013

Última modificação em Quinta, 13 Dezembro 2018 17:57